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Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Israel e Líbano concordam em negociar diretamente após reunião em Washington

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Israel e Líbano concordam em negociar diretamente após reunião em Washington

Israel ⁠e Líbano ‌concordaram em iniciar ⁠negociações diretas ⁠numa data ⁠e local mutuamente acordados, na sequência de uma ⁠reunião trilateral organizada ​pelos Estados Unidos em ​Washington esta terça-feira. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir do conflito no Médio Oriente.

Joana Raposo Santos, Andreia Martins, Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Kevin Lamarque - Reuters

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RTP /

EUA anunciam fim da suspensão às sanções sobre petróleo iraniano

O Tesouro americano anunciou hoje que não vai prolongar a suspensão temporária de algumas sanções sobre o petróleo iraniano, decidida no mês passado para atenuar os efeitos da guerra no Médio Oriente sobre o mercado dos hidrocarbonetos.

"A autorização temporária que permite a venda do petróleo iraniano atualmente bloqueado no mar expira dentro de alguns dias e não será renovada", escreveu o Ministério das Finanças na sua conta na rede social X.

O Tesouro assegura participar no esforço de guerra americano "mantendo uma pressão máxima sobre o Irão".

Neste contexto, diz estar "pronto a impor sanções secundárias às instituições financeiras estrangeiras que continuem a apoiar as atividades" de Teerão.

O ministério tem em mente instituições financeiras baseadas na China, em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo um responsável governamental que pediu para não ser identificado.

Washington tinha autorizado por um mês a venda do petróleo iraniano armazenado no mar antes de 20 de março. O que permitiria "colocar cerca de 140 milhões de barris de petróleo no mercado mundial", tinha declarado o ministro das Finanças norte-americano Scott Bessent.

Esta derrogação é válida até domingo.

Antes, o governo americano anunciou, no entanto, a extensão por vários meses da flexibilização de uma parte das sanções que visavam o gigante russo dos hidrocarbonetos Lukoil.

c/ Lusa
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Lusa /

Com a guerra no Irão negociadores norte-americanos "não têm tempo" para Kiev diz Zelensky

Os negociadores norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner "estão constantemente em negociações com o Irão e não têm tempo para a Ucrânia", que está preocupada com o seu fornecimento de armas, lamentou hoje o Presidente ucraniano.

Liesa Johannssen - Reuters

Devido à guerra no Irão, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel, a questão do fornecimento de armas norte-americanas a Kiev tornou-se "um grande problema", disse Volodymyr Zelensky à emissora televisiva pública ZDF, após uma visita a Berlim.

"Se a guerra continuar, haverá menos armas para a Ucrânia. Isto é crítico, especialmente em termos de defesa aérea", explicou o chefe de Estado ucraniano, acrescentando que isso o fornecimento de mísseis `Patriot`, muito utilizados no Médio Oriente, e cuja escassez na Ucrânia "não podia ser pior" do que está agora.

Quanto aos dois enviados norte-americanos, que descreveu como "pessoas pragmáticas", Zelensky disse que estão "a tentar chamar mais a atenção de Putin para pôr fim à guerra" que já dura há mais de quatro anos.

Contudo, salientou, "se os Estados Unidos não pressionarem Putin [...] e apenas dialogarem pacificamente com os russos, então eles não terão mais medo".

Volodymyr Zelensky estabeleceu hoje uma parceria estratégica com o chanceler alemão, Friedrich Merz, baseada na cooperação militar, particularmente em `drones`.

Como maior financiador de Kiev desde 2025, Berlim quer desempenhar um papel central no processo diplomático, enquanto Donald Trump, focado no Médio Oriente, impôs negociações sem a participação dos europeus e parece determinado a ceder território ucraniano à Rússia.

A Alemanha financiará, principalmente, a entrega à Ucrânia de centenas de mísseis `Patriot` e lançadores para os sistemas de defesa aérea Iris-T.

Zelensky anunciou ainda que os dois países estão a trabalhar num "acordo bilateral sobre `drones`".

A invasão militar russa do território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


 

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RTP /

Mais de 20 navios comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas

Segundo o Wall Street Journal, que cita autoridades norte-americanas, mais de 20 navios comerciais passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas.

Esta terça-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA tinha afirmado que nenhum navio conseguiu ultrapassar o bloqueio naval dos EUA aos portos e zonas costeiras do Irão e que seis navios mercantes receberam ordens para voltar para trás.
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RTP /

Europa estará a elaborar plano pós-guerra para libertar o Estreito de Ormuz sem os EUA

Os países europeus estarão a elaborar um plano pós-guerra para uma ampla coligação de países, excluindo os Estados Unidos, com o objetivo de ajudar a desbloquear o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A informação é avançada pelo Wall Street Journal esta terça-feira, citando fontes oficiais.
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RTP /

Israel e Líbano concordam em negociar diretamente após reunião em Washington

O Departamento de Estado dos EUA avançou em comunicado que ‌Israel ⁠e Líbano ‌concordaram em iniciar ⁠negociações diretas ⁠numa data ⁠e local mutuamente acordados, na sequência de uma ⁠reunião trilateral ‌organizada ​pelos Estados Unidos em ​Washington esta terça-feira.

"O Estado de Israel manifestou o seu apoio ao desarmamento de todos os grupos terroristas não estatais e ao desmantelamento de toda a infraestrutura terrorista no Líbano, e expressou o seu compromisso em trabalhar com o Governo do Líbano para alcançar esse objetivo, de modo a garantir a segurança dos povos de ambos os países", refere o comunicado.

"Israel manifestou o seu compromisso em participar em negociações diretas para resolver todas as questões pendentes e alcançar uma paz duradoura que fortaleça a segurança, a estabilidade e a prosperidade na região", acrescenta.

Já o Líbano "reafirmou a necessidade urgente da plena implementação do anúncio de cessação das hostilidades de novembro de 2024, sublinhando os princípios da integridade territorial e da plena soberania estatal, ao mesmo tempo que apelou a um cessar-fogo e a medidas concretas para abordar e aliviar a grave crise humanitária que o país continua a sofrer devido ao conflito em curso".

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RTP /

Telavive e Beirute "unidas" para "libertar" o Líbano do Hezbollah, diz o embaixador israelita nos EUA

Ao fim de mais de duas horas de negociações, o embaixador de Israel nos EUA disse esta terça-feira que Telavive e Beirute estão alinhados no que toca ao Hezbollah e que estão "unidos na libertação do Líbano" do grupo e da influência iraniana.

De acordo com o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, essa foi a posição transmitida pelo Líbano nas negociações que decorreram esta terça-feira em Washington, mediadas pelos Estados Unidos.

O diplomata frisou que este encontro foi "o início" de um novo esforço para derrotar o Hezbollah.

"Descobrimos hoje que estamos do mesmo lado", acrescentou o responsável israelita. "Este é o aspeto mais positivo que retiramos desta reunião. Estamos unidos no nosso desejo de libertar o Líbano da ocupação, de um poder dominado pelo Irão e chamado Hezbollah", vincou ainda.

