Trump avisa Netanyahu que poderá ficar sozinho na guerra com o Irão

Reportagem

Trump avisa Netanyahu que poderá ficar sozinho na guerra com o Irão

As forças armadas iranianas anunciaram o fim das operações militares contra Israel, depois de ataques entre os dois países nas últimas horas. Teerão promete, contudo, ataques mais fortes se Telavive continuar a bombardear o Líbano. O primeiro-ministro israelita garante que Israel irá responder "com força" a qualquer novo ataque.

Graça Andrade Ramos, Ana Sofia Rodrigues, Inês Moreira Santos - RTP /

Evelyn Hockstein - Reuters

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Teerão e Telavive vivem para já uma trégua frágil

Irão e Israel pararam para já os ataques mútuos que puseram fim a dois meses de cessar-fogo no Médio Oriente. O conflito recomeçou quando Israel atacou Beirute e o Irão respondeu com mísseis.

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Lusa /

Ataques israelitas no sul do Líbano matam 7 pessoas e ferem outras 12

Ataques israelitas mataram hoje, no sul do Líbano, sete pessoas e feriram outras 12 feridas, segundo as autoridades e a Cruz Vermelha.

Reuters

"O raide do inimigo israelita, hoje de madrugada, na localidade de Zifta, na região de Nabatiyé" fez sete mortos, dos quais uma criança síria e uma mulher e oito feridos, dos quais duas mulheres", anunciou o Ministério da Saúde libanês, em comunicado.

Os ataques israelitas atingiram hoje mais de 15 localidades no sul do Líbano, em particular em Tyr, segundo a oficial agência noticiosa libanesa (ANI).

Um dos ataques "atingiu uma viatura (...) perto de um edifício da Cruz Vermelha" nesta pequena vila costeira, segundo a mesma fonte. Quatro socorristas ficaram feridos. Atingidos por estilhaços de vidro, foram hospitalizados, detalhou a Cruz Vermelha.

O Hezbollah reivindicou novo ataques contra forças israelitas, mas no sul do país, não no norte de Israel.

Ao meio do dia, após ataques recíprocos durante a noite entre Irão e Israel, a chefia militar iraniana anunciou "a cessação de operações", qualificada de "resposta severa" a Israel.  

Mas preveniu que "em caso de continuação da agressão e das hostilidades, incluindo no sul do Líbano, ações bem mais severas e repressivas serão realizadas".

O ministro da Defesa israelita, Israël Katz, retorquiu que iria "continuar a agir contra o Hezbollah" e prometeu que "qualquer tentativa iraniana de ligar Líbano e Irão para atacar Israel receberia uma resposta com grande força". l

Desde o início, em 02 de março, da nova guerra no Líbano, entre Israel e o Hezbollah, os ataques israelitas já causaram mais de 3.600 mortos, segundo as autoridades libanesas.

 

 

 

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Papa Leão XIV falou em Espanha de profunda crise mundial

Leão XIV afirmou no congresso espanhol que a escalada dos conflitos, a extrema polarização e o desrespeito pelos direitos humanos geraram uma profunda crise mundial. O papa disse depois aos bispos espanhóis que a igreja tem o dever de ouvir as vítimas dos abusos cometidos pelo clero.

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Lusa /

Trump instou Netanyahu a ter "muito cuidado" para não ficar sozinho na guerra

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa conversa recente, que poderá ficar "sozinho contra o Irão muito em breve" se não tiver "muito cuidado".

Nathan Howard . Reuters

"Deve ter muito cuidado com o que faz, porque pode acabar sozinho contra o Irão muito em breve", disse Trump, segundo o próprio Presidente norte-americano em declarações a Barak Ravid, do Canal 12 de Israel.

Trump pediu a Netanyahu que não respondesse ao ataque com mísseis iranianos na noite de domingo, mas Israel decidiu retaliar na mesma e só informou Washington à última hora.

"Já estavam a caminho do Irão. Consegui reduzir o alcance do ataque", explicou Trump.

Além disso, Trump revelou que cinco países da região do Golfo Pérsico que participam no processo de negociação pediram a sua ajuda para evitar uma escalada.

Por fim, segundo Trump, o Irão transmitiu a mensagem de que "não iria realizar mais ataques contra Israel" e pediu aos Estados Unidos que pressionassem Israel para cessar os ataques.

"Liguei ao `Bibi` (Netanyahu) e fi-lo parar", apontou o republicano.

Trump insistiu ainda que um acordo vantajoso com o Irão está próximo e que Teerão deseja assiná-lo.

As Forças Armadas do Irão anunciaram hoje o fim dos seus ataques contra Israel, após o lançamento de mísseis em resposta ao bombardeamento levado a cabo no domingo pelo exército israelita contra a capital do Líbano, Beirute, embora tenham prometido "medidas muito mais duras e esmagadoras" se Israel "continuar as suas agressões", também em território libanês.

O Irão defende que o Líbano deve ser abrangido pelo cessar-fogo e ameaçou responder contra a ofensiva israelita no sul do Líbano contra o movimento xiita Hezbollah.

Contudo, Israel afirmou que vai prosseguir com os seus ataques no Líbano.

Teerão lançou mísseis contra território israelita entre domingo e hoje, alegando estar a responder a um ataque aéreo israelita contra posições do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute.

Os disparos iranianos levaram Israel a realizar novos ataques em retaliação, alimentando receios de uma escalada regional e colocando sob pressão a trégua alcançada há dois meses.

