Mundo
Tecnologia de reconhecimento facial usada em protestos na Índia
As autoridades indianas têm vindo a usar tecnologia de reconhecimento facial na capital, Nova Deli, e na província de Uttar Pradesh. Desde meados de dezembro que estas zonas têm sido palco de diversos protestos. Na base está a implementação de uma nova lei de cidadania, que, segundo os ativistas, discrimina os muçulmanos.
A tecnologia de reconhecimento facial é vista pelos manifestantes como um meio de repressão aos que se oponham ao primeiro-ministro Narendra Modi.
“Precisamos de nos proteger, dado o modo como o Governo nos reprime”, afirmou Rachita Taneja, criadora de um desenho popular sobre possíveis formas de os manifestantes esconderem os rostos. “Não sei o que eles farão com os meus dados” acrescentou a artista.
Os ativistas não só criticam a falta de regulamentação da nova tecnologia como também acusam as autoridades de secretismo, salientando que o conhecimento público do uso do software apenas foi proporcionado pelo jornal Indian Express.
O Governo de Modi rejeitou as acusações referentes ao abuso durante manifestações e acusou alguns manifestantes de alimentar a violência. As autoridades garantem que as preocupações em torno da tecnologia são completamente “injustificadas”.
“Estou apenas a capturar pessoas-alvo”, referiu Rajan Bhagat, vice-comissário de polícia do Departamento de Registo Criminal de Deli, salientando também que a polícia não tem dados de manifestantes nem pretendem armazená-los.
Prós do reconhecimento facial
No ano passado, a Índia já tinha divulgado a intenção de criar uma plataforma própria de reconhecimento facial. O Governo pretendia reunir todas as forças de segurança de modo a facilitar o combate a crimes, localização de suspeitos e de crianças desaparecidas.
O reconhecimento facial já ajudou as autoridades de Uttar Pradesh a deter mais de 1100 pessoas por supostas ligações violentas durante os protestos, garantiu OP Singh, antigo chefe da polícia.
O mesmo responsável acrescentou que a tecnologia levou à redução do número de prisões ilegais e destacou o extenso banco de dados com mais de 550 mil criminosos.
A extensa população da Índia, com cerca de 1,3 mil milhões de pessoas, leva ao surgimento de dificuldades em coletar todas as informações, afirma Atul Rai o cofundador da empresa que fornece o sistema.
“Precisamos de nos proteger, dado o modo como o Governo nos reprime”, afirmou Rachita Taneja, criadora de um desenho popular sobre possíveis formas de os manifestantes esconderem os rostos. “Não sei o que eles farão com os meus dados” acrescentou a artista.
Os ativistas não só criticam a falta de regulamentação da nova tecnologia como também acusam as autoridades de secretismo, salientando que o conhecimento público do uso do software apenas foi proporcionado pelo jornal Indian Express.
O Governo de Modi rejeitou as acusações referentes ao abuso durante manifestações e acusou alguns manifestantes de alimentar a violência. As autoridades garantem que as preocupações em torno da tecnologia são completamente “injustificadas”.
“Estou apenas a capturar pessoas-alvo”, referiu Rajan Bhagat, vice-comissário de polícia do Departamento de Registo Criminal de Deli, salientando também que a polícia não tem dados de manifestantes nem pretendem armazená-los.
Prós do reconhecimento facial
No ano passado, a Índia já tinha divulgado a intenção de criar uma plataforma própria de reconhecimento facial. O Governo pretendia reunir todas as forças de segurança de modo a facilitar o combate a crimes, localização de suspeitos e de crianças desaparecidas.
O reconhecimento facial já ajudou as autoridades de Uttar Pradesh a deter mais de 1100 pessoas por supostas ligações violentas durante os protestos, garantiu OP Singh, antigo chefe da polícia.
O mesmo responsável acrescentou que a tecnologia levou à redução do número de prisões ilegais e destacou o extenso banco de dados com mais de 550 mil criminosos.
A extensa população da Índia, com cerca de 1,3 mil milhões de pessoas, leva ao surgimento de dificuldades em coletar todas as informações, afirma Atul Rai o cofundador da empresa que fornece o sistema.