O embaixador libanês e as autoridades norte-americanas não prestaram quaisquer declarações, mas espera-se um comunicado conjunto para as próximas horas, indicou o embaixador israelita em declarações aos jornalistas. 

Israel e Líbano não têm relações diplomáticas, pelo que a negociação ocorreu entre os embaixadores dos dois países nos Estados Unidos, com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, e o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz. 

O Hezbollah, que não participa nestas negociações, recusa fazer-se representar e considera que estas são uma "capitulação". 
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RTP /

França pondera limitar margens de lucro nas estações de serviço

O Governo francês está a ponderar estabelecer um limite máximo para as margens de lucro que os retalhistas cobram sobre os combustíveis aos consumidores finais nas estações de serviço, informou o Ministério das Finanças num comunicado divulgado esta terça-feira.
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RTP /

Três membros do Hezbollah transferidos para Israel para serem interrogados

O Exército israelita anunciou esta terça-feira que três combatentes do Hezbollah se renderam às suas tropas em Bint Jbeil, no sul do Líbano, e que foram transferidos para Israel para serem interrogados.

"Ontem (segunda-feira), soldados do Exército israelita envolveram-se em combates corpo a corpo com uma célula do Hezbollah em Bint Jbeil", indica um comunicado das forças militares.

"No final dos confrontos, três terroristas depuseram as armas e renderam-se aos soldados", acrescentou o Exército, que confirmou entretanto à agência France-Presse que levou os homens para Israel para serem interrogados.
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RTP /

Guterres diz ser "altamente provável" que negociações com Irão sejam retomadas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse haver indícios de que é "altamente provável" que as negociações para pôr fim à guerra no Irão sejam retomadas.

"A indicação que temos é de que é altamente provável que estas conversações sejam retomadas", disse aos jornalistas.

Guterres aproveitou para elogiar os esforços de paz do Paquistão. "Considero essencial que estas negociações prossigam", afirmou.

"Penso que seria irrealista esperar que (...) um problema tão complexo e de longa data pudesse ser resolvido na primeira sessão de negociações. Por isso, precisamos que as negociações continuem e precisamos que o cessar-fogo se mantenha enquanto as negociações decorrem".

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RTP /

Rubio alerta para "oportunidade histórica" antes de discussões de paz no Líbano

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, considerou hoje que as conversações de paz diretas entre Líbano e Israel representam "uma oportunidade histórica", ao receber os embaixadores dos dois países em Washington para iniciarem o diálogo.

O diplomata israelita Yechiel Leiter e a libanesa Nada Hamadeh Moawad discutem hoje no Departamento de Estado, na capital norte-americana, uma proposta de cessar-fogo, após um mês e meio da ofensiva israelita contra o grupo xiita Hezbollah, num encontro que conta também com a presença do embaixador dos Estados Unidos em Beirute, Michel Issa.

No início da reunião, Marco Rubio afirmou que em causa está não só uma trégua, mas também "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, sustentou, tanto israelitas como libaneses foram vítimas.

"Todas as complexidades desta questão não serão resolvidas nas próximas seis horas, mas podemos começar a avançar e criar a estrutura necessária para que algo aconteça, algo muito positivo", acrescentou o chefe da diplomacia de Washington.

c/ Lusa
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RTP /

Trump diz que negociações com o Irão poderão ser retomadas nos próximos dois dias

O presidente dos EUA afirmou esta terça-feira que as negociações com o Irão poderão ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias, de acordo com uma entrevista concedida ao New York Post.

"Deviam ficar por lá, a sério, porque pode acontecer alguma coisa nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá", afirmou Donald Trump.

O presidente norte-americano disse ainda que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, está a fazer um "ótimo trabalho" nas negociações.

"Ele é fantástico e, por isso, é mais provável que voltemos lá", acrescentouTrump.
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Lusa /

Trump diz-se "chocado" com Meloni porque "achava que ela tinha coragem"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se hoje "chocado" com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, porque erradamente pensou que ela tinha coragem para ajudar os Estados Unidos na guerra contra o Irão.

Suzanne Plunkett - Reuters

"Giorgia Meloni não quer ajudar-nos na guerra, estou chocado", afirmou Trump, em declarações por telefone ao maior diário de Itália, o Corriere della Sera.

"As pessoas gostam do facto de a sua presidente não estar a fazer nada para obter o petróleo?", perguntou Trump.

"Ela gosta disso? Não consigo imaginar. Estou chocado com ela. Pensei que ela tinha coragem, mas estava enganado", comentou.

Trump disse também que não fala com Meloni "há muito tempo".

"Porque ela não quer ajudar-nos com a NATO, não quer ajudar-nos a livrarmo-nos das armas nucleares. Ela é muito diferente do que eu pensava", acrescentou o Presidente norte-americano.

A mudança de opinião de Trump sobre Meloni surge após uma entrevista anterior ao Corriere della Sera, há um mês, na qual a descreveu como uma amiga e uma grande líder que "tenta sempre ajudar".

"Ela já não é a mesma pessoa, e Itália nunca mais será o mesmo país", sublinhou Trump.

O chefe de Estado norte-americano reagiu hoje à condenação por Giorgia Meloni do seu ataque ao Papa, classificando como "inaceitável" que Trump tenha dito que Leão XIV "não entende nada do que se passa no Irão".

"Ela é que é inaceitável, porque não se importa que o Irão tenha uma arma nuclear e faça explodir Itália em dois minutos se tiver oportunidade", afirmou Trump, falando ao Corriere della Sera.

A líder do Partido Democrático (PD), da oposição de centro-esquerda, Elly Schlein, manifestou hoje solidariedade à primeira-ministra italiana, da direita conservadora e nacionalista, depois de Donald Trump ter criticado a sua antiga amiga e aliada, sublinhando que o PD "não aceitará ataques a Itália".

"Condenamos veementemente o ataque do Presidente Donald Trump à primeira-ministra Meloni por expressar, com toda a razão, solidariedade com o Papa Leão XIV", afirmou Elly Schlein na Câmara dos Representantes (câmara baixa do parlamento italiano).

"Somos adversários nesta Câmara, mas somos todos cidadãos italianos e não aceitaremos ataques ou ameaças ao Governo e ao nosso país", sustentou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.

Washington e Teerão acordaram na noite de 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, período destinado a negociações assentes num plano de dez pontos apresentado por Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.

O plano iraniano inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Desde 28 de fevereiro, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas pararam a 05 de março de atualizar o balanço oficial.

A 12 de abril, forneceram um novo balanço, após 39 dias de guerra: 3.375 mortos, entre os quais 383 crianças.

Segundo o diretor da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masyedi, entre as vítimas mortais, há cidadãos de outros países, como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.