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Presidente libanês apela a Israel para escolher negociações em vez de guerra

O presidente libanês, Joseph Aoun, fez um raro apelo público ao Governo e ao povo israelitas numa entrevista à CNN, transmitida esta segunda-feira, afirmando que uma solução militar "nunca lhes proporcionará segurança e protecção" para a população do norte de Israel.

"Estamos prontos, estamos dispostos, estamos empenhados. E vocês? Se estiverem, vamos sentar-nos e conversar", disse Aoun.

Afirmou que não se reunirá com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, antes de chegar a um acordo para pôr fim à guerra, que, segundo ele, será um pacto de não agressão e não um acordo de paz completo.
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Principal negociador iraniano afirma não confiar na "parte opositora"

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que "o nosso objectivo é o fim da guerra e a estabilidade da segurança, e não temos confiança na parte opositora".

"Não vamos apenas lutar ou apenas negociar; em vez disso, vamos lutar no nosso tempo e negociar no nosso tempo", prometeu Qalibaf.

Teerão vai transformar o bloqueio naval estabelecido pelos Estados Unidos em mais uma derrota para o "inimigo", acrescentou, numa mensagem publicada no seu canal de Telegram.



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O Irão levanta restrições de voo no país

“Com a garantia de condições seguras e a necessária coordenação com as instituições competentes, as restrições de voo foram levantadas e as atividades de aviação do país estão a regressar à normalidade, como planeado”, disse Abouzar Shiroodi, da Organização de Aviação Civil, segundo a agência de notícias IRIB.

Os voos foram cancelados ao início desta segunda-feira e o espaço aéreo também foi encerrado após o ataque do Irão a Israel, que provocou retaliações.
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Israel reabre passagens de Gaza

Israel anunciou a reabertura das passagens fronteiriças para Gaza. Encerramento não chegou a durar 24 horas.

O Coordenador das Actividades Governamentais nos Territórios (COGAT) de Israel, responsável pelas passagens, afirmou que Kerem Shalom seria reaberto para a “entrada gradual” de ajuda humanitária na terça-feira, enquanto a passagem de Rafah seria aberta ao número limitado de palestinianos autorizados a atravessar.

O COGAT tinha declarado na noite de domingo que as passagens seriam encerradas devido ao que descreveu como “medidas de segurança necessárias” tendo em conta o retomar dos confrontos com o Irão. As passagens tinham sido encerradas apenas no domingo.

A rápida reabertura das passagens vitais é semelhante ao que ocorreu no início da guerra, no final de Fevereiro, quando o encerramento dos postos de controlo fronteiriços por Israel foi rapidamente cancelado.
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EUA inutilizaram navio-tanque que violou bloqueio aos portos iranianos.

As forças norte-americanas desativaram um petroleiro com bandeira de Palau no Golfo de Omã na segunda-feira, enquanto o navio Marivex, sem carga, seguia em direção ao Irão, informou o exército norte-americano.
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Número atualizado de mortos no Líbano

Os ataques israelitas ao Líbano desde 2 de março provocaram a morte a 3.637 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês.

As estatísticas divulgadas pelo ministério na segunda-feira acrescentaram que 11.188 pessoas também ficaram feridas pelas ações de Israel.
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Reavaliação militar determina reabertura de escolas

Anteriormente, o ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, tinha afirmado que as escolas permaneceriam encerradas na terça-feira. 

O Ministério da Educação emitiu agora um comunicado atualizado a informar que as aulas serão retomadas amanhã em todas as instituições de ensino, de acordo com as orientações do Comando da Defesa Civil.

As restrições às escolas e locais de trabalho em Israel deverão assim ser levantadas às 6h00 locais, permitindo a reabertura da maioria, referiu um comunicado do Exército israelita esta segunda-feira.

Na “área da linha da frente” e nas comunidades do norte de Israel, estará em vigor um “nível de atividade parcial”, o que significa que as escolas e os locais de trabalho reabrirão desde que estejam localizados perto de uma área de abrigo protegida, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF).

O resto do país não terá restrições, acrescentaram as IDF.
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"Com força". Netanyahu promete resposta de Israel a qualquer novo ataque iraniano

O primeiro-ministro israelita reconheceu o cessar-fogo, mas defendeu que os ataques israelitas contra o Irão conseguiram travar os lançamentos de mísseis iranianos.

"Neste momento, as hostilidades nesta frente cessaram, porque, após os golpes que infligimos ao regime terrorista em Teerão, este deixou de nos atacar", disse Benjamin Netanyahu, acrescentando que, "se o regime terrorista iraniano cometer o erro de retomar os seus ataques contra nós, responderemos com força".

Netanyahu afirmou também que, Teerão tentou criar uma “nova equação” ao ligar o conflito no Líbano, entre a guerrilha xiita libanesa e Israel, a uma resposta iraniana. 

O Hezbollah é um grupo apoiado pelo Irão.

“Pensavam que podiam atacar Israel a partir de território libanês e iraniano, e que nós não responderíamos”, disse Netanyahu. “Isso não aconteceu nem vai acontecer. Não enquanto eu estiver no comando.”

“Defendo firmemente o nosso direito de agir contra os nossos inimigos”, declarou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a Netanyahu que adiasse um ataque de retaliação contra o Irão, segundo um responsável norte-americano. Os dois líderes falaram por telefone duas vezes nas últimas 24 horas.
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Escolas vão continuar encerradas terça-feira em Israel

Israel anunciou que as escolas vão continuar encerradas na terça-feira, depois de o país ter trocado ataques com o Irão, na pior escalada desde o cessar-fogo de abril.

