Mundo
Tropas da Geórgia agrupam-se para defender Tbilissi
A Geórgia anunciou que está a congregar forças militares para a defesa da capital, Tbilissi. O Presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, apelou esta segunda-feira à comunidade internacional para que reconheça que o conflito encetado na Ossétia do Sul é agora uma "invasão russa" destinada a aniquilar a Geórgia e promover uma limpeza étnica.
O Presidente da Geórgia afirma que as forças russas ocupam já "a maior parte" do território da Geórgia.
"Até ao momento, tudo o que recebemos da comunidade internacional foi ajuda humanitária, que começa a chegar, e declarações", disse Mikhail Saakashvili. "Isso é importante, mas precisamos de muito mais", frisou.
O Presidente georgiano indicou ainda que as tropas do seu país estão a reagrupar-se para defender a capital, Tbilissi.
A base militar de Senaki, na Geórgia, foi tomada pelos militares russos. Esta base fica a 40 quilómetros para o interior do país a partir da fronteira com a Abecásia, para onde os russos enviaram nove mil homens e 350 blindados, abrindo uma nova frente de guerra.
Os confrontos chegaram à cidade de Gori, a Norte de Tbilissi. As tropas russas controlam a região entre as duas cidades.
Um avião de combate da Geórgia foi abatido junto a Tskhinvali, capital da Ossétia do Sul, segundo o ministro georgiano do Interior, citado pela agência russa Itar-Tass.
Novos bombardeamentos na região de Tskhinvali
Os helicópteros da Geórgia, por sua vez, bombardearam os arredores da capital da Ossétia do Sul, junto à fronteira, de acordo com uma testemunha. O Governo de Tskhinvali diz que morreram três soldados russos e que outros 18 ficaram feridos aquando da entrada das tropas de Moscovo no território separatista.
O bombardeamento dos arredores de Tskhinvali contradiz a proposta de cessar-fogo do Presidente Michail Saakashvili para a Ossétia do Sul.
Ao fim da manhã, o Presidente da Geórgia dizia aceitar o acordo proposto pela União Europeia para o fim do conflito armado. Um acordo que a Rússia rejeitou por considerar que a operação militar já cumpriu os seus objectivos.
Moscovo sugere missão da OSCE
O Presidente russo, Dmitry Medvedev, sugeriu o envio de uma missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a Ossétia do Sul. Contudo, a Rússia também avisou que não vai retirar as suas tropas deste território e que jamais será “um observador passivo” da situação no Cáucaso.
Um dos argumentos apresentados por Medvedev para o envio da missão da OSCE prende-se com a “catástrofe humanitária” que resulta da “agressão georgiana”. Esta terá sido a resposta de Medvedev, esta segunda-feira, ao pedido da Chefe de Estado finlandesa (país com a presidência da OSCE) no sentido do fim das operações militares.
Tarja Halonen entende que “não existe uma solução militar para esta situação”.
Saakashvili afirmou, por sua vez, ter “assinado um plano que prevê o status quo anterior” ao início do conflito. Antes de sexta-feira, existia uma força de manutenção de paz conjunta e a monitorização da OSCE.
“Com a monitorização da OSCE, deverá haver uma força de paz mista e deverá haver um acordo de força sem resignação para o fim das hostilidades. Concordamos totalmente com todas estas propostas”, disse o Presidente da Geórgia, logo após o encontro com o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, representante da diplomacia da União Europeia.
Bernard Kouchner e o Presidente georgiano foram retirados de urgência da cidade de Gori, onde se encontravam, porque um helicóptero sobrevoava a maior cidade da Geórgia junto à fronteira com a Ossétia do Sul.
Geórgia afirma que tropas russas controlam Gori
A Geórgia refere que a Rússia tem o controlo militar de Gori, uma informação desmentida pelo Ministério russo da Defesa e por jornalistas internacionais no local.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do país com a presidência da União Europeia (UE), a França, deslocou-se à Geórgia para falar com Saakashvili e para uma visita às vítimas do conflito.
Rússia quer reunião com a NATO
A Rússia pediu uma reunião de emergência com os países-membros da NATO para debater o conflito na Ossétia do Sul, confirmou o embaixador Dmitry Rogozin. O representante permanente da Rússia na Nato acrescentou que o Presidente Saakashvili “não é mais um homem com quem possamos negociar”.
O secretário-geral da NATO havia, anteriormente, acusado a Rússia de fazer um uso desproporcional da força e de violar o território da Geórgia no momento em que as tropas russas passaram a fronteira com a Ossétia do Sul.
Situação humanitária é "muito grave"
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) classifica de “muito grave” a situação humanitária nos territórios com confrontos (Ossétia do Sul e Geórgia).
“Enquanto a violência se estende para além da Ossétia, o CICV recebe informações sobre o aumento das perdas entre os civis”, refere um comunicado da instituição.
“Uma equipa de avaliação do CICV constatou em Gori a fuga de muitas pessoas. Recebemos assim informações de deslocamentos significativos da população em toda a região”, acrescenta a organização.
