Sánchez reitera ao lado de Montenegro que guerra é "erro extraordinário"
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, reiterou hoje que a guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão, é um "erro extraordinário" e ilegal, numa declaração ao lado do homólogo português, Luís Montenegro.
Sobre a posição do governo português em relação ao conflito, Pedro Sánchez disse apenas que "a política externa de cada país a decide cada um dos governos", depois de ter sido questionado por jornalistas na conferência de imprensa da cimeira ibérica que decorre hoje em Huelva, no sul de Espanha.
O líder do Governo espanhol insistiu em que a guerra foi iniciada "claramente fora da legalidade internacional".
"Esta guerra é um erro extraordinário, que vamos pagar e já estamos a pagar", afirmou, referindo os impactos que o conflito já está a ter no aumento do petróleo ou do gás, mas também a nível de vítimas mortais, "dor e sofrimento" no Médio Oriente.
Sánchez tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, por considerar que violam direito internacional, e o Governo de Espanha recusou a utilização de bases militares em território espanhol pelos norte-americanos para estas operações. Na resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Espanha com represálias.