"Mais militares e mais armas". França envia reforços para Chipre e Mediterrâneo Oriental
Para ajudar a garantir a segurança do Chipre, atacado durante dois dias por drones do Irão, Macron enviou uma fragata e meios anti-misseis e antidrones.
O porta aviões Charles de Gaule vai para o Mediterrâneo Oriental sempre com uma missão defensiva, acrescenta Macron.
França anuncia reforço de segurança no país
"A meu pedido, o Governo reforçou o dispositivo de Proteção Militar Sentinela e a vigilância em torno dos locais e das pessoas mais expostas", anunciou Macron.
Além da segurança nacional, das bases e instalações militares francesas, o chefe de Estado francês disse que o país tem de "estar ao lado" dos "aliados na região, para defender a sua segurança e a sua integridade territorial".
"É, de facto, a nossa responsabilidade, que é puramente defensiva e que pretende reestabelecer o mais rápido possível a paz", continuou. "Isto tem a ver com a credibilidade da França, um parceiro de confiança que honra os seus compromissos nestes tempos conturbados".
Sá Pinto sobre Irão: "É inadmissível viver com esta falta de liberdade"
O treinador português, Ricardo Sá Pinto, que deixou recentemente o comando técnico da equipa iraniana do Esteghlal, conversou com a RTP sobre a situação que se vive no Irão. O treinador não ficou surpreendido com o que está a acontecer e lamenta a "falta de liberdade que há no país.
Foto: Reuters
Governo espanhol lembra que os EUA "devem respeitar os acordos bilaterais" com a UE
"Espanha é um parceiro comercial fiável para 195 países em todo o mundo, incluindo os EUA, com quem mantemos uma relação comercial histórica e mutuamente benéfica. Se o governo dos EUA deseja revê-la, deve fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, o direito internacional e os acordos bilaterais entre a União Europeia e os EUA", declarou o Governo, citado pelo El País.
Bolsas europeias em queda
As bolsas europeias fecharam em forte queda, com Madrid a perder 4,55%, Milão 3,92%, Paris 3,46%, Frankfurt 3,44% e Londres 2,75%.
Nos EUA, pelas 17:53 (hora de Lisboa), o Dow Jones caia 1,20%, o S&P 500 recuava 1,46% e o Nasdaq descia 1,40%.
Por sua vez, o barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 7% nesta terça-feira e ultrapassou os 83 dólares no mercado de futuros de Londres após o fecho das bolsas europeias, impulsionado por temores de abastecimento diante da guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.
O Brent chegou a subir mais de 13% na madrugada de segunda-feira, na sua primeira reação à ofensiva lançada pelos EUA e Israel contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos aos vizinhos árabes na região do Golfo Pérsico.
Também o preço do gás natural continuou em alta hoje, com uma forte valorização de cerca de 25%, ultrapassando os 53 euros por megawatt-hora (MWh) no fecho dos mercados europeus, após ter atingido os 65 euros durante a sessão.
O preço do gás está a subir fortemente, pelo segundo dia consecutivo depois de a QatarEnergy, empresa detida pelo Estado do Qatar, ter suspendido a produção de gás natural liquefeito por questões de segurança, após o ataque a duas das suas instalações.
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou, por sua vez, que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro.
Exército israelita diz ter matado comandante da Força Quds do Irão no Líbano
Autoridade do Pentágono atribui morte de Khamenei a Israel
Elbridge Colby, Subsecretário de Política de Defesa, prestou depoimento perante o Comité de Serviços Armados do Senado, numa audiência no Capitólio, em Washington.
Segundo Colby, nomeado por Donald Trump, as operações dos EUA no Irão estão focadas na "capacidade da República Islâmica de projetar poder militar" contra os Estados Unidos — particularmente as bases no Oriente Médio — mas também contra os seus aliados na região "e além".
