Soldado da paz morto em explosão de projétil no sul do Líbano
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou hoje que um elemento das forças de manutenção da paz morreu na noite passada quando um projétil explodiu numa posição da FINUL no sul do Líbano.
O `capacete azul` "foi tragicamente morto na noite passada quando um projétil explodiu numa posição da FINUL perto de Adchit Al Qusayr. Outro ficou gravemente ferido. Ninguém deve perder a vida a servir a causa da paz", refere a força da ONU em comunicado.
O sul do Líbano está a ser bombardeado pelas forças israelitas desde que o movimento xiita libanês Hezbollah começou a disparar `rockets` em direção ao norte de Israel em 02 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.
"A FINUL expressa as suas mais profundas condolências à família, amigos e colegas do membro das forças de manutenção da paz que perdeu a vida enquanto cumpria corajosamente o seu dever", adianta.
A força da ONU indica desconhecer a origem do projétil e ter iniciado uma investigação "para apurar todas as circunstâncias".
A FINUL reafirma o apelo "a todos os intervenientes para que cumpram as suas obrigações perante o direito internacional e garantam a segurança do pessoal e dos bens da ONU em todos os momentos", acrescentando que "os ataques deliberados contra membros das forças de manutenção da paz são graves violações do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, podendo constituir crimes de guerra".
Aquela força da ONU sublinha ainda que "não há solução militar" para o conflito na zona.
O primeiro-ministro israelita disse no domingo que "ordenou a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.
Benjamin Netanyahu justificou a decisão com a necessidade de "frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na fronteira", argumentando que o Hezbollah ainda conserva "uma capacidade residual de lançar `rockets`".
No mesmo dia, o subsecretário de Estado dos Negócios Estrangeiros britânico, Hamish Falconer, responsável pelo Médio Oriente, declarou-se "profundamente preocupado com o anúncio de Israel sobre a sua intenção de expandir as suas operações terrestres no Líbano, onde mais de um milhão de pessoas já foram deslocadas à força".
Numa mensagem na rede social X, Falconer acrescentou que "Israel deve evitar o agravamento do conflito e abster-se de qualquer ação para tomar território libanês", juntando a voz do governo britânico à de vários outros líderes políticos europeus que têm vindo a pedir contenção a Israel naquele país vizinho.
Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.