Membros da Guarda Revolucionária morrem ao desativar bombas de fragmentação
A área tinha ficado contaminada por restos de munições após ataques aéreos em que tinham sido utilizadas bombas de fragmentação e minas lançadas a partir de aeronaves, de acordo com a Tasnim.
Vastas áreas agrícolas — cerca de 1.200 hectares — ficaram expostas ao perigo de explosivos não detonados, noticiou ainda a agência, especificando que o incidente mortal ocorreu durante uma operação de limpeza em que participavam equipas especializadas do CGRI.
No mesmo incidente, outras duas pessoas ficaram feridas.
De acordo com a Tasnim, até à data, as forças iranianas conseguiram neutralizar mais de 15 mil engenhos explosivos na região.
Governo britânico admite possibilidade de proibir manifestações pró-Palestina
O primeiro-ministro britânico declarou à BBC que a proibição de manifestações pró-Palestina pode justificar-se em certos casos, nomeadamente quando são entoados slogans a apelar à intifada, na sequência do ataque antissemita ocorrido em Londres.
De acordo com Keir Starmer, numa entrevista divulgada hoje, que se "passou para um nível completamente diferente" com este ataque com faca considerado terrorista pela polícia, que deixou na quarta-feira dois feridos no bairro londrino de Golders Green, onde vive uma importante comunidade judaica.
Keir Starmer foi vaiado, na quinta-feira, durante a visita às instalações de um serviço judaico de ambulâncias, com alguns residentes a criticá-lo por não fazer o suficiente para proteger esta comunidade e a denunciar a realização de marchas de apoio aos palestinianos nas grandes cidades britânicas.
As manifestações tiveram início com a mais recente guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel a 07 de outubro de 2023, e reuniram dezenas de milhares de pessoas em Londres.
Na entrevista à BBC, o primeiro-ministro afirmou que "muitas pessoas da comunidade judaica" se queixaram do "caráter repetitivo" destas marchas.
O dirigente mostrou-se favorável a uma maior regulamentação dos `slogans` e acrescentou que "há casos" em que uma proibição poderia ser necessária.
"Sou um grande defensor da liberdade de expressão e das manifestações pacíficas. Mas quando se ouvem slogans como `Globalizemos a intifada`, isso é totalmente inaceitável", e "tem de haver uma ação mais firme", considerou Starmer.
O chefe do executivo britânico indicou que decorrem discussões "há já algum tempo" com a polícia sobre este assunto e que pretende analisar que "poderes adicionais" o Governo poderia adotar.
Em dezembro, as polícias de Londres e Manchester anunciaram a intenção de deter qualquer pessoa que entoasse o slogan "Globalizemos a intifada", uma referência às revoltas palestinianas contra o exército israelita em 1987-1993 e, posteriormente, no início dos anos 2000.
Este slogan é "considerado extremamente perigoso pela comunidade judaica", sublinhou Keir Starmer.
O Reino Unido elevou na quinta-feira o nível de ameaça terrorista para grave, referindo-se tanto ao ataque antissemita de Golders Green como a um aumento da "ameaça islamista e de extrema-direita".
A polícia, por seu lado, indicou que iria analisar cuidadosamente todos os apelos a futuras manifestações.
Marinha norte-americana está a agir "como piratas"
Trump fez os comentários ao descrever a apreensão de um navio pelas forças norte-americanas alguns dias antes. "Tomámos posse do navio, tomámos posse da carga, tomámos posse do petróleo. É um negócio muito lucrativo", disse Trump em declarações na sexta-feira à noite. "Somos como piratas. Somos uma espécie de piratas, mas não estamos a brincar."
Algumas embarcações de Teerão foram apreendidas pelos EUA após terem saído de portos iranianos, juntamente com navios porta-contentores e petroleiros iranianos sancionados em águas asiáticas.
Autoridade militar iraniana considera "provável" retomar o conflito com os Estados Unidos
A primeira ronda de negociações diretas em Islamabad, a 11 de abril, revelou-se infrutífera e, até à data, não produziu novos resultados, dado que as divergências entre os dois lados se mantêm significativas, desde o Estreito de Ormuz até à questão nuclear.
Esta semana, o Irão apresentou um novo texto através do Paquistão, mediador nas discussões, sem que tenham sido divulgados detalhes sobre o seu conteúdo.
Flotilha diz que ativistas Ávila e Abukeshek estão a ser transferidos para Israel
A Flotilha Global Sumud assegurou hoje que o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol de origem palestiniana Saif Abukeshek estão já a ser transportados da Grécia para Israel, onde se prevê que cheguem hoje.
De acordo com um comunicado publicado esta madrugada, Ávila e Abukeshek foram transferidos para o navio israelita Nahshon, tal como os 174 ativistas que navegavam nas 22 embarcações da flotilha intercetadas na noite de quinta-feira, mas, ao contrário dos companheiros, foram retidos nesse local.
Agora, a Flotilha afirma que o Nahshon, com Ávila e Abukeshek a bordo, "deixou as águas territoriais da Grécia e está a caminho da Palestina ocupada", como designam Israel.
