UE manifesta-se disponível para reforçar missões navais no Médio Oriente
A União Europeia manifestou-se hoje disponível para reforçar as missões navais no Médio Oriente, para proteger navios mercantes, após uma reunião dos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia com representantes de 13 países da região.
Numa declaração conjunta assinada após a reunião, António Costa e Ursula von der Leyen realçam a importância das missões navais europeias Aspides e Atalanta, ambas no Médio Oriente, que visam "proteger rotas marítimas críticas e prevenir qualquer disrupção a cadeias de abastecimento cruciais".
"Ambos manifestaram abertura para ajustar e reforçar estas missões, com vista a responder melhor à situação", lê-se na declaração.
A missão naval Aspides, lançada em fevereiro de 2024, visa proteger navios comerciais e mercantes no Mar Vermelho, Golfo e Oceano Índico Ocidental de ameaças crescentes, designadamente de ataques dos grupos Huthis do Iémen.
Já a missão naval Atalanta, em vigor desde 2008, atua no Golfo de Aden e no Oceano Índico Ocidental, com o intuito de proteger navios de pirataria.
Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu.
NATO intercetou mais um míssil que se dirigia para a Turquia
“A NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, reiterou o porta-voz.
Bolsas europeias reduzem quedas e preços da energia atenuam subida
As principais bolsas europeias reduziam as perdas hoje a meio da sessão para menos de 2%, enquanto a subida dos preços da energia se moderava, depois dos ataques de Israel a instalações petrolíferas iranianas no fim de semana.
Cerca das 13:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,66% para 588,78 pontos.
As bolsas de Londres e Frankfurt recuavam 1,04% e 1,32%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 1,60% e 1,31%.
Londres era a exceção, já que descia 2,16%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa cedia, mas mais moderadamente, com o principal índice, o PSI, a cair 1,37% para 8.822,56 pontos.
Nesta sessão, intensifica-se o receio dos investidores de que os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão tenham um impacto maior do que o calculado na economia mundial, através de uma aceleração da inflação e de um menor crescimento devido ao encarecimento do gás e do petróleo.
O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia do início da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e contra o Irão, chegou a ser negociado a 119,5 dólares esta madrugada, mais 28,92% do que na sexta-feira (92,69 dólares).
O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 11,7% para 103,50 dólares, um máximo desde fevereiro de 2022, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 42% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).
O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 12,2% para 101,97 dólares.
O gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, que chegou a subir 30% na abertura, até 69 euros por megawatt-hora (MWh), estava a ser negociado a 61,18 dólares, mais 14,6% que na sexta-feira.
A moderação da queda, pois algumas praças do Velho Continente chegaram a estar a perder mais de 3% na abertura, ocorria enquanto os futuros sobre os índices norte-americanos apontam para quedas de 1,26% para o Dow Jones e de 1,22% para o Nasdaq.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha acentuavam a subida, para 2,905%, contra 2,858% na sexta-feira.
O euro recuava para 1,1554 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
A queda de hoje na Europa segue a descida de Wall Street na sexta-feira e das praças asiáticas esta madrugada.
Na Ásia, devido à dependência das suas economias das importações de energia, Tóquio perdeu 5,2% (maior queda desde as tarifas anunciadas por Trump em abril de 2025), enquanto Seul perdeu 5,96%, Hong Kong 1,35% e Xangai 0,67%.
Hoje foi anunciado que a inflação homóloga na China subiu para 1,3% em fevereiro, mais 1,1 pontos que em janeiro.
Entre outros dados económicos divulgados hoje de manhã destaca-se a queda de 11,1% dos pedidos de fábrica em janeiro na Alemanha (também caiu 0,5% a produção industrial), bem como o agravamento da confiança dos consumidores da zona do euro este mês (-3,1 pontos), segundo a Sentix.
Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a recuar, com a onça a ser negociada a 5.096,38 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 83,6924 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
A bitcoin sobe levemente 0,56%, para 67.596,7 dólares.
Hezbollah jura lealdade ao novo líder iraniano
Em comunicado, o movimento pró-iraniano felicitou o novo líder pela sua eleição. Reafirmou a sua lealdade e reafirmou o seu apoio inabalável.
Preço do gás natural dispara 15,5% para mais de 61 euros/MWh
Lusa /
Segundo dados da Bloomberg recolhidos pela EFE, às 12:00 em Lisboa, o preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, de referência na Europa, subia 15,5%, para 61,05 euros por MWh.
