EUA anunciam fim da suspensão às sanções sobre petróleo iraniano
"A autorização temporária que permite a venda do petróleo iraniano atualmente bloqueado no mar expira dentro de alguns dias e não será renovada", escreveu o Ministério das Finanças na sua conta na rede social X.
O Tesouro assegura participar no esforço de guerra americano "mantendo uma pressão máxima sobre o Irão".
Neste contexto, diz estar "pronto a impor sanções secundárias às instituições financeiras estrangeiras que continuem a apoiar as atividades" de Teerão.
O ministério tem em mente instituições financeiras baseadas na China, em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo um responsável governamental que pediu para não ser identificado.
Washington tinha autorizado por um mês a venda do petróleo iraniano armazenado no mar antes de 20 de março. O que permitiria "colocar cerca de 140 milhões de barris de petróleo no mercado mundial", tinha declarado o ministro das Finanças norte-americano Scott Bessent.
Esta derrogação é válida até domingo.
Antes, o governo americano anunciou, no entanto, a extensão por vários meses da flexibilização de uma parte das sanções que visavam o gigante russo dos hidrocarbonetos Lukoil.
c/ Lusa
Com a guerra no Irão negociadores norte-americanos "não têm tempo" para Kiev diz Zelensky
Os negociadores norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner "estão constantemente em negociações com o Irão e não têm tempo para a Ucrânia", que está preocupada com o seu fornecimento de armas, lamentou hoje o Presidente ucraniano.
Devido à guerra no Irão, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel, a questão do fornecimento de armas norte-americanas a Kiev tornou-se "um grande problema", disse Volodymyr Zelensky à emissora televisiva pública ZDF, após uma visita a Berlim.
"Se a guerra continuar, haverá menos armas para a Ucrânia. Isto é crítico, especialmente em termos de defesa aérea", explicou o chefe de Estado ucraniano, acrescentando que isso o fornecimento de mísseis `Patriot`, muito utilizados no Médio Oriente, e cuja escassez na Ucrânia "não podia ser pior" do que está agora.
Quanto aos dois enviados norte-americanos, que descreveu como "pessoas pragmáticas", Zelensky disse que estão "a tentar chamar mais a atenção de Putin para pôr fim à guerra" que já dura há mais de quatro anos.
Contudo, salientou, "se os Estados Unidos não pressionarem Putin [...] e apenas dialogarem pacificamente com os russos, então eles não terão mais medo".
Volodymyr Zelensky estabeleceu hoje uma parceria estratégica com o chanceler alemão, Friedrich Merz, baseada na cooperação militar, particularmente em `drones`.
Como maior financiador de Kiev desde 2025, Berlim quer desempenhar um papel central no processo diplomático, enquanto Donald Trump, focado no Médio Oriente, impôs negociações sem a participação dos europeus e parece determinado a ceder território ucraniano à Rússia.
A Alemanha financiará, principalmente, a entrega à Ucrânia de centenas de mísseis `Patriot` e lançadores para os sistemas de defesa aérea Iris-T.
Zelensky anunciou ainda que os dois países estão a trabalhar num "acordo bilateral sobre `drones`".
A invasão militar russa do território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Mais de 20 navios comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas
Esta terça-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA tinha afirmado que nenhum navio conseguiu ultrapassar o bloqueio naval dos EUA aos portos e zonas costeiras do Irão e que seis navios mercantes receberam ordens para voltar para trás.
Europa estará a elaborar plano pós-guerra para libertar o Estreito de Ormuz sem os EUA
Israel e Líbano concordam em negociar diretamente após reunião em Washington
"Israel manifestou o seu compromisso em participar em negociações diretas para resolver todas as questões pendentes e alcançar uma paz duradoura que fortaleça a segurança, a estabilidade e a prosperidade na região", acrescenta.
Já o Líbano "reafirmou a necessidade urgente da plena implementação do anúncio de cessação das hostilidades de novembro de 2024, sublinhando os princípios da integridade territorial e da plena soberania estatal, ao mesmo tempo que apelou a um cessar-fogo e a medidas concretas para abordar e aliviar a grave crise humanitária que o país continua a sofrer devido ao conflito em curso".
Telavive e Beirute "unidas" para "libertar" o Líbano do Hezbollah, diz o embaixador israelita nos EUA
O diplomata frisou que este encontro foi "o início" de um novo esforço para derrotar o Hezbollah.
"Descobrimos hoje que estamos do mesmo lado", acrescentou o responsável israelita. "Este é o aspeto mais positivo que retiramos desta reunião. Estamos unidos no nosso desejo de libertar o Líbano da ocupação, de um poder dominado pelo Irão e chamado Hezbollah", vincou ainda.
