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Tensão Ucrânia-Rússia. Putin ameaça reagir "duramente a medidas hostis" do Ocidente
À medida que os EUA e a NATO continuam a pressionar Moscovo face à sua retórica ofensiva na fronteira com a Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou com uma resposta “militar e técnica” caso o Ocidente mantenha a sua “linha agressiva”. Putin diz que o seu país “tem todo o direito” de “reagir duramente a medidas hostis”.
Os EUA e os seus aliados alertaram a Rússia para as consequências de novas hostilidades à medida que a Moscovo continua a aumentar o seu contingente militar junto à fronteira com a Ucrânia – o que tem levantado receios para uma possível invasão em grande escala à Ucrânia por parte do Kremlin.
As potências ocidentais têm demonstrado o seu sólido apoio à Ucrânia e à NATO, o que é encarado pela Rússia como uma política ameaçadora. Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, disse que embora a aliança esteja pronta para iniciar um “diálogo significativo” com a Rússia, continuará a apoiar a Ucrânia “política e praticamente”.
A secretária de Estado assistente dos EUA para a Europa, Karen Donfried, a principal diplomata do governo Biden para a Europa, disse que os EUA e a Europa estão prontos para agir imediatamente caso a Rússia aumente a ofensiva à Ucrânia nos próximos dias.
Perante estas declarações e o reforço de agrupamentos militares significativos dos Estados Unidos e da NATO nas fronteiras russas, Putin prometeu na terça-feira uma resposta “militar e técnica”, caso os seus rivais ocidentais não ponham termo à política que considera ameaçadora para a Rússia.
“O que os Estados Unidos estão a fazer na Ucrânia está à nossa porta”, disse Putin, acrescentando que a Rússia já “não tem mais para onde se refugiar”. “Eles acham que vamos ficar a assistir de braços cruzados?”, questionou o presidente russo, garantindo que estão oito mil soldados norte-americanos nas fronteiras do país.
“Caso se mantenha a linha claramente agressiva dos nossos colegas ocidentais, vamos adotar medidas militares e técnicas adequadas como resposta. Reagiremos com firmeza às ações hostis e sublinho que temos todo o direito de o fazer para garantir a segurança e soberania da Rússia”, ameaçou o presidente russo no decurso de uma intervenção perante responsáveis militares russos e do Ministério da Defesa. Para reforçar a mensagem, o ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, asseverou que a capacidade combativa das Forças Armadas da Rússia foi reforçada em 21,8 por cento no corrente ano, após alertar para os perigos de aproximação da NATO às fronteiras russas.
“O nível das armas com tecnologia de ponta na tríade nuclear atingiu um máximo histórico. Representa 89,1 por cento”, declarou Shoygu.
A Rússia tem rejeitado as acusações de que estará a preparar uma possível invasão à Ucrânia já no próximo mês. Enquanto isso, Putin exige que a Ucrânia e outras antigas nações soviéticas fiquem de fora da NATO.
As potências ocidentais têm demonstrado o seu sólido apoio à Ucrânia e à NATO, o que é encarado pela Rússia como uma política ameaçadora. Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, disse que embora a aliança esteja pronta para iniciar um “diálogo significativo” com a Rússia, continuará a apoiar a Ucrânia “política e praticamente”.
A secretária de Estado assistente dos EUA para a Europa, Karen Donfried, a principal diplomata do governo Biden para a Europa, disse que os EUA e a Europa estão prontos para agir imediatamente caso a Rússia aumente a ofensiva à Ucrânia nos próximos dias.
Perante estas declarações e o reforço de agrupamentos militares significativos dos Estados Unidos e da NATO nas fronteiras russas, Putin prometeu na terça-feira uma resposta “militar e técnica”, caso os seus rivais ocidentais não ponham termo à política que considera ameaçadora para a Rússia.
“O que os Estados Unidos estão a fazer na Ucrânia está à nossa porta”, disse Putin, acrescentando que a Rússia já “não tem mais para onde se refugiar”. “Eles acham que vamos ficar a assistir de braços cruzados?”, questionou o presidente russo, garantindo que estão oito mil soldados norte-americanos nas fronteiras do país.
“Caso se mantenha a linha claramente agressiva dos nossos colegas ocidentais, vamos adotar medidas militares e técnicas adequadas como resposta. Reagiremos com firmeza às ações hostis e sublinho que temos todo o direito de o fazer para garantir a segurança e soberania da Rússia”, ameaçou o presidente russo no decurso de uma intervenção perante responsáveis militares russos e do Ministério da Defesa. Para reforçar a mensagem, o ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, asseverou que a capacidade combativa das Forças Armadas da Rússia foi reforçada em 21,8 por cento no corrente ano, após alertar para os perigos de aproximação da NATO às fronteiras russas.
“O nível das armas com tecnologia de ponta na tríade nuclear atingiu um máximo histórico. Representa 89,1 por cento”, declarou Shoygu.
A Rússia tem rejeitado as acusações de que estará a preparar uma possível invasão à Ucrânia já no próximo mês. Enquanto isso, Putin exige que a Ucrânia e outras antigas nações soviéticas fiquem de fora da NATO.
Em documento endereçado aos EUA e restantes nações da NATO, na passada sexta-feira, Putin exige promessas ao Ocidente alegando que a sua segurança está ameaçada pelos laços crescentes da Ucrânia com a aliança ocidental e pela possibilidade de serem instalados mísseis da NATO contra a Rússia em território ucraniano.
c/ agências