“Amanhã, daremos um dia para organização e reconexão com os alunos, com a intenção de regressar às aulas presenciais num ambiente protegido na quarta-feira”, publicou o ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, na sua conta de Facebook.

O encerramento das escolas continua apesar do apelo do presidente norte-americano, Donald Trump, para que Israel e o Irão cessem os “disparos”. 

O Governo israelita anunciou no final do domingo que as escolas estariam encerradas em todo o país na segunda-feira, depois de as forças armadas israelitas terem intercetado mísseis vindos do Irão.
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Israel rejeita condições do Irão e continuará a atacar no Líbano contra o Hezbollah

Israel rejeita as condições do Irão e continuará a agir no Líbano contra o movimento islâmico libanês Hezbollah, aliado de Teerão, afirmou esta segunda-feira o ministro israelita da Defesa, Israel Katz, após ataques de retaliação entre Israel e o Irão.

"Rejeitamos categoricamente as ameaças do Irão. Qualquer tentativa iraniana de ligar o Líbano e o Irão para atacar Israel será recebida com uma resposta muito forte", disse Katz num comunicado divulgado pelo seu gabinete.

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Líbano pede a Israel para poupar património da humanidade de Tiro

O ministro da Cultura libanês apelou hoje a Israel para poupar as ruínas de Tiro, classificadas como património da humanidade pela UNESCO, um dia após bombardeamentos terem provocado danos num local arqueológico da cidade milenar.
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UE insta partes em conflito a sentarem-se à mesa das negociações

A chefe da diplomacia da União Europeia afirma que haverá um "custo enorme" para toda a região se o conflito voltar a ser uma guerra em grande escala. 

“A região está presa em fases de negociações de paz e cessar-fogos frágeis”, disse Kaja Kallas durante uma conferência de imprensa como parte de uma reunião de ministros da Defesa da UE em Nicósia, capital do Chipre. 

“Todas as partes devem regressar à mesa de negociações”, acrescentou.
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EUA não intercetaram mísseis iranianos disparados contra Israel

Um funcionário norte-americano negou a alegação de Israel de que os Estados Unidos teriam interecetado mísseis balísticos iranianos disparados contra Israel.

Fonte oficial disse à CNN que os militares norte-americanos não intercetaram nenhum dos mísseis iranianos disparados durante a noite, uma mudança notável em relação aos conflitos anteriores com o Irão.

Afirmação que contradisse uma afirmação feita anteriormente esta segunda-feira por um oficial militar israelita, que disse que os EUA auxiliaram os esforços de defesa aérea de Israel, inclusive intercetando alguns dos mísseis iranianos.

A fonte oficial também informou à CNN que os militares coordenaram ações durante a noite com o Comando Central dos EUA, e que o Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Tenente-General Eyal Zamir, conversou duas vezes com o comandante do CENTCOM, Almirante Brad Cooper.
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Netanyahu pediu às forças armadas israelitas para suspenderem preparação de ataques ao Irão

De acordo com o New York Times, Benjamin Netanyahu instruiu as Forças Armadas de Israel a suspenderem os preparativos para um novo ataque ao Irão.

O primeiro-ministro israelita deve convocar uma reunião completa do gabinete de segurança hoje à noite, pelas 21h00, segundo informações do Times of Israel.

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Paquistão diz que "objetivo final" nas negociações EUA-Irão está quase a ser alcançado

O objetivo final nas negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos está "quase a ser alcançado", disse o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, esta segunda-feira, pedindo a todos os lados no conflito que exerçam moderação.

"O recente aumento da violência no Médio Oriente é um forte lembrete dos perigos associados a um cessar-fogo frágil e das consequências insuportáveis ​​que pode acarretar", escreveu nas redes sociais.

"Enquanto trabalhamos com afinco e esmero, juntamente com os nossos irmãos e parceiros, para encontrar uma solução diplomática pacífica para o conflito, e especialmente quando o objetivo final está prestes a ser alcançado, instamos sinceramente todas as partes a exercerem moderação e a darem uma chance à paz".
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Estados Unidos exigem "sem atrasos" informações sobre energia nuclear ao Irão

Os Estados Unidos reivindicaram ao Irão o fornecimento "sem atraso" de informações "precisas" sobre o enriquecimento de urânio armazenado nos locais nucleares bombardeados, segundo um projeto de resolução que será pré-depositado antes do conselho dos governadores da AIEA e consultado pela AFP.
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Netanyahu e Trump já falaram esta segunda-feira

O primeiro-ministro israelita e o presidente dos Estados Unidos já conversaram esta segunda-feira, por telefone, segundo uma autoridade israelita à Reuters. A chamada terá decorrido antes de Donald Trump publicar nas redes sociais que Israel e o Irão procuravam um cessar-fogo imediato.
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Rangel muito apreensivo com ataques do Irão

Em entrevista ao podcast da Antena 1, Política com Assinatura, o ministro dos Negócios Estrangeiros vê com "muita apreensão este desenvolvimento" referindo-se ao conflito entre Israel e o Líbano e a resposta do Irão aos ataques israelitas, o que levou a uma escalada do conflito no Médio Oriente.

O ministro deseja que o Líbano não seja um novo foco do conflito "porque isto é um desenvolvimento muito negativo e por isso digo que o estou a ver com muita apreensão".

"Tem um potencial de escala de conflito grande e isso são muito más notícias", avisa Rangel que caracteriza este atual momento no Médio Oriente como "o estado é reservado".

