Sophie Adenot tornou-se na primeira mulher francesa a sair para o espaço
A astronauta francesa da Agência Espacial Europeia (ESA), Sophie Adenot, tornou-se, esta terça-feira, a primeira mulher francesa a realizar uma saída para o espaço e a segunda da Europa, depois da estreia da italiana Samantha Cristoforetti, em 2022.
A missão de substituição da antena Space-to-Ground (SGANT), que deverá durar cerca de seis horas e meia, partiu da Estação Espacial Internacional (ISS), onde estiveram Jessica Meir e Jack Hathaway a auxiliar os dois astronautas.
LIVE: @astro_anil and @Soph_astro are going on a spacewalk to replace an antenna outside the International Space Station. Today's six-and-a-half-hour spacewalk is scheduled to begin at around 8:35am ET (1235 UTC). https://t.co/kNVm15qRzn
— NASA (@NASA) August 18, 2026
Sophie Adenot já havia explicado anteriormente que esta antena desempenha “um papel essencial nas comunicações de alta velocidade e na transmissão de dados entre o Centro de Controlo da Missão, em Houston, e a ISS”.
Numa publicação na rede social X, Emmanuel Macron felicitou a conquista da astronauta, descrevendo a missão que inspira “as meninas que sonham com o infinito” como “um orgulho”.
L’heure des pionnières. En devenant la première Française à sortir dans l’espace, Sophie Adenot incarne une fierté française autant qu’un horizon pour les petites filles qui rêvent d’infini. Le visage de tous les possibles. pic.twitter.com/ZH558vFkrZ
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) August 18, 2026
A astronauta da ESA passou as últimas semanas a preparar a operação, que prossegue no espaço, a 400 quilómetros da Terra.
“O sucesso de uma saída ao espaço prepara-se muito antes da abertura da câmara de descompressão e foi nisso que concentrei toda a minha atenção nos últimos dias: ensaios, preparação e concentração”, admitiu nas redes sociais, no último domingo.
Engenheira de formação e antiga piloto de testes, Sophie Adenot tornou-se, em fevereiro, a segunda mulher francesa a realizar um voo espacial, precisamente 30 anos depois da pioneira Claudie Haigneré, que fazia esta viagem a 17 de agosto de 1996.