Três embarcações atingidas por disparos no Estreito de Ormuz

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Três embarcações atingidas por disparos no Estreito de Ormuz

Pelo menos três navios porta-contentores foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz esta quarta-feira, avançaram fontes de segurança marítima e a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). Segundo a Guarda Revolucionária do Irão duas embarcações foram aprendidas por alegadas violações marítimas e transferidas para a costa iraniana. Acompanhamos aqui o evoluir da situação.

Cristina Sambado, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Stringer via Reuters

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Lusa /

Comissário europeu antecipa "meses e anos muito difíceis" devido à crise energética

A Comissão Europeia antecipou hoje "meses e anos muito difíceis" devido à atual crise energética causada pelo conflito no Médio oriente, admitindo pressão sobre o combustível para aviação e preocupação relativamente ao turismo da União Europeia (UE).

"Temos de ser bastante claros e diretos na forma como descrevemos o tipo de crise em que estamos agora [porque] isto não é um pequeno aumento de preços de curto prazo, trata-se de uma crise que é provavelmente tão grave como a de 1973 e a de 2022 combinadas, e isto significa que enfrentamos meses muito difíceis, ou talvez até anos, dependendo naturalmente da evolução no Médio Oriente", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, em Bruxelas.

Falando em conferência de imprensa, no dia em que a instituição apresentou um conjunto de medidas para fazer face à crise energética causada pela guerra do Irão iniciada por ataques norte-americanos e israelitas, Dan Jørgensen apontou que a aviação "é atualmente o setor sob maior pressão", dados os obstáculos ao querosene.

"Estamos plenamente conscientes de que as nossas economias dependem da nossa capacidade de voar. Muitas pessoas irão de férias este verão, muitas cidades, regiões e Estados-membros dependem do turismo e, naturalmente, estão muito preocupados", adiantou o responsável, em resposta à Lusa sobre os eventuais impactos para os próximos meses.

 

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RTP /

Bruxelas recua nas recomendações para reduzir consumo de energia

A Comissão Europeia não apresentou, afinal, recomendações para reduzir o consumo energético, como o recurso ao teletrabalho ou alternativas ao avião e carro, mas garantiu que "continua claramente" a incentivar a UE a fazer tal redução.

Foto: Omar Havana - Reuters

A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira um pacote de medidas para fazer face à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no âmbito das quais anunciou a criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas, mas não mencionou, como constava de anteriores rascunhos, sugestões para diminuir o consumo energético.

"Do lado da procura, continuamos claramente a incentivar os Estados-membros a fazer tudo o que puderem para reduzir o consumo, tanto porque isso ajudará na atual crise de preços em que nos encontramos, como porque pode ajudar a prevenir problemas de segurança de abastecimento no futuro", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, falando em conferência de imprensa, em Bruxelas.

"Quanto às medidas específicas que os Estados-membros deverão escolher, pensamos que o melhor é que sejam eles próprios a decidir. Creio que aquilo a que se refere é ao facto de eu ter dito que as recomendações da Agência Internacional da Energia eram, de facto, boas e penso que, de forma geral, não só podemos confiar como devemos também apoiar o importante trabalho desenvolvido pela AIE", explicou Dan Jørgensen.

Num rascunho anterior, Bruxelas sugeria que os países da UE promovessem pelo menos um dia obrigatório de teletrabalho por semana, adotassem alternativas ao automóvel (como bicicletas partilhadas, partilha de veículos, mais veículos elétricos e maior utilização do transporte público) e evitassem viagens aéreas sempre que possível, na linha do que é recomendado pela Agência Internacional da Energia, mas isso não foi referido hoje. A UE importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.

Em causa está um conjunto de medidas que Bruxelas divulgou, esta manhã, para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.

Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.

c/ Lusa

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RTP /

Líbano vai pedir extensão de um mês da trégua

O Líbano vai solicitar, durante a reunião com Israel em Washington, uma extensão de um mês do cessar-fogo, disse uma fonte oficial à agência France-Presse.
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RTP /

Infarmed garante que não há ruturas de abastecimento associadas à guerra no Médio Oriente

O Infarmed disse hoje estar a acompanhar “de forma contínua” a situação geopolítica no Médio Oriente, “em articulação com associações nacionais do setor do medicamentos e dispositivos médicos, bem como com as diferentes entidades europeias como a Agência Europeia de Medicamentos”.