França pondera limitar margens de lucro nas estações de serviço
Três membros do Hezbollah transferidos para Israel para serem interrogados
"Ontem (segunda-feira), soldados do Exército israelita envolveram-se em combates corpo a corpo com uma célula do Hezbollah em Bint Jbeil", indica um comunicado das forças militares.
"No final dos confrontos, três terroristas depuseram as armas e renderam-se aos soldados", acrescentou o Exército, que confirmou entretanto à agência France-Presse que levou os homens para Israel para serem interrogados.
Guterres diz ser "altamente provável" que negociações com Irão sejam retomadas
Guterres aproveitou para elogiar os esforços de paz do Paquistão. "Considero essencial que estas negociações prossigam", afirmou.
"Penso que seria irrealista esperar que (...) um problema tão complexo e de longa data pudesse ser resolvido na primeira sessão de negociações. Por isso, precisamos que as negociações continuem e precisamos que o cessar-fogo se mantenha enquanto as negociações decorrem".
Rubio alerta para "oportunidade histórica" antes de discussões de paz no Líbano
O diplomata israelita Yechiel Leiter e a libanesa Nada Hamadeh Moawad discutem hoje no Departamento de Estado, na capital norte-americana, uma proposta de cessar-fogo, após um mês e meio da ofensiva israelita contra o grupo xiita Hezbollah, num encontro que conta também com a presença do embaixador dos Estados Unidos em Beirute, Michel Issa.
No início da reunião, Marco Rubio afirmou que em causa está não só uma trégua, mas também "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, sustentou, tanto israelitas como libaneses foram vítimas.
"Todas as complexidades desta questão não serão resolvidas nas próximas seis horas, mas podemos começar a avançar e criar a estrutura necessária para que algo aconteça, algo muito positivo", acrescentou o chefe da diplomacia de Washington.
c/ Lusa
Trump diz que negociações com o Irão poderão ser retomadas nos próximos dois dias
"Deviam ficar por lá, a sério, porque pode acontecer alguma coisa nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá", afirmou Donald Trump.
O presidente norte-americano disse ainda que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, está a fazer um "ótimo trabalho" nas negociações.
"Ele é fantástico e, por isso, é mais provável que voltemos lá", acrescentouTrump.
Trump diz-se "chocado" com Meloni porque "achava que ela tinha coragem"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se hoje "chocado" com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, porque erradamente pensou que ela tinha coragem para ajudar os Estados Unidos na guerra contra o Irão.
"Giorgia Meloni não quer ajudar-nos na guerra, estou chocado", afirmou Trump, em declarações por telefone ao maior diário de Itália, o Corriere della Sera.
"As pessoas gostam do facto de a sua presidente não estar a fazer nada para obter o petróleo?", perguntou Trump.
"Ela gosta disso? Não consigo imaginar. Estou chocado com ela. Pensei que ela tinha coragem, mas estava enganado", comentou.
Trump disse também que não fala com Meloni "há muito tempo".
"Porque ela não quer ajudar-nos com a NATO, não quer ajudar-nos a livrarmo-nos das armas nucleares. Ela é muito diferente do que eu pensava", acrescentou o Presidente norte-americano.
A mudança de opinião de Trump sobre Meloni surge após uma entrevista anterior ao Corriere della Sera, há um mês, na qual a descreveu como uma amiga e uma grande líder que "tenta sempre ajudar".
"Ela já não é a mesma pessoa, e Itália nunca mais será o mesmo país", sublinhou Trump.
O chefe de Estado norte-americano reagiu hoje à condenação por Giorgia Meloni do seu ataque ao Papa, classificando como "inaceitável" que Trump tenha dito que Leão XIV "não entende nada do que se passa no Irão".
"Ela é que é inaceitável, porque não se importa que o Irão tenha uma arma nuclear e faça explodir Itália em dois minutos se tiver oportunidade", afirmou Trump, falando ao Corriere della Sera.
A líder do Partido Democrático (PD), da oposição de centro-esquerda, Elly Schlein, manifestou hoje solidariedade à primeira-ministra italiana, da direita conservadora e nacionalista, depois de Donald Trump ter criticado a sua antiga amiga e aliada, sublinhando que o PD "não aceitará ataques a Itália".
"Condenamos veementemente o ataque do Presidente Donald Trump à primeira-ministra Meloni por expressar, com toda a razão, solidariedade com o Papa Leão XIV", afirmou Elly Schlein na Câmara dos Representantes (câmara baixa do parlamento italiano).
"Somos adversários nesta Câmara, mas somos todos cidadãos italianos e não aceitaremos ataques ou ameaças ao Governo e ao nosso país", sustentou.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.
Washington e Teerão acordaram na noite de 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, período destinado a negociações assentes num plano de dez pontos apresentado por Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.
