Mundo
Tráfico humano. Operação "Flash-Weka" da Interpol-Afripol leva a 1062 detenções
A Interpol e a Afripol conduziram uma operação policial conjunta contra o tráfico de seres humanos e contrabando de migrantes, levando à detenção de mais de mil suspeitos e identificação de milhares de vítimas em todo o mundo, anunciou esta terça-feira a Interpol.
A operação internacional “Flash-Weka” foi a primeira operação conjunta da Interpol e da Afripol, que decorreu em duas fases, entre maio e junho, e contou com a participação de forças policiais de 54 países, declarou a organização internacional de polícia criminal num comunicado.
"O tráfico de seres humanos e a introdução clandestina de migrantes fazem frequentemente parte de uma cadeia criminosa mais vasta e complexa”, afirmou o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.Com o objetivo de desmantelar as redes de crime organizado por detrás do tráfico de seres humanos e do contrabando de migrantes em todo o mundo, com destaque em África, as forças policiais locais colaboraram em estreita cooperação com a Interpol e a Afripol para localizar, intercetar e deter os criminosos que operam além-fronteiras, com base nos dados criminais globais da Interpol.
“É por isso que a estreita cooperação entre a Interpol e a Afripol é tão importante para unir os nossos recursos com vista a desmantelar estas redes e, em última análise, identificar e salvar milhares de vítimas inocentes", acrescentou Jürgen Stock.
De acordo com os dados publicados pela Interpol, a operação “Flash-Weka” levou à detenção de 1062 pessoas e identificação de 2731 migrantes em situação irregular e 823 vítimas de tráfico de seres humanos. No decorrer da operação foram também espoletadas 197 novas investigações e apreendidos 801 objetos de mercadoria criminosa, como armas de fogo roubadas e veículos.
"As pistas geradas pela Operação FLASH-WEKA resultarão sem dúvida em mais detenções, levando à justiça aqueles que traficam a miséria humana", declarou o secretário-geral da Interpol.África Ocidental, tráfico generalizado em toda a região
Em toda a África Ocidental foi detetado um tráfico generalizado, através de identificação de redes no Burkina Faso, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Guiné e Mali. A maioria das vítimas identificadas era proveniente da Ásia, de países como Bangladesh, Índia, Paquistão, Sri Lanka e Vietname.
“Em Angola, sete mulheres vietnamitas recrutadas online com promessas de trabalho em hotéis e salões de beleza foram resgatadas do seu traficante, também do Vietname, que as obrigou a trabalhar na indústria do sexo”, lê-se no mesmo comunicado. O diretor Executivo da Afripol, Jalel Chelba, afirmou que, “através de uma melhor partilha de informações, de esforços de colaboração entre os serviços de aplicação da lei e de um apoio abrangente às vítimas, pretendemos desmantelar as redes que lucram com o desespero dos outros”.
“Iremos trazer luz às sombras, descobrindo rotas ocultas e levando os criminosos à justiça", acrescentou Jalel Chelba.Também em outras regiões do globo foram detetadas redes de tráfico, como na Síria ou no Iraque. Enquanto na Síria a polícia resgatou uma rapariga menor de idade e deteve dois homens suspeitos de tráfico para fins de exploração sexual, no Iraque as autoridades detiveram nove suspeitos de envolvimento em tráfico de órgãos.
Já no Sahel as operações centraram-se na prevenção do tráfico de migrantes através do Mediterrâneo em direção à Europa.
Em Junho de 2022, uma operação semelhante denominada “Weka II” foi levada a cabo pela Interpol em 44 países e quatro continentes, resultando no resgate de cerca de 700 vítimas e na detenção de 300 pessoas, incluindo 83 traficantes de seres humanos e 88 suspeitos de tráfico de seres humanos.
"O tráfico de seres humanos e a introdução clandestina de migrantes fazem frequentemente parte de uma cadeia criminosa mais vasta e complexa”, afirmou o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.Com o objetivo de desmantelar as redes de crime organizado por detrás do tráfico de seres humanos e do contrabando de migrantes em todo o mundo, com destaque em África, as forças policiais locais colaboraram em estreita cooperação com a Interpol e a Afripol para localizar, intercetar e deter os criminosos que operam além-fronteiras, com base nos dados criminais globais da Interpol.
“É por isso que a estreita cooperação entre a Interpol e a Afripol é tão importante para unir os nossos recursos com vista a desmantelar estas redes e, em última análise, identificar e salvar milhares de vítimas inocentes", acrescentou Jürgen Stock.
De acordo com os dados publicados pela Interpol, a operação “Flash-Weka” levou à detenção de 1062 pessoas e identificação de 2731 migrantes em situação irregular e 823 vítimas de tráfico de seres humanos. No decorrer da operação foram também espoletadas 197 novas investigações e apreendidos 801 objetos de mercadoria criminosa, como armas de fogo roubadas e veículos.
"As pistas geradas pela Operação FLASH-WEKA resultarão sem dúvida em mais detenções, levando à justiça aqueles que traficam a miséria humana", declarou o secretário-geral da Interpol.África Ocidental, tráfico generalizado em toda a região
“Em Angola, sete mulheres vietnamitas recrutadas online com promessas de trabalho em hotéis e salões de beleza foram resgatadas do seu traficante, também do Vietname, que as obrigou a trabalhar na indústria do sexo”, lê-se no mesmo comunicado. O diretor Executivo da Afripol, Jalel Chelba, afirmou que, “através de uma melhor partilha de informações, de esforços de colaboração entre os serviços de aplicação da lei e de um apoio abrangente às vítimas, pretendemos desmantelar as redes que lucram com o desespero dos outros”.
“Iremos trazer luz às sombras, descobrindo rotas ocultas e levando os criminosos à justiça", acrescentou Jalel Chelba.Também em outras regiões do globo foram detetadas redes de tráfico, como na Síria ou no Iraque. Enquanto na Síria a polícia resgatou uma rapariga menor de idade e deteve dois homens suspeitos de tráfico para fins de exploração sexual, no Iraque as autoridades detiveram nove suspeitos de envolvimento em tráfico de órgãos.
Em Junho de 2022, uma operação semelhante denominada “Weka II” foi levada a cabo pela Interpol em 44 países e quatro continentes, resultando no resgate de cerca de 700 vítimas e na detenção de 300 pessoas, incluindo 83 traficantes de seres humanos e 88 suspeitos de tráfico de seres humanos.