“De acordo com a informação disponível, não se registam, até ao momento, ruturas de abastecimento, apesar do impacto a nível da logística e dos custos de combustíveis e energia”, refere em comunicado.

“O Infarmed confirma que, até à data, não foram notificadas ruturas de abastecimento diretamente associadas ao conflito no Médio Oriente”, acrescenta.

“A informação recolhida indica que a situação se mantém sob controlo, embora exigindo a estreita monitorização de riscos relacionados com as questões logísticas e de custos da energia, o que está a ocorrer nos vários planos referidos”.
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Lusa /

Bruxelas admite que países da UE adotem impostos nacionais sobre lucros extraordinários

A Comissão Europeia admitiu hoje que os países da União Europeia (UE) avancem com impostos sobre os lucros extraordinários das energéticas, mas disse ser difícil adotar esta medida ao nível europeu dada a necessária unanimidade.

"Os Estados-membros podem adotar medidas de tributação sobre lucros extraordinários para garantir a justiça social. A Comissão respeitará as decisões dos Estados-membros e prestará apoio, fornecendo boas práticas sobre medidas nacionais, bem como avaliando o seu impacto no mercado único", refere o executivo comunitário numa comunicação hoje publicada com medidas para fazer face à atual crise energética.

A posição surge numa altura em que a Comissão Europeia analisa o pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação ao nível da UE de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.

Em conferência de imprensa em Bruxelas, a vice-presidente executiva responsável pela transição para uma economia limpa, justa e competitiva, Teresa Ribera, lembrou que "um imposto comum exige unanimidade".

"Pode não ser fácil alcançar essa unanimidade porque podem existir diferentes perspetivas sobre como lidar com a questão ou sobre como desenvolver tecnicamente uma medida que se aplique a todo o continente europeu", explicou.

"Assim, o que pode fazer sentido - como fazemos nesta comunicação e estamos totalmente disponíveis para continuar a fazer - é identificar a forma mais sólida de oferecer alternativas aos Estados-membros que estejam dispostos a adotar esta medida, garantindo que seja o mais robusta possível", referiu Teresa Ribera, prometendo trabalhar com os países que "queiram seguir esta abordagem".

A responsável espanhola destacou ainda a "preocupação com a justiça" social dos países que propuseram a medida.

Porém, "neste momento não conseguimos identificar a possibilidade de tomar uma decisão comum sobre a implementação de um imposto comum em toda a União Europeia", adiantou.

Bruxelas divulgou, esta manhã, um conjunto de medidas para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.

A UE importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.

Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.

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Lusa /

Transavia cancela 50 voos e admite novos ajustamentos devido ao preço do `jet fuel`

A Transavia cancelou meia centena de voos para maio e junho devido ao impacto da guerra no Médio Oriente nos combustíveis e admite novos ajustamentos, estando a fazer uma gestão diária das operações devido à elevada incerteza.

"Cancelámos alguns voos até agora, cerca de 50 para maio e junho, mas é um processo dinâmico, temos de nos adaptar no dia a dia. Não é algo fácil de fazer, mas temos de enfrentar a realidade do aumento do preço dos combustíveis", afirmou o novo diretor geral adjunto comercial (`chief commercial officer`  CCO) da Transavia França, Julien Mallard, em conferência de imprensa no Porto.

Salientando que "estas questões fazem parte da gestão quotidiana da companhia", o responsável referiu que o facto de esta integrar o grupo AirFrance--KLM a está "a beneficiar" a este nível.

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RTP /

Mais de metade das 1.300 escolas danificadas durante a guerra foram reparadas no Irão

O Ministro da Educação do Irão afirmou que 775 das 1.300 escolas danificadas pelos ataques israelitas e norte-americanos já foram reparadas, segundo a agência de notícias iraniana IRNA.

