Sánchez exorta União Europeia a romper acordo de associação com Israel
Na perspetiva do presidente do Governo espanhol, um Governo “que viola o Direito Internacional” não reúne condições para “ser parceiro da União Europeia”.
“Esta terça-feira, o Governo espanhol apresentará uma proposta à Europa para que a União Europeia rompa seu acordo de associação com Israel", indicou Sánchez.
O governante espanhol, que intervinha num comício eleitoral na Andaluzia, argumentou, referindo-se ao Executivo de Benjamin Netanyahu, que um Governo “que viola o Direito Internacional” não pode “ser parceiro da União Europeia”.“É assim simples”, completou o chefe do Governo espanhol e líder do PSOE.
“Antissemitismo”. Foi este o termo empregue, uma vez mais, por Telavive na resposta a estas declarações do presidente do Governo espanhol.
No X, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, acusou Pedro Sánchez de “hipocrisia”: “Não aceitaremos uma interpretação hipócrita de alguém que forja relações com regimes totalitários que violam os Direitos Humanos, como a Turquia de Erdogan e a Venezuela de Maduro”.
No aceptaremos una lectura hipocrita de alguien que tiene una relación con regímenes totalitarios que violan los derechos humanos como Turquía de Erdogan, Venezuela de Maduro. Un gobierno quien recibe agradecimientos del régimen brutal de Iran e organizaciones terroristas, y que… https://t.co/2S9yZah3hh pic.twitter.com/5xiwExDOA4
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) April 19, 2026
“Um governo”, prosseguiu o chefe da diplomacia do Estado hebraico, “que recebe agradecimentos do brutal regime iraniano e de organizações terroristas e que tem trabalhado para disseminar o antissemitismo”.
Cláusula sobre Direitos Humanos
O acordo de associação entre a União Europeia e Israel, em vigor desde 2000, inclui precisamente uma cláusula que condiciona a relação ao respeito pelos Direitos Humanos.
Madrid pôs em causa a viabilidade do acordo, pela primeira vez, em fevereiro de 2024. Pedro Sánchez e o então primeiro-ministro irlandês enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia.O documento pedia uma avaliação do cumprimento das obrigações de Israel em matéria de Direitos Humanos após o início da ofensiva na Faixa de Gaza.
Na passada sexta-feira, Irlanda, Eslovénia e Espanha enviaram uma carta à Comissão Europeia a solicitar que "o acordo de associação UE-Israel seja examinado na próxima reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros".
c/ agências
JD Vance vai participar nas negociações em Islamabad
O vice-presidente JD Vance vai liderar a delegação dos EUA nas negociações com o Irão no Paquistão na segunda-feira, disse um funcionário da Casa Branca à AFP, contradizendo uma declaração de Donald Trump.
Irão ainda não decidiu enviar delegação de negociação ao Paquistão
A agência sublinhou, no entanto, que a troca de mensagens entre o Irão e os Estados Unidos através da mediação paquistanesa continuou nos últimos dias, após a primeira ronda de negociações realizada no passado fim de semana em Islamabad, que terminou sem acordo - segundo Teerão - devido às exigências e ambições do lado norte-americano.
Esta informação surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, te dito hoje que negociadores norte-americanos estarão na segunda-feira no Paquistão para encetar conversações com o Irão, de acordo com uma publicação nas suas redes sociais.
Israel vai "usar toda a sua força" se for ameaçado no Líbano
Teerão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos viola cessar-fogo
Espanha vai propor à União Europeia que rompa acordo com Israel
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reúnem-se na terça-feira em Bruxelas (Bélgica) para analisar a guerra no Médio Oriente e, segundo a agência de notícias espanhola EFE, Pedro Sánchez pediu a todos que apoiem a proposta de Espanha.
O acordo de associação entre a União Europeia e Israel entrou em vigor no ano 2000 e inclui uma cláusula relativa ao respeito pelos direitos humanos.
C/Lusa
Macron recebe primeiro-ministro libanês na terça-feira
"Esta visita será uma oportunidade para o chefe de Estado reiterar o seu compromisso com o pleno e completo respeito pelo cessar-fogo no Líbano, o apoio da França à integridade territorial do país e às ações empreendidas pelo Estado libanês para garantir a plena e completa soberania do país e o monopólio das armas", elencou o Palácio do Eliseu, a sede da Presidência francesa.
A reunião entre Macron e Salam também ocorre após a morte, no sábado, de um soldado francês ao serviço da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), numa emboscada que também fez três feridos, atribuída à milícia armada xiita Hezbollah, que por seu lado negou o envolvimento.
“A França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a FINUL", instou Emmanuel Macron, na rede social X, quando soube da morte do soldado francês.
C/Lusa
Voos internacionais serão retomados no aeroporto iraniano de Mashhad na segunda-feira
Jared Kushner e Steve Witkoff juntam-se à delegação norte-americana em Islamabade
Trump ameaça destruir o Irão se não houver acordo
O presidente norte-americano escreve que está a oferecer ao Irão um "acordo razoável" e que, caso Teerão recuse, "os Estados Unidos destruirão todas as centrais elétricas e todas as pontes no país.