E reafirma que o Irão é uma ameaça não só pela capacidade nuclear como pela questão do Estreito de Ormuz.
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Israel atacou sul do Líbano após suspensão de ataques iranianos

Israel atacou o sul do Líbano, segundo a agência israelita de notícias estatal (NNA). O ataque ocorreu esta segunda-feira, menos de uma hora depois de o Irão ter anunciado a suspensão das operações militares contra Israel, sob a condição de que os ataques, inclusive contra o Líbano, fossem encerrados. Entretanto, Israel afirma que várias sirenes soaram no norte do país.
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Prioridade do Irão é "segurança nacional e paz do povo"

Para o presidente do Irão a prioridade do país é “a segurança nacional e a paz do nosso povo”. 

"Defenderemos os direitos da nação com autoridade e não recuaremos diante de nenhuma ameaça", escreveu, numa publicação no X, Masoud Pezeshkian.

“A diplomacia e a defesa são as duas asas do poder nacional; não abandonamos nem o campo de batalha nem a mesa de negociações. Se Deus quiser, com unidade e racionalidade, o Irão sairá vitorioso também desta provação".
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Embaixador dos EUA anuncia mais negociações entre Líbano e Israel

O embaixador norte-americano em Beirute anunciou que as negociações entre Líbano e Israel deverão ser retomadas em Washington, apesar da escalada militar que agravou as tensões nas últimas horas.

Após uma reunião com o presidente libanês, Josef Aoun, o diplomata Michel Issa afirmou que as conversações deverão prosseguir na capital norte-americana, sem indicar uma data para o encontro.

"Gostaria de felicitar a equipa de negociação libanesa, que é extremamente profissional e eficaz", declarou o diplomata.

Segundo a presidência libanesa, Issa considerou que a situação atingiu um "ponto de não retorno", sustentando que "o gelo foi quebrado" e que Washington está empenhado em impedir uma nova deterioração da situação regional.

"O que aconteceu envia uma mensagem política; nós, nos Estados Unidos, decidimos não permitir que as tensões aumentem ainda mais", afirmou Issa.

O embaixador reuniu-se também com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e assegurou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, atribui "grande importância" à situação no Líbano.

C/Lusa
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Ataques israelita contra Irão suspensos a pedido de Trump

O canal de notícias israelita "Canal 12" informou que, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os ataques contra o Irão foram suspensos. O mesmo canal informativo adiantou que, segundo um alto funcionário do Governo de Israel, se o Hezbollah atacar, as Forças de Defesa de Israel atacarão os subúrbios do sul de Beirute.
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Irão e Israel trocaram ataques

O Irão voltou a atacar Israel. Lançou hoje novos bombardeamentos e avisa Telavive para parar com os ataques ao Líbano. Israel também avançou com um ataque ao Irão, a um complexo petrolífero no sul do país. Benjamin Netanhyau ignorou o aviso de Donald Trump.

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Irão continua "na mesa das negociações"

O presidente iraniano deixou esta garantia de continuidade das negociações de paz, depois do fim da operação contra Israel.
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Iraque anuncia a reabertura do espaço aéreo

Uma decisão depois de conhecida a decisão do Irão interromper as operações militares contra Israel.
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Irão anuncia fim das operações militares contra Israel

As forças armadas iranianas anunciaram o fim das operações militares contra Israel, depois de ataques entre os dois países nas últimas horas. Teerão promete, contudo, ataques mais fortes se Telavive continuar a bombardear o Líbano.

A sede central do Khatam ol-Anbiya foi citada dizendo que, "em apoio ao povo oprimido do Líbano", o Irão deu uma "resposta dolorosa" a Israel após o ataque realizado no domingo nos subúrbios do sul de Beirute.

“Assim sendo, anuncia-se a suspensão das operações das forças armadas; contudo, ressalta-se que, caso as agressões e os ataques persistam, inclusive no sul do Líbano, medidas muito mais severas e repressivas serão tomadas".
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Barril de Brent sobe perto de 5% após fogo cruzado

O barril de Brent para entrega em agosto, referência internacional, chegou hoje a ser negociado cerca de 5% acima do fecho anterior, aproximando-se dos 98 dólares, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão.
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Israel bombardeou o Líbano quase 3.500 vezes durante o cessar-fogo

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que Israel realizou quase 3.500 ataques aéreos contra o Líbano e centenas de explosões controladas desde que os EUA anunciaram um cessar-fogo para o país em meados de abril.
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Irão responderá "com força" a qualquer novo ataque

O comando militar iraniano deixou o aviso de que responderá "com ainda mais força" a qualquer novo ataque contra o país.
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UE sanciona iranianos por restrições ao tráfego marítimo

A União Europeia impôs sanções a indivíduos e entidades iranianas por ameaçarem a liberdade do tráfego marítimo, afirmou esta segunda-feira a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.
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Trump exige que Israel e Irão "parem imediatamente" os ataques

Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump exigiu que Israel e o Irão parem "imediatamente de atirar" um contra o outro.




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Forças de Defesa de Israel preparam-se para vários dias de "combates" com o Irão

Segundo um comunicado militar divulgado pelo jornal israelita Hareetz, o exército afirmou estar a preparar-se para pelo menos alguns dias de "combates" com o Irão, ou uma "campanha" prolongada.

O comunicado afirmou que os ataques estão a ser realizados exclusivamente por Israel, mas ressaltou que há "total coordenação" com o Comando Central dos EUA, visto que as forças armadas norte-americanas já auxiliaram na intercetação de mísseis disparados pelo Irão contra Israel.