Já a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, que todos os dias atualizou o número total de vítimas mortais no Irão, situou-as no seu último relatório antes da entrada em vigor do cessar-fogo em pelo menos 3.636, entre as quais 1.701 civis.

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Lusa /

Mais de um milhão de pessoas exigem que UE suspenda acordo de associação com Israel

Mais de um milhão de signatários na UE, incluindo quase 15.000 em Portugal, exigem que a Comissão Europeia suspenda o acordo de associação com Israel devido aos ataques israelitas a Gaza, Cisjordânia e Líbano.

Em causa está uma iniciativa de cidadania europeia lançada em janeiro deste ano e que, no dia em que cumpriu três meses, atingiu um milhão de assinaturas, afirmou à Lusa uma das promotoras, a eurodeputada bloquista Catarina Martins.

Promovida e financiada pela Aliança de Esquerda Europeia, na qual se inclui o Bloco de Esquerda, e subscrita por eurodeputados de outros partidos, organizações da sociedade civil e cidadãos, a iniciativa visa instar a Comissão Europeia a apresentar ao Conselho a proposta de suspensão total do Acordo de Associação UE-Israel, que rege as relações, sobretudo comerciais, entre os dois blocos.

"Atingimos um milhão de assinaturas e cumprimos já os limiares necessários em 11 países -- Portugal é um deles -- e, de facto, nunca se recolheram tantas assinaturas em tão pouco tempo", observou a eleita do BE e representante da iniciativa.

De acordo com Catarina Martins, "isso revela que há, na sociedade europeia, uma grande consciência de que é insuportável e incompreensível que a UE tenha uma relação comercial preferencial com Israel enquanto Israel comete genocídio e agride outros países, não só em Gaza, como também na Cisjordânia e agora no Líbano".

"É um sinal de que a sociedade europeia não suporta que a UE seja cúmplice de genocídio e de crimes de guerra", adiantou Catarina Martins.

Até às 15:45 (hora em Lisboa), tinham subscrito esta iniciativa 1.037.915 pessoas, das quais 14.941 em Portugal (acima do limiar de 14.805 para o país).

A Iniciativa de Cidadania Europeia é um instrumento formal de democracia participativa da UE que permite aos cidadãos convidarem a Comissão Europeia a apresentar nova legislação numa área da sua competência.

Para ser válida, tem de ser lançada por um grupo de pelo menos sete cidadãos da UE residentes em sete Estados-membros diferentes e depois garantir um mínimo de um milhão de assinaturas válidas, cumprindo simultaneamente os limiares mínimos nacionais em pelo menos sete países.

Depois de verificadas pelas autoridades nacionais, as assinaturas são entregues à Comissão Europeia, que fica obrigada a receber os organizadores, promover uma audição pública no Parlamento Europeu e responder formalmente no prazo de seis meses.

A iniciativa ainda está a aceitar mais assinaturas, já que, segundo Catarina Martins, a expectativa dos promotores é finalizar o processo antes do verão, para aí submeter o processo ao executivo comunitário.

"A forma tão rápida com que se recolheram tantas assinaturas mostra que há muita vontade, da cidadania europeia, de travar o acordo e, mesmo depois de entregar a iniciativa, é preciso manter a exigência popular para a Comissão agir", concluiu.

O Acordo de Associação UE-Israel, em vigor desde 2000, enquadra as relações políticas, económicas e comerciais entre ambas as partes, determinando no artigo 2.º que deve existir respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos.

Perante violações graves do direito internacional humanitário por parte de Israel, a Comissão Europeia chegou em setembro de 2025 a propor, sem sucesso, uma proposta para suspender certas disposições comerciais do acordo.

A ofensiva militar israelita estendeu-se além da Faixa de Gaza, assumindo uma dimensão regional que atualmente abrange também a Cisjordânia ocupada e o Líbano.

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RTP /

Líder da Mossad avisa que operação para mudar regime ainda não terminou

O diretor do serviço de informações externas de Israel, Mossad, avisou hoje que a missão de Israel para mudar o regime no Irão "ainda não terminou" e prevê a continuação da campanha militar após o cessar-fogo em vigor.

"Não pensávamos que esta missão fosse concluída imediatamente com o fim dos combates. Mas também prevíamos que a nossa campanha continuaria e se materializaria no período posterior aos ataques a Teerão", declarou David Barnea durante uma cerimónia realizada na sede da Mossad para assinalar o Dia Internacional da Memória do Holocausto.

Citado pelo jornal Yedioth Ahronoth, o diretor do serviço de informações reiterou que o objetivo de Israel não será alcançado até que o regime da República Islâmica caia.

"Este regime que procura a nossa destruição deve desaparecer da face da Terra", declarou, sem explicar em que condições a teocracia iraniana pode colapsar, após um mês e meio de operações militares dos Estados Unidos e Israel.

c/ Lusa
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RTP /

Trump diz que papa não compreende o que está a acontecer

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o papa Leão XIV não compreende o que se passa no Irão, em declarações por telefone ao diário italiano Corriere della Sera.

Em resposta às críticas reiteradas do líder da Igreja Católica à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Trump afirmou que o papa "não faz ideia do que se está a passar no Irão".

Segundo Trump, Leão XIV não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear.

"Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado", argumentou o chefe de Estado norte-americano.

c/ Lusa
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RTP /

Secretário do Tesouro dos EUA prevê fim da guerra em breve

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, previu esta terça-feira o fim próximo do conflito com o Irão e a descida dos preços.

O responsável frisou que as previsões para o preço do petróleo no final do ano não sofreram grandes alterações e que o mercado de ações encontra-se agora em níveis mais altos do que antes do início da guerra.

Bessent afirmou ainda que os iranianos estão a negociar e que encontraram interlocutores capazes de falar em nome das três partes do Governo iraniano.
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RTP /

Economia da zona euro entre o cenário de referência e o cenário adverso do BCE

A economia da zona euro situa-se neste momento entre o cenário de base e o cenário adverso do Banco Central Europeu, afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde, na Bloomberg TV esta terça-feira.

A responsável acrescentou que o banco central seria "ágil" na fixação das taxas de juro.

O cenário adverso do BCE, um dos três publicados no mês passado, pressupõe um aumento muito mais acentuado dos preços da energia devido à guerra no Irão, assim como uma maior incerteza e repercussões internacionais em comparação com o cenário de base.
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RTP /

Conjunto de países, incluindo Portugal, apela à integração do Líbano no cessar-fogo

Num comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Austrália, Bélgica, Croácia, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Reino Unido, Eslovénia e Suécia, apelaram a que o Líbano seja incluído no cessar-fogo no Médio Oriente.

Para os chefes da diplomacia destes 17 países a continuidade da guerra no Líbano está a minar a atual desescalada regional. Nesse sentido, instam todas as partes beligerantes a trabalharem em prol de uma solução política duradoura e apelam a Israel e ao Líbano para que aproveitem a oportunidade de negociações diretas, nos Estados Unidos.