Na abertura, hoje às 07:00 em Lisboa o preço do gás natural chegou a subir 30%, para 69 euros por MWh.
O gás natural tem-se valorizado fortemente desde que em 28 de fevereiro os EUA e Israel lançaram um ataque contra o Irão.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
c/Lusa
Várias explosões sentidas na capital do Catar
Pela segunda vez nesta segunda-feira, soaram as sirenes na sequência de diversas explosões em Doha.
Segundo míssil iraniano destruído pela NATO no espaço aéreo da Turquia
A informação foi anunciada pelo Ministério da Defesa turco em comunicado nesta segunda-feira.
UE diz que cabe ao povo escolher representantes apesar de "tomar nota" de novo líder
"Não me quero demorar muito sobre o assunto, a não ser tomar nota do anúncio de um novo líder supremo do Irão. No entanto, gostaria de recordar que este regime cometeu ações que violam o direito internacional", disse o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.
O porta-voz afirmou que o regime iraniano não respeitou acordos internacionais como o tratado de não-proliferação de armas nucleares, além de ter uma "longa lista" de violações dos direitos humanos, recordando a repressão das manifestações de janeiro.
"Milhares de cidadãos, incluindo milhares de crianças, foram mortos e assassinados por um regime que é de opressão, de repressão e de supressão. Também posso falar da lista de ameaças contra a União Europeia (UE), seja atividades híbridas em solo europeu ou detenções arbitrárias de cidadãos europeus", referiu.e
Anouar El Anouni defendeu ainda que "cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes", frisando que a UE apoia a sua "aspiração plena e legítima a um futuro em que as suas liberdades fundamentais e direitos universais são protegidos e respeitados".
No que se refere à UE, o porta-voz afirmou que o bloco vai continuar a tentar proteger a sua segurança e os seus interesses, designadamente ao procurar "impedir que o Irão obtenha a arma nuclear", "travar o seu programa de mísseis balísticos" e "pôr fim às suas atividades desestabilizadores na região e na Europa".
"Vamos igualmente continuar a contribuir para todos os esforços diplomáticos que visem reduzir as tensões e procurar uma solução de longo prazo para este conflito", indicou.
Questionada se o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, é alvo de sanções da UE, Anouar El Anouni disse que não e recordou que "as decisões relativas a novas medidas restritivas são tomadas pelo Conselho da UE por unanimidade dos 27 Estados-membros".
Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irão, anunciou a televisão estatal iraniana este domingo à noite.
O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.
Com 56 anos, o filho de Ali Khamenei é uma figura reservada e não é visto em público há dias, de acordo com a agência noticiosa Associated Press.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse que o sucessor de Ali Khamenei será um alvo dos ataques ao país, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que foram mortos.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
c/Lusa
Nomeação do novo líder causou "desespero" nos Estados Unidos e em Israel
A sua nomeação pela Assembleia de Peritos "reduziu os inimigos hostis e beligerantes ao desespero", disse Larijani numa mensagem publicada no X.
Macron falou com Netanyahu sobre a situação no Médio Oriente e no Líbano
O presidente francês já tinha conversado com Netanyahu na passada quarta-feira, pela primeira vez desde o Verão de 2025, enquanto Israel continua os seus ataques contra o Irão, mas também contra Beirute, cuja parte sul é o bastião do Hezbollah, um grupo pró-Irão.
Pessoal diplomático não essencial deve abandonar sul da Turquia
"A 9 de março de 2026, o Departamento de Estado ordenou que os funcionários não essenciais do governo dos EUA e os seus familiares abandonassem o Consulado Geral em Adana devido a riscos de segurança. (...) O Consulado dos EUA em Adana suspendeu todos os serviços consulares", afirmou o departamento.
Ministros das Finanças do G7 vão reunir-se esta segunda-feira
Eleições legislativas adiadas por dois anos no Líbano
A sessão parlamentar foi realizada com a presença de membros do grupo islamista Hezbollah, enquanto aviões israelitas bombardeavam os subúrbios do sul de Beirute.
Israel, apesar do cessar-fogo em vigor, tem vindo a intensificar ofensivas militares no país vizinho e investiu mesmo em incursões militares para posições mais avançadas no território libanês.
Preços do petróleo ultrapassam os 100 dólares
Por volta das 10h20 GMT, o preço do petróleo Brent, do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 12,70% para 104,46 dólares, depois de ter atingido 119,50 dólares no início da sessão.