O plano iraniano inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
Desde 28 de fevereiro, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas pararam a 05 de março de atualizar o balanço oficial.
A 12 de abril, forneceram um novo balanço, após 39 dias de guerra: 3.375 mortos, entre os quais 383 crianças.
Segundo o diretor da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masyedi, entre as vítimas mortais, há cidadãos de outros países, como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.
Já a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, que todos os dias atualizou o número total de vítimas mortais no Irão, situou-as no seu último relatório antes da entrada em vigor do cessar-fogo em pelo menos 3.636, entre as quais 1.701 civis.
Mais de um milhão de pessoas exigem que UE suspenda acordo de associação com Israel
Mais de um milhão de signatários na UE, incluindo quase 15.000 em Portugal, exigem que a Comissão Europeia suspenda o acordo de associação com Israel devido aos ataques israelitas a Gaza, Cisjordânia e Líbano.
Em causa está uma iniciativa de cidadania europeia lançada em janeiro deste ano e que, no dia em que cumpriu três meses, atingiu um milhão de assinaturas, afirmou à Lusa uma das promotoras, a eurodeputada bloquista Catarina Martins.
Promovida e financiada pela Aliança de Esquerda Europeia, na qual se inclui o Bloco de Esquerda, e subscrita por eurodeputados de outros partidos, organizações da sociedade civil e cidadãos, a iniciativa visa instar a Comissão Europeia a apresentar ao Conselho a proposta de suspensão total do Acordo de Associação UE-Israel, que rege as relações, sobretudo comerciais, entre os dois blocos.
"Atingimos um milhão de assinaturas e cumprimos já os limiares necessários em 11 países -- Portugal é um deles -- e, de facto, nunca se recolheram tantas assinaturas em tão pouco tempo", observou a eleita do BE e representante da iniciativa.
De acordo com Catarina Martins, "isso revela que há, na sociedade europeia, uma grande consciência de que é insuportável e incompreensível que a UE tenha uma relação comercial preferencial com Israel enquanto Israel comete genocídio e agride outros países, não só em Gaza, como também na Cisjordânia e agora no Líbano".
"É um sinal de que a sociedade europeia não suporta que a UE seja cúmplice de genocídio e de crimes de guerra", adiantou Catarina Martins.
Até às 15:45 (hora em Lisboa), tinham subscrito esta iniciativa 1.037.915 pessoas, das quais 14.941 em Portugal (acima do limiar de 14.805 para o país).
A Iniciativa de Cidadania Europeia é um instrumento formal de democracia participativa da UE que permite aos cidadãos convidarem a Comissão Europeia a apresentar nova legislação numa área da sua competência.
Para ser válida, tem de ser lançada por um grupo de pelo menos sete cidadãos da UE residentes em sete Estados-membros diferentes e depois garantir um mínimo de um milhão de assinaturas válidas, cumprindo simultaneamente os limiares mínimos nacionais em pelo menos sete países.
Depois de verificadas pelas autoridades nacionais, as assinaturas são entregues à Comissão Europeia, que fica obrigada a receber os organizadores, promover uma audição pública no Parlamento Europeu e responder formalmente no prazo de seis meses.
A iniciativa ainda está a aceitar mais assinaturas, já que, segundo Catarina Martins, a expectativa dos promotores é finalizar o processo antes do verão, para aí submeter o processo ao executivo comunitário.
"A forma tão rápida com que se recolheram tantas assinaturas mostra que há muita vontade, da cidadania europeia, de travar o acordo e, mesmo depois de entregar a iniciativa, é preciso manter a exigência popular para a Comissão agir", concluiu.
O Acordo de Associação UE-Israel, em vigor desde 2000, enquadra as relações políticas, económicas e comerciais entre ambas as partes, determinando no artigo 2.º que deve existir respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos.
Perante violações graves do direito internacional humanitário por parte de Israel, a Comissão Europeia chegou em setembro de 2025 a propor, sem sucesso, uma proposta para suspender certas disposições comerciais do acordo.
A ofensiva militar israelita estendeu-se além da Faixa de Gaza, assumindo uma dimensão regional que atualmente abrange também a Cisjordânia ocupada e o Líbano.
Líder da Mossad avisa que operação para mudar regime ainda não terminou
"Não pensávamos que esta missão fosse concluída imediatamente com o fim dos combates. Mas também prevíamos que a nossa campanha continuaria e se materializaria no período posterior aos ataques a Teerão", declarou David Barnea durante uma cerimónia realizada na sede da Mossad para assinalar o Dia Internacional da Memória do Holocausto.
Citado pelo jornal Yedioth Ahronoth, o diretor do serviço de informações reiterou que o objetivo de Israel não será alcançado até que o regime da República Islâmica caia.