Os militares israelitas afirmaram que o Hezbollah não se juntou aos combates com ataques contra Israel, mas ressaltaram que estão preparados para a possibilidade de que isso venha a acontecer.
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Companhias aéreas turcas cancelam voos devido a perturbações causadas pela guerra

Os novos ataques entre o Irão e Israel levaram à alteração da rota de vários voos com partida de Istambul, tendo as companhias aéreas turcas Pegasus Airlines e AJet cancelado ligações para Amã (Jordânia) e Bagdade (Iraque).
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Irão disparou "quase 30 mísseis" contra Israel desde domingo à noite

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Houthis confirmam ataque a Israel

O Iémen anunciou que entrava no conflito pela primeira vez desde o cessar-fogo de 8 de abril. Os Houthis lançaram, esta manhã, mísseis contra Jaffa, em Israel, e proibiram a entrada de navios comerciais ligados a Israel no Mar Vermelho

Num comunicado, a liderança Houthi do Iémen, também conhecida como Ansar Allah Yemen, afirmou: “Declaramos uma proibição completa e absoluta à navegação marítima para o inimigo israelita no Mar Vermelho e acreditamos que qualquer movimento inimigo a partir do momento em que esta declaração for anunciada será um alvo militar para nossas forças armadas".

“Responderemos à escalada com escalada, e as nossas operações militares serão cada vez mais coordenadas com os eventos, batalhas e participação no eixo da jihad e da resistência”.
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Voos suspensos no aeroporto Mehrabad, na capital iraniana, até novo aviso

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Forte explosão ouvida em Teerão

Uma forte explosão foi ouvida na manhã desta segunda-feira em Teerão, segundo um jornalista da AFP.

Entretanto, a imprensa local está a avançar que foi abatido um drone inimigo na capital iraniana.

"Um drone hostil pertencente ao inimigo americano-sionista foi destruído pelas defesas aéreas no espaço aéreo sobre Teerão", informou a agência iraniana Mehr, sem fornecer mais detalhes.
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Apesar dos ataques, Irão diz que continua as negociações com os Estados Unidos por meio do mediador paquistanês

O Irão atacou Israel no domingo à noite. Telavive retaliou esta madrugada. Ainda assim, Teerão garante que os esforços de mediação do Paquistão para pôr fim à guerra com os Estados Unidos continuam.

"As consultas diplomáticas continuam naturalmente em todas as circunstâncias", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, acrescentando que "a República Islâmica demonstrou uma extraordinária contenção" desde as violações do cessar-fogo de 8 de abril.
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Ataque iraniano contra complexo petrolífero israelita foi retaliação

Os Guardas Revolucionários do Irão justificaram que responderam ao que descreveram como um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel a um complexo petrolífero iraniano com um ataque de mísseis contra uma planta similar em Haifa, Israel.

As forças iranianas lançaram "ataques contra instalações industriais semelhantes em Haifa", afirmou em comunicado, alertando Israel de que atacar instalações energéticas é "um jogo perigoso" que pode levar a uma escalada do conflito para o resto do Médio Oriente.

As forças armadas israelitas realizaram ataques na manhã de segunda-feira contra o complexo petroquímico de Mahshar, localizado na cidade portuária de Haifa, no sudoeste do Irão, banhada pelo Golfo Pérsico.
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Israel afirma ter atacado e destruído sistemas de defesa no Irão

"Há pouco tempo, dezenas de caças da Força Aérea Israelita (...) realizaram um ataque em larga escala contra sistemas de defesa estratégicos" no Irão, informou o exército israelita em comunicado, especificando que os sistemas foram destruídos.

Segundo os militares, estes sistemas tinham sido recentemente implantados em todo o país "como parte dos esforços do regime para restaurar as suas capacidades de deteção e defesa".
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Irão afirma que retomada das hostilidades terá consequências para as negociações com os Estados Unidos

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Pequim expressa preocupação e espera cumprimento do cessar-fogo entre Israel e Irão

A China expressou "profunda preocupação" com a retomada dos ataques entre o Irão e Israel e afirmou esperar que o cessar-fogo seja respeitado.

"A China está profundamente preocupada com a situação atual", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Lin Jian, numa conferência de imprensa.

"Esperamos que todas as partes envolvidas mantenham o seu compromisso com o cessar-fogo, preservem o ímpeto das negociações, continuem a resolver as divergências por meios políticos e diplomáticos e alcancem um cessar-fogo abrangente e duradouro o mais breve possível", afirmou.
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Irão culpa EUA pela retomada das hostilidades com Israel

O Irão apontou o dedo aos Estados Unidos, acusando Washington de ser diretamente responsável pela retomada das hostilidades no Médio Oriente.

"Ninguém acredita que o regime sionista empreenderia qualquer ação sem coordenação e cooperação prévias com os Estados Unidos", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, enfatizando "a responsabilidade dos Estados Unidos".

"As ações do regime sionista na região não podem ser dissociadas das políticas norte-americanas", acrescentou numa conferência de imprensa.
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Israel anuncia novo ataque de mísseis iranianos

"O exército israelita identificou recentemente mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão em ação para intercetar a ameaça", escreveu o exército no Telegram, esta segunda-feira de manhã.
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Preços do petróleo voltam a subir

Esta segunda-feira, o barril de Brent estava a aumentar mais de 3% e a ser vendido a mais de 96 dólares.
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Houthis do Iémen confirmam que entraram na guerra contra Israel ao lado do Irão

Anunciam que vão impedir a navegação israelita no Mar Vermelho.

Desde o ataque de aviso iraniano contra Israel, ontem à noite, o primeiro desde o cessar fogo que durava há dois meses, as investidas de um lado e do outro têm sido constantes.
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Teerão confirma ataque israelita contra complexo petrolífero iraniano no Golfo

Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.