Cerca de 20 escolas foram destruídas, disse Alireza Kazemi, tendo os maiores danos ocorrido nas províncias de Teerão, Kermanshah, Isfahan e Hormozgan.

A previsão é que as reparações nas escolas mais danificadas estejam concluídas até outubro, acrescentou.

Kazemi afirmou ainda que, apesar dos ataques, a educação continuou durante toda a guerra, quer presencialmente, quer remotamente, através da Escola de Televisão do Irão.

Disse que também foi oferecido apoio psicológico e que as escolas realizaram homenagens às 170 pessoas mortas no ataque com mísseis à Escola Feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, a maioria alunas e professoras.
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RTP /

Irão apreende dois navios que tentavam passar pelo Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão apreendeu dois navios por alegadas violações marítimas e transferiu-os para a costa iraniana, informou esta quarta-feira a agência de notícias semioficial Tasnim.

Em comunicado, Teerão disse que os navios, identificados como MSC Francesca e Epaminodes, “operavam alegadamente sem a devida autorização, violando repetidamente os regulamentos e manipulando os sistemas de navegação, pondo em risco a segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz”, afirmou a IRGC num comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB, acrescentando que as embarcações foram intercetadas e “paradas em conformidade com o que foi descrito como a proteção dos direitos nacionais do Irão”.

Os meios de comunicação iranianos informaram que uma terceira embarcação, de propriedade grega, também terá sido alvo da IRGC e está “agora inoperacional na costa do Irão”.

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RTP /

Taiwan reforça compras de petróleo aos Estados Unidos devido ao conflito

A proporção de petróleo bruto adquirido aos Estados Unidos pela petrolífera estatal taiwanesa CPC Corporation aumentou para cerca de 60% do total das compras da empresa, em pleno impacto da guerra contra o Irão no fornecimento global.

O ministro dos Assuntos Económicos de Taiwan, Kung Ming-hsin, avançou o dado hoje durante uma audição parlamentar, segundo declarações citadas pela agência Central News Agency.

Kung assegurou que a aquisição e o transporte de petróleo bruto de Taiwan "se mantêm normais", estando prevista a chegada de quatro petroleiros em abril e entre quatro e cinco em maio.

O ministro explicou que tanto a CPC Corporation como a Formosa Petrochemical Corporation -- a principal petrolífera privada da ilha -- ajustaram as rotas de transporte: cada uma mantém apenas um petroleiro a operar no Golfo Pérsico, sendo o restante crude transportado pelo Mar Vermelho e outros canais de exportação.

Neste contexto, a proporção de crude adquirida pela CPC Corporation aos Estados Unidos subiu para cerca de 60% das suas compras, enquanto as reservas estratégicas de petróleo de Taiwan mantêm-se em torno de 140 dias, acrescentou Kung.

Cerca de 70% do petróleo bruto importado por Taiwan em 2025 teve origem no Médio Oriente, com a Arábia Saudita (28,9%), o Kuwait (13,6%) e os Emirados Árabes Unidos (11,9%) como principais fornecedores, segundo dados oficiais.
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Lusa /

Comissão Europeia cria Observatório de Combustíveis para identificar eventual escassez

A Comissão Europeia anunciou hoje a criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas na União Europeia (UE) e identificar e atuar rapidamente perante uma eventual escassez, dados os impactos do conflito no Médio Oriente.

Andreia Custódio - RTP

"Um novo Observatório de Combustíveis será criado para acompanhar a produção, importações, exportações e níveis de reservas de combustíveis de transporte na UE. Isto permitirá identificar rapidamente potenciais carências e, em caso de libertação de reservas de emergência, orientar medidas específicas para manter uma distribuição equilibrada de combustíveis", anuncia o executivo comunitário, em comunicado divulgado em Bruxelas.

A medida consta de um pacote de medidas hoje divulgado pelo executivo comunitário para fazer face à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no âmbito do qual Bruxelas adianta que, "para mitigar o impacto dos preços elevados e possíveis carências no setor da aviação da UE, a Comissão também clarificará as flexibilidades existentes no quadro da aviação europeia".

