Mundo
Sondagens à boca das urnas apontam vitória histórica da extrema-direita da AfD nas regionais alemãs
A extrema-direita AFD (Alternativa para a Alemanha) conseguiu uma vitória histórica no Estado oriental da Saxónia-Anhalt, de acordo com sondagens à boca das urnas.
A sondagem aponta para uma vitória histórica da AFD, o que signifoca um rude golpe para os conservadores do chanceler Friedrich Merz.
Não é ainda claro se a margem da vitória permitirá à extrema-direita governar na Saxónia-Anhalt: a AfD conseguiu 44,5% dos votos, de acordo com sondagens à saída das urnas da emissora ARD, subindo em relação aos 20,8% de 2021, enquanto que a CDU de Merz caiu para 18,5%, face aos 37,1% de 2021.
"Fizemos história", disse já Ulrich Siegmund, candidato principal e co-presidente do grupo parlamentar estadual da AfD na Saxónia-Anhalt.
A confirmar-se esta diferença estamos perante um revés claro dos conservadores num Estado que têm governado desde 2002.
A maioria dos partidos já descartou juntar-se a uma coligação liderada pela AfD, o que significa que o partido precisará de uma maioria de lugares para tomar o poder.
A maioria dos partidos já descartou juntar-se a uma coligação liderada pela AfD, o que significa que o partido precisará de uma maioria de lugares para tomar o poder.
A imigração é um dos temas que mais divide as forças políticas na Saxónia-Anhalt. Enquanto AfD e BSW defendem restrições mais fortes, SPD, Verdes e Die Linke sublinham a necessidade de integração e defendem a imigração legal como resposta à falta de trabalhadores.
A CDU procura combinar controlo da imigração com medidas de integração e atração de mão-de-obra qualificada.
O `land` da Saxónia-Anhalt combina alguns dos principais desafios enfrentados pelo leste alemão: perda de população, envelhecimento, baixos salários, pobreza, falta de trabalhadores e dificuldades na manutenção de serviços públicos, mas também uma base industrial relevante e potencial para novos investimentos.
Forte participação nas eleições
Cerca de 1,8 milhões de pessoas são chamadas às urnas neste estado da antiga República Democrática da Alemanha (RDA, leste).
A taxa de participação nas eleições deste domingo foi superior àquela registada há cinco anos, revelaram entretanto os dados da comissão eleitoral: às 16:00 locais (a duas horas do fecho das urnas) tinham votado 65,3% dos eleitores, quando à mesma hora em 2021 se contavam em 41%.
Preocupados com o resultado das eleições, milhares de pessoas manifestaram-se no sábado em defesa da democracia.
As autoridades montaram entretanto uma forte operação policial e a polícia de choque foi transferida de estados vizinhos como Hamburgo, Schleswig-Holstein, Sarre, Hesse, Baviera e Turíngia.
Esta é a primeira eleição regional, seguindo-se a Cidade-Estado de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (nordeste), ambas marcadas para 20 de setembro.
A CDU procura combinar controlo da imigração com medidas de integração e atração de mão-de-obra qualificada.
O `land` da Saxónia-Anhalt combina alguns dos principais desafios enfrentados pelo leste alemão: perda de população, envelhecimento, baixos salários, pobreza, falta de trabalhadores e dificuldades na manutenção de serviços públicos, mas também uma base industrial relevante e potencial para novos investimentos.
Forte participação nas eleições
Cerca de 1,8 milhões de pessoas são chamadas às urnas neste estado da antiga República Democrática da Alemanha (RDA, leste).
A taxa de participação nas eleições deste domingo foi superior àquela registada há cinco anos, revelaram entretanto os dados da comissão eleitoral: às 16:00 locais (a duas horas do fecho das urnas) tinham votado 65,3% dos eleitores, quando à mesma hora em 2021 se contavam em 41%.
Preocupados com o resultado das eleições, milhares de pessoas manifestaram-se no sábado em defesa da democracia.
As autoridades montaram entretanto uma forte operação policial e a polícia de choque foi transferida de estados vizinhos como Hamburgo, Schleswig-Holstein, Sarre, Hesse, Baviera e Turíngia.
Esta é a primeira eleição regional, seguindo-se a Cidade-Estado de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (nordeste), ambas marcadas para 20 de setembro.
c/ agências