"Ao mesmo tempo condenamos veementemente os ataques maciços de Israel contra o Líbano a 8 de abril, que, segundo as últimas informações das autoridades libanesas, mataram mais de 350 pessoas e feriram mais de 1.000", lê-se ainda no comunicado conjunto.

Estes 17 países condenam também "os ataques contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano e reafirmam a necessidade imperativa de garantir a segurança e a proteção do pessoal de manutenção da paz das Nações Unidas em todos os momentos".

Também os "ataques do Hezbollah contra Israel são condenados com a mesma veemência neste comunicado conjunto".

Os 17 ministros dos Negócios Estrangeiros reafirmam, por isso, "a importância do respeito à integridade territorial e da soberania do Líbano e da plena implementação da resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

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Carlos Santos Neves - RTP /

Fundo Monetário Internacional revê em baixa previsão de crescimento para Portugal

O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia portuguesa cresça este ano 1,9 por cento. É um acerto em baixa face aos 2,1 por cento projetados no anterior relatório.

O Fundo Monetário Internacional reviu esta terça-feira em baixa a estimativa de crescimento para a economia portuguesa, este ano, de 2,1 para 1,9 por cento.

O FMI coloca, ainda assim, Portugal a crescer mais do que a média da Zona Euro e das maiores economias europeias, como Alemanha, França e Itália.

A estimativa da organização fica aquém do cenário traçado pelo Governo de Luís Montenegro, que, no Orçamento do Estado, inscreveu um crescimento do PIB em 2,3 por cento.

O abrandamento da economia parece inevitável a nível mundial. O FMI acredita agora que a economia global vai crescer 3,1 por cento, menos duas décimas do que a previsão anterior.A inflação também vai subir. O Fundo estima uma subida generalizada dos preços de 4,4 por cento. É uma revisão em alta de sete décimas.

Se não fosse a guerra no Médio Oriente, as previsões económicas para este ano seriam revistas em alta.

Todas as previsões dependem da duração do conflito, do impacto prolongado que este pode produzir nos preços da energia e da amplitude dos danos em infraestruturas energéticas.
Escalada de preços da energia

A atualização do World Economic Outlook agora conhecida aponta para que o preço das matérias-primas energéticas cresça este ano em 19 por cento.

"Os preços do petróleo devem aumentar 21,4 por cento devido às interrupções na produção e no transporte no Médio Oriente, o que corresponde a um índice médio de preços do petróleo de 82 dólares por barril", indica o relatório do FMI.Os preços do gás natural devem sofrer maior impacto do que que o petróleo, dada a "complexidade técnica da retoma da produção e ao nível comparativamente menor de reservas disponíveis".


Por outro lado, os preços dos alimentos devem igualmente subir acima das previsões de outubro do ano passado, por razões análogas.

c/ agências
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RTP /

Israel aponta o Hezbollah como "o problema" para alcançar paz com Líbano

Poucas horas antes das negociações diretas em Washington entre Israel e Líbano, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, afirmou que Israel deseja "alcançar a paz e a normalização" com o país vizinho, mas que existe um problema para ambos: a milícia xiita Hezbollah.

“Podemos discutir os termos de um acordo-quadro para o futuro, mas lembremos sempre que o problema para a segurança de Israel é o problema para a soberania do Líbano: o Hezbollah”, afirmou, acrescentando que esse problema “deve ser abordado para que possamos avançar para uma nova fase”.

“Queremos alcançar a paz e a normalização”, repetiu.

“Israel e Líbano não têm grandes disputas entre si. O problema é o Hezbollah”, declarou Saar numa conferência de imprensa em Jerusalém, lembrando que o Governo libanês prometeu desmantelar essa milícia.
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Presidente iraniano alerta que ameaças dos EUA só irão piorar a situação

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que a falta de boa vontade dos Estados Unidos e altas exigências impediram que fosse alcançado um acordo, no fim de semana, durante as negociações em Islamabade, no Paquistão.

O líder iraniano considerou ainda que a Europa pode desempenhar um papel "construtivo" para convencer os Estados Unidos a respeitar o direito internacional e alertou que as ameaças e a pressão militar sobre o Médio Oriente só irão agravar os "problemas autoinfligidos" provocados pela Administração Trump na região.
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Macron pediu retomada e negociações entre EUA e Irão

Emmanuel Macron disse ter conversado com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira, a pedir a retomada das negociações. Numa publicação na rede social X, o presidente francês acrescentou que o Estreito de Ormuz tem de ser reaberto.

"Nessas circunstâncias, as negociações devem poder ser retomadas rapidamente, com o apoio das principais partes interessadas".


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Papa insiste nos apelos à paz

Na histórica visita à Argélia, o Papa Leão XIV insiste nos apelos à paz.

O sumo pontífice da Igreja Católica deverá celebrar uma missa em Annaba para 1.500 católicos.
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Novas críticas a Trump. Papa insiste que Deus não está do lado "dos prepotentes"

Um dia depois das trocas de críticas com Donald Trump, Papa insistiu que Deus, dilacerado pelas guerras, não está do lado dos prepotentes. Declaração interpretada como uma nova crítica ao presidente norte-americano e à guerra contra o Irão.

Leão XIV voltou a criticar os "prepotentes do mundo que decidem as guerras" no segundo dia da visita à Argélia.

Depois da resposta de segunda-feira a Trump, na qual afirmou não temer um chefe de Estado que o qualificou como fraco e péssimo em política externa, o líder da Igreja Católica reiterou que "o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pela mentira".

"Mas o coração do nosso Pai não está com os ímpios, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os humildes e os simples, e com eles faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia", afirmou, elogiando o trabalho desenvolvido no Lar de Idosos gerido pelas Irmãzinhas dos Pobres em Annaba.

Entretanto numa mensagem enviada aos participantes na Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais sobre o uso do poder a nível global, Leão XIV defendeu que o conceito de poder legítimo encontra uma das expressões mais elevadas na democracia autêntica.

"Longe de ser um mero procedimento, a democracia reconhece a dignidade de cada pessoa", mas só é se mantém sólida quando assenta na lei moral e numa verdadeira visão da pessoa humana.

"Sem esse fundamento, corre o risco de se transformar numa tirania da maioria ou numa máscara para a dominação das elites económicas e tecnológicas", sustentou.

C/Lusa
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Poucas hipóteses de acordo entre Israel e Líbano hoje

Israel e Líbano iniciam hoje conversações diretas de paz nos Estados Unidos, com mediação de Marco Rubio, o que já é considerado um avanço. Líbano considera que, pelo menos, deveriam chegar a um cessar-fogo.

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Israel e Líbano iniciam conversações diretas de paz

Israel e Líbano iniciam esta terça-feira conversações diretas de paz nos Estados Unidos, com mediação de Marco Rubio. Israel quer desarmar o Hezbollah, enquanto o Líbano exige a retirada das tropas.