"Este regime que procura a nossa destruição deve desaparecer da face da Terra", declarou, sem explicar em que condições a teocracia iraniana pode colapsar, após um mês e meio de operações militares dos Estados Unidos e Israel.
c/ Lusa
Trump diz que papa não compreende o que está a acontecer
Em resposta às críticas reiteradas do líder da Igreja Católica à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Trump afirmou que o papa "não faz ideia do que se está a passar no Irão".
Segundo Trump, Leão XIV não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear.
"Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado", argumentou o chefe de Estado norte-americano.
c/ Lusa
Secretário do Tesouro dos EUA prevê fim da guerra em breve
O responsável frisou que as previsões para o preço do petróleo no final do ano não sofreram grandes alterações e que o mercado de ações encontra-se agora em níveis mais altos do que antes do início da guerra.
Bessent afirmou ainda que os iranianos estão a negociar e que encontraram interlocutores capazes de falar em nome das três partes do Governo iraniano.
Economia da zona euro entre o cenário de referência e o cenário adverso do BCE
A responsável acrescentou que o banco central seria "ágil" na fixação das taxas de juro.
O cenário adverso do BCE, um dos três publicados no mês passado, pressupõe um aumento muito mais acentuado dos preços da energia devido à guerra no Irão, assim como uma maior incerteza e repercussões internacionais em comparação com o cenário de base.
Conjunto de países, incluindo Portugal, apela à integração do Líbano no cessar-fogo
"Ao mesmo tempo condenamos veementemente os ataques maciços de Israel contra o Líbano a 8 de abril, que, segundo as últimas informações das autoridades libanesas, mataram mais de 350 pessoas e feriram mais de 1.000", lê-se ainda no comunicado conjunto.
Estes 17 países condenam também "os ataques contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano e reafirmam a necessidade imperativa de garantir a segurança e a proteção do pessoal de manutenção da paz das Nações Unidas em todos os momentos".
Também os "ataques do Hezbollah contra Israel são condenados com a mesma veemência neste comunicado conjunto".
Os 17 ministros dos Negócios Estrangeiros reafirmam, por isso, "a importância do respeito à integridade territorial e da soberania do Líbano e da plena implementação da resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
Fundo Monetário Internacional revê em baixa previsão de crescimento para Portugal
O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia portuguesa cresça este ano 1,9 por cento. É um acerto em baixa face aos 2,1 por cento projetados no anterior relatório.
O FMI coloca, ainda assim, Portugal a crescer mais do que a média da Zona Euro e das maiores economias europeias, como Alemanha, França e Itália.
A estimativa da organização fica aquém do cenário traçado pelo Governo de Luís Montenegro, que, no Orçamento do Estado, inscreveu um crescimento do PIB em 2,3 por cento.
Escalada de preços da energia
A atualização do World Economic Outlook agora conhecida aponta para que o preço das matérias-primas energéticas cresça este ano em 19 por cento.
"Os preços do petróleo devem aumentar 21,4 por cento devido às interrupções na produção e no transporte no Médio Oriente, o que corresponde a um índice médio de preços do petróleo de 82 dólares por barril", indica o relatório do FMI.Os preços do gás natural devem sofrer maior impacto do que que o petróleo, dada a "complexidade técnica da retoma da produção e ao nível comparativamente menor de reservas disponíveis".
Por outro lado, os preços dos alimentos devem igualmente subir acima das previsões de outubro do ano passado, por razões análogas.
c/ agências
Israel aponta o Hezbollah como "o problema" para alcançar paz com Líbano
“Podemos discutir os termos de um acordo-quadro para o futuro, mas lembremos sempre que o problema para a segurança de Israel é o problema para a soberania do Líbano: o Hezbollah”, afirmou, acrescentando que esse problema “deve ser abordado para que possamos avançar para uma nova fase”.
“Queremos alcançar a paz e a normalização”, repetiu.
“Israel e Líbano não têm grandes disputas entre si. O problema é o Hezbollah”, declarou Saar numa conferência de imprensa em Jerusalém, lembrando que o Governo libanês prometeu desmantelar essa milícia.
Presidente iraniano alerta que ameaças dos EUA só irão piorar a situação
Macron pediu retomada e negociações entre EUA e Irão
Yesterday, I spoke with Iranian President Massoud Pezeshkian, as well as with U.S. President Donald Trump.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 14, 2026
I urged the resumption of the negotiations suspended in Islamabad, the clearing up of misunderstandings, and the avoidance of any further escalation.…
Papa insiste nos apelos à paz
Na histórica visita à Argélia, o Papa Leão XIV insiste nos apelos à paz.
