Somália anuncia morte de 18 extremistas em operação apoiada pelos EUA

Um total de 18 membros do grupo extremista somali Al-Shebab morreram num ataque aéreo do Exército da Somália coordenado com os Estados Unidos, anunciou hoje o Ministério da Defesa do país africano.

Lusa /

As forças somalis, "em coordenação com os seus parceiros internacionais, em particular os Estados Unidos, realizaram esta noite uma operação planeada no distrito de Saakow", indicou o Ministério da Defesa num comunicado emitido esta madrugada.

Segundo a mesma fonte, a operação teve como alvo uma fábrica utilizada pelo Al-Shebab para a produção e preparação de artefactos explosivos, "a maior instalação de explosivos operada pelo grupo".

A instalação foi "completamente destruída" durante a operação, precisou o ministério, sublinhando que o ataque resultou na "eliminação de 18 militantes do Al-Shebab, incluindo engenheiros envolvidos no fabrico de explosivos e em atividades destinadas a prejudicar o povo somali".

O Ministério da Defesa acrescentou que estas operações demonstram a "estreita cooperação" entre as Forças Armadas somalis e os aliados internacionais no "esforço contínuo para derrotar o Al-Shebab".

A Somália intensificou as operações militares contra o grupo extremista desde que o Presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou em agosto de 2022 uma "guerra total" contra os terroristas.

Desde então, o Exército, apoiado por sucessivas missões da União Africana (UA), tem realizado múltiplas ofensivas contra o grupo, por vezes com a colaboração militar dos EUA e da Turquia em bombardeamentos aéreos.

O Al-Shebab, grupo afiliado desde 2012 à rede terrorista Al-Qaida, comete frequentes atentados para derrubar o Governo central, apoiado pela comunidade internacional, e instaurar um Estado islâmico ultraconservador.

O grupo controla zonas rurais do centro e do sul da Somália e também ataca países vizinhos como o Quénia e a Etiópia.

A Somália vive em estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias islâmicas e "senhores da guerra".

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