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Sugestão de "importar mulheres" para aumentar natalidade gera polémica na Coreia do Sul
Kim Hee-soo está no centro de uma polémica na Coreia do Sul. O chefe do condado de Jindo terá sugerido, durante uma reunião pública, que se "importassem mulheres jovens do Vietname ou Sri Lanka" para aumentar a taxa de natalidade do país.
Em resposta à baixa taxa de natalidade, Kim Hee-soo sugeriu que o país “importasse mulheres jovens” para reduzir o risco de a Coreia do Sul perder metade da população de 50 milhões de habitantes nos próximos 60 anos.
No Vietname têm-se vivido dias de indignação pública. Já em Seul, a embaixada vietnamita também reagiu à insinuação e criticou as palavras de Kim: “Não eram simplesmente uma questão de expressão, mas uma questão de valores e atitudes em relação às mulheres migrantes e aos grupos minoritários”.
A reunião tinha sido inicialmente convocada para discutir uma possível fusão entre a província de Jeolla e uma cidade vizinha, algo que tem vindo a ser considerado nas regiões com menor densidade populacional, e a proposta era de que as mulheres casassem com “homens jovens das áreas rurais”.
A comunidade internacional tem, no entanto, repudiado estas palavras, o que resultou na expulsão do governador do Partido Democrático, votada por unanimidade pelo Conselho Supremo do partido.
O dirigente já veio a público prestar esclarecimentos, mas o pedido de desculpas não foi bem recebido. Kim explicou que tinha como objetivo abordar as questões populacionais nas regiões rurais, admitindo que a linguagem utilizada tinha sido inadequada.
A província de Jeolla do Sul, onde se situa o condado de Jindo, também emitiu um comunicado oficial e desculpou-se pelas declarações Kim Hee-soo, que “causaram profunda dor ao povo vietnamita e às mulheres”.
Apesar das tentativas de minimizar a polémica em torno das palavras de Kim, a contestação tem sido geral, especialmente entre grupos de ativistas pelos direitos das mulheres e dos migrantes, que já planeiam uma manifestação, para a próxima terça-feira, junto ao Gabinete do Condado de Jindo.
No Vietname têm-se vivido dias de indignação pública. Já em Seul, a embaixada vietnamita também reagiu à insinuação e criticou as palavras de Kim: “Não eram simplesmente uma questão de expressão, mas uma questão de valores e atitudes em relação às mulheres migrantes e aos grupos minoritários”.
A reunião tinha sido inicialmente convocada para discutir uma possível fusão entre a província de Jeolla e uma cidade vizinha, algo que tem vindo a ser considerado nas regiões com menor densidade populacional, e a proposta era de que as mulheres casassem com “homens jovens das áreas rurais”.
A comunidade internacional tem, no entanto, repudiado estas palavras, o que resultou na expulsão do governador do Partido Democrático, votada por unanimidade pelo Conselho Supremo do partido.
O dirigente já veio a público prestar esclarecimentos, mas o pedido de desculpas não foi bem recebido. Kim explicou que tinha como objetivo abordar as questões populacionais nas regiões rurais, admitindo que a linguagem utilizada tinha sido inadequada.
A província de Jeolla do Sul, onde se situa o condado de Jindo, também emitiu um comunicado oficial e desculpou-se pelas declarações Kim Hee-soo, que “causaram profunda dor ao povo vietnamita e às mulheres”.
Apesar das tentativas de minimizar a polémica em torno das palavras de Kim, a contestação tem sido geral, especialmente entre grupos de ativistas pelos direitos das mulheres e dos migrantes, que já planeiam uma manifestação, para a próxima terça-feira, junto ao Gabinete do Condado de Jindo.