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Surto de meningite no Reino Unido coloca risco "muito baixo"para a população em geral na Europa

Surto de meningite no Reino Unido coloca risco "muito baixo"para a população em geral na Europa

É a avaliação do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) num comunicado divulgado esta quinta-feira.

Joana Bénard da Costa - RTP /
Chris J. Ratcliffe - Reuters

Tendo em conta a "probabilidade muito pequena de exposição e infeção" o ECDC avalia o risco para a população em geral "como muito baixo". 

No caso de ser detetado algum caso ligado ao surto de Kent, a recomendação é no sentido de serem tomadas "medidas de controlo para identificar contactos próximos e administrar profilaxia antibiótica e vacinação contra o meningococo B".

No comunicado divulgado nesta quinta-feira, o ECDC atualiza o número de casos registados até agora no Reino Unido: são vinte as pessoas notificadas até ao momento, duas das quais morreram.

As investigações no Reino Unido identificaram uma possível exposição entre os frequentadores de uma discoteca em Canterbury entre 5 e 7 de março. Outro local identificado é a Universidade de Kent.Além disso, França reportou um caso de doença numa pessoa possivelmente ligada ao mesmo surto.

O ECDC esclarece que os surtos de meningite deste tipo ocorrem geralmente "em pequenos grupos em torno de casos confirmados ou em locais com grande concentração de pessoas". 

O comunicado crescenta que "embora alguns casos secundários possam ocorrer entre contactos próximos dos casos confirmados, a doença não se dissemina na comunidade como, por exemplo, um vírus respiratório".

O risco de transmissão para a população em geral na União Europeia é avaliado como "muito baixo" uma vez que a probabilidade de exposição e infeção na população em geral é considerada "insignificante".

Para os que estão vacinados contra a meningite B, mesmo que tenham estado expostos, a probabilidade infeção é baixa, uma vez que estão protegidos pela vacina. 

Entre os não vacinados e expostos, o risco de infeção é "moderado". 

O ECDC lembra ainda que, decorridos dez dias desde a data da exposição, o risco de desenvolver a doença torna-se muito baixo, uma vez que o período de incubação da doença é de até dez dias.

O comunicado alerta os médicos para levarem em conta a possibilidade de meningite em viajantes que regressam de áreas de risco e incluirem o histórico de viagens na avaliação de casos de meningite B, em especial às viagens para a região de Kent, no Reino Unido.

A doença meningocócica invasiva é uma infeção bacteriana rara, mas grave, causada pela Neisseria meningitidis, "com uma elevada taxa de mortalidade". Ao entrar na corrente sanguínea, provoca doenças graves como a meningite (inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinal) e septicemia (infeção generalizada). 

A doença meningocócica progride rapidamente e é potencialmente fatal se não for detetada e tratada prontamente com antibióticos, adverte ainda o ECDC.

Na União Europeia, são notificados cerca de dois mil casos anualmente. Em 10% dos casos a doença é fatal. A maior incidência ocorre em crianças pequenas, adolescentes e jovens adultos.

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