Novas críticas a Trump. Papa insiste que Deus não está do lado "dos prepotentes"
Leão XIV voltou a criticar os "prepotentes do mundo que decidem as guerras" no segundo dia da visita à Argélia.
Depois da resposta de segunda-feira a Trump, na qual afirmou não temer um chefe de Estado que o qualificou como fraco e péssimo em política externa, o líder da Igreja Católica reiterou que "o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pela mentira".
"Mas o coração do nosso Pai não está com os ímpios, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os humildes e os simples, e com eles faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia", afirmou, elogiando o trabalho desenvolvido no Lar de Idosos gerido pelas Irmãzinhas dos Pobres em Annaba.
Entretanto numa mensagem enviada aos participantes na Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais sobre o uso do poder a nível global, Leão XIV defendeu que o conceito de poder legítimo encontra uma das expressões mais elevadas na democracia autêntica.
"Longe de ser um mero procedimento, a democracia reconhece a dignidade de cada pessoa", mas só é se mantém sólida quando assenta na lei moral e numa verdadeira visão da pessoa humana.
Poucas hipóteses de acordo entre Israel e Líbano hoje
Israel e Líbano iniciam hoje conversações diretas de paz nos Estados Unidos, com mediação de Marco Rubio, o que já é considerado um avanço. Líbano considera que, pelo menos, deveriam chegar a um cessar-fogo.
Israel e Líbano iniciam conversações diretas de paz
Israel e Líbano iniciam esta terça-feira conversações diretas de paz nos Estados Unidos, com mediação de Marco Rubio. Israel quer desarmar o Hezbollah, enquanto o Líbano exige a retirada das tropas.
Portugal já só tem reservas de produtos petrolíferos para 82 dias
Portugal já está sofrer o impacto da crise energética. Já só tem reservas de produtos petrolíferos para 82 dias.
Crise energética é a mais grave que há memória devido a conflito no Médio Oriente
É a maior queda da história. A produção de petróleo caiu a pique. O motivo é a Guerra no Médio Oriente.
Nos primeiros dias deste mês, esse número caiu para menos de quatro milhões a cada 24 horas.
É a crise energética mais grave de que o mundo tem memória como relatam os correspondentes da RTP em Paris, Rosário Salgueiro e Paulo Domingos Lourenço.
Paquistão propõe nova ronda negocial entre os Estados Unidos e o Irão
O Paquistão propõe uma nova ronda negocial entre os Estados Unidos e o Irão, na capital do país, em Islamabad.
China apresenta aos Emirados proposta para restaurar paz no Golfo
As alegadas metas de Israel para as futuras relações com o Líbano
"Queremos alcançar a paz e a normalização com o Estado libanês. Não há grandes disputas entre Israel e o Líbano. O problema é o Hezbollah", alegou Saar em conferência de imprensa ao lado do homólogo checo, Petr Macinka, em Jerusalém.Recorde-se que o Hezbollah já se opôs às negociações, denunciando-as como uma "capitulação".
Ainda de acordo com Gideon Saar, o movimento xiita libanês atacou Israel "contra a vontade do Governo" do Líbano, representando um "problema para a soberania" deste país, tal como "para a segurança de Israel".
O "problema" do Hezbollah, instiu o chefe da diplomacia israelita, "deve ser resolvido para que se possa avançar para uma nova fase".
As conversações em Washington - as primeiras desde 1993 - terão lugar sob a mediação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tendo como interlocutores os embaixadores de Israel e do Líbano, Yechiel Leiter e Nada Hamadeh Moawad, além do embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa.
Catar nega ter ajudado Irão para impedir ataques iranianos no país
Ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros vai reunir com Rubio em Washington
Portugal está longe dos critérios para crise energética
Em declarações aos jornalistas, à saída do XV Fórum dos Alunos de Engenharia do Ambiente que decorre hoje na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a governante sublinhou que "mesmo que não se chegue aos critérios de crise, tudo estará preparado".
Frisando a esperança de que as negociações entre os Estados Unidos e o Irão evoluam positivamente, a ministra foi perentória sublinhando sempre a importância da resposta ser europeia e concertada: "Se isto se prolongar vários meses, temos que estar preparados".
"É importante coordenarmos a nível europeu para que não haja distorção do mercado interno e principalmente em países que estão interligados como nós estamos com o resto da Europa. Se um país ajuda muito mais que os outros distorce toda a concorrência e isso é prejudicial para a Europa como um todo", referiu.
Preços do petróleo caem com esperanças de retomar negociações entre Irão e Estados Unidos
Itália suspende acordo de Defesa com Israel
Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e dos Emirados Árabes Unidos discutem tensões no Golfo e defendem a diplomacia
Missão no Estreito de Ormuz: conferência entre "países não beligerantes"
Itália pede avanços nas negociações de paz e reabertura do Estreito de Ormuz
Meloni apoia Papa em conflito com Trump
Ministra britânica das Finanças "frustrada e irritada" com estratégia dos EUA contra Irão
"E, como resultado, o Estreito de Ormuz está agora bloqueado", acrescentou.