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RTP /

Portugal já só tem reservas de produtos petrolíferos para 82 dias

Portugal já está sofrer o impacto da crise energética. Já só tem reservas de produtos petrolíferos para 82 dias.

É uma revelação do presidente da Entidade Nacional para o Setor Energético.
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RTP /

Crise energética é a mais grave que há memória devido a conflito no Médio Oriente

É a maior queda da história. A produção de petróleo caiu a pique. O motivo é a Guerra no Médio Oriente.

Basta comparar dois meses. Em Fevereiro deste ano, antes do conflito, atravessaram o Estreito de Ormuz 20 milhões de barris por dia.

Nos primeiros dias deste mês, esse número caiu para menos de quatro milhões a cada 24 horas.

É a crise energética mais grave de que o mundo tem memória como relatam os correspondentes da RTP em Paris, Rosário Salgueiro e Paulo Domingos Lourenço.
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Paquistão propõe nova ronda negocial entre os Estados Unidos e o Irão

O Paquistão propõe uma nova ronda negocial entre os Estados Unidos e o Irão, na capital do país, em Islamabad.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, fala em progressos que saíram do último encontro e diz que a decisão está agora do lado iraniano.
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China apresenta aos Emirados proposta para restaurar paz no Golfo

O Presidente chinês, Xi Jinping, apresentou ao homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al Nahyan, uma proposta de quatro pontos para restaurar a paz no Golfo, em plena tensão no estreito de Ormuz.
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"Paz e normalização"
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As alegadas metas de Israel para as futuras relações com o Líbano

O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros afiança que o Estado hebraico aspira a "normalizar" as relações com o Líbano. Declarações de Gideon Saar proferidas na antecâmara das conversações entre os embaixadores israelita e libanês em Washington.

"Queremos alcançar a paz e a normalização com o Estado libanês. Não há grandes disputas entre Israel e o Líbano. O problema é o Hezbollah", alegou Saar em conferência de imprensa ao lado do homólogo checo, Petr Macinka, em Jerusalém.Recorde-se que o Hezbollah já se opôs às negociações, denunciando-as como uma "capitulação".

Ainda de acordo com Gideon Saar, o movimento xiita libanês atacou Israel "contra a vontade do Governo" do Líbano, representando um "problema para a soberania" deste país, tal como "para a segurança de Israel".

O "problema" do Hezbollah, instiu o chefe da diplomacia israelita, "deve ser resolvido para que se possa avançar para uma nova fase".

Desde o início de março, os bombardeamentos israelitas mataram mais de duas mil pessoas e deslocaram mais de um milhão no Líbano.

As conversações em Washington - as primeiras desde 1993 - terão lugar sob a mediação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tendo como interlocutores os embaixadores de Israel e do Líbano, Yechiel Leiter e Nada Hamadeh Moawad, além do embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa.
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Catar nega ter ajudado Irão para impedir ataques iranianos no país

Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar negou à Reuters qualquer conversa com o Irão sobre possíveis pagamentos para interromper os ataques iranianos ao país.
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Ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros vai reunir com Rubio em Washington

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Badr Abdelatty, viajou para Washington D.C. para se encontrar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e debater "os últimos acontecimentos regionais", segundo um comunicado do Ministério publicado no Facebook.
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Portugal está longe dos critérios para crise energética

A ministra do Ambiente e Energia disse esta terça-feira que Portugal está longe dos critérios para declarar crise energética. Maria da Graça Carvalho revelou que a Comissão Europeia está a preparar um regulamento temporário para ajudar os setores mais expostos aos preços de energia.

"Nós não estamos ainda nesses [critérios] e penso que neste momento até estamos longe desses critérios. De qualquer modo, para prevenir o que possa vir a acontecer, a Comissão Europeia tem um conselho informal a 23 e 24 de abril com os chefes de Estado e de Governo e já nos mandou uma consulta pública, uma consulta aos Estados-membros, sobre um novo regulamento da DG Concorrência, um regulamento temporário para ajudar os setores mais expostos aos preços de energia", disse a ministra.

Em declarações aos jornalistas, à saída do XV Fórum dos Alunos de Engenharia do Ambiente que decorre hoje na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a governante sublinhou que "mesmo que não se chegue aos critérios de crise, tudo estará preparado".

Frisando a esperança de que as negociações entre os Estados Unidos e o Irão evoluam positivamente, a ministra foi perentória sublinhando sempre a importância da resposta ser europeia e concertada: "Se isto se prolongar vários meses, temos que estar preparados".

"É importante coordenarmos a nível europeu para que não haja distorção do mercado interno e principalmente em países que estão interligados como nós estamos com o resto da Europa. Se um país ajuda muito mais que os outros distorce toda a concorrência e isso é prejudicial para a Europa como um todo", referiu.

C/Lusa
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Preços do petróleo caem com esperanças de retomar negociações entre Irão e Estados Unidos

Os preços do petróleo caíram esta terça-feira, com o mercado a parecer acreditar, em parte, numa desescalada do conflito no Médio Oriente após novas declarações de Donald Trump sobre o lado iraniano o ter contactado.
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Itália suspende acordo de Defesa com Israel

Giorgia Meloni anunciou que o Governo italiano "vai suspender a renovação automática" do acordo de Defesa entre Itália e Israel.

"Dada a situação actual, o Governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de Defesa com Israel", disse Meloni aos jornalistas à margem de uma deslocação a Verona.

O jornal italiano Corriere della Sera noticiou que o acordo, lançado inicialmente em 2005 e renovado automaticamente a cada cinco anos, foi concebido para promover acordos comerciais entre a Itália e Israel, particularmente no setor da Defesa, e para facilitar a investigação e o desenvolvimento militar.
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Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e dos Emirados Árabes Unidos discutem tensões no Golfo e defendem a diplomacia

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, falou por telefone com o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Abdullahbin Zayed Al Nahyan, esta terça-feira, informou o ministro russo. Os ministros discutiram a situação no Golfo Pérsico após as negociações entre os Estados Unidos e o Irão em Islamabade e defenderam um cessar-fogo imediato e permanente, bem como a continuidade dos esforços diplomáticos.
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Missão no Estreito de Ormuz: conferência entre "países não beligerantes"

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vão copresidir na sexta-feira uma videoconferência, a partir de Paris, com "países não beligerantes dispostos a contribuir" para "uma missão multilateral e puramente defensiva" no Estreito de Ormuz. Esta missão, cujos detalhes ainda não são claros e que é independente dos esforços dos Estados Unidos, "tem como objetivo restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz quando as condições de segurança o permitirem".
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Itália pede avanços nas negociações de paz e reabertura do Estreito de Ormuz

A primeira-ministra italiana afirmou que é importante prosseguir as negociações de paz para pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e o Irão, procurando também a reabertura do Estreito de Ormuz.

