Secretário-geral da ONU diz que "chegou a hora" de haver paz

por Lusa

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu hoje ter chegado a hora de haver paz na Ucrânia e criticou a Rússia por violar o direito internacional com a invasão de 24 de fevereiro de 2022.

"As disputas internacionais devem ser resolvidas por meios pacíficos", disse António Guterres aos ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países europeus, bem como aos representantes dos países que compõem o Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, numa sessão especial deste órgão das Nações Unidas.

A sessão, solicitada pela Ucrânia para assinalar os dois anos do início da invasão russa, segue-se a um evento semelhante na Assembleia Geral da organização.

Antes de Guterres tomar a palavra, o embaixador russo na ONU, Vasili Nebenzia, pediu a palavra para avisar que não iria ouvir os "mantras rituais" dos representantes europeus, a quem acusou de serem hipócritas por nunca terem pedido uma sessão semelhante para discutir a guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.

Não está prevista qualquer votação após a reunião do Conselho de Segurança de sexta-feira, que será uma oportunidade para os representantes europeus mostrarem a sua unidade em defesa da Ucrânia, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmitro Kuleba, também está presente.

No entanto, o evento coincide com um momento sensível nas relações devido à dificuldade que os Estados Unidos, principal fornecedor de material militar à Ucrânia, estão a ter em aprovar um novo pacote de ajuda militar a Kiev devido ao bloqueio dos republicanos, que controlam a câmara baixa do Congresso.

Na intervenção, Guterres sublinhou que é muito mais fácil chegar a um acordo sobre o futuro do que sobre o passado, numa referência à leitura particular da história russo-ucraniana que o Presidente russo, Vladimir Putin, cita frequentemente para justificar a sua invasão.

"É altura de voltar a respeitar a carta [fundadora da ONU] e renovar o respeito pelo direito internacional. É esse o caminho para a paz e a segurança - na Ucrânia e em todo o mundo", concluiu.

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