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Suécia. Novo governo tem apoio parlamentar de extrema-direita
Os três partidos de direita da Suécia - os Moderados, os Democratas-Cristãos e os Liberais - vão formar um governo de coligação com o apoio parlamentar dos Democratas Suecos (SD), de extrema-direita. O anúncio foi feito hoje pelo futuro primeiro-ministro Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa em Estocolmo.
O acordo de coligação espelha a influência dos Democratas Suecos, ao incluir diversas medidas que tornam mais apertadas as leis de imigração e que aumentam os poderes da polícia, temas que ocupam a maior parte do documento.
O líder do partido fundado nos anos 80 por neo-nazis afirmou que o acordo concretizado esta tarde é algo “extremamente importante”, por possibilitar ao SD a conquista de uma “influência política significativa” na Suécia. Esta é, de facto, a primeira vez que o partido consegue intervir diretamente na política governamental do país.
O líder Jimmie Akesson disse ser “essencial” que “a mudança de governo traga uma mudança de paradigma”.
O futuro primeiro-ministro Ulf Kristersson garantiu, na sua página de Facebook, que o novo governo vai dedicar-se a fazer “uma revisão minuciosa de todo o código penal, com penas mais severas para crimes violentos e sexuais”. Também medidas como o reforço dos critérios necessários para a aquisição da cidadania sueca, a redução das quotas de refugiados, a proibição da mendicidade e o fim da percentagem fixa (1% do PIB) de ajuda humanitária internacional anual ficaram decididos no documento.
Além disso, a coligação anunciou que vai dedicar-se à construção de centrais nucleares de forma a responder às necessidades energéticas da Suécia, depois de o país ter encerrado seis dos seus 12 reatores nos últimos anos.
O líder do partido fundado nos anos 80 por neo-nazis afirmou que o acordo concretizado esta tarde é algo “extremamente importante”, por possibilitar ao SD a conquista de uma “influência política significativa” na Suécia. Esta é, de facto, a primeira vez que o partido consegue intervir diretamente na política governamental do país.
O líder Jimmie Akesson disse ser “essencial” que “a mudança de governo traga uma mudança de paradigma”.
O futuro primeiro-ministro Ulf Kristersson garantiu, na sua página de Facebook, que o novo governo vai dedicar-se a fazer “uma revisão minuciosa de todo o código penal, com penas mais severas para crimes violentos e sexuais”. Também medidas como o reforço dos critérios necessários para a aquisição da cidadania sueca, a redução das quotas de refugiados, a proibição da mendicidade e o fim da percentagem fixa (1% do PIB) de ajuda humanitária internacional anual ficaram decididos no documento.
Além disso, a coligação anunciou que vai dedicar-se à construção de centrais nucleares de forma a responder às necessidades energéticas da Suécia, depois de o país ter encerrado seis dos seus 12 reatores nos últimos anos.