"É necessário continuar a trabalhar para avançar nas negociações de paz, fazendo todos os esforços possíveis para estabilizar a situação e reabrir o Estreito [de Ormuz], que é fundamental para nós, não só para o fornecimento de combustível, mas também de fertilizantes".
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Meloni apoia Papa em conflito com Trump

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou apoio ao Papa Leão XIV, depois de o pontífice ter sido fortemente criticado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

"Expresso a minha solidariedade para com o Papa Leão XIV. Francamente, não me sentiria muito confortável numa sociedade onde os líderes religiosos fazem o que os líderes políticos dizem", afirmou Meloni aos jornalistas em Verona, à margem de uma conferência sobre a indústria vinícola.
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Ministra britânica das Finanças "frustrada e irritada" com estratégia dos EUA contra Irão

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, afirmou estar "muito frustrada e irritada" com o que considera ser a falha dos Estados Unidos em ter um plano de saída claro ou objetivos definidos para a guerra no Irão, de acordo com o jornal Mirror.

"Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os EUA terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que estavam a tentar alcançar", disse Reeves ao jornal.

"E, como resultado, o Estreito de Ormuz está agora bloqueado", acrescentou.
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Marco Rubio participará nas negociações entre Líbano e Israel em Washington

Depois de o Hezbollah ter pressionado o Líbano a abandonar as negociações com Israel, a Reuters avançou com a notícia de que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, estará presente nestas conversações em Washington.

As negociações devem acontecer pelas 11h00 de Washington, entre o embaixador israelita nos EUA, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad. Além de Rubio, o embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, e o conselheiro do Departamento de Estado, Michael Needham, também estarão presentes.

Líbano, Israel e os EUA emitiram declarações contraditórias sobre o que as negociações abordariam.
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Agência Internacional de Energia prevê maior queda na procura de petróleo desde a Covid-19

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê a maior queda na procura de petróleo desde o início da pandemia de Covid-19 no segundo trimestre, numa altura de incerteza em torno de uma solução negociada para o conflito no Médio Oriente.

A "destruição" no consumo de petróleo, inicialmente observada no Médio Oriente e na região Ásia-Pacífico, deverá "alastrar à medida que a escassez e a subida dos preços persistirem", sublinha a AIE.

A guerra no Médio Oriente levou ao "choque de oferta de petróleo mais severo da história", com uma perda de 10 milhões de barris no mês passado, enquanto simultaneamente impulsionou as receitas de exportação de petróleo da Rússia, que duplicaram entre fevereiro e março, segundo o relatório.
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Três petroleiros ligados ao Irão atravessaram Estreito de Ormuz

Três petroleiros ligados ao Irão atravessaram o Estreito de Ormuz no primeiro dia completo do bloqueio norte-americano aos portos iranianos, informou a Reuters, citando dados de navegação. A agência de notícias informou que os três navios não estavam a dirigir-se a portos iranianos e, portanto, não estavam sujeitos ao bloqueio.
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Arábia Saudita pressiona EUA para que suspendam bloqueio do Estreito de Ormuz

A Arábia Saudita está a pressionar os EUA para que acabem com o bloqueio do Estreito de Ormuz, temendo que o Irão possa retaliar e atacar outras rotas marítimas, de acordo com o Wall Street Journal.

As autoridades citadas pela publicação expressaram preocupação com a possibilidade de o Irão fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, um importante ponto de estrangulamento global entre o Iémen e o Corno da África, vulnerável a ataques dos houthis.

A Arábia Saudita depende do porto no Mar Vermelho, em Yanbu, para exportar petróleo, mas, caso o Estreito de Bab el-Mandeb seja fechado, o reino poderá perder última rota de exportação.
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Navio alvo de sanções dos EUA atravessou o Estreito de Ormuz

Um navio-tanque alvo de sanções dos EUA atravessou o Estreito de Ormuz na terça-feira , segundo dados de navegação da LSEG, testando o bloqueio naval note-americano . O navio-tanque Rich Starry é de propriedade chinesa e tem tripulação chinesa a bordo, de acordo com os dados citados pela Reuters.
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Irão exigiu indemnização dos países que participaram do esforço de guerra dos EUA e de Israel

O representante do Irão nas Nações Unidas exigiu indemnização dos países que, segundo ele, participaram do esforço de guerra dos EUA e de Israel contra Teerão. A media estatal iraniana refere que os países incluem Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.
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Presidente sul-coreano preocupado com tensões no Estreiro de Ormuz

O presidente sul-coreano Lee Jae Myung considera que o aumento das tensões em torno do Estreito de Ormuz dificulta o otimismo em relação às consequências da guerra com o Irão, alertando que os altos preços do petróleo e as dificuldades na cadeia de suprimentos provavelmente vão manter-se por algum tempo.
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"Global e altamente assimétrico". Agência Internacional de Energia e FMI alertam para impacto da guerra

A Agência Internacional de Energia (AIE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial alertaram na segunda-feira para o impacto "global e altamente assimétrico" da guerra no Médio Oriente.

Para estas três instituições, o conflito no Médio Oriente está a afetar os importadores de energia, particularmente os países mais desfavorecidos.
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Sánchez lamenta ameaças devido à posição de Espanha

Também em Pequim, o primeiro-ministro espanhol lamentou que os países que criticam violações do direito internacional sejam depois alvo de ameaças, defendendo que a posição de Espanha sobre o Irão "não deve ofender ninguém".

"Espanha tem uma posição coerente em matéria de política externa. Não deve ofender ninguém", afirmou Pedro Sánchez, defendendo um "sistema internacional baseado em regras" e rejeitando a prevalência da "lei da selva".

O líder do executivo espanhol lamentou que os países que criticam governos que, na sua perspetiva, violam o direito internacional acabem por ficar "sujeitos à ameaça desses países", numa referência implícita aos Estados Unidos e a Israel, na sequência da crise desencadeada pela guerra com o Irão.

A expressão utilizada por Sánchez coincide com a usada horas antes por Xi, no início da reunião bilateral no Grande Palácio do Povo, ao afirmar que China e Espanha estão "do lado certo da história" face à "lei da selva", num momento em que o direito e a ordem internacionais foram "gravemente postos em causa".

O líder espanhol sublinhou que o quadro multilateral criado após a Segunda Guerra Mundial proporcionou "o maior período de prosperidade e de paz no mundo", acrescentando que, do ponto de vista de Espanha, o respeito pelo direito internacional não é apenas uma questão moral, mas também de interesse nacional.

"Nós não teremos qualquer problema em continuar do lado certo da história, a defender aquilo que consideramos justo", acrescentou.

C/Lusa
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Xi pede cessar-fogo abrangente e duradouro face à escalada em Ormuz

Num encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, o Presidente chinês defendeu um cessar-fogo "abrangente e duradouro" no Médio Oriente.

A reunião decorreu no Grande Palácio do Povo, na capital chinesa, num contexto de agravamento da crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas globais.