Essas capacidades são "principalmente" as forças de mísseis do Irão, que, segundo ele, "cresceram significativamente e representam uma ameaça", enquanto a marinha iraniana também é alvo.
O senador Jack Reed, principal democrata na Comissão de Serviços Armados, questionou-o então sobre o porquê de "o objetivo principal desta campanha ter sido o ataque e a morte de Khamenei e de importantes líderes do regime", já no sábado.
Elbridge Colby respondeu: "Estas são operações israelitas".
Paulo Rangel vai ser ouvido no parlamento sobre o uso da Base das Lajes
A comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros vai ouvir o chefe da diplomacia, Paulo Rangel, sobre o uso da base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos, após um requerimento do PS aprovado hoje.
Na iniciativa, que foi entregue à comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas na sexta-feira, véspera do início dos ataques dos EUA de Israel ao Irão, os deputados socialistas consideraram que o aumento das movimentações na base militar, observado nas últimas semanas, se "reveste de grande sensibilidade, subsistindo dúvidas quanto à finalidade última das operações em causa e respetivo enquadramento jurídico internacional".
Catarina Louro (PS) referiu, na reunião esta tarde da comissão, que têm sido transmitidas imagens e notícias que dão conta do aumento do tráfego na base das Lajes, o que "levanta várias questões".
O ministro dos Negócios Estrangeiros "tem estado a dar entrevistas desde ontem (segunda-feira), mas o PS entende que o saudável escrutínio político se faz no parlamento", considerou a deputada socialista.
Paulo Neves destacou a "enorme delicadeza" do tema e considerou "lamentável" chamar o ministro à comissão, recordando que Rangel tem feito "declarações públicas e comunicados".
"O ministro foi muito preciso quando falou de uma autorização condicionada desde sábado", referiu o social-democrata, salientando que, até sexta-feira, "a realidade era uma e após o início da guerra, a situação mudou".
"O Governo português respeita a soberania nacional e dá-se ao respeito (...) Houve critérios que o senhor ministro impôs ou apresentou para que os aviões possam utilizar a base das Lajes e nenhum avião que vá participar num ataque direto ao Médio Oriente pode partir da base", descreveu, salientando a posição "muito coerente, clara, quiçá muito corajosa" perante um aliado como os Estados Unidos.
Catarina Louro acusou o PSD de estar nervoso com este tema e salientou que o PS "não formulou qualquer conclusão sobre a ação do Governo" nesta matéria.
"Os requerimentos não devem ser remetidos para a questão da partidarite", defendeu.
Também na reunião, foi chumbado, com os votos do PSD e Chega, um requerimento do PAN para ouvir Paulo Rangel e representantes de oito entidades, incluindo a Comissão Europeia, UNICEF e Amnistia Internacional.
Omã pede cessar-fogo no conflito com o Irão e apela a "saídas" diplomáticas
"Existem saídas disponíveis, vamos usá-las", disse Badr Albusaidi numa publicação na rede social X.
O país do Golfo estava nas negociações entre o Irão e os Estados Unidos antes dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos no sábado.
Chefes da diplomacia da UE e do Golfo reunidos por videoconferência na quinta-feira
Os chefes da diplomacia da União Europeia e do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) vão reunir-se na quinta-feira por videoconferência, numa altura de fortes tensões entre Estados Unidos, Israel e Irão, que já causaram vários ataques na região.
Fontes europeias indicaram à agência Lusa que, para quinta-feira às 11:00 de Bruxelas (menos uma hora em Lisboa), está marcada uma reunião informal por videoconferência dos chefes da diplomacia dos 27 da União Europeia (UE), com a participação dos ministros dos Negócios Estrangeiros do CCG.
Depois do ataque iniciado no sábado por Israel e Estados Unidos contra o Irão, seguiu-se uma forte resposta armada iraniana, com repercussões na região, o que já foi criticado pelos países do Golfo, como Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
A reunião surge depois de uma outra, também por videoconferência, realizada no passado domingo entre os chefes da diplomacia do bloco europeu.
