Rússia levanta bloqueio naval no Mar de Azov mas mantém no Mar Negro
A Rússia levantou hoje o bloqueio naval no Mar de Azov, após um protesto apresentado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, mas mantém no Mar Negro, segundo a administração portuária.
Em comunicado, a administração portuária da Ucrânia adiantou que os navios já têm passagem livre para navegar no Mar de Azov de ou para portos ucranianos.
Contudo, o bloqueio das rotas marítimas no Mar Negro mantém-se em vigor, perante as manobras navais iniciadas pela Rússia.
Kiev acusou Moscovo de querer transformar Azov num mar interior. A Rússia, por seu turno, disse que tinha que tomar medidas para garantir a segurança da ponte sobre o estreito de Kerch, que liga a Crimeia à Rússia.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitri Kuleba, anunciou que o país pediu ajuda internacional contra o bloqueio das rotas no Mar Negro.
"Comunicámos ao secretário-geral da ONU, à União Europeia e aos dirigentes dos Estados-membros estas ações da federação russa e começámos as consultas com os países ribeirinhos do Mar Negro para realizarmos ações conjuntas", referiu o governante, em conferência de imprensa.
Já o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, notou que "todas as manobras e movimentos dos navios russos nas águas do Mar Negro são realizados em estreita conformidade com a lei marítima".
A Rússia é acusada pelo Ocidente de ter concentrado dezenas de milhares de soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia para proceder a uma invasão, que os Estados Unidos consideraram iminente.
O Kremlin desmentiu qualquer intenção nesse sentido e exige à NATO garantias relativas à sua segurança, querendo que esta assegure que não fará qualquer alargamento à Europa de Leste e que o pedido de adesão da Ucrânia nunca será aceite, o que Aliança Atlântica obviamente rejeita fazer.