Marco Rubio participará nas negociações entre Líbano e Israel em Washington
Líbano, Israel e os EUA emitiram declarações contraditórias sobre o que as negociações abordariam.
Agência Internacional de Energia prevê maior queda na procura de petróleo desde a Covid-19
A guerra no Médio Oriente levou ao "choque de oferta de petróleo mais severo da história", com uma perda de 10 milhões de barris no mês passado, enquanto simultaneamente impulsionou as receitas de exportação de petróleo da Rússia, que duplicaram entre fevereiro e março, segundo o relatório.
Três petroleiros ligados ao Irão atravessaram Estreito de Ormuz
Arábia Saudita pressiona EUA para que suspendam bloqueio do Estreito de Ormuz
A Arábia Saudita depende do porto no Mar Vermelho, em Yanbu, para exportar petróleo, mas, caso o Estreito de Bab el-Mandeb seja fechado, o reino poderá perder última rota de exportação.
Navio alvo de sanções dos EUA atravessou o Estreito de Ormuz
Irão exigiu indemnização dos países que participaram do esforço de guerra dos EUA e de Israel
Presidente sul-coreano preocupado com tensões no Estreiro de Ormuz
"Global e altamente assimétrico". Agência Internacional de Energia e FMI alertam para impacto da guerra
Sánchez lamenta ameaças devido à posição de Espanha
O líder do executivo espanhol lamentou que os países que criticam governos que, na sua perspetiva, violam o direito internacional acabem por ficar "sujeitos à ameaça desses países", numa referência implícita aos Estados Unidos e a Israel, na sequência da crise desencadeada pela guerra com o Irão.
A expressão utilizada por Sánchez coincide com a usada horas antes por Xi, no início da reunião bilateral no Grande Palácio do Povo, ao afirmar que China e Espanha estão "do lado certo da história" face à "lei da selva", num momento em que o direito e a ordem internacionais foram "gravemente postos em causa".
O líder espanhol sublinhou que o quadro multilateral criado após a Segunda Guerra Mundial proporcionou "o maior período de prosperidade e de paz no mundo", acrescentando que, do ponto de vista de Espanha, o respeito pelo direito internacional não é apenas uma questão moral, mas também de interesse nacional.
"Nós não teremos qualquer problema em continuar do lado certo da história, a defender aquilo que consideramos justo", acrescentou.
C/Lusa
Xi pede cessar-fogo abrangente e duradouro face à escalada em Ormuz
Xi Jinping sublinhou que a resolução da situação deve passar por vias políticas e diplomáticas e garantiu que a China continuará a desempenhar um "papel construtivo" e a "trabalhar ativamente" para promover a paz, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.
O líder chinês defendeu ainda o respeito pela soberania, segurança e integridade territorial dos países do Médio Oriente e do Golfo, alertando contra a aplicação seletiva do direito internacional, que, afirmou, não pode ser usado "quando convém e descartado quando não".
Xi apresentou quatro princípios para avançar na estabilidade regional, incluindo a coexistência pacífica entre os países da região, o respeito pelo direito internacional e a articulação entre desenvolvimento e segurança, numa altura em que o conflito aumenta a incerteza sobre rotas energéticas e o comércio global.
C/Lusa
Lavrov pede que se evite regresso de confronto armado
Durante a conversa, "Araqchi informou Lavrov sobre os detalhes das conversas iraniano-americanas realizadas no sábado, em Islamabad".
"O lado russo saudou o compromisso contínuo de Teerão em prosseguir com os esforços diplomáticos e procurar soluções que abordem as causas profundas do conflito e alcancem a estabilização a longo prazo na região, levando em consideração os legítimos interesses do Irão e dos seus vizinhos", refere a nota.
Lavrov aproveitou ainda a oportunidade para expressar condolências a Araqchi pelo "cruel assassinato em ataque aéreo" do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kamal Kharazi, que morreu na quinta-feira.
C/Lusa
JD Vance admite progressos nas negociações com o Irão
Irão terá proposto suspender atividades nucleares por cinco anos
O jornal The Times, por sua vez, avança que, embora Washington e o Teerão tenham trocado propostas para a suspensão das atividades nucleares iranianas durante as negociações do fim de semana, os países continuam muito distantes quanto à duração de qualquer acordo.
Mas afirmou que as discussões "sugeriram que pode haver um caminho para um acordo de paz", mesmo com os EUA a bloquear os portos iranianos.
