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Starmer classifica como terrível o ataque a ambulâncias de comunidade judaica

Starmer classifica como terrível o ataque a ambulâncias de comunidade judaica

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou hoje como "profundamente terrível" o ataque incendiário contra quatro ambulâncias pertencentes à comunidade judaica no norte de Londres, que a polícia está a investigar como um possível crime de ódio.

Lusa /
Chris J. Ratcliffe - Pool via EPA

"Este é um ataque incendiário antissemita profundamente terrível. Os meus pensamentos estão com a comunidade judaica que acordou hoje pela manhã com esta terrível notícia", declarou o líder trabalhista na rede social X.

"O antissemitismo não tem lugar na nossa sociedade", afirmou Starmer, exortando qualquer pessoa com informações sobre o incidente a contactar as autoridades.

O ataque ocorreu de madrugada, em Golders Green, um bairro com uma grande comunidade judaica, mas ninguém ficou ferido. Após o incêndio, as autoridades retiraram as pessoas de várias casas próximas por precaução e encerraram o acesso a algumas ruas em redor do local.

As ambulâncias pertencem à Hatzola, uma organização de serviços de emergência médica ligada à comunidade judaica e composta maioritariamente por voluntários.

O rabino Ephraim Mirvis classificou os atentados: "um ataque particularmente repugnante, não só contra a comunidade judaica, mas também contra os valores que partilhamos enquanto sociedade".

Mirvis descreveu, na rede social Facebook, o serviço de ambulâncias da Hatzola como "extraordinário" e acrescentou que a sua "única missão é proteger a vida, tanto judaica como não judaica".

"O ataque à Hatzola por pessoas tão comprometidas com o terror, o ódio e a profanação da vida é um doloroso lembrete da batalha continua entre aqueles que santificam a vida e aqueles que procuram a destruir", acrescentou.

Mirvis referiu que, "no momento em que as comunidades judaicas de todo o mundo enfrentam um padrão crescente destes ataques violentos", irão encarar esta situação "com determinação partilhada" e vão se manter "unidos contra o ódio e a intimidação".

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