Lembrando que esta é a segunda crise energética que a UE enfrenta em menos de cinco anos, dada a sua dependência dos combustíveis fósseis importados, o executivo comunitário defende também "plena coordenação", o que passa por assegurar o enchimento de reservas subterrâneas de gás, o uso de flexibilidades nas regras de armazenamento ou qualquer libertação excecional de reservas de petróleo.

"Os grupos de coordenação de petróleo e gás reúnem-se frequentemente para assegurar uma visão completa da situação entre os Estados-membros. As medidas nacionais de emergência e as medidas destinadas a garantir a disponibilidade de combustível de aviação e gasóleo, incluindo a capacidade de produção das refinarias, devem ser estreitamente coordenadas", avisa a instituição.

Em causa está um conjunto de medidas que Bruxelas divulgou, esta manhã, para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.

Desde a escalada do conflito no Médio Oriente, a UE gastou mais 24 mil milhões de euros em importações de energia devido ao aumento dos preços.

Para proteger famílias vulneráveis, são propostos "apoios direcionados ao rendimento" como vales de energia, preços regulados temporariamente, reduções totais ou parciais direcionadas de impostos especiais sobre a eletricidade e uma proibição temporária de cortes de energia.

No que toca às empresas, a Comissão Europeia quer mais aposta em energias renováveis e eficiência energética e vai também divulgar um quadro temporário de auxílios estatais para dar maior flexibilidade aos governos nacionais de avançar com medidas de emergência para apoiar os setores económicos mais expostos.

Acresce que, até ao verão, está prevista a apresentação de um plano de ação para a eletrificação, incluindo indústria, transportes e edifícios.

É ainda pedida uma rápida implementação do plano de investimento que prevê mais combustíveis sustentáveis na aviação.

A UE importa a maior parte do petróleo e do gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.

Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.

"A atual situação geopolítica é um forte lembrete de que acelerar a transição para uma energia limpa, segura e acessível é uma necessidade económica e de segurança", conclui a Comissão Europeia. 
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Lusa /

Lufthansa cancela 20 mil voos de curta distância até outubro para poupar combustível

O grupo Lufthansa vai cancelar 20 mil voos de curta distância até outubro, numa medida que pretende diminuir o consumo de combustível, perante os aumentos desde o início da guerra no Irão.

Num comunicado publicado na noite de terça-feira, a Lufthansa refere que estes voos equivalem a uma redução de cerca de 1% da capacidade de transporte de passageiros no verão.

Em termos práticos, segundo a Efe, o grupo alemão terá uma poupança próxima de 40.000 toneladas de querosene, um combustível cujo preço duplicou desde o início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro.

A maioria dos voos afetados são da companhia aérea regional Cityline, cujo encerramento já tinha sido anunciado na semana passada, devido ao aumento dos custos deste material.

Os voos cancelados são rotas não rentáveis e partem dos aeroportos de Frankfurt e Munique.

Apesar deste corte, o grupo, que inclui Lufthansa, a austríaca Austrian Airlines, a suíça Swiss, a Brussels Airlines, a Eurowings e a italiana ITA Airways, também vai expandir as rotas em Zurique, Viena e Bruxelas.

O grupo Lufthansa sinalizou que o abastecimento está garantido para as próximas semanas e que espera um abastecimento estável para operar os voos programados para o verão -- período em que pretende otimizar a oferta em Frankfurt, Munique, Zurique, Viena, Bruxelas e Roma.

A Lufthansa cancelou 120 voos até final de maio e os passageiros afetados já foram informados.

Em causa estão os cancelamentos temporários dos voos de Frankfurt para as polacas Bydgoszcz e Rzeszów e para a norueguesa Stavanger.

O grupo registou ainda que vai rever o seu plano a médio prazo, devendo divulgar mais informações no final de abril ou no início de maio.

A Lufthansa é um dos grupos, a par da Air France-KLM, que apresentou uma proposta não vinculativa no processo de privatização de até 44,9% do capital da TAP. O caderno de encargos prevê ainda uma fatia de 5% reservada aos trabalhadores, sendo que o futuro comprador tem direito de preferência por qualquer participação não subscrita.