Depois de tal encontro, a chefe da diplomacia comunitária, Kaja Kallas, divulgou uma declaração em nome da UE sobre a evolução da situação no Médio Oriente, apelando à "máxima contenção, a proteção dos civis e ao pleno respeito pelo direito internacional".
Kaja Kallas afirmou ainda na mesma ocasião que "o Irão deve abster-se de ataques militares indiscriminados".
Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro um ataque ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram desde sábado pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Israel anuncia ataque "em breve" contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano
"Alerta urgente ao povo do Líbano, especialmente aos residentes da cidade de Tiro: o exército israelita vai atacar em breve as infraestruturas militares do Hezbollah devido às tentativas ilegais de retomar as suas atividades na região", disse o coronel Avichay Adraee, porta-voz do exército, falando em árabe, à agência X.
"Está a prejudicar as nossas economias". Chanceler alemão espera fim da guerra no Irão "o mais rápido possível"
"É óbvio que isso está a prejudicar as nossas economias. Isso vale para os preços do petróleo e também para os preços da gasolina", disse Friedrich Merz, na Casa Branca, onde foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos. "É por isso que todos nós esperamos que esta guerra termine o mais rápido possível".
"E esperamos que os militares israelitas e norte-americanos tomem as medidas necessárias para pôr fim a essa situação e estabelecer um novo governo que restaure a paz e a liberdade", acrescentou.
Springjeton. Companhia aérea portuguesa pede aprovação para voo humanitário de repatriamento para os EUA
A empresa afirmou que planeia operar o voo com o A330 em nome da Arkia Airlines para ajudar as pessoas a chegar aos Estados Unidos devido ao atual conflito com o Irão, de acordo com um documento enviado ao Departamento de Transportes dos EUA, consultado pela Reuters.
Mais de 58 mil deslocados no Líbano
O número de deslocados duplicou em relação aos dados do dia anterior, segundo a unidade de gestão de catástrofes do governo.
Trump deu instruções para corte de relações comerciais com Espanha
"Espanha tem sido terrível" porque "é o único país da NATO que não aceitou disponibilizar 5%" do seu PIB para as despesas de defesa, como exige a nova meta da NATO, disse o presidente norte-americano no Salão Oval da Casa Branca, ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Friedrich Merz.
Trump criticou ainda Madrid por se recusar a permitir que os Estados Unidos acedam às suas bases militares para realizar operações contra o Irão.
"Quem forçou o ataque ao Irão fui eu", diz Trump
O presidente norte-americano disse ainda não estar “nada satisfeito” com o Reino Unido.
O presidente norte-americano disse ainda que muitos dos líderes iranianos que imaginava para suceder a Khamenei estão mortos.
"A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta... E agora temos outro grupo [de líderes]. Também podem estar mortos... Em breve não conheceremos mais ninguém", declarou.
Cristiano Ronaldo continua na Arábia Saudita
O internacional português Cristiano Ronaldo permanece em Riade, na Arábia Saudita, apesar de notícias que davam conta de uma viagem no seu jato privado para Madrid.
EUA dizem ter atingido mais de 1700 alvos no Irão
Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou que os ataques, que começaram no sábado, tiveram como alvo navios da Marinha iraniana, submarinos e instalações de mísseis antinavio, bem como centros de comando e controlo.
Fortes explosões ouvidas em Doha e no Dubai
Reino Unido envia navio de guerra e helicópteros para o Chipre
The UK is fully committed to the security of Cyprus and British military personnel based there.
— Keir Starmer (@Keir_Starmer) March 3, 2026
We’re continuing our defensive operations and I've just spoken with the President of Cyprus to let him know that we are sending helicopters with counter drone capabilities and HMS… pic.twitter.com/0tsZb4dG2i
MNE português cancelou visitas oficiais à Nigéria, Namíbia e Benim
Fonte do gabinete do ministro Paulo Rangel indicou que estava prevista para segunda-feira passada uma visita oficial à Nigéria, hoje à Namíbia e na quarta-feira ao Benim.
Nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje do cancelamento das visitas oficiais a estes países africanos, "face ao conflito no Médio Oriente".
Rangel falou com os seus homólogos destes países na segunda-feira para remarcar as visitas, tendo com os mesmos abordado "a situação internacional e pontos-chave da relação bilateral", segundo a mesma informação.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Desde então, pelo menos 787 pessoas morreram no Irão, segundo o Crescente Vermelho iraniano, a que se adicionam 10 mortos em Israel e mais seis nas forças norte-americanas, de acordo com números oficiais.
Embaixada dos EUA em Beirute encerrada "até novo aviso"
“Todos os demais agendamentos consulares, tanto regulares como de emergência, foram cancelados. Informaremos quando a embaixada retomar as suas atividades normais”, acrescentou em comunicado.
Trump diz ao Irão que é "tarde demais" para falar
Ataque israelita atinge sede de grupo islâmico em Sidon, no Líbano
"O inimigo israelita realizou um ataque à sede da Jamaa Islamiya", afirmou a agência. Este grupo reivindicou a responsabilidade por ataques contra Israel no início da guerra com o Hezbollah, em 2023, e já tinha sido alvo de ataques aéreos israelitas anteriormente.
Comissão Europeia presta auxílio ao repatriamento de cidadãos europeus
A Itália, a Eslováquia e a Áustria acionaram o Mecanismo de Proteção Civil da UE, que lhes permite financiar parte destas operações de repatriamento, informou a mesma fonte à AFP.
Macron falou com vários líderes do Médio Oriente
MNE chinês exige a homólogo israelita "fim imediato" dos ataques
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) chinês, Wang Yi, transmitiu hoje ao homólogo israelita, Gideon Saar, a oposição da China aos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão, exigindo o "fim imediato" das operações militares.
A ideia é evitar uma escalada ainda maior da violência e a perda de controlo do conflito, com o seu alastramento a toda a região do Médio Oriente.
Wang manteve uma conversa telefónica com Saar, em que sustentou que a abstenção do uso de ameaças ou da força nas relações internacionais "é de interesse fundamental para todas as partes, incluindo Israel", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em comunicado.
A conversa com Saar ocorreu um dia depois de o ministro chinês se ter reunido com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão, de Omã e França.
"Após ouvir Saar sobre a posição de Israel em relação à situação atual, Wang Yi declarou que a China tem consistentemente defendido a resolução de conflitos internacionais e regionais através do diálogo e da consulta", referiu o comunicado oficial.
Wang recordou também que, durante anos, "a China esteve empenhada em promover uma solução política para a questão nuclear iraniana" e considerou que as últimas negociações entre Teerão e Washington "obtiveram progressos significativos, incluindo a abordagem das preocupações de segurança de Israel".
"A força não consegue realmente resolver os problemas; pelo contrário, trará novos problemas e graves consequências a longo prazo", sublinhou.
O ministro chinês defendeu a posição "justa e imparcial" do seu país sobre a questão do Médio Oriente e garantiu que Pequim "continuará a desempenhar um papel construtivo na promoção do desanuviamento".
Além disso, Wang instou Israel a adotar "medidas concretas para garantir a segurança do pessoal e das instituições chinesas", um pedido que Saar assegurou será atendido.
A China, o principal parceiro comercial do Irão e o seu maior importador de petróleo, condenou no domingo a morte do guia supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva israelo-norte-americana, classificando-a como uma grave violação da soberania iraniana e dos princípios da Carta da ONU.
Na sua conversa da véspera com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, Wang garantiu o apoio da China na defesa da soberania, da segurança e da integridade territorial do Irão, ao mesmo tempo que exortou Teerão a atender "às preocupações legítimas dos seus vizinhos", vários dos quais foram atacados por mísseis iranianos.
Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro um ataque ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram desde sábado pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Espanha não espera consequências por recusar uso de bases por EUA
O Governo de Espanha disse hoje que não espera consequências por recusar a utilização de bases militares pelos Estados Unidos (EUA) para os ataques ao Irão e considerou ridículas e absurdas as críticas de Israel por causa desta posição.
Numa conferência de imprensa em Madrid, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares, reiterou a condenação de Espanha aos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, lançados no sábado, por ser uma operação unilateral, à margem do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
Segundo o ministro, os ataques não se enquadram, assim, no acordo bilateral entre Espanha e os EUA para a utilização de duas bases militares espanholas (Rota e Morón) pelos norte-americanos.
Espanha não espera, por isso, "nenhuma consequência" ou retaliação dos EUA por ter esta posição, acrescentou o ministro, que garantiu não ter recebido qualquer queixa por parte do Governo norte-americano.
O MNE realçou que Espanha condena também a retaliação do Irão e considerou "injustificados" os ataques de Teerão a diversos países no Médio Oriente e a uma base militar britânica em Chipre, país-membro da União Europeia (UE).
Para Albares, os ataques dos últimos dias são um "salto imenso qualitativo e quantitativo" com consequências imprevisíveis.
"Espanha defende a `desescalada`, a negociação e o direito internacional. A nossa voz quer equilibrar e trazer razão e também é esse papel que pedimos que desempenhe a UE", disse o chefe da diplomacia espanhola.
"Não podemos resignar-nos a que a guerra seja a forma natural de relacionamento e de estabelecer um equilíbrio de poder no Médio Oriente. A violência nunca traz a paz, nunca traz estabilidade e democracia. A violência traz mais violência e caos", acrescentou.
O MNE disse ainda que Espanha não teme ficar isolada na Europa com estes posicionamentos, sobretudo relativamente a países como Alemanha, França ou Reino Unido, e lembrou que foi feita a mesma análise e colocada a mesma questão por causa de Gaza e da Palestina, acabando por comprovar-se que o Governo espanhol não só não estava isolado, como se adiantou a um entendimento alargado.
"Espanha tem uma política externa coerente" e defende "exatamente o mesmo", e seguindo os mesmos princípios de respeito pelo direito internacional, para o Irão, a Palestina, a Ucrânia, a Gronelândia ou a Venezuela, afirmou o ministro, que considerou que são "muito mais os países e os milhões de pessoas" em todo o mundo que continuam a acreditar no multilateralismo e no direito internacional.
Questionado sobre críticas do MNE de Israel a Espanha por causa das bases militares usadas pelos EUA, Albares considerou "realmente absurda e ridícula" a argumentação do homólogo israelita, sublinhando a coerência da política externa espanhola.
O MNE de Israel, Gideon Saar, criticou na segunda-feira a posição de Espanha no conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão e questionou se "isso é estar do lado certo da história".
"Primeiro o Hamas agradeceu a Sánchez. Depois os huthis agradeceram a Sánchez. Agora o Irão agradece. Isso é estar do `lado certo` da história?", perguntou Saar, referindo-se ao primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, numa publicação na rede social X.
O MNE israelita acompanhou a publicação com uma mensagem da Embaixada do Irão em Espanha na qual esta manifesta apoio à decisão do executivo de Pedro Sánchez de recusar prestar apoio militar aos EUA na ofensiva contra Teerão através das bases militares de Morón e Rota, considerando-a "em consonância com o direito internacional".
Em outra publicação hoje, o MNE israelita questionou que fará "o pobre Sánchez" sem Nicolás Maduro (o líder da Venezuela deposto e capturado pelos EUA em janeiro) e sem Ali Khamenei, o líder supremo do Irão desde 1989, que morreu nos ataques dos últimos dias.