Segunda ronda de negociações entre EUA e Irão
Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a discutir o assunto com a imprensa, disseram que a proposta dependeria de as partes solicitarem ou não uma localização diferente.
Um dos funcionários afirmou que, apesar de terem terminado sem um acordo, as primeiras conversações faziam parte de um processo diplomático em curso, e não de um esforço isolado.
A Casa Branca não respondeu diretamente às perguntas sobre se novas negociações estavam a ser consideradas.
“O presidente Trump, o vice-presidente Vance e a equipe de negociação deixaram as linhas vermelhas dos EUA muito claras. O desespero dos iranianos por um acordo só aumentará com o bloqueio naval altamente eficaz do presidente Trump, agora em vigor”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Xi diz a Sánchez que ambos estão "do lado certo da História" face à "lei da selva"
O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que ambos os países defendem o direito internacional, que considerou estar "gravemente minado", e estão "do lado certo da História" face à "lei da selva".
Xi destacou a convergência de posições com Espanha, numa referência a conflitos como o do Irão, no início do encontro que manteve com Sánchez no Grande Palácio do Povo, no âmbito da visita oficial do líder espanhol à China.
A reunião começou com um discurso semelhante de ambas as partes, com Sánchez a lamentar também o enfraquecimento do direito internacional e a defender o reforço do sistema multilateral.
Xi manifestou satisfação por voltar a encontrar-se com Sánchez, recordando que esta é a quarta visita do dirigente espanhol à China em quatro anos, e sublinhou que, desde o primeiro encontro em 2023, ambos têm promovido uma relação bilateral com "determinação estratégica".
Segundo o Presidente chinês, apesar do contexto internacional, as relações entre os dois países têm registado um desenvolvimento estável, contribuindo igualmente para a estabilidade das relações entre a China e a Europa.
"Os factos demonstram que o aprofundamento da cooperação bilateral corresponde aos interesses dos dois povos", afirmou.
Num mundo "em mudança e turbulento", Xi considerou que a ordem internacional foi "gravemente minada", acrescentando que a forma como cada país encara o direito internacional reflete a sua visão do mundo, dos valores e das responsabilidades.
"Tanto a China como Espanha têm princípios e defendem a justiça, estando dispostas a ficar do lado certo da História", afirmou.
Xi defendeu que os dois países devem reforçar a comunicação, consolidar a confiança mútua, aprofundar a cooperação e rejeitar um regresso à "lei da selva", salvaguardando o verdadeiro multilateralismo e promovendo a paz e o desenvolvimento globais.
Sánchez recordou igualmente tratar-se da sua quarta visita à China, considerando que tal reflete a hospitalidade do Governo chinês e a solidez das relações bilaterais, agora reforçadas com o lançamento de um diálogo estratégico entre os dois países.
O chefe do Executivo espanhol defendeu a necessidade de renovar o sistema multilateral para que represente de forma mais fiel o atual mundo multipolar e contribua para a paz e a estabilidade globais.
Sánchez lamentou que essas metas estejam a ser comprometidas pelos vários conflitos em curso, acrescentando que esses desafios ajudam a explicar a sua presença na China.
"Para que juntos, Espanha e China, possamos contribuir para soluções face às tensões comerciais, às complexidades geopolíticas, às guerras e aos desafios ambientais e sociais que afetam o mundo", afirmou.
O líder espanhol sublinhou que o objetivo comum deve ser reforçar o sistema multilateral e o direito internacional, que considerou estarem a ser postos em causa de forma recorrente e perigosa.
Sánchez defendeu ainda que a relação bilateral pode contribuir para aprofundar os laços entre a China e a União Europeia, salientando que a cooperação entre ambas as partes beneficiará as suas sociedades e a prosperidade global.
"Espanha estará à altura do desafio histórico, será corajosa, clara e previsível, e trabalhará sempre pelo entendimento entre nações", afirmou, dirigindo-se a Xi.
O primeiro-ministro acrescentou que Espanha é um país "estável e previsível", convicto de que esse espírito é essencial para alcançar uma paz duradoura.
Xi recordou ainda a visita dos reis de Espanha à China, em novembro passado, destacando os consensos alcançados, e pediu a Sánchez que lhes transmitisse os seus cumprimentos.
Sánchez respondeu transmitindo as saudações do rei Felipe VI e da rainha Letizia Ortiz, sublinhando a gratidão pela visita.
Após o encontro, o Presidente chinês ofereceu um almoço ao chefe do Governo espanhol, no qual participaram também a esposa de Sánchez, Begoña Gómez, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares.