 

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RTP /

Irão afirma que bloqueio naval dos EUA não afeta a distribuição de alimentos

O Ministro da Agricultura do Irão declarou que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos não afetou a capacidade do país de fornecer bens essenciais e alimentos à população.

"Apesar do bloqueio naval dos EUA, não temos problemas em abastecer com bens essenciais e alimentos, pois, devido à dimensão do país, é possível importar através de várias fronteiras", disse o ministro da Agricultura, Gholamreza Nouri.

"Aproximadamente 85% dos produtos agrícolas e bens essenciais são produzidos localmente, pelo que a segurança alimentar do país está garantida", acrescentou, segundo a agência noticiosa oficial IRNA.
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RTP /

Israel afirma ter eliminado "dois terroristas que violaram o acordo de cessar-fogo" no sul do Líbano

Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), os terroristas atravessaram o que descreveram como a linha de defesa frontal que separa uma área ocupada pelas FDI do resto do país.

Num relatório divulgado hoje, as FDI declararam: “Ontem (terça-feira), as forças identificaram dois terroristas na área de Saluki que violaram os acordos de cessar-fogo, atravessaram a linha de defesa frontal e aproximaram-se das forças de uma forma que representava uma ameaça imediata.

Após a identificação e o rápido fecho do cerco, a força aérea atacou e eliminou os terroristas para neutralizar a ameaça.
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RTP /

Israel pede ao Líbano que "trabalhe em conjunto" contra o Hezbollah

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel instou Beirute a fazer esforços conjuntos para combater o Hezbollah antes das negociações entre os países, que deverão ser retomadas em Washington.

“Esta cooperação é ainda mais necessária para vós do que para nós”, disse Gideon Saar. “Ela exige clareza moral e a coragem para correr riscos. Mas não há uma alternativa real para garantir um futuro de paz para vós e para nós.”

Israel e Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, vão realizar novas negociações em Washington na quinta-feira.

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RTP /

Mais de dois milhões de pessoas perderam o emprego no Irão por causa da guerra

Mais de dois milhões de pessoas perderam os seus empregos no Irão em consequência da guerra, segundo um ministro iraniano, o que aprofunda ainda mais a crise numa economia já fragilizada por sanções e por um apagão da internet.

A guerra causou graves danos nas infraestruturas críticas do Irão, incluindo as suas instalações de petróleo e gás, indústrias petroquímicas, siderurgias e fábricas de alumínio. As interrupções na internet durante os protestos de janeiro e o apagão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, também paralisaram a economia digital.

Seguiram-se despedimentos em massa, e Hadi Kahalzadeh, antigo economista da Organização de Segurança Social do Irão, estima que 10 a 12 milhões de empregos, aproximadamente 50% da força de trabalho iraniana, estejam em risco.

No início desta semana, Gholamhossein Mohammadi, vice-ministro do Trabalho do Irão e responsável pela organização de formação técnica e profissional do país, afirmou que as estimativas iniciais indicam que a guerra levou à perda de mais de um milhão de empregos e ao desemprego direto e indireto de dois milhões de pessoas, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.
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RTP /

Teerão anunciou execução de homem condenado por ligações a Israel

O Irão executou esta quarta-feira um homem condenado por ligações aos serviços de informação israelitas, anunciaram as autoridades judiciais iranianas, em Teerão.

O portal Mizan Online, ligado ao poder judicial iraniano, indicou que Mehdi Farid foi enforcado hoje de manhã por "cooperar com o serviço de inteligência 'terrorista' Mossad", os serviços de informações de Israel.

A mesma nota refere que o caso tinha sido revisto recentemente e que a sentença final foi confirmada pelo tribunal.

O portal oficial iraniano não especificou quando o homem foi detido ou quando decorreu o julgamento.

O tribunal considerou Farid culpado de "cooperar em assuntos de informações e espionagem em nome do regime sionista [Israel]", acrescentou o Mizan Online.
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Mariana Ribeiro Soares - RTP /

Soldados israelitas punidos por vandalismo contra estátua de Cristo no Líbano

O exército israelita afastou dois soldados do serviço de combate e colocou-os em prisão militar durante 30 dias depois de terem destruído uma estátua de Cristo no sul do Líbano, anunciaram as Forças de Defesa de Israel (IDF) na terça-feira.