A Cruz Vermelha indica ainda que a intensidade dos combates impede o auxílio no terreno. Por isso, o CICV pede acesso às zonas atingidas pelo conflito.
"Até ao momento, tudo o que recebemos da comunidade internacional foi ajuda humanitária, que começa a chegar, e declarações", disse Mikhail Saakashvili. "Isso é importante, mas precisamos de muito mais", frisou.
O Presidente georgiano indicou ainda que as tropas do seu país estão a reagrupar-se para defender a capital, Tbilissi.
A base militar de Senaki, na Geórgia, foi tomada pelos militares russos. Esta base fica a 40 quilómetros para o interior do país a partir da fronteira com a Abecásia, para onde os russos enviaram nove mil homens e 350 blindados, abrindo uma nova frente de guerra.
Os confrontos chegaram à cidade de Gori, a Norte de Tbilissi. As tropas russas controlam a região entre as duas cidades.
Um avião de combate da Geórgia foi abatido junto a Tskhinvali, capital da Ossétia do Sul, segundo o ministro georgiano do Interior, citado pela agência russa Itar-Tass.
Novos bombardeamentos na região de Tskhinvali
Os helicópteros da Geórgia, por sua vez, bombardearam os arredores da capital da Ossétia do Sul, junto à fronteira, de acordo com uma testemunha. O Governo de Tskhinvali diz que morreram três soldados russos e que outros 18 ficaram feridos aquando da entrada das tropas de Moscovo no território separatista.
O bombardeamento dos arredores de Tskhinvali contradiz a proposta de cessar-fogo do Presidente Michail Saakashvili para a Ossétia do Sul.
Ao fim da manhã, o Presidente da Geórgia dizia aceitar o acordo proposto pela União Europeia para o fim do conflito armado. Um acordo que a Rússia rejeitou por considerar que a operação militar já cumpriu os seus objectivos.
Moscovo sugere missão da OSCE
O Presidente russo, Dmitry Medvedev, sugeriu o envio de uma missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a Ossétia do Sul. Contudo, a Rússia também avisou que não vai retirar as suas tropas deste território e que jamais será “um observador passivo” da situação no Cáucaso.
Um dos argumentos apresentados por Medvedev para o envio da missão da OSCE prende-se com a “catástrofe humanitária” que resulta da “agressão georgiana”. Esta terá sido a resposta de Medvedev, esta segunda-feira, ao pedido da Chefe de Estado finlandesa (país com a presidência da OSCE) no sentido do fim das operações militares.
Tarja Halonen entende que “não existe uma solução militar para esta situação”.
Saakashvili afirmou, por sua vez, ter “assinado um plano que prevê o status quo anterior” ao início do conflito. Antes de sexta-feira, existia uma força de manutenção de paz conjunta e a monitorização da OSCE.
“Com a monitorização da OSCE, deverá haver uma força de paz mista e deverá haver um acordo de força sem resignação para o fim das hostilidades. Concordamos totalmente com todas estas propostas”, disse o Presidente da Geórgia, logo após o encontro com o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, representante da diplomacia da União Europeia.
Bernard Kouchner e o Presidente georgiano foram retirados de urgência da cidade de Gori, onde se encontravam, porque um helicóptero sobrevoava a maior cidade da Geórgia junto à fronteira com a Ossétia do Sul.
Geórgia afirma que tropas russas controlam Gori
A Geórgia refere que a Rússia tem o controlo militar de Gori, uma informação desmentida pelo Ministério russo da Defesa e por jornalistas internacionais no local.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do país com a presidência da União Europeia (UE), a França, deslocou-se à Geórgia para falar com Saakashvili e para uma visita às vítimas do conflito.
Rússia quer reunião com a NATO
A Rússia pediu uma reunião de emergência com os países-membros da NATO para debater o conflito na Ossétia do Sul, confirmou o embaixador Dmitry Rogozin. O representante permanente da Rússia na Nato acrescentou que o Presidente Saakashvili “não é mais um homem com quem possamos negociar”.
O secretário-geral da NATO havia, anteriormente, acusado a Rússia de fazer um uso desproporcional da força e de violar o território da Geórgia no momento em que as tropas russas passaram a fronteira com a Ossétia do Sul.
Situação humanitária é "muito grave"
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) classifica de “muito grave” a situação humanitária nos territórios com confrontos (Ossétia do Sul e Geórgia).
“Enquanto a violência se estende para além da Ossétia, o CICV recebe informações sobre o aumento das perdas entre os civis”, refere um comunicado da instituição.
“Uma equipa de avaliação do CICV constatou em Gori a fuga de muitas pessoas. Recebemos assim informações de deslocamentos significativos da população em toda a região”, acrescenta a organização.
A Cruz Vermelha indica ainda que a intensidade dos combates impede o auxílio no terreno. Por isso, o CICV pede acesso às zonas atingidas pelo conflito.