O Irão, atacado pelos Estados Unidos e por Israel há dez dias, continua os seus ataques contra as infraestruturas dos seus vizinhos ricos em hidrocarbonetos no Golfo.
O Estreito de Ormuz, por onde passa normalmente um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), também continua intransitável.
Os preços do gás na Europa também dispararam, principalmente devido ao bloqueio das exportações do Catar.
O contrato de futuros holandês de TTF, considerado a referência europeia, subiu mais de 16,42%, para 62,15 euros por megawatt-hora, depois de ter aberto com um salto de cerca de 30%.
Irão acusa países europeus de contribuir para o ataque dos EUA e Israel
"Infelizmente, os países europeus contribuíram para a criação destas condições", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, numa conferência de imprensa semanal.
"Em vez de insistirem no Estado de direito, em vez de se oporem à intimidação e aos excessos dos Estados Unidos, manifestaram-se e concordaram com eles perante o Conselho de Segurança da ONU durante o debate sobre a reinstalação das sanções, e tudo isto, em conjunto, encorajou os Estados Unidos e os sionistas a continuarem a cometer os seus crimes", acrescentou.
Hezbollah relata ataque israelita no leste do Líbano
Um porta-voz do exército israelita não comentou de imediato a declaração do Hezbollah.
Um comunicado do Hezbollah afirmou que os seus combatentes "confrontaram os helicópteros e as forças infiltradas com armamento apropriado".
O Líbano foi arrastado para a guerra regional quando o Hezbollah, fundado pela Guarda Revolucionária do Irão em 1982, abriu fogo para vingar o assassinato do antigo líder supremo do Irão, reacendendo a ofensiva israelita contra o grupo.
O exército israelita manteve os seus ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, na segunda-feira, lançando colunas de fumo sobre a cidade. Reiterou os avisos aos residentes para que evacuassem o país e anunciou que iria tomar medidas contra uma instituição financeira do Hezbollah, a Al-Qard Al-Hassan.
Quase 400 pessoas foram mortas no Líbano por ataques israelitas desde 2 de março, informou no domingo o Ministério libanês da Saúde, incluindo pelo menos 83 crianças e 42 mulheres. O número de vítimas não distingue entre combatentes e civis.
Putin felicita filho de Khamenei pela sua nomeação como novo líder do Irão
Putin disse estar confiante de que Khamenei dará continuidade ao trabalho do pai "com honra" e unirá o povo iraniano "perante as duras provações".
Acrescentou que a Rússia continuará ao lado de Teerão, afirmando desejar "reafirmar o apoio inabalável a Teerão e a solidariedade aos nossos amigos iranianos".
Irão afasta negociações de cessar-fogo enquanto for alvo de ataques
"Não há sentido nas negociações sobre nada além de defesa e represálias esmagadoras contra os inimigos", disse Esmaeil Baghaei, antes de reiterar que Teerão não tem guerra para travar com os seus vizinhos muçulmanos, mas deve atacar "instalações utilizadas pelos agressores" para sua legítima defesa.
"Não há sentido nas negociações sobre nada além de defesa e represálias esmagadoras contra os inimigos", disse Esmaeil Baghaei, antes de reiterar que Teerão não tem guerra para travar com os seus vizinhos muçulmanos, mas deve atacar "instalações utilizadas pelos agressores" para sua legítima defesa.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros negou também qualquer ataque iraniano contra a Turquia, o Azerbaijão e o Chipre, apontando, em vez disso, para o que chamou de "ataques de falsa bandeira".
Salva de mísseis iranianos contra o centro de Israel
Novos ataques iranianos à infraestrutura energética do Golfo
Um ataque provocou um incêndio e danos materiais no complexo petrolífero da cidade de Al-Maameer, a sul de Manama, capital do arquipélago, informou a imprensa estatal.
Confiança dos investidores da zona euro em queda
O índice desceu para -3,1 pontos em março, face aos 4,2 do mês anterior, superando ainda as previsões dos analistas consultados pela Reuters, que previam uma leitura de -5,0.
A Sentix classificou a queda como o "primeiro sinal da situação económica após o início da guerra no Irão", afirmando que esta travou três meses consecutivos de melhoria.
"Isto lança dúvidas consideráveis sobre a recente recuperação na UE", realçou a Sentix. "O choque nos preços da energia e os riscos geopolíticos estão a arrefecer o otimismo anteriormente elevado em relação à economia da zona euro".