"Há alguns minutos, a empresa petroquímica Karoon, em Mahshahr, foi alvo de um ataque aéreo e atingida por projéteis disparados pelo inimigo sionista, o que danificou parte das instalações", declarou o vice-governador regional da localidade atingida, no sudoeste do Irão, citado pela agência iraniana Fars, que não identificou a fonte.

A confirmação do ataque foi conhecida pouco depois do exército israelita noticiar ter atingido "vários alvos" naquela zona económica especial petroquímica próxima do Golfo.

O Irão anunciou em contrapartida ter atacado duas importantes bases aéreas israelitas, Nevatim e Tol Nof, num contexto de ataques recíprocos de magnitude sem precedentes desde a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo há dois meses.
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Diplomacia europeia diz que Médio Oriente “não precisa de uma escalada” do conflito

Kaja Kallas reagia aos ataques recíprocos entre Israel e Irão.

"Eu acho que a região não precisa de uma escalada, mas ao contrário. Que as partes se sentem à mesa de negociações e participem num acordo", declarou a chefe da diplomacia da União Europeia antes de uma reunião dos ministros da Defesa da UE.
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Israel em nível elevado de alerta

Israel declarou ter identificado lançamento de míssil contra o seu território a partir do Iémen.

O país mantém-se em nível elevado de alerta. As escolas vão estar encerradas por precaução.

O Iraque encerrou temporariamente o seu espaço aéreo - assim como a Síria.

O espaço aéreo iraniano também está fechado na parte ocidental do país.

A chefe da diplomacia britânica apelou nas redes sociais à contenção de ambas as partes e a uma desescalada imediata - defendo que a retoma do conflito não é do interesse de ninguém


Há noticias de que também prosseguem esta manhã os ataques de Israel ao Líbano.

A agência oficial libanesa de notícias relata ataques aéreos esta segunda-feira - na região de tiro - a cidade histórica no sul do país.
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Israel anuncia lançamento de mísseis iranianos contra o seu território

O Exército israelita identificou hoje o lançamento de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar "a operar para intercetar a ameaça", acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas.

Gil Cohen-magen - AFP

O Exército israelita anunciou ainda ter intercetado esta madrugada um míssil lançado do Iémen. O lançamento ocorreu uma hora e meia depois de Israel ter anunciado que atacou "alvos militares" no oeste e no centro do Irão, em resposta ao ataque da República Islâmica como retaliação aos ataques israelitas contra o Líbano.

As sirenes soaram em todo o território de Israel e as forças armadas israelitas anunciaram que um míssil lançado do Iémen tinha como alvo o país, sem fornecerem mais detalhes. Os serviços de emergência de Israel afirmaram que não havia relatos de vítimas nem de impactos decorrentes do lançamento a partir do Iémen.

Pouco depois do alarme, que soou em Jerusalém, Telavive e outras zonas do centro de Israel, o Exército informou que os abrigos podiam ser abandonados, porque a ameaça tinha passado, e confirmou à agência EFE que o míssil tinha sido intercetado.

O Iémen é o lar dos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Os Huthis dispararam mísseis contra Israel durante a guerra entre Israel e o Hamas e posteriormente, mas não se envolveram totalmente na guerra com o Irão. Os Huthis não reivindicaram este ataque.

O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.

O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.

O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão.

Além de Israel e Irão, também na Arábia Saudita as sirenes de alerta de mísseis soaram esta madrugada na zona onde se situa uma base aérea que acolhe forças norte-americanas.

A comunicação social estatal saudita noticiou o alerta na província de Al Kharj, onde se encontra a Base Aérea Príncipe Sultan. O alerta surgiu na sequência dos ataques de Israel ao Irão. Pouco depois, a Arábia Saudita afirmou que o perigo de mísseis na zona tinha passado, sem dar mais pormenores.

A Casa Branca não comentou até agora os ataques israelitas contra o Irão esta madrugada, incluindo a questão de se saber se foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a agência de notícias Associated Press (AP).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este domingo à Fox News que queria que os iranianos parassem de disparar mísseis e regressassem à mesa de negociações. Também afirmou que os ataques de Israel no Líbano no início do domingo não foram coordenados com os Estados Unidos. "Não estou contente com isso", sublinhou Trump.

Um alto funcionário norte-americano, citado pela AP, afirmou que Trump tinha ligado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o exortar a não retaliar imediatamente ao ataque com mísseis iraniano. O funcionário, que falou sob condição de não ser identificado para descrever uma conversa telefónica privada, disse que Trump acreditava ter convencido Netanyahu a esperar.

Trump "conseguiu que Bibi [Netanyahu] adiasse a resposta por enquanto", afirmou o funcionário, que não revelou outros detalhes sobre o telefonema.

Antes, porém, do ataque israelita, numa entrevista com o jornal britânico Financial Times, Trump insistiu que ditou as condições a Netanyahu sobre a forma como a guerra deveria ser conduzida. "Ele não terá escolha", afirmou Trump ao jornal numa entrevista por telefone. "Sou eu quem toma as decisões. Sou eu quem toma todas as decisões. Não é ele [Netanyahu] quem toma as decisões", insistiu.

Não houve qualquer comentário imediato por parte do gabinete de Netanyahu.

Os ataques ameaçam ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente na guerra entre o Irão e os Estados Unidos e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim à guerra.

 

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RTP /

Israel bombardeou o Irão em resposta a ataque iraniano

Israel respondeu ao ataque que Teerão fez ontem à noite, contra o território israelita contra "alvos militares". De nada valeram os apelos de Donald Trump a Benjamin Netanyahu - os dois estiveram ao telefone - para que Israel se contivesse na resposta ao Irão.