Irão impede dois petroleiros de cruzarem o Estreito de Ormuz
- As forças iranianas impediram este domingo a passagem de dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, após emitirem alertas. Os navios, que navegavam com pavilhões de Botsuana e Angola, foram forçados a mudar de rumo após o "trânsito não autorizado";
- Quatro indivíduos, incluindo dois estrangeiros, foram presos no noroeste do Irão, adiantou a agência semioficial iraniana Tasnim. São acusados de integrar uma "rede de espionagem ligada aos EUA e Israel";
- Israel está a tentar criar um "facto consumado" no Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor, acusou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, denunciando o "expansionismo" israelita. "As negociações em curso entre o Irão e os Estados Unidos parecem estar a ofuscar essa situação. Israel parece estar a tentar aproveitar-se dessa distração para criar um facto consumado", disse Hakan Fidan;
- Os ataques das últimas horas mostram que as negociações de paz no Médio Oriente estão em fase crítica. A trégua termina na próxima quarta-feira e o facto de o Irão ter voltado a encerrar o Estreito de Ormuz obrigou Donald Trump a convocar o gabinete de crise para debater a situação;
- O Irão atualiza e reabastece os lançadores de mísseis e drones a um ritmo mais acelerado do que antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, de acordo com o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, citado pela Nournews;
- O Irão não entregará urânio enriquecido aos EUA, asseverou o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Saeed Khatibzadeh, à Associated Press, apesar das declarações anteriores feitas por Donald Trump. Na sexta-feira, o presidente norte-americano afirmara que Washington iria trabalhar com Teerão para recuperar o urânio enriquecido do Irão e trazê-lo de volta aos Estados Unidos;
- Citado pela imprensa iraniana, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “Trump diz que o Irão não pode exercer seus direitos nucleares, mas não diz por qual crime". E questionou: "Quem é ele para privar uma nação de seus direitos?”;
- Kamala Harris, ex-candidada democrata à Presidência dos Estados Unidos, acusa Donald Trump de ter tornado o país pouco confiável aos olhos dos aliados;
- O exército israelita confirma a morte de um soldado no sul do Líbano e outros nove feridos num ataque do Hezbollah. Em resposta, Israel lançou novos bombardeamentos no território, apesar do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel referem que os alvos foram operacionais do Hezbollah e garantem que eliminaram uma célula terrorista.
Irão impede travessia de dois petroleiros pelo Estreito de Ormuz
Dois estrangeiros presos no Irão por importar tecnologia Starlink
Turquia acusa Israel de tentar criar um "facto consumado" no Líbano
O chefe da diplomacia turca já tinha acusado Israel, no sábado, de usar a guerra no Médio Oriente como pretexto para "ocupar mais território".
Trump em reuniões de alto nível na Casa Branca
Teerão diz que vai manter o controlo do estreito de Ormuz até à conclusão definitiva da guerra e acusa os Estados Unidos de atos de pirataria e roubo marítimo, por bloquear a entrada e saída de navios dos portos iranianos.
Turquia "otimista" quanto à prorrogação do cessar-fogo
"Uma prorrogação será necessária (...). Estou otimista quanto a isso", disse o ministro Hakan Fidan no fórum diplomático em Antalya, no sul da Turquia, acrescentando que "alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos".
Irão reabastece lançadores a ritmo mais acelerado do que antes da guerra
Diplomacia iraniana rejeita entregar urânio enriquecido aos Estados Unidos
Na sexta-feira, Trump afirmou que Washington ia trabalhar com Teerão para recuperar o urânio enriquecido do Irão e trazê-lo de volta aos Estados Unidos.
“Posso afirmar que nenhum material enriquecido será enviado para os Estados Unidos”, disse Khatibzadeh. “Isso é inaceitável e posso garantir que, embora estejamos prontos para abordar quaisquer preocupações que tenhamos, não aceitaremos coisas que sejam inaceitáveis".
Na mesma entrevista, Khatibzadeh acusou os EUA de se manterem firmes em exigências que o Irão considera excessivas.
“Ainda não chegámos ao ponto de avançar para uma reunião concreta porque há questões em que os norte-americanos ainda não abandonaram a posição maximalista”, disse Khatibzadeh.
Kamala Harris acusa Trump de tornar EUA "pouco confiáveis" aos olhos dos aliados
Kamala Harris acusa Donald Trump de ter feito dos Estados Unidos um país pouco confiável aos olhos dos aliados. A ex-candidata presidencial não poupou nas críticas ao líder da Casa Branca.
Israel lançou novos ataques contra o Líbano
Telavive adianta ainda que agiu em conformidade com o acordo de cessar-fogo, que permite a Israel atacar em "autodefesa". Já um oficial do Hezbollah diz que o grupo armado libanês "não está preocupado" com as negociações entre Israel e Líbano.
O mesmo oficial acrescenta que a trégua deveria implicar "uma cessação completa de todas as hostilidades" e que o Hezbollah vai responder às violações do inimigo.
Presidente iraniano diz que Trump não tem justificação para privar Teerão dos direitos nucleares
Trump elogia Israel por ser um "grande aliado" dos EUA
Ponto de situação
- O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas que "ainda está longe" um acordo final;
- De acordo com Ghalibaf, Teerão "não tem absolutamente nenhuma confiança" nos Estados Unidos. Por isso, Washington tem de "tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano";
- Teerão criticou Bruxelas após declarações da chefe da diplomacia europeia sobre o estreito de Ormuz, numa nova troca de acusações em torno da legalidade internacional e da segurança marítima na passagem estratégica;
- Kaja Kallas afirmou, horas antes, que "ao abrigo do direito internacional, o trânsito por vias marítimas como o estreito de Ormuz deve permanecer aberto e isento de taxas", em linha com o apelo dos líderes internacionais para a reabertura desta passagem;
- O Hezbollah negou envolvimento no ataque mortal contra forças de paz da ONU no sul do Líbano, que resultou na morte de um soldado francês;
- Um membro das forças de paz da ONU foi morto e outros três ficaram feridos após uma patrulha ser atacada por "atores não estatais", informou a Força Interina das Nações Unidas no Líbano;
- Papa Leão XIV não ter "interesse" debater com Trump sobre a guerra com o Irão, mas que continuará a promover a mensagem do Evangelho sobre a paz.