Mundo
Guerra na Ucrânia
Rússia diz ter abatido dois drones ucranianos na região de Moscovo
Pelo quinto dia consecutivo, a Rússia frustrou um ataque com drones ucranianos depois de ter abatido duas aeronaves não tripuladas na região de Moscovo, anunciou o Ministério russo da Defesa esta terça-feira. O ataque obrigou à interrupção temporária dos voos nos aeroportos internacionais de Moscovo.
“Uma tentativa do regime de Kiev de realizar ataques terroristas utilizando veículos aéreos não tripulados foi frustrada esta noite”, disse o Ministério da Defesa da Rússia num comunicado.
"Dois drones foram detetados e destruídos por sistemas de defesa aérea no território da região de Moscovo", acrescenta, garantindo que não há feridos a registar.
Segundo o presidente da autarquia da capital russa, Sergei Sobyanin, um aparelho foi abatido na região de Krasnogorsk, a 20 quilómetros a noroeste do Kremlin, e um segundo na região de Chastsy, a cerca de 50 quilómetros a sudoeste do centro de Moscovo.
Outros dois drones foram intercetados na região de Bryansk, a nordeste da fronteira com a Ucrânia. Estes foram igualmente derrubados por sistemas de defesa aérea, sem causar feridos. Os ataques obrigaram à interrupção temporária dos voos de e para os três aeroportos de Moscovo na manhã desta terça-feira, segundo anunciou o Ministério russo. O espaço aéreo de Moscovo tem sido encerrado várias vezes nos últimos dias, à medida que ataques de drones se tornaram mais regulares.
No sábado, um ataque com drones ucranianos destruiu o principal bombardeiro supersónico da Rússia, segundo relatos da BBC e dos meios de comunicação ucranianos.
Os relatos baseiam-se em imagens partilhadas nas redes sociais que parecem mostrar o bombardeiro de longo alcance, o Tupolev Tu-22, em chamas na base aérea de Soltsy-2, a sul de São Petersburgo. As imagens foram analisadas de forma independente pela BBC. O bombardeiro russo Tu-22 foi desenvolvido pela União Soviética e pode viajar ao dobro da velocidade do som. Tem sido amplamente utilizado pela Rússia para atacar cidades na Ucrânia.
O Ministério da Defesa da Rússia disse, no sábado, que um drone ucraniano tinha como alvo um campo de aviação militar na região russa de Novgorod, causando um incêndio e danificando um avião de guerra.
"Um avião foi danificado; não houve vítimas como resultado do ato terrorista”, disse o Kremlin.
Os ataques de drones dentro do território russo têm vindo a aumentar há várias semanas, geralmente sem causar danos ou vítimas, e têm visado particularmente a capital russa, localizada a mais de 500 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
Desde sexta-feira que a Rússia tem anunciado que abateu drones ucranianos no espaço aéreo de Moscovo. Kiev tem preferido manter o silêncio e não tem assumido a responsabilidade por estes ataques.
Rússia diz ter destruído navio ucraniano no Mar Negro
O Ministério russo da Defesa também anunciou esta terça-feira que um navio de guerra russo destruiu um navio de reconhecimento do Exército ucraniano no Mar Negro durante a noite desta segunda-feira.
Este navio estava “na área das instalações russas de produção de gás no Mar Negro”, explicou o Ministério russo, que não forneceu mais detalhes sobre este incidente.
Os ataques de ambas as partes no Mar Negro intensificaram-se desde que a Rússia recusou, em meados de julho, renovar um acordo negociado pela ONU e pela Turquia que autorizava a exportação de cereais ucranianos.
A Rússia bombardeou repetidamente a infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro e no Danúbio, enquanto a Ucrânia atacou navios russos nas suas águas e na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está na Grécia, depois de ter visitado a Suécia, os Países Baixos e a Dinamarca este fim de semana.
A Grécia ofereceu-se para treinar pilotos ucranianos para pilotar os caças F-16 que o seu país receberá em breve, anunciou Zelensky na segunda-feira.