Ao fim de dois meses de tréguas, a região está à beira de mergulhar de novo na guerra.

As autoridades iranianas não forneceram detalhes sobre os alvos atingidos, nem informações sobre os danos causados. A Guarda da Revolução Islâmica, força paramilitar do Irão, afirmou que Israel utilizou mísseis balísticos lançados do ar no ataque desta madrugada, sem acrescentar pormenores.

As forças armadas israelitas emitiram, ao amanhecer no Irão, um breve comunicado pouco depois dos ataques terem início: "Há pouco tempo, a Força Aérea Israelita atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e no centro do Irão", relatou o comunicado, igualmente, sem adiantar outra informação.

A Casa Branca não comentou os ataques, incluindo a questão de se saber se estes foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a AP.

Houve um novo alerta aéreo a soar esta manhã, com o exército israelita a informar sobre a chegada de uma nova vaga de mísseis iranianos dirigida ao país, a terceira em menos de 24 horas. 

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Depois de trégua de dois meses
Inês Moreira Santos - RTP /

Irão lança mísseis contra Israel. Telavive promete resposta firme

As forças armadas israelitas anunciaram que o Irão lançou vários mísseis contra Israel. As sirenes de alerta soaram em vários locais do país e é esperada outra vaga de mísseis. Telavive prometeu uma resposta dura contra Teerão, mas Donald Trump pediu a Benjamin Netanyahu para não retaliar.

Amir Cohen - Reuters

Israel está sob ataque do Irão que lançou mísseis contra várias cidades israelitas e é esperada uma nova vaga de mais misseis. Teerão já confirmou o ataque, pelos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, que mereceram também uma resposta do Hezbollah, que reivindicou ataques no norte do país.

O Exército israelita informou ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território de Israel, acrescentando que os sistemas de defesa estão a operar para intercetar a ameaça. O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados hoje à noite pelo Irão, num total de onze.

"Uma nova vaga de mísseis foi disparada em direção ao Estado de Israel", referiu um breve comunicado militar.

As sirenes de alerta soaram em vastas zonas do norte de Israel e o Exército apelou à população "que siga as instruções do Comando da Frente Interna".

A interceção de vários mísseis iranianos provocou pelo menos três incêndios em áreas abertas no norte de Israel. Segundo os serviços de bombeiros, citados pela imprensa israelita, foram mobilizadas equipas para combater as chamas em três locais distintos.

As autoridades indicaram que os incêndios já foram colocados sob controlo, não havendo, para já, registo de vítimas ou danos significativos.

O Irão lançou cerca de dez mísseis balísticos contra o norte de Israel. As anti-aéreas foram acionadas de imediato, assim que foram identificados os lançamentos. 

As forças israelitas garantem que interceptaram todos os mísseis até ao momento. Este é primeiro ataque desde 8 de abril.

Um conselheiro do líder supremo do Irão confirma o ataque e diz que o país avisou repetidamente que não ia tolerar violações do cessar-fogo no Líbano.

"O Irão lançou mísseis contra Israel", informou a televisão estatal iraniana, IRIB, que mostrou imagens de mísseis a sobrevoar o céu da província ocidental iraniana de Kermanshah e de pessoas a celebrar a nova ofensiva nas ruas.

Por indicação das autoridades israelitas, as escolas encerraram em todo o país. 

"Após o lançamento de mísseis contra o norte de Israel, até ao momento, o Centro de Despacho de Emergência 101 do MDA não recebeu chamadas relativas a impactos ou vítimas. Serão fornecidas mais atualizações, se necessário", declarou, em comunicado, o serviço de emergência israelita Maguén David Adom (MDA).

Além disso, equipas dos Bombeiros e Serviços de Resgate de Israel estão a inspecionar vários locais nos Montes Golã, após terem recebido chamadas para a linha de emergência 102 na sequência deste ataque do Irão.
A Guarda Revolucionária Iraniana volta a ameaçar com mais ataques e diz que Isreal ultrapasssou todas as linhas vermelhas.


O Exército iraniano advertiu Israel de que, caso responda aos ataques realizados contra o seu território ou volte a bombardear o Líbano, "enfrentará uma resposta devastadora".

"Se [Israel] ampliar os seus ataques nessa zona [no Líbano] ou responder à ação do Irão com ataques mais devastadores e punitivos, enfrentará uma resposta devastadora contra o regime e os seus apoiantes",
afirmou o chefe do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado citado pelos meios de comunicação iranianos.

A Força Aérea israelita está a operar para "intercetar e atacar onde for necessário para neutralizar a ameaça", segundo o comunicado militar, que termina garantindo que o sistema de defesa antiaérea israelita "não é infalível, pelo que é importante seguir as instruções do Comando da Frente Interna".

O Hezbollah confirmou, entretanto, ter atingido várias posições militares no norte de Israel, poucas horas depois de um ataque israelita contra Beirute, que Israel afirmou ter realizado em resposta a disparos inimigos.
O movimento pró-iraniano indicou, num comunicado, ter atacado "uma concentração de soldados do inimigo israelita no quartel de Dovev", no norte de Israel, às 09h30 locais.

O Hezbollah reivindicou ainda o ataque, uma hora antes, a uma posição da artilharia israelita, bem como a uma concentração de soldados, também no norte do país.

Israel promete resposta firme

O ministro da Segurança Nacional de Israel já reagiu e defendeu uma resposta dura a este ataque iraniano.