O comunicado reafirma também as denúncias de tortura, especialmente contra o espanhol-palestiniano, que, segundo dizem, foi agredido pelo Exército israelita naquela embarcação.
"Testemunhas oculares prestaram depoimentos arrepiantes sobre os gritos de Abukeshek a ressoar pelo navio enquanto era torturado de forma sistemática, depois de ter sido separado do resto", afirma-se na mensagem.
A Flotilha sustenta que este facto constitui uma "grave escalada" e um "crime de guerra adicional".
Após a detenção dos ativistas da Flotilha pelas forças armadas israelitas em águas internacionais, estes desembarcaram na sexta-feira na ilha grega de Creta, com exceção de Ávila e Abukeshek.
De Creta, alguns foram transferidos para um centro médico e os restantes para o aeroporto de Heraklion, de onde começaram a ser repatriados para os respetivos países.
Os organizadores da Flotilha elevaram para 35 o número de ativistas que tiveram de receber cuidados médicos na sequência da violência física infligida pelos militares israelitas.
Os governos de Espanha e do Brasil exigiram, numa nota conjunta, o regresso imediato dos cidadãos e qualificaram de "violação do direito internacional" o sequestro dos ativistas em águas internacionais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusa o espanhol de facilitar transferências financeiras ao grupo islamista Hamas e o brasileiro de manifestar apoio a este movimento palestiniano.
Cerca de 28 embarcações que não foram abordadas pelas forças israelitas encontram-se ancoradas na baía da localidade costeira de Ierapetra, no leste de Creta, onde se refugiaram do mau tempo na região.
Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz
A petrolífera japonesa Taiyo Oil adquiriu um carregamento de petróleo bruto russo, informaram hoje `media` dos dois países, na primeira compra de crude de Tóquio a Moscovo desde o encerramento do estreito de Ormuz.
Um petroleiro proveniente da exploração russa Sakhalin-2 vai chegar em breve ao arquipélago, afirmou um responsável do Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês à agência de notícias local Kyodo.
A mesma fonte assegurou que a compra, parte da vontade de Tóquio de diversificar o abastecimento energético, ocorre no âmbito do levantamento temporário das sanções por parte dos EUA ao crude de Moscovo.
O jornal japonês Nikkei precisou que a aquisição pela Taiyo Oil, a quarta maior refinaria do arquipélago, é, por enquanto, um caso pontual a pedido da Agência de Recursos Naturais e Energia do Japão.
De acordo com um comunicado da refinaria japonesa citado pela agência de notícias russa Tass, "não foi tomada qualquer decisão relativamente a futuras compras de petróleo bruto" proveniente de Sakhalin-2.
O início da guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, no dia 28 de fevereiro, e o encerramento praticamente total do estreito de Ormuz pelo Irão, somados ao bloqueio naval norte-americano contra navios e portos iranianos, provocaram uma perturbação mundial no abastecimento de petróleo bruto que afeta especialmente a Ásia.
O Japão, que importa cerca de 90% do petróleo da região afetada pela guerra, tem procurado nas últimas semanas diversificar as fontes energéticas, tendo também disponibilizado milhões de barris das reservas estratégicas e subsidiado as petrolíferas para reduzir os preços dos combustíveis.
O Governo japonês começou a colocar no mercado o equivalente a 20 dias de abastecimento das reservas estatais de petróleo na sexta-feira, apesar de ter informado sobre um atraso devido ao mau tempo, na segunda libertação de reservas estatais de petróleo japonês desde o início da guerra.
Trump diz que hostilidades cessaram para evitar autorização parlamentar
Segundo a Associated Press (AP), Donald Trump enviou uma carta ao líder da Câmara dos Representantes e ao presidente do Senado sustentando que o conflito iniciado em 28 de fevereiro “cessou”, apesar das forças armadas norte-americanas manterem uma presença significativa na região e de o bloqueio naval ao petróleo iraniano continuar em vigor.
Donald Trump advertiu que a ameaça iraniana “permanece significativa” e rejeitou hoje, assim que foi divulgada, a última proposta daquele país para acabar com a guerra.
A declaração surge no dia em que terminava o prazo de 60 dias previsto na Resolução dos Poderes de Guerra de 1973, que obriga o Presidente dos Estados Unidos a obter autorização do Congresso para prosseguir operações militares, salvo pedido de extensão por mais 30 dias.
EUA retiram 5.000 soldados da Alemanha anuncia Pentágono
Trump tinha ameaçado reduzir as tropas no início desta semana, após desentendimentos com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz, que disse na segunda-feira que os iranianos estavam a humilhar os EUA nas negociações para pôr fim à guerra, que já dura há dois meses.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que a retirada deverá estar concluída nos próximos seis a doze meses.
Donald Trump diz que não vai pedir autorização ao Congresso para guerra
A Casa Branca enviou uma carta ao Congresso, a dizer que as hostilidades com o Irão estão terminadas, por isso não precisa de autorização dos congressistas para continuar com a guerra.
O presidente dos Estados Unidos mostrou-se insatisfeito com a última proposta do Irão.
O presidente americano lançou também novas críticas a Itália e Espanha.