Netanyahu promete continuar a atacar o Irão "com força"
"Continuamos a atacar o Irão com força. Os nossos pilotos estão a sobrevoar o Irão e Teerão, bem como o Líbano. O Hezbollah cometeu um grave erro ao atacar-nos. Já respondemos com força e responderemos com ainda mais força", declarou o primeiro-ministro durante uma visita à base aérea de Palmachim, no centro de Israel.
Gabinete Coordenador de Segurança acompanha o conflito e garante a "tranquilidade pública"
A garantia surge depois de o Gabinete Coordenador de Segurança, presidido pela secretária-geral do SSI, Patrícia Barão, se ter reunido extraordinariamente hoje de manhã "para avaliar a evolução da situação no Médio Oriente e as suas potenciais repercussões na segurança interna", refere o organismo em comunicado.
A "proteção de infraestruturas críticas", o "controlo de fronteiras", e a "salvaguarda dos espaços marítimo, aéreo e ciberespaço" foram as áreas analisadas na reunião.
"No decurso dos trabalhos, foi apresentado um ponto de situação sobre o enquadramento geopolítico atual e analisadas as medidas preventivas consideradas adequadas face ao contexto internacional", acrescenta o SSI, salientando que o Gabinete "manterá a monitorização permanente, garantindo a adoção das medidas adequadas à salvaguarda da segurança interna e da tranquilidade pública".
Participaram no encontro os ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, da Presidência, António Leitão Amaro, da Administração Interna, Luís Neves, e das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, bem como o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, José Nunes da Fonseca, e os comandantes e diretores das várias polícias e serviços de segurança, entre outros.
A reunião extraordinária do Gabinete Coordenador de Segurança aconteceu três dias depois de Israel e os Estados Unidos terem lançado, no sábado, um ataque militar contra o Irão e Teerão ter respondido com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Portugal tem reservas energéticas para 93 dias de consumo
Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
"Importa clarificar que, realmente, Portugal dispõe de reservas (cerca de 93 dias de consumo) para fazer face a um cenário de disrupção no normal funcionamento do país", clarificou a ENSE - Entidade Nacional para o Setor Energético, em resposta à Lusa.
Contudo, ressalvou que as importações portuguesas não têm exposição ao estreito de Ormuz "nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas para o território nacional".
Israel pede à comunidade internacional para cortar relações com Teerão
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita pediu hoje o corte de todas as relações com o Irão durante uma videoconferência com todos os embaixadores estrangeiros em Israel, no quarto dia da guerra contra a República Islâmica.
"Depois do ataque do Irão a todos os seus vizinhos e do massacre do seu próprio povo, os países de todo o mundo devem romper todas as relações com este país", defendeu Gideon Saar durante a reunião.
O encontro contou com a participação de cerca de 60 embaixadores acreditados junto das autoridades israelitas, segundo um comunicado do gabinete do chefe da diplomacia de Israel.
De acordo com Telavive, o regime iraniano tornou-se uma ameaça à paz mundial que deve ser isolado diplomaticamente.
Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e Omã discutem Irão em conversa telefónica
Os ministros pediram o fim das hostilidades o mais rapidamente possível e o regresso aos esforços políticos e diplomáticos para resolver a crise.
Ambos os lados disseram estar prontos para apoiar soluções pacíficas e de compromisso baseadas no direito internacional.
China pede a Israel que "cesse imediatamente" os ataques ao Irão
"A China apela ao fim imediato das operações militares, de modo a impedir que o conflito se alastre ainda mais e se torne incontrolável", afirmou.
"A China opõe-se a qualquer ataque militar lançado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão", porque "a força não pode realmente resolver os problemas, apenas irá criar novos problemas e ter graves repercussões", acrescentou o responsável.
O ministro considerou que "as recentes negociações entre o Irão e os Estados Unidos estavam a fazer progressos evidentes" mas que, "infelizmente, este processo foi interrompido por disparos de artilharