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Subiu para 96 o número de mortos nos incêndios do Havai
O número de mortos nos incêndios que devastaram a ilha de Maui, do Havai, subiu para 96 esta segunda-feira. O governador do Estado do Havai garante estar empenhado em apurar as causas dos incêndios e admitiu que o número de mortos ainda pode aumentar.
O número de mortos nos incêndios florestais que devastaram a ilha de Maui, no arquipélago do Havai, continua a aumentar e chegou aos 96 este domingo.
As autoridades admitem que este número possa aumentar porque há centenas de pessoas desaparecidas.
As famílias dos desaparecidos continuam à procura de sinais de vida, à medida que recebem pouca informação, uma vez que as operações de busca decorrem com lentidão. A força canina de busca e resgate foi reforçada e a administradora da Agência Federal de Gestão de Emergências diz que as equipas enfrentam agora um ambiente perigoso.
Decorrem também as investigações das causas dos incêndios, numa altura em que a maior distribuidora de eletricidade está a ser acusada de ter provocado os incêndios.
Uma ação coletiva nos tribunais dos EUA acusa a maior distribuidora de eletricidade do arquipélago de ter causado os incêndios e de estar na origem da tragédia por ter deixado as linhas de energia operacionais durante as condições previstas de alto risco de incêndio.
A acusação diz que a empresa devia ter desligado a energia das linhas elétricas quando foram emitidos avisos meteorológicos para alto risco de incêndio.
Quando os incêndios começaram na passada terça-feira e a ilha Maui ficou sem energia e telecomunicações, o sistema de alarme do Havai, o maior do mundo, não foi ativado, admitiram as autoridades.
Uma ação coletiva nos tribunais dos EUA acusa a maior distribuidora de eletricidade do arquipélago de ter causado os incêndios e de estar na origem da tragédia por ter deixado as linhas de energia operacionais durante as condições previstas de alto risco de incêndio.
A acusação diz que a empresa devia ter desligado a energia das linhas elétricas quando foram emitidos avisos meteorológicos para alto risco de incêndio.
Quando os incêndios começaram na passada terça-feira e a ilha Maui ficou sem energia e telecomunicações, o sistema de alarme do Havai, o maior do mundo, não foi ativado, admitiram as autoridades.
Uma congressista republicana do Havai, Jill Tokuda, diz que as sirenes do Estado "provavelmente não dispararam" quando o incêndio começou.
“Não houve avisos de alarme enviados para os telemóveis porque não tínhamos cobertura de rede nem eletricidade nalgumas dessas zonas”, afirmou.
“Não houve avisos de alarme enviados para os telemóveis porque não tínhamos cobertura de rede nem eletricidade nalgumas dessas zonas”, afirmou.
O governador do Estado do Havai garante que vai fazer de tudo para apurar o que aconteceu e prevenir situações futuras.
“Vamos descobrir o que poderíamos ter feito para evitar estas perdas de vidas, da melhor forma que pudermos”, garantiu Josh Green, admitindo que o número de vítimas mortais irá aumentar.
“Vamos descobrir o que poderíamos ter feito para evitar estas perdas de vidas, da melhor forma que pudermos”, garantiu Josh Green, admitindo que o número de vítimas mortais irá aumentar.
O secretário de Estado das Comunidades confirmou este domingo à RTP que "não há qualquer notícia de que haja qualquer cidadão português desaparecido ou que tenha sofrido outras consequências" nos incêndios que atingiram a ilha de Maui.
Alguns lusodescendentes chegaram a estar na lista de desaparecidos, mas já foram localizados. Até agora, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz não ter recebido nenhum pedido de apoio.
Estes incêndios do Havai são já os mais graves do último século nos EUA e os mais mortíferos. O número de mortos superou os do tsunami de 1960, que matou 61 pessoas.
O governador do Havai afirmou que mais de 2700 habitações foram destruídas e estimou as perdas materiais em cerca de seis mil milhões de dólares (cerca de 5,5 mil milhões de euros).
O governador do Havai afirmou que mais de 2700 habitações foram destruídas e estimou as perdas materiais em cerca de seis mil milhões de dólares (cerca de 5,5 mil milhões de euros).