Xi Jinping sublinhou que a resolução da situação deve passar por vias políticas e diplomáticas e garantiu que a China continuará a desempenhar um "papel construtivo" e a "trabalhar ativamente" para promover a paz, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O líder chinês defendeu ainda o respeito pela soberania, segurança e integridade territorial dos países do Médio Oriente e do Golfo, alertando contra a aplicação seletiva do direito internacional, que, afirmou, não pode ser usado "quando convém e descartado quando não".

Xi apresentou quatro princípios para avançar na estabilidade regional, incluindo a coexistência pacífica entre os países da região, o respeito pelo direito internacional e a articulação entre desenvolvimento e segurança, numa altura em que o conflito aumenta a incerteza sobre rotas energéticas e o comércio global.

C/Lusa
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Lavrov pede que se evite regresso de confronto armado

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, pediu que se evite o regresso do conflito armado no Irão e reiterou a disposição de Moscovo em apoiar uma solução pacífica para a nação persa.

Num comunicado sobre a conversa telefónica entre o ministro russo e o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros informou que Lavrov enfatizou a importância de evitar um novo confronto armado, tendo reafirmado a "contínua disposição da Rússia em ajudar a resolver a crise, que não tem solução militar".

Durante a conversa, "Araqchi informou Lavrov sobre os detalhes das conversas iraniano-americanas realizadas no sábado, em Islamabad".

"O lado russo saudou o compromisso contínuo de Teerão em prosseguir com os esforços diplomáticos e procurar soluções que abordem as causas profundas do conflito e alcancem a estabilização a longo prazo na região, levando em consideração os legítimos interesses do Irão e dos seus vizinhos", refere a nota.

Lavrov aproveitou ainda a oportunidade para expressar condolências a Araqchi pelo "cruel assassinato em ataque aéreo" do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kamal Kharazi, que morreu na quinta-feira.

C/Lusa
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JD Vance admite progressos nas negociações com o Irão

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações com o Irão "fizeram algum progresso", especificamente sobre a insistência norte-americana na remoção do material nuclear iraniano, assim como sobre um mecanismo para garantir que o urânio não possa ser enriquecido no futuro. 

“Eles aproximaram-se de nós”, disse Vance em entrevista à Fox News, acrescentando que os negociadores iranianos “não conseguiram fechar um acordo” e precisavam da aprovação de outros em Teerão.
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Irão terá proposto suspender atividades nucleares por cinco anos

A informação foi avançada esta terça-feira pelo New York Times: o Irão propôs suspender o enriquecimento de urânio por um período de até cinco anos, depois de os Estados Unidos terem pedido 20 anos nas negociações do fim de semana no Paquistão.

Segundo a mesma publicação, a Administração Trump rejeitou a oferta de cinco anos.

O jornal The Times, por sua vez, avança que, embora Washington e o Teerão tenham trocado propostas para a suspensão das atividades nucleares iranianas durante as negociações do fim de semana, os países continuam muito distantes quanto à duração de qualquer acordo.

Mas afirmou que as discussões "sugeriram que pode haver um caminho para um acordo de paz", mesmo com os EUA a bloquear os portos iranianos.
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Segunda ronda de negociações entre EUA e Irão

De acordo com a Reuters, os Estados Unidos e o Irão devem retomar ao Paquistão para uma segunda ronda de negociações de paz.

Já segundo informações da Associated Press, o Paquistão teria proposto sediar uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irão em Islamabad nos próximos dias, antes do fim do cessar-fogo.

Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a discutir o assunto com a imprensa, disseram que a proposta dependeria de as partes solicitarem ou não uma localização diferente.

Um dos funcionários afirmou que, apesar de terem terminado sem um acordo, as primeiras conversações faziam parte de um processo diplomático em curso, e não de um esforço isolado.

A Casa Branca não respondeu diretamente às perguntas sobre se novas negociações estavam a ser consideradas.

“O presidente Trump, o vice-presidente Vance e a equipe de negociação deixaram as linhas vermelhas dos EUA muito claras. O desespero dos iranianos por um acordo só aumentará com o bloqueio naval altamente eficaz do presidente Trump, agora em vigor”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
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Xi diz a Sánchez que ambos estão "do lado certo da História" face à "lei da selva"

O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que ambos os países defendem o direito internacional, que considerou estar "gravemente minado", e estão "do lado certo da História" face à "lei da selva".

Andres Martinez Casares - EPA

Xi destacou a convergência de posições com Espanha, numa referência a conflitos como o do Irão, no início do encontro que manteve com Sánchez no Grande Palácio do Povo, no âmbito da visita oficial do líder espanhol à China.

A reunião começou com um discurso semelhante de ambas as partes, com Sánchez a lamentar também o enfraquecimento do direito internacional e a defender o reforço do sistema multilateral.

Xi manifestou satisfação por voltar a encontrar-se com Sánchez, recordando que esta é a quarta visita do dirigente espanhol à China em quatro anos, e sublinhou que, desde o primeiro encontro em 2023, ambos têm promovido uma relação bilateral com "determinação estratégica".

Segundo o Presidente chinês, apesar do contexto internacional, as relações entre os dois países têm registado um desenvolvimento estável, contribuindo igualmente para a estabilidade das relações entre a China e a Europa.

"Os factos demonstram que o aprofundamento da cooperação bilateral corresponde aos interesses dos dois povos", afirmou.

Num mundo "em mudança e turbulento", Xi considerou que a ordem internacional foi "gravemente minada", acrescentando que a forma como cada país encara o direito internacional reflete a sua visão do mundo, dos valores e das responsabilidades.

"Tanto a China como Espanha têm princípios e defendem a justiça, estando dispostas a ficar do lado certo da História", afirmou.

Xi defendeu que os dois países devem reforçar a comunicação, consolidar a confiança mútua, aprofundar a cooperação e rejeitar um regresso à "lei da selva", salvaguardando o verdadeiro multilateralismo e promovendo a paz e o desenvolvimento globais.

Sánchez recordou igualmente tratar-se da sua quarta visita à China, considerando que tal reflete a hospitalidade do Governo chinês e a solidez das relações bilaterais, agora reforçadas com o lançamento de um diálogo estratégico entre os dois países.

O chefe do Executivo espanhol defendeu a necessidade de renovar o sistema multilateral para que represente de forma mais fiel o atual mundo multipolar e contribua para a paz e a estabilidade globais.

Sánchez lamentou que essas metas estejam a ser comprometidas pelos vários conflitos em curso, acrescentando que esses desafios ajudam a explicar a sua presença na China.

"Para que juntos, Espanha e China, possamos contribuir para soluções face às tensões comerciais, às complexidades geopolíticas, às guerras e aos desafios ambientais e sociais que afetam o mundo", afirmou.

O líder espanhol sublinhou que o objetivo comum deve ser reforçar o sistema multilateral e o direito internacional, que considerou estarem a ser postos em causa de forma recorrente e perigosa.