"Não estamos interessados ou preocupados". Hezbollah não reconhece iniciativa diplomática
- Washington é palco de conversações entre os embaixadores do Líbano e de Israel nos Estados Unidos. Iniciativa diplomática que o Hezbollah não tenciona validar. O movimento xiita libanês conotado com o Irão avisa que não respeitará qualquer entendimento que resulte destes contactos;
- Wafiq Safa, membro do conselho político do Hezbollah pronunciou-se na véspera das conversações em Washington, a primeira iniciativa do género em décadas. “Quanto aos resultados desta negociação entre o Líbano e o inimigo israelita, não estamos interessados nem preocupados com elas”, afirmou em declarações à Associated Press;
- O próprio líder do Hezbollah, Naim Kassem, instou o Governo do Líbano a retirar-se das negociações com o Estado hebraico;
- O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o bloqueio do Estreito de Hormuz cobre todos os portos iranianos. A Autoridade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido confirma que o bloqueio dos Estados Unidos se aplica a todo o tráfego marítimo, independentemente dos pavilhões dos navios;
- Em simultâneo, Trump reiterou a convicção de que o Irão quer chegar a acordo com os Estados Unidos. A principal exigência norte-americana mantém-se – o regime não poderá dotar-se de armamento nuclear. "Não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo", sustentou o inquilino republicano da Casa Branca;
- Há relatos a apontar para a continuação das negociações entre norte-americanos e iranianos. Fonte da Administração Trump, citada pela CNN, apontou mesmo para “um diálogo contínuo” e até “progresso na procura de um acordo”;
- O representante do Irão nas Nações Unidas exige indemnizações por parte de países que tenham participado no esforço de guerra dos Estados Unidos e de Israel. A comunicação social estatal do Irão refere Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia;
- As Forças de Defesa de Israel adiantam que um de seus soldados foi abatido em combate no sul do Líbano. Outros três operacionais ficaram feridos: “No incidente em que o sargento-mor (da reserva) Ayal Uriel Bianco foi morto, um reservista ficou ligeiramente ferido e outros dois reservistas sofreram ferimentos leves”;
- O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, encontra-se em Pequim, onde espera fortalecer a cooperação bilateral com a China. Lavrov vai reunir-se com o homólogo chinês, Wang Yi. Sobre a mesa estarão a guerra na Ucrânia e a situação no Médio Oriente;
- Na sequência das críticas de Donald Trump ao Papa e da resposta de Leão XIV, que deixou claro não ter “a intenção de debater” com o presidente dos Estados Unidos, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, ensaiou um recado ao Vaticano, apelando a que este “se atenha a questões de moralidade”.
Exportações da China crescem 2,5% em março e desaceleram com impacto da guerra no Irão
As exportações da China cresceram 2,5% em março, desacelerando face aos dois meses anteriores, num contexto de incerteza devido à guerra no Irão e ao impacto nos preços da energia e na procura global.
Os dados divulgados hoje pela Administração Geral das Alfândegas da China ficaram aquém das estimativas dos analistas e representam uma forte descida, face ao crescimento de 21,8%, registado em janeiro e fevereiro.
As importações aumentaram 27,8% em março, acima da subida homóloga de 19,8% verificada nos primeiros dois meses do ano.
As exportações ligadas à tecnologia, incluindo o aumento dos envios de semicondutores, impulsionado pelo `boom` global da inteligência artificial, sustentaram o desempenho robusto no início de 2026, mas economistas alertam que o prolongamento da guerra no Irão poderá afetar a procura global por produtos chineses.
"As exportações da China desaceleraram à medida que a guerra no Irão começa a afetar a procura global e as cadeias de abastecimento", afirmou Gary Ng, economista para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis.
Apesar da recuperação significativa registada no início do ano, a procura deverá enfraquecer devido ao choque energético provocado pelo conflito, segundo economistas do Bank of America, liderados por Helen Qiao.
Os riscos aumentam caso o conflito se prolongue além do esperado, podendo originar uma desaceleração global persistente, acrescentaram.
As tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem como as tensões entre Washington e Pequim, têm também pressionado as exportações chinesas para o mercado norte-americano, levando a China a reforçar as vendas para outras regiões, como a Europa, o Sudeste Asiático e a América Latina.
Os analistas acompanham ainda com atenção a visita prevista de Trump a Pequim, em maio, para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, após um adiamento motivado pela guerra no Irão.
As autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento económico entre 4,5% e 5% para 2026, o nível mais baixo desde 1991.
A China cumpriu o objetivo de crescimento de "cerca de 5%" em 2025, apoiado por exportações fortes -- com um excedente comercial recorde de 1,2 biliões de dólares (mais de um bilião de euros) -- e analistas consideram que estas deverão continuar a ser um motor essencial da economia este ano, numa altura em que a prolongada crise no setor imobiliário continua a pesar sobre a procura interna e o investimento.
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