Reuters

“Foi decidido que o soldado que danificou o símbolo cristão e o soldado que fotografou o ato serão afastados do serviço de combate e receberão 30 dias de detenção militar”, lê-se num comunicado das IDF partilhado na rede social X.

“A investigação determinou que a conduta dos soldados se desviou completamente das ordens e dos valores das IDF”, acrescentam.

Outros seis soldados que estavam presentes no local “foram convocados para esclarecimentos que serão realizados posteriormente, após os quais serão determinadas outras medidas a nível de comando”. O incidente ocorreu na vila de Debel, no sul do Líbano, e provocou uma vasta indignação após a imagem do soldado israelita a destruir com uma marreta a estátua de Cristo ter sido amplamente partilhada nas redes sociais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse estar "chocado e consternado" e expressou pesar pelo incidente "e por qualquer mágoa que tenha causado aos fiéis no Líbano e em todo o mundo".

No comunicado, as IDF dizem que o chefe do Estado-Maior-General condenou o incidente e declarou que o mesmo constitui uma “conduta inaceitável e uma falha moral, que ultrapassa em muito qualquer padrão aceitável e contradiz os valores das Forças de Defesa de Israel e a conduta esperada das suas tropas”.

“As IDF expressam profundo pesar pelo incidente e sublinham que as suas operações no Líbano são exclusivamente dirigidas contra a organização terrorista Hezbollah e outros grupos terroristas, e não contra civis libaneses”, acresncetam.

As Forças de Defesa de Israel também informaram, na terça-feira, que substituíram a estátua danificada "em total coordenação com a comunidade local".

“O Comando Norte trabalhou para coordenar a substituição da estátua desde o momento em que recebeu o relatório do incidente”, afirmam, reiterando “profundo pesar pelo incidente” e garantindo que “estão a trabalhar para garantir que não se repita no futuro”.

Debel é uma das dezenas de aldeias no sul do Líbano que estão agora sob ocupação israelita. Israel e Líbano concordaram na quinta-feira com um cessar-fogo mediado pelos EUA, com o objetivo de interromper os combates entre Israel e o Hezbollah.

O cessar-fogo interrompeu seis semanas de combates entre as Forças de Defesa de Israel e o grupo armado xiita Hezbollah, embora ambos os lados se acusem mutuamente de violações.
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Tripulações estão em segurança
RTP /

Três embarcações atingidas por disparos no Estreito de Ormuz

Pelo menos três navios porta-contentores foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz esta quarta-feira, disseram fontes de segurança marítima e a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

O Irão impôs restrições à navegação no estreito, primeiro em retaliação ao bombardeamento conjunto dos EUA e de Israel contra o país e, mais tarde, em resposta ao bloqueio americano aos portos iranianos.

Um navio porta-contentores com bandeira da Libéria sofreu danos na ponte de comando após ter sido atingido por disparos e granadas propulsadas por foguete a nordeste de Omã.

A UKMTO informou que o comandante da embarcação relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A embarcação, segundo a UKMTO, foi alvejada de seguida. Todos os tripulantes estavam a salvo e não houve incêndio nem impacto ambiental devido ao incidente.

Fontes de segurança marítima disseram que estavam três pessoas a bordo da lancha. O comandante do navio porta-contentores operado pela Grécia informou ainda que não houve qualquer contacto por rádio antes do incidente e que a embarcação tinha sido inicialmente informada de que tinha permissão para transitar pelo Estreito de Ormuz. A UKMTO informou posteriormente que um segundo navio porta-contentores foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irão. A embarcação, de bandeira panamiana, não sofreu danos e os seus tripulantes estão a salvo.

Fontes de segurança marítima disseram que um terceiro navio porta-contentores foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irão, enquanto transitava para fora do Estreito de Ormuz. O navio de bandeira liberiana, que não sofreu danos, parou na água. A sua tripulação está a salvo, disseram as fontes.