Sánchez defendeu ainda que a relação bilateral pode contribuir para aprofundar os laços entre a China e a União Europeia, salientando que a cooperação entre ambas as partes beneficiará as suas sociedades e a prosperidade global.

"Espanha estará à altura do desafio histórico, será corajosa, clara e previsível, e trabalhará sempre pelo entendimento entre nações", afirmou, dirigindo-se a Xi.

O primeiro-ministro acrescentou que Espanha é um país "estável e previsível", convicto de que esse espírito é essencial para alcançar uma paz duradoura.

Xi recordou ainda a visita dos reis de Espanha à China, em novembro passado, destacando os consensos alcançados, e pediu a Sánchez que lhes transmitisse os seus cumprimentos.

Sánchez respondeu transmitindo as saudações do rei Felipe VI e da rainha Letizia Ortiz, sublinhando a gratidão pela visita.

Após o encontro, o Presidente chinês ofereceu um almoço ao chefe do Governo espanhol, no qual participaram também a esposa de Sánchez, Begoña Gómez, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares.

 

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Ponto de situação
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"Não estamos interessados ou preocupados". Hezbollah não reconhece iniciativa diplomática

  • Washington é palco de conversações entre os embaixadores do Líbano e de Israel nos Estados Unidos. Iniciativa diplomática que o Hezbollah não tenciona validar. O movimento xiita libanês conotado com o Irão avisa que não respeitará qualquer entendimento que resulte destes contactos;


  • Wafiq Safa, membro do conselho político do Hezbollah pronunciou-se na véspera das conversações em Washington, a primeira iniciativa do género em décadas. “Quanto aos resultados desta negociação entre o Líbano e o inimigo israelita, não estamos interessados nem preocupados com elas”, afirmou em declarações à Associated Press;


  • O próprio líder do Hezbollah, Naim Kassem, instou o Governo do Líbano a retirar-se das negociações com o Estado hebraico;


  • O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o bloqueio do Estreito de Hormuz cobre todos os portos iranianos. A Autoridade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido confirma que o bloqueio dos Estados Unidos se aplica a todo o tráfego marítimo, independentemente dos pavilhões dos navios;


  • Em simultâneo, Trump reiterou a convicção de que o Irão quer chegar a acordo com os Estados Unidos. A principal exigência norte-americana mantém-se – o regime não poderá dotar-se de armamento nuclear. "Não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo", sustentou o inquilino republicano da Casa Branca;


  • Há relatos a apontar para a continuação das negociações entre norte-americanos e iranianos. Fonte da Administração Trump, citada pela CNN, apontou mesmo para “um diálogo contínuo” e até “progresso na procura de um acordo”;


  • O representante do Irão nas Nações Unidas exige indemnizações por parte de países que tenham participado no esforço de guerra dos Estados Unidos e de Israel. A comunicação social estatal do Irão refere Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia;


  • As Forças de Defesa de Israel adiantam que um de seus soldados foi abatido em combate no sul do Líbano. Outros três operacionais ficaram feridos: “No incidente em que o sargento-mor (da reserva) Ayal Uriel Bianco foi morto, um reservista ficou ligeiramente ferido e outros dois reservistas sofreram ferimentos leves”;


  • O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, encontra-se em Pequim, onde espera fortalecer a cooperação bilateral com a China. Lavrov vai reunir-se com o homólogo chinês, Wang Yi. Sobre a mesa estarão a guerra na Ucrânia e a situação no Médio Oriente;


  • Na sequência das críticas de Donald Trump ao Papa e da resposta de Leão XIV, que deixou claro não ter “a intenção de debater” com o presidente dos Estados Unidos, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, ensaiou um recado ao Vaticano, apelando a que este “se atenha a questões de moralidade”.
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Lusa /

Exportações da China crescem 2,5% em março e desaceleram com impacto da guerra no Irão

As exportações da China cresceram 2,5% em março, desacelerando face aos dois meses anteriores, num contexto de incerteza devido à guerra no Irão e ao impacto nos preços da energia e na procura global.

China Stringer via REUTERS

Os dados divulgados hoje pela Administração Geral das Alfândegas da China ficaram aquém das estimativas dos analistas e representam uma forte descida, face ao crescimento de 21,8%, registado em janeiro e fevereiro.

As importações aumentaram 27,8% em março, acima da subida homóloga de 19,8% verificada nos primeiros dois meses do ano.

As exportações ligadas à tecnologia, incluindo o aumento dos envios de semicondutores, impulsionado pelo `boom` global da inteligência artificial, sustentaram o desempenho robusto no início de 2026, mas economistas alertam que o prolongamento da guerra no Irão poderá afetar a procura global por produtos chineses.

"As exportações da China desaceleraram à medida que a guerra no Irão começa a afetar a procura global e as cadeias de abastecimento", afirmou Gary Ng, economista para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis.

Apesar da recuperação significativa registada no início do ano, a procura deverá enfraquecer devido ao choque energético provocado pelo conflito, segundo economistas do Bank of America, liderados por Helen Qiao.

Os riscos aumentam caso o conflito se prolongue além do esperado, podendo originar uma desaceleração global persistente, acrescentaram.

As tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem como as tensões entre Washington e Pequim, têm também pressionado as exportações chinesas para o mercado norte-americano, levando a China a reforçar as vendas para outras regiões, como a Europa, o Sudeste Asiático e a América Latina.

Os analistas acompanham ainda com atenção a visita prevista de Trump a Pequim, em maio, para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, após um adiamento motivado pela guerra no Irão.

As autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento económico entre 4,5% e 5% para 2026, o nível mais baixo desde 1991.

A China cumpriu o objetivo de crescimento de "cerca de 5%" em 2025, apoiado por exportações fortes -- com um excedente comercial recorde de 1,2 biliões de dólares (mais de um bilião de euros) -- e analistas consideram que estas deverão continuar a ser um motor essencial da economia este ano, numa altura em que a prolongada crise no setor imobiliário continua a pesar sobre a procura interna e o investimento.

 

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Bloqueio em Ormuz. Trump ameaça navios iranianos com "eliminação imediata"

O bloqueio norte-americano no Estreito de Ormuz entrou em vigor mas, ao mesmo tempo, Donald Trump revelou que recebeu um novo contacto de Teerão com vista a negociar um acordo.

O presidente norte-americano quer impedir mais receitas de petróleo para o Irão mas mantém o cessar-fogo em vigor.
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Papa responde a Trump. Leão XIV diz não ter medo do Governo americano

Leão XIV diz que não tem medo do Governo norte-americano. A resposta surge depois das críticas de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos acusou o líder da Igreja Católica de ser "um papa fraco com o crime e terrível em política internacional".

Pouco depois, Donald Trump publicou uma imagem nas redes sociais em aparenta ser retratado como Jesus, mas veio esclarecer que a representação é de um médico da Cruz Vermelha.
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