Itamar Ben-Gvir reagiu ao lançamento de mísseis do Irão contra território israelita. Numa publicação nas redes sociais, o governante afirmou que "esta noite, Teerão deve arder".




Entretanto, primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deverá reunir-se com os principais responsáveis de segurança de Israel. Encontro que servirá para avaliar a situação e definir os próximos passos.

Israel espera uma nova vaga de ataques nas próximas horas.

Segundo avança o jornal The Times of Israel, este ataque acontece depois de Israel ter bombardeado Beirute, após novas tréguas.
Trump pede a Israel que não retalie
O jornal online norte-americano AXIOS diz que Donald Trump já foi informado da escalada do conflito entre o Irão e Israel.

Donald Trump já reagiu e afirmou que vai pedir ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para não avançar com uma retaliação contra o Irão. Em declarações ao Axios, Trump disse que pretende contactar Netanyahu de imediato para defender uma contenção do conflito.

O presidente dos Estados Unidos pediu a Israel que não responda aos ataques lançados pelo Irão contra o país, para não prejudicar uma saída negociada do conflito."Vou ligar ao Bibi [alcunha de Netanyahu] imediatamente para lhe dizer para não retaliar. Israel já fez o seu ataque e o Irão já fez o seu. Não precisamos de outro [ataque]", declarou o Presidente norte-americano, segundo o jornalista da Axios Barak Ravid, que afirma ter falado com ele por telefone.

"Estamos prestes a concluir um acordo definitivo com o Irão. Será um bom acordo. Não quero que ele vá por água abaixo por causa do que está a acontecer atualmente".

Numa outra entrevista concedida a um jornalista da Fox News, Donald Trump afirmou que os ataques iranianos "não vão ajudar nas negociações".

"Estamos muito perto. Diria que um acordo pode ser assinado na segunda, terça ou quarta-feira desta semana. E eis que acontece isto", disse ele, segundo o jornalista Trey Yingst, que afirma também ter falado com ele ao telefone.

Segundo a mesma fonte, Trump disse "não estar muito contente" com o ataque israelita de hoje que teve como alvo Beirute.

"Voltem à mesa das negociações e cheguem a um acordo", reforçou, dirigindo-se ao Irão, segundo a Fox News.

Numa outra declaração a uma televisão israelita, Trump assegurou que ninguém ficou ferido no ataque com mísseis.

"Se Netanyahu responder, isto vai continuar e continuar. Estamos muito perto de um acordo para pôr fim à guerra e será um bom acordo. Não quero que isto estrague o acordo. Ambas as partes atacaram. Não quero ver mais ataques", insistiu.

A ofensiva militar acontece depois de o Irão ter advertido que, caso os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, a República Islâmica retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos a 08 de abril inclui a nação árabe.

O Irão, o Iraque e a Síria já anunciaram ter fechado os seus espaços aéreos.

"Na sequência de avaliações em matéria de segurança (...), a parte ocidental do espaço aéreo do país está encerrada até nova ordem", declarou a aviação civil iraniana, num comunicado divulgado pela agência noticiosa Irna, que apela a "evitar" deslocar-se aos aeroportos situados no oeste do Irão.

Também o Iraque anunciou o encerramento do espaço aéreo por 72 horas, após os disparos de mísseis iranianos sobre Israel, "como medida de precaução", segundo um comunicado da Aviação Civil iraquiana.

C/agências
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RTP /

100 dias de Guerra no Golfo. Conflito entre EUA e Irão ainda sem fim à vista

Donald Trump disse que só levantaria as sanções contra o Irão depois de haver acordo. O presidente norte-americano defende que o Líbano não faz parte das negociações .

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Antes dos ataques do Irão
Lusa /

Trump descarta retirada de tropas até conseguir concluir a missão no Irão

O presidente dos Estados Unidos garantiu que não tenciona retirar os cerca de 50 mil soldados destacados no âmbito do conflito contra o Irão até que seja alcançada uma solução definitiva para a região.

Samuel Corum - EPA

Numa entrevista à NBC News, gravada na sexta-feira e transmitida este domingo, Donald Trump rejeitou que o contingente militar esteja numa situação de risco.

"Não considero que as tropas estejam em perigo. Temos a melhor defesa e o melhor ataque que alguma vez se viu", afirmou Trump.

O Presidente classificou como "insensato" um eventual recuo neste momento, porque os Estados Unidos poderão "ter de utilizar" essas tropas.

Até ao momento, o balanço oficial do conflito aponta para 13 militares norte-americanos mortos em incidentes diretamente relacionados com as hostilidades, número que Donald Trump admitiu ser "demais".

Ainda assim, o Presidente relativizou o balanço, afirmando que "se olharmos para o Guerra do Vietname, onde morreram centenas de milhares de pessoas, ou para qualquer uma das últimas sete ou oito guerras (...), nós perdemos 13. É menos do que qualquer pessoa teria imaginado".

Em 01 de março, seis militares morreram após um ataque iraniano contra o porto de Shuaiba, no Kuwait. A 08 de março, outro soldado morreu na sequência de uma ofensiva de Teerão contra a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.

O incidente mais recente ocorreu a 12 de março, quando seis militares morreram na queda de um avião de reabastecimento KC-135 Stratotanker da Força Aérea norte-americana no oeste do Iraque.

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RTP /

Guerra no Golfo. Irão acusa EUA de violarem cessar-fogo

O Irão disparou misseis e drones contra bases norte-americanas no Koweit e no Bahrein. Os Estados Unidos afirmaram terem atacado torres de comunicações e radares na costa iraniana, com Donald Trump a declarar que sairá em breve do conflito de uma forma ou de outra.

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