Antes do início da guerra, a 28 de Fevereiro, a via navegável transportava normalmente cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
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China afirma que a situação no Médio Oriente está num momento "crítico" após anúncio de prolongamento do cessar-fogo

Pequim afirmou esta quarta-feira que a situação no Médio Oriente está num "momento crítico", sem comentar diretamente o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a prorrogação do cessar-fogo com o Irão.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, reiterou que a China está pronta para continuar a desempenhar um papel "construtivo" nos esforços para resolver a crise.

"A situação regional encontra-se atualmente num momento crítico de transição entre a guerra e a paz. A prioridade máxima continua a ser fazer todo o possível para evitar o retomar das hostilidades", disse durante uma conferência de imprensa regular.
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Ataque de drone israelita provoca um morto no norte de Gaza

Um palestiniano foi morto e outros ficaram feridos após um ataque de um drone israelita na cidade de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, informou a agência de notícias palestiniana Wafa.

A agência afirmou que o exército israelita atacou um grupo de palestinianos que tentava remover os escombros da sua casa, numa zona que foi quase totalmente destruída durante a guerra genocida de Israel contra Gaza.
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Milhares de marinheiros retidos no Golfo Pérsico

O responsável da Organização Marítima Internacional (OMI), a agência marítima da ONU fez um apelo de ajuda para os milhares de marinheiros retidos no Golfo Pérsico devido ao encerramento efetivo do Estreito de Ormuz.

Cerca de 20 mil marinheiros e dois mil navios estão retidos desde os ataques conjuntos entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).

A agência informou que pelo menos 10 marinheiros foram mortos e vários outros ficaram gravemente feridos em ataques a embarcações comerciais desde o início do conflito.

O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que a agência está a trabalhar num plano de evacuação para os navios retidos, mas que só poderá ser implementado quando houver sinais claros de desescalada.
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Guarda Revolucionária Islâmica do Irão avisa que infligirá "golpes devastadores" se combates forem retomados

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão alertou que infligirá "golpes devastadores" contra "os recursos remanescentes do inimigo" no Médio Oriente caso os combates sejam retomados, segundo os meios de comunicação iranianos.

O alerta surgiu depois de Donald Trump ter anunciado a prorrogação do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, que expiraria hoje.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, a IRGC afirmou estar "preparada para confrontar qualquer ameaça ou agressão renovada do inimigo de forma decisiva, conclusiva e imediata, e, na próxima fase de um potencial conflito militar, infligirá golpes devastadores e inimagináveis aos recursos remanescentes do inimigo na região".
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Teerão só se senta à mesa com EUA quando for levantado o bloqueio naval no Golfo

É a primeira reação do Irão ao prolongamento do cessar-fogo no Médio Oriente, anunciado durante a noite por Trump, pela voz do Embaixador do Irão nas Nações Unidas.
O Embaixador acrescenta que o país está preparado para qualquer cenário.
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Trump diz que Teerão está em "colapso financeiro" com estreito de Ormuz bloqueado

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, afirmou hoje que a República Islâmica iraniana está “a entrar em colapso financeiro” devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, numa mensagem na sua rede social.

"O Irão está a entrar em colapso financeiro! Eles querem o estreito de Ormuz aberto imediatamente - eles estão desesperados por dinheiro! Eles estão a perder 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) por dia (...) SOS!!!", escreveu o líder norte-americano.


Trump anunciara antes, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo, embora mantendo o bloqueio aos portos iranianos.
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Líbano. França exige recuo de Israel e desarmamento do Hezbollah

Emmanuel Macron traçou em Paris as linhas vermelhas para a paz no Líbano.

Ao receber o Primeiro-ministro libanês, o Presidente francês defendeu uma solução diplomática que exige dois passos cruciais, a retirada imediata das tropas israelitas do território e o desarmamento efetivo do Hezbollah.

Para o Eliseu, a soberania do Líbano só será plena quando o Estado detiver o monopólio da força e as fronteiras forem respeitadas.
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Líbano avisa, "não procuramos o confronto, mas não temos medo"

Nem o confronto, nem a submissão. É este o posicionamento de Beirute perante o braço de ferro com o Hezbollah.

De visita a França, o Primeiro-ministro libanês recebeu o apoio de Emmanuel Macron, mas foi pragmático quanto ao futuro.

Para Najib Mikati, o destino do país não se decide em Paris, mas sim na mesa de negociações em Washington. É lá que reside a única saída para a crise.
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Um morto e dois feridos em ataque israelita no Líbano

Uma pessoa morreu hoje e duas ficaram feridas após um ataque israelita na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, informou a imprensa estatal libanesa, apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah.
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Porta-contentores alvo de disparos iranianos ao largo de Omã

A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo, anunciou hoje que um porta-contentores foi alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã, causando danos, mas sem vítimas.

Olivier Hoslet - EPA

"A embarcação foi abordada por uma lancha de patrulha da Guarda Revolucionária Islâmica, sem aviso prévio por rádio, que abriu então fogo contra o navio, causando danos significativos na ponte de comando", informou a UKMTO.

"Não foram relatados incêndios ou impactos ambientais", informou a agência, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, acrescentando que a tripulação se encontra "sã e salva".

A UKMTO disse que o ataque foi lançado por volta das 07:55 (04:55 em Lisboa) no estreito de Ormuz, a 15 milhas náuticas (27,7 quilómetros) a nordeste da costa de Omã.

O Irão não fez até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.

O incidente ocorre depois de os Estados Unidos terem apreendido um navio porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.

No sábado, a UKMTO informou que duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária abriram fogo contra um navio cargueiro não identificado, também nas imediações do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Pouco depois, a mesma agência reportou um segundo incidente na mesma zona, envolvendo um projétil de origem desconhecida que atingiu um navio cargueiro, danificando alguns contentores.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro expirava hoje.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

 

 

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RTP /

União Europeia vai apresentar hoje plano para responder a eventual crise energética

São 55 medidas. Entre elas, Bruxelas quer promover o teletrabalho, que seria obrigatório pelo menos um dia por semana.

Pretende ainda que sempre que possível os edifícios públicos sejam encerrados. No âmbito dos transportes defende a criação de zonas sem carros, a redução do limite de velocidade nas autoestradas e incentivos para as pessoas recorrerem mais aos transportes públicos. 

A Comissão defende também uma redução de viagens de avião. 

A União Europeia decidiu já alargar as sanções ao Irão, para incluir os responsáveis pelo bloqueio do estreito de Ormuz,
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RTP /

Trump prolonga cessar-fogo mas mantém bloqueio e forças militares em prontidão

A horas do fim das tréguas, e perante a resistência a negociar por parte de Teerão, pelas 21h20 de terça-feira, em Lisboa, o presidente Donald Trump deu o dito por não dito e aceitou o pedido do Paquistão para prolongar o cessar-fogo, até o governo iraniano apresentar uma proposta de negociação. Mantém contudo o bloqueio aos portos do Irão e a prontidão das forças militares norte-americanas na região.

A segunda ronda de negociações continua em risco. 

O Irão ameaça destruir a produção de petróleo dos países vizinhos do Golfo. Foi a última ameaça de Tearão antes de Donald Trump prolongar o cessar-fogo. 

O Irão temia o regresso dos bombardeamentos, tal como prometia o presidente norte-americano. 

O primeiro-ministro de Israel garante que a ameaça nuclear iraniana foi destruída, mas avisa que vai continuar a lutar contra os Estados terroristas.
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Lusa /

Militares de 30 países discutem em Londres reabertura de Ormuz

Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.

Foto: Reuters

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.

O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro também expirava hoje.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

De acordo com o comunicado, a reunião em Londres irá focar-se na avaliação das capacidades militares disponíveis, da estrutura de comando e controlo e do potencial destacamento de forças na região, com vista à ativação da operação assim que as condições o permitam.

O ministro da Defesa britânico, John Healey, realçou que o objetivo é avançar com "um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação e apoiar um cessar-fogo duradouro".

"O comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação", afirmou, acrescentando que "uma ação coletiva eficaz" pode contribuir para a reabertura do estreito.

O Reino Unido e a França estão a trabalhar para envolver o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes na reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.

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