Mundo
Guerra na Ucrânia
Rússia "seriamente preocupada" com envio de tropas da NATO para a Gronelândia
A Rússia acusa a NATO de agir sob "o pretexto imaginário de uma ameaça crescente de Moscovo e Pequim".
A diplomacia russa disse esta quinta-feira estar "seriamente preocupada" com o anúncio do envio de tropas adicionais da NATO para a Gronelândia. As declarações chegam depois de a Alemanha e a França terem anunciado
que vão participar numa missão militar europeia nessa ilha,
juntando-se à Suécia e à Noruega.
"Em vez de realizar um trabalho construtivo no âmbito das instituições existentes, em particular o Conselho do Ártico, a NATO optou por uma militarização acelerada do Norte, reforçando a sua presença militar na região sob o pretexto imaginário de uma ameaça crescente de Moscovo e Pequim", referiu, em comunicado, a embaixada russa em Bruxelas, onde se encontra a sede da Aliança Atlântica.
"Em vez de realizar um trabalho construtivo no âmbito das instituições existentes, em particular o Conselho do Ártico, a NATO optou por uma militarização acelerada do Norte, reforçando a sua presença militar na região sob o pretexto imaginário de uma ameaça crescente de Moscovo e Pequim", referiu, em comunicado, a embaixada russa em Bruxelas, onde se encontra a sede da Aliança Atlântica.
"As fortes declarações de Washington sobre a Gronelândia estão a ser utilizadas pela Aliança exclusivamente para promover a sua agenda antirussa e antichinesa", acrescentou, denunciando uma "retórica agressiva". A embaixada da Rússia em Bruxelas defendeu ainda que "o Ártico deve permanecer um território de paz, diálogo e colaboração equitativa".
No início de janeiro, o presidente norte-americano voltou a levantar preocupações ao expressar novamente a sua posição acerca da Gronelância, região autónoma da Dinamarca.
Donald Trump reiterou que os Estados Unidos precisam da Gronelândia por razões de "segurança nacional", nomeadamente para conter os avanços da Rússia e da China no Ártico, e não descartou o recurso à força para se apoderar da ilha, chegando mesmo a afirmar que o território será dos EUA "a bem ou a mal".
Donald Trump reiterou que os Estados Unidos precisam da Gronelândia por razões de "segurança nacional", nomeadamente para conter os avanços da Rússia e da China no Ártico, e não descartou o recurso à força para se apoderar da ilha, chegando mesmo a afirmar que o território será dos EUA "a bem ou a mal".
Na quarta-feira, o vice-primeiro-ministro da Gronelândia afirmou que "nos próximos dias" chegam à ilha mais tropas da NATO.
"É esperado um aumento no número de voos e navios militares", explicou Mute Egede em conferência de imprensa, mencionando a realização de "exercícios".
"É esperado um aumento no número de voos e navios militares", explicou Mute Egede em conferência de imprensa, mencionando a realização de "exercícios".
Dinamarca tentou mudar posição de Trump sem sucesso
França, Suécia, Alemanha e Noruega anunciaram na quarta-feira que vão enviar militares para este território ártico para uma missão de reconhecimento que, segundo uma fonte do Ministério francês das Forças Armadas, se insere no âmbito do exercício dinamarquês "Arctic Endurance".
França, Suécia, Alemanha e Noruega anunciaram na quarta-feira que vão enviar militares para este território ártico para uma missão de reconhecimento que, segundo uma fonte do Ministério francês das Forças Armadas, se insere no âmbito do exercício dinamarquês "Arctic Endurance".
No mesmo dia, altos funcionários norte-americanos e os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e da Gronelândia estiveram reunidos na Casa Branca, mas os esforços para tentar acalmar a ambição do presidente norte-americano não foram bem-sucedidos.
“Não conseguimos mudar a posição dos EUA”, explicou o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Lars Lökke Rasmcussen.
“Não conseguimos mudar a posição dos EUA”, explicou o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Lars Lökke Rasmcussen.
“É evidente que o presidente tem o desejo de conquistar a Gronelândia e deixámos muito, muito claro que isso não é do interesse do Reino [da Dinamarca]”, reiterou, argumentando que se trata de uma “violação inaceitável da soberania”.
Rasmcussen insistiu que não existem ameaças imediatas da China e da Rússia que a Dinamarca e a Gronelândia, juntamente com os seus aliados, não possam gerir por si próprios, rejeitando assim a justificação dada por Trump para o desejo de anexar o território.
Rasmcussen insistiu que não existem ameaças imediatas da China e da Rússia que a Dinamarca e a Gronelândia, juntamente com os seus aliados, não possam gerir por si próprios, rejeitando assim a justificação dada por Trump para o desejo de anexar o território.
c/ agências