Mundo
Tensão entre Índia e Paquistão. Lisboa desaconselha viagens a Caxemira
Perante a escalada de tensão dos últimos dias entre as estruturas militares indianas e paquistanesas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu esta quarta-feira um comunicado em que “desaconselha vivamente” viagens não essenciais à região de Caxemira.
“Considerando os incidentes recentes no Estado indiano de Caxemira, entre forças militares indianas e paquistanesas, bem como a atuação por todo o território de grupos terroristas, desaconselha-se vivamente qualquer deslocação não essencial ao Estado indiano de Jammu e Caxemira”, escreve o Ministério de Augusto Santos Silva em nota divulgada no Portal Diplomático.
O comunicado lembra anteriores alertas sobre a região disputada por Índia e Paquistão, concretamente vagas de “agitação social, religiosa e política”.
Sobre a Índia, o Ministério sublinha que “a realização de viagens turísticas a este país deve ser objeto de uma especial preparação e cuidado, dada a extensão do país, a diversidade religiosa, cultural e linguística e a permanente possibilidade de conflitos inter-religiosos e separatista em boa parte do território”.
“Regra geral, a Índia é um país pacífico e seguro, mas o viajante deve estar sempre atento à sua segurança e dos seus bens”, acrescenta.
“Neste momento, aconselha-se cautela extrema em todas as deslocações ao Estado de Jammu e Caxemira, onde a agitação social, religiosa e política obrigou à intervenção policial e militar do governo central, com estabelecimento de recolher obrigatório em muitas cidades e nos vales adjacentes a Srinagar”, acentuam as Necessidades.
Fátima Marques Faria, Rui Magalhães - RTP
De imediato, o Paquistão condenou o que descreveu como “agressão inoportuna”, ameaçando retaliar em “hora e local” a definir.Índia e Paquistão disputam a soberania sobre Caxemira desde 1947, ano da separação após o término da colonização britânica.
As Forças Armadas de Islamabad confirmaram esta quarta-feira ter abatido dois aviões indianos em espaço aéreo do Paquistão, a que se seguiu a captura de dois pilotos. E a Índia anunciou, por sua vez, o abate de um avião paquistanês.
“Se a Índia está a atacar alegados terroristas sem qualquer prova, também nós mantemos direitos recíprocos de retaliação contra elementos que beneficiam de proteção indiana enquanto levam a cabo atos terroristas no Paquistão”, vincou o Ministério paquistanês dos Negócios Estrangeiros.
Entretanto, o secretário de Estado norte-americano exortou os governos indiano e paquistanês a darem mostras de contenção. Mike Pompeo revelou ter estado em contacto com os chefes das diplomacias dos dois países.
“Encorajámos a Índia e o Paquistão a exercerem contenção e a evitarem a escalada, a todo custo. Também encorajei os dois ministros a darem prioridade à comunicação direta e a evitarem mais atividades militares”, afirmou.
c/ agências
As autoridades paquistanesas anunciaram esta
quarta-feira ter abatido dois aviões e a captura de dois pilotos da
Índia, invocando “direitos de retaliação”.
O comunicado lembra anteriores alertas sobre a região disputada por Índia e Paquistão, concretamente vagas de “agitação social, religiosa e política”.
Sobre a Índia, o Ministério sublinha que “a realização de viagens turísticas a este país deve ser objeto de uma especial preparação e cuidado, dada a extensão do país, a diversidade religiosa, cultural e linguística e a permanente possibilidade de conflitos inter-religiosos e separatista em boa parte do território”.
“Regra geral, a Índia é um país pacífico e seguro, mas o viajante deve estar sempre atento à sua segurança e dos seus bens”, acrescenta.
“Neste momento, aconselha-se cautela extrema em todas as deslocações ao Estado de Jammu e Caxemira, onde a agitação social, religiosa e política obrigou à intervenção policial e militar do governo central, com estabelecimento de recolher obrigatório em muitas cidades e nos vales adjacentes a Srinagar”, acentuam as Necessidades.
“Direitos recíprocos de retaliação”
Na terça-feira, as chefias militares de Nova Deli anunciaram um bombardeamento aéreo contra um complexo do movimento islamista Jaish-e-Mohammed, que reclamara responsabilidade pelo atentado de 14 de fevereiro que causou as mortes de 40 soldados da Índia.Fátima Marques Faria, Rui Magalhães - RTP
De imediato, o Paquistão condenou o que descreveu como “agressão inoportuna”, ameaçando retaliar em “hora e local” a definir.Índia e Paquistão disputam a soberania sobre Caxemira desde 1947, ano da separação após o término da colonização britânica.
As Forças Armadas de Islamabad confirmaram esta quarta-feira ter abatido dois aviões indianos em espaço aéreo do Paquistão, a que se seguiu a captura de dois pilotos. E a Índia anunciou, por sua vez, o abate de um avião paquistanês.
“Se a Índia está a atacar alegados terroristas sem qualquer prova, também nós mantemos direitos recíprocos de retaliação contra elementos que beneficiam de proteção indiana enquanto levam a cabo atos terroristas no Paquistão”, vincou o Ministério paquistanês dos Negócios Estrangeiros.
Entretanto, o secretário de Estado norte-americano exortou os governos indiano e paquistanês a darem mostras de contenção. Mike Pompeo revelou ter estado em contacto com os chefes das diplomacias dos dois países.
“Encorajámos a Índia e o Paquistão a exercerem contenção e a evitarem a escalada, a todo custo. Também encorajei os dois ministros a darem prioridade à comunicação direta e a evitarem mais atividades militares”, afirmou.
c/ agências