No domingo, os Países Baixos e a Dinamarca deram luz verde ao envio de caças F-16 para a Ucrânia. A Rússia já avisou que o envio destas aeronaves à Ucrânia vai provocar uma “escalada do conflito”.
c/ agências
"Dois drones foram detetados e destruídos por sistemas de defesa aérea no território da região de Moscovo", acrescenta, garantindo que não há feridos a registar.
Segundo o presidente da autarquia da capital russa, Sergei Sobyanin, um aparelho foi abatido na região de Krasnogorsk, a 20 quilómetros a noroeste do Kremlin, e um segundo na região de Chastsy, a cerca de 50 quilómetros a sudoeste do centro de Moscovo.
Outros dois drones foram intercetados na região de Bryansk, a nordeste da fronteira com a Ucrânia. Estes foram igualmente derrubados por sistemas de defesa aérea, sem causar feridos. Os ataques obrigaram à interrupção temporária dos voos de e para os três aeroportos de Moscovo na manhã desta terça-feira, segundo anunciou o Ministério russo. O espaço aéreo de Moscovo tem sido encerrado várias vezes nos últimos dias, à medida que ataques de drones se tornaram mais regulares.
No sábado, um ataque com drones ucranianos destruiu o principal bombardeiro supersónico da Rússia, segundo relatos da BBC e dos meios de comunicação ucranianos.
Os relatos baseiam-se em imagens partilhadas nas redes sociais que parecem mostrar o bombardeiro de longo alcance, o Tupolev Tu-22, em chamas na base aérea de Soltsy-2, a sul de São Petersburgo. As imagens foram analisadas de forma independente pela BBC. O bombardeiro russo Tu-22 foi desenvolvido pela União Soviética e pode viajar ao dobro da velocidade do som. Tem sido amplamente utilizado pela Rússia para atacar cidades na Ucrânia.
O Ministério da Defesa da Rússia disse, no sábado, que um drone ucraniano tinha como alvo um campo de aviação militar na região russa de Novgorod, causando um incêndio e danificando um avião de guerra.
"Um avião foi danificado; não houve vítimas como resultado do ato terrorista”, disse o Kremlin.
Os ataques de drones dentro do território russo têm vindo a aumentar há várias semanas, geralmente sem causar danos ou vítimas, e têm visado particularmente a capital russa, localizada a mais de 500 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
Desde sexta-feira que a Rússia tem anunciado que abateu drones ucranianos no espaço aéreo de Moscovo. Kiev tem preferido manter o silêncio e não tem assumido a responsabilidade por estes ataques.
Rússia diz ter destruído navio ucraniano no Mar Negro
O Ministério russo da Defesa também anunciou esta terça-feira que um navio de guerra russo destruiu um navio de reconhecimento do Exército ucraniano no Mar Negro durante a noite desta segunda-feira.
Este navio estava “na área das instalações russas de produção de gás no Mar Negro”, explicou o Ministério russo, que não forneceu mais detalhes sobre este incidente.
Os ataques de ambas as partes no Mar Negro intensificaram-se desde que a Rússia recusou, em meados de julho, renovar um acordo negociado pela ONU e pela Turquia que autorizava a exportação de cereais ucranianos.
A Rússia bombardeou repetidamente a infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro e no Danúbio, enquanto a Ucrânia atacou navios russos nas suas águas e na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está na Grécia, depois de ter visitado a Suécia, os Países Baixos e a Dinamarca este fim de semana.
A Grécia ofereceu-se para treinar pilotos ucranianos para pilotar os caças F-16 que o seu país receberá em breve, anunciou Zelensky na segunda-feira.
No domingo, os Países Baixos e a Dinamarca deram luz verde ao envio de caças F-16 para a Ucrânia. A Rússia já avisou que o envio destas aeronaves à Ucrânia vai provocar uma “escalada do conflito”.
c/ agências