O inquérito a 1.055 investidores, realizado entre 5 e 7 de Março, mostrou também um declínio tanto nas expectativas económicas como na situação atual.
As expectativas desceram para 3,5, face aos 15,8 do mês anterior, enquanto o índice que mede a situação atual também desceu para -9,5, face aos -6,8 de fevereiro.
O índice da economia alemã, o mais elevado da Europa, caiu para -12,1, face aos -6,9 de fevereiro, o que, segundo a Sentix, sinaliza "uma nova recessão após o recente vislumbre de esperança".
Von der Leyen alerta para "conflito regional com consequências não intencionais"
A presidente da Comissão Europeia alertou hoje para o "conflito regional com consequências não intencionais" no Médio Oriente, com a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos ao Irão, vincando que "não deve haver lágrimas pelo regime iraniano".
"Estamos agora a assistir a um conflito regional com consequências não intencionais e os efeitos colaterais já são uma realidade hoje - seja na energia e nas finanças, no comércio e nos transportes ou no deslocamento de pessoas", disse Ursula von der Leyen, intervindo na Conferência Anual dos Embaixadores da União Europeia, em Bruxelas.
No dia em que se registam aumentos acentuados dos preços do gás natural (de 30% para os 69 euros por megawatt-hora) e do petróleo (com o Brent a ultrapassar os 100 euros por barril), a líder do executivo comunitário assinalou que "se podem ouvir diferentes opiniões sobre se o conflito no Irão é uma guerra de escolha ou uma guerra de necessidade".
"Mas acredito que este debate perde parcialmente o essencial porque a Europa deve concentrar-se na realidade da situação, vendo o mundo tal como ele realmente é hoje. Quero ser clara: não deve haver lágrimas pelo regime iraniano que infligiu morte e impôs repressão ao seu próprio povo [...] e que causou devastação e desestabilização em toda a região através dos seus representantes armados com mísseis e drones", afirmou, sem nunca mencionar os ataques iniciais norte-americanos e israelitas.
Países do G7 devem discutir hoje uso das reservas de petróleo
Os ministros das Finanças do G7 admitem discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo, no quadro da guerra no Médio Oriente, indicou hoje uma fonte do Governo francês à Agência France Presse.
A fonte governamental francesa disse que se trata de "uma opção em análise".
Os ministros das Finanças do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália) reúnem-se hoje às 13:30 (12:30 em Lisboa), sob a presidência francesa.
A reunião deve examinar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente, que provocou a subida dos preços do petróleo e do gás na última semana.
O encontro vai decorrer por vídeo conferência.
Hoje, os preços do petróleo dispararam fazendo aumentar as preocupações sobre os custos da energia e o impacto na inflação.
O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu até 7% no início da sessão de hoje, enquanto outros mercados asiáticos também registaram quedas acentuadas.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.
As forças de Teerão encerraram o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Fortes explosões sentidas na capital do Irão
É uma informação avançada por jornalistas da Agência France Press no local.
As explosões foram ouvidas em diversas partes da capital, mas, segundo os mesmos relatos, ainda não foi possível determinar o alvo dos ataques.
Bolsas europeias abrem com perdas superiores a 2% devido à escalada da guerra
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, com perdas superiores a 2%, arrastadas pela subida do preço do petróleo para mais de 100 dólares o barril, devido à escalada da guerra no Médio Oriente.
Cerca das 08:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 2,40% para 584,34 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,66%, 2,40% e 2,67%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2,88% e 2,66%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa cedia, mas mais moderadamente, com o principal índice, o PSI, a cair 1,39% para 8.824,03 pontos.
O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e o Irão, subiu hoje 15% e 47% desde 27 de fevereiro.
O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 15% para 106,86 dólares, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 47% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).
O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 14% para 107,67 dólares.
Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a recuar, com a onça a ser negociada a 5.105,07 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 83,5769 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
Wall Street terminou na sexta-feira a vermelho, com o principal indicador, o Dow Jones, a cair 0,94% e o tecnológico Nasdaq a recuar 1,59%.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,889%, contra 2,858% na sexta-feira.
O euro recuava para 1,1548 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
Bolsa de Lisboa abre a cair 1,58%
A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 1,58%, para 8.804,72 pontos.
