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Starship entra em órbita pela primeira vez e abre novo capítulo da exploração espacial
"A Starship está em órbita terrestre". Está concretizado um dos objetivos mais ambiciosos da história da SpaceX, ao colocar pela primeira vez a nave Starship em órbita da Terra. Um marco considerado fundamental para os planos de exploração lunar e marciana de Elon Musk.
O voo da Starship Flight 14 começou de forma aparentemente rotineira, com uma descolagem bem-sucedida a partir de Starbase, no Texas, e o regresso controlado do propulsor Super Heavy, que voltou a demonstrar a capacidade de recuperação.
No entanto, aos sete minutos e 14 segundos de voo, a missão sofreu um momento de incerteza quando um dos seis motores Raptor da Starship se desligou. Nessa altura, a nave encontrava-se a cerca de 150 quilómetros de altitude e viajava a aproximadamente 20 mil quilómetros por hora.
Pouco depois, os restantes cinco motores foram, por ordem do controlo de missão, desligados e a nave prosseguiu a sua trajetória, continuando a ganhar altitude graças à energia acumulada durante a fase de ascensão.Durante vários minutos, a Starship permaneceu em voo passivo enquanto as equipas de engenharia avaliavam a situação e analisavam os dados de telemetria recebidos a partir da nave.
Ao minuto 20 da missão, a Starship encontrava-se já a cerca de 260 quilómetros de altitude, deslocando-se a aproximadamente 26 mil quilómetros por hora, muito próxima dos parâmetros necessários para uma inserção orbital.
Foi então que aconteceu um dos momentos mais marcantes do voo.
Após a análise das condições da nave e dos sistemas de bordo, os controladores da missão emitiram uma ordem inédita: "Go to Orbit".
A decisão gerou um ambiente de entusiasmo e satisfação entre as equipas que acompanhavam a missão em terra. Um dos motores Raptor foi novamente acionado e iniciou uma curta queima orbital destinada a fornecer a velocidade necessária para a inserção em órbita terrestre.
Ao minuto 25, a queima foi concluída e o motor desligado conforme previsto.
Menos de um minuto depois, a SpaceX confirmou oficialmente aquilo que durante anos pareceu um objetivo distante: a Starship encontrava-se em órbita da Terra.
No momento da confirmação, a nave viajava a cerca de 26.371 quilómetros por hora, mantendo uma órbita a aproximadamente 277 quilómetros de altitude.O feito representa um ponto de viragem para o programa Starship, que até agora se tinha limitado a voos de teste suborbitais destinados a validar motores, sistemas de controlo, proteção térmica e procedimentos de recuperação.
A missão transporta ainda 26 satélites Starlink, que permanecem a bordo à espera de autorização para serem libertados. O que aconteceu passavam 35 minutos da ordem de descolagem da Terra.
Concebida para ser totalmente reutilizável, a Starship é a maior nave espacial alguma vez construída e constitui a peça central da visão de Elon Musk para reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço. O sistema deverá desempenhar um papel fundamental em futuras missões à Lua, no programa Artemis da NASA e, a longo prazo, em eventuais missões tripuladas a Marte.
O que começou por parecer uma missão comprometida após a perda de um motor acabou por transformar-se numa demonstração de resiliência tecnológica e capacidade operacional. Pela primeira vez, a Starship não apenas alcançou o espaço: entrou em órbita e passou a fazer parte dele.
Primeira carga útil libertada em órbita
A colocação em órbita da StarShip não era o único objetivo da missão. Poucos minutos depois, a SpaceX deu início a uma outra fase igualmente importante: colocação em órbita dos 26 satélites Starlink V3 transportados pela nave.
Decorria o minuto 32 da missão quando foi aberta a janela de saída do porão de carga (payload bay). Três minutos mais tarde, cerca de 35 minutos após a descolagem de Starbase, no Texas, o primeiro satélite Starlink V3 era colocado com exito em órbita terrestre.

Imagem do primeiro Starlink V3 a sair do porão de carga da StarShip | Créditos: SpaceX
Tal como os primeiros, os restantes satélites começaram a abandonar a Starship de forma gradual, saindo um a um, em intervalos regulares. Satélites de uma nova geração, que agora se juntam à atual, rede Starlink.
A colocação em órbita destes novos satélites também constituiu um momento inédito para a nave da SpaceX. Até então, todas as missões da Starship tinham sido essencialmente voos de teste. Agora e pela primeira vez, a nave de Elon Musk executava a um lançamento operacional em órbita, funcionando como plataforma de transporte espacial para uma carga útil comercial.
No entanto, aos sete minutos e 14 segundos de voo, a missão sofreu um momento de incerteza quando um dos seis motores Raptor da Starship se desligou. Nessa altura, a nave encontrava-se a cerca de 150 quilómetros de altitude e viajava a aproximadamente 20 mil quilómetros por hora.
Pouco depois, os restantes cinco motores foram, por ordem do controlo de missão, desligados e a nave prosseguiu a sua trajetória, continuando a ganhar altitude graças à energia acumulada durante a fase de ascensão.Durante vários minutos, a Starship permaneceu em voo passivo enquanto as equipas de engenharia avaliavam a situação e analisavam os dados de telemetria recebidos a partir da nave.
Ao minuto 20 da missão, a Starship encontrava-se já a cerca de 260 quilómetros de altitude, deslocando-se a aproximadamente 26 mil quilómetros por hora, muito próxima dos parâmetros necessários para uma inserção orbital.
Foi então que aconteceu um dos momentos mais marcantes do voo.
Após a análise das condições da nave e dos sistemas de bordo, os controladores da missão emitiram uma ordem inédita: "Go to Orbit".
A decisão gerou um ambiente de entusiasmo e satisfação entre as equipas que acompanhavam a missão em terra. Um dos motores Raptor foi novamente acionado e iniciou uma curta queima orbital destinada a fornecer a velocidade necessária para a inserção em órbita terrestre.
Ao minuto 25, a queima foi concluída e o motor desligado conforme previsto.
Menos de um minuto depois, a SpaceX confirmou oficialmente aquilo que durante anos pareceu um objetivo distante: a Starship encontrava-se em órbita da Terra.
No momento da confirmação, a nave viajava a cerca de 26.371 quilómetros por hora, mantendo uma órbita a aproximadamente 277 quilómetros de altitude.O feito representa um ponto de viragem para o programa Starship, que até agora se tinha limitado a voos de teste suborbitais destinados a validar motores, sistemas de controlo, proteção térmica e procedimentos de recuperação.
A missão transporta ainda 26 satélites Starlink, que permanecem a bordo à espera de autorização para serem libertados. O que aconteceu passavam 35 minutos da ordem de descolagem da Terra.
Concebida para ser totalmente reutilizável, a Starship é a maior nave espacial alguma vez construída e constitui a peça central da visão de Elon Musk para reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço. O sistema deverá desempenhar um papel fundamental em futuras missões à Lua, no programa Artemis da NASA e, a longo prazo, em eventuais missões tripuladas a Marte.
O que começou por parecer uma missão comprometida após a perda de um motor acabou por transformar-se numa demonstração de resiliência tecnológica e capacidade operacional. Pela primeira vez, a Starship não apenas alcançou o espaço: entrou em órbita e passou a fazer parte dele.
Primeira carga útil libertada em órbita
A colocação em órbita da StarShip não era o único objetivo da missão. Poucos minutos depois, a SpaceX deu início a uma outra fase igualmente importante: colocação em órbita dos 26 satélites Starlink V3 transportados pela nave.
Decorria o minuto 32 da missão quando foi aberta a janela de saída do porão de carga (payload bay). Três minutos mais tarde, cerca de 35 minutos após a descolagem de Starbase, no Texas, o primeiro satélite Starlink V3 era colocado com exito em órbita terrestre.
Imagem do primeiro Starlink V3 a sair do porão de carga da StarShip | Créditos: SpaceX
Tal como os primeiros, os restantes satélites começaram a abandonar a Starship de forma gradual, saindo um a um, em intervalos regulares. Satélites de uma nova geração, que agora se juntam à atual, rede Starlink.
A colocação em órbita destes novos satélites também constituiu um momento inédito para a nave da SpaceX. Até então, todas as missões da Starship tinham sido essencialmente voos de teste. Agora e pela primeira vez, a nave de Elon Musk executava a um lançamento operacional em órbita, funcionando como plataforma de transporte espacial para uma carga útil comercial.
Esta missão confirma assim não só a capacidade da Starship para atingir a órbita, mas também para desempenhar a função para a qual foi concebida: transportar e libertar cargas de grande dimensão no espaço. Agora a nave vai realizar cerca de oito órbitas terrestres durante dez horas e amarar finalmente no Oceano Pacífico.
Para a SpaceX, o sucesso desta etapa representa um passo fundamental rumo à utilização comercial da nave e à concretização da visão de Elon Musk de transformar o acesso ao espaço numa atividade frequente e economicamente sustentável.
Para a SpaceX, o sucesso desta etapa representa um passo fundamental rumo à utilização comercial da nave e à concretização da visão de Elon Musk de transformar o acesso ao espaço numa atividade frequente e economicamente sustentável.