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"Temos de formar um governo de direita forte", defende Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje ser necessário formar "um governo de direita forte" sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso na sede de campanha do seu partido em Jerusalém.
"O Likud é o maior partido de Israel", disse, sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário em que não existe um claro vencedor entre o bloco pró-governamental que lidera e o do líder do partido Yashar!, o ex-general Gadi Eisenkot, nas eleições legislativas de terça-feira.
Na intervenção, Netanyahu pediu, no entanto, que se aguardasse pelos resultados finais, segundo o jornal Times of Israel.
"A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se", afirmou, opondo-se a qualquer "governo com o apoio dos árabes israelitas", numa altura em que as projeções atribuem às forças políticas árabes até 19 assentos no Knesset (parlamento), o que representaria um recorde, batendo o melhor resultado que tinha sido alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.
No entanto, a chave para a formação de um novo Governo em Israel poderá muito bem residir nos partidos árabes, o Ra`am e a Lista Conjunta.
Netanyahu considerou impensável "colocar Israel em perigo e formar um governo que dependa de partidos árabes antissionistas".
E reforçou: "Partidos que se opõem à nossa própria existência, que consideram o Hamas uma organização de caridade e que chamam aos nossos soldados criminosos de guerra".
"O bloco de direita tem uma maioria decisiva entre o público sionista", continuou Netanyahu durante o seu discurso, no tal enumerou as conquistas de Israel nas guerras contra o Hamas e o Irão.
O líder do Likud reiterou que Israel tem uma "oportunidade histórica" com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para "eliminar a ameaça iraniana".
"Conseguimos vencer os nossos inimigos e continuaremos a conseguir fazê-lo no futuro", afirmou o líder israelita, que falou cinco horas após o encerramento das urnas, com apenas 5% dos votos apurados.
Netanyahu, o último dos candidatos a reagir às projeções, com uma intervenção de cerca de 10 minutos, agradeceu aos parceiros de coligação de direita.
As novas projeções, divulgadas pelos canais de televisão 11 e 13, apontam para um empate entre os dois blocos candidatos, enquanto o Canal 12, que originalmente atribuía uma ligeira vantagem a Eisenkot, passou a dar 52 lugares ao bloco de Netanyahu contra 50 do ex-general do exército israelita.
Inicialmente, o canal 11 dava também 52 lugares ao bloco de Eisenkot contra 50 de Netanyahu, mas passou a atribuir 51 lugares a cada.
Nas três projeções, o Likud é o partido individualmente mais votado (24 a 27 deputados).
A participação nas eleições legislativas israelitas atingiu 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, segundo a Comissão Eleitoral Central.