Na sexta-feira, a bolsa de Lisboa fechou no `verde`, num dia em que o PSI ganhou 0,15% para 8.946,04 pontos, com a REN a liderar os ganhos ao subir mais de 3%.
Antes da abertura, a agência France Presse previa que as bolsas europeias abrisse hoje em forte queda, na sequência da subida histórica dos preços do petróleo e da retoma da escalada dos preços do gás.
China pede respeito pela soberania do país persa após nomeação do novo líder
A China pediu hoje respeito pela soberania e pela integridade territorial do Irão após a nomeação do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, e reiterou a sua oposição a qualquer interferência externa nos assuntos internos de outros países.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun afirmou que Pequim se opõe a qualquer ingerência "sob qualquer pretexto" e apelou ainda a um cessar-fogo imediato e ao regresso ao diálogo para evitar uma nova escalada do conflito no Médio Oriente.
O porta-voz indicou que a designação do novo líder supremo é "uma decisão tomada pela parte iraniana de acordo com a sua própria Constituição", quando questionado sobre os relatos da nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor do seu pai, o aiatola Ali Khamenei.
As declarações surgem depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que o novo líder iraniano "não durará muito" no cargo se não contar com o aval da sua administração, no contexto do conflito que opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Aragchi, rejeitou no domingo qualquer interferência externa no processo de sucessão e garantiu que a escolha do novo líder cabe exclusivamente às instituições da República Islâmica.
A China tem reiterado nos últimos dias o seu apelo a um cessar-fogo imediato e enviou para a região o seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, que no domingo se reuniu na Arábia Saudita com o ministro dos Negócios Estrangeiros desse país, Faisal bin Farhan.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou no domingo que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e apelou ao fim imediato das operações militares, durante a sua conferência de imprensa anual realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN), o principal órgão legislativo do país.
Preço do gás natural dispara 30% para 69 euros
O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão de hoje, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:00 de hoje (07:00 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 30,02%, para 69 euros por megawatt-hora (MWh).
Na sexta-feira, os preços do gás natural tinham subido mais 5,23%, fechando a cotar nos 53,38 euros.
No que diz respeito aos preços do petróleo Brent, às 07:30 de hoje (06:30 hora em Lisboa), era negociado a 109,62 dólares, uma subida de 17,53%, segundo dados da Bloomberg.
No entanto, pouco depois das 03:00, o Brent já tinha subido mais de 28%, atingindo os 119,50 dólares.
O preço do crude subiu mais de 40% desde o início da guerra comercial entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.
O conflito está a afetar o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o comércio, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Entretanto, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI) também subiu 15,14%, atingindo os 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
Enviado chinês condenou ataques contra civis em visita à Arábia Saudita
O enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, condenou hoje ataques contra civis e manifestou a profunda preocupação de Pequim com o aumento das tensões na região, durante uma visitou à Arábia Saudita.
Zhai, cuja viagem tinha sido anunciada pelo Governo chinês sem especificar as datas, disse ao ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, que "a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo são invioláveis", segundo comunicado difundido pela diplomacia chinesa.
"Promover a paz e pôr fim ao conflito é a solução fundamental para a atual situação", declarou o representante do país asiático.
Zhai apelou ainda "a todas as partes" para "porem fim imediatamente a todas as operações militares", segundo o comunicado.
O diplomata transmitiu ao seu interlocutor que "a China continuará a desempenhar um papel construtivo e está disposta a trabalhar com a Arábia Saudita para colaborar ativamente com todas as partes e envidar esforços incansáveis para manter a paz e a estabilidade na região do Golfo".
Pequim atuou também como mediador no processo de aproximação que culminou com o restabelecimento das relações diplomáticas entre Teerão e Riade em 2023.
Segundo o comunicado chinês, o ministro saudita afirmou que "o Médio Oriente atravessa uma crise sem precedentes, com as chamas da guerra a estenderem-se aos países do Golfo".
Na sua opinião, esta conjuntura "ameaça gravemente a estabilidade regional e afeta o fornecimento energético mundial e a segurança marítima".
"A Arábia Saudita está plenamente consciente dos perigos de uma escalada do conflito e tem atuado constantemente com a máxima moderação", disse Bin Farhan, acrescentando que espera que "a China continue a desempenhar um papel positivo na promoção de um cessar-fogo".
A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por "violarem a soberania" do país persa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou no domingo que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e apelou ao "cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão do conflito".
Wang declarou numa conferência de imprensa que "a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas".
O chefe da diplomacia chinesa tem ainda defendido nos últimos dias a necessidade de "manter a segurança das rotas marítimas", tendo em conta que 45% do petróleo que a China importa chega através do Estreito de Ormuz.
Bolsas de Tóquio e Seul fecham a cair devido à subida do preço do petróleo
As bolsas de Tóquio e de Seul fecharam hoje em queda, pressionadas pela subida dos preços do petróleo devido à guerra no Irão e pelos maus resultados do setor tecnológico.
A maior bolsa do Japão terminou a sessão com o principal índice, o Nikkei, a cair 5,19%, para 52.728,72 pontos, enquanto em Seul, o índice Kospi recuou 5,96% para 5.251,87 pontos.
Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500, do índice Nasdaq Composite e do Dow Jones Industrial Average estavam a negociar com uma queda superior a 1%, depois de terem recuado mais de 2% no final do domingo.
Os mercados chineses, que tendem a ser menos afetados pelas tendências globais, registaram perdas mais moderadas. O Hang Seng de Hong Kong caiu 1,6% para 25.343,77 e o índice Shanghai Composite recuou 0,7% para 4.097,69.
O índice de referência de Taiwan caiu a pique 4,4%, e outros mercados regionais também sofreram quedas acentuadas.
O índice Sensex da Bolsa de Bombaim (BSE), que acompanha 30 das maiores empresas cotadas da Índia, abriu a sessão a cair 2,74% para 76.752,72 pontos, uma perda de 2.166,18 pontos, enquanto o Nifty 50 da Bolsa Nacional de Valores (NSE), o principal indicador do mercado indiano, também caiu 2,74%.
O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.
Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril.
O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril.
Lusa/Fim
Subida do petróleo é "pequeno preço a pagar pela paz e segurança" defende Trump
A subida do petróleo é "um pequeno preço a pagar pela paz e segurança dos Estados Unidos e do mundo", disse hoje o Presidente norte-americano, depois de o barril West Texas Intermediate (WTI) ter ultrapassado 100 dólares.
"Só os tolos pensam o contrário", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Truth Social, assegurando que os preço do petróleo "cairá rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana estiver concluída".
O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou hoje os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.
Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.
O Brent, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subiu hoje para 101,9 dólares, um aumento de 9,2% em relação ao preço no final na sexta-feira, de 92,69 dólares.
O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.
A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.
Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Hoje à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei.
O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
Preço do petróleo sobe mais de 27% e ultrapassa 118 dólares por barril
O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.
Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril.
O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril.
O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.
A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.
Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
No domingo à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei.
O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
Combustíveis disparam esta segunda-feira
Os combustiveis vao ficar mais caros esta segunda-feira. O gasóleo dispara 19 cêntimos e meio e a gasolina sobe 8 centimos.
Filho de Khamenei é o novo líder supremo do Irão
Confirma-se o que já se antecipava, Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irão. Trata-se do filho do anterior Ayatola, que foi morto nas primeiras horas do ataque dos Estados Unidos e de Israel.
Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute e Teerão
Na declaração, Israel informou que, no domingo, a força aérea atingiu 400 alvos militares pertencentes ao regime dos ayatollahs no oeste e centro do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de produção de armas.
Israel atacou também pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e arredores, resultando em pelo menos quatro mortes, forçando o racionamento de gasolina para 20 litros por pessoa por dia e deixando a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, uma mistura de chuva e fumo.
O exército israelita voltou hoje a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, afirmando estar a visar o Hezbollah, que reportou intensos combates no leste do Líbano contra as tropas israelitas que chegaram de helicóptero.
Novo ataque contra Israel após escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo
O Irão lançou no domingo a primeira salva de mísseis contra Israel após o anúncio que o `ayatollah` Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do país, revelou a rádio e televisão estatal iraniana.
"Os mísseis de defesa iranianos respondem ao terceiro líder da República Islâmica", indicou a agência de notícias Irib na plataforma de mensagens Telegram, mostrando um projétil com a inscrição "sob o seu comando Seyyed Mojtaba".
O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
"O `ayatollah` Mojtaba Hosseini Khamenei [...] é nomeado e apresentado como terceiro líder do sistema sagrado da República Islâmica do Irão, com base numa votação decisiva dos respeitados membros da Assembleia de Peritos", lê-se num comunicado daquele órgão clerical xiita, citado pela agência de notícias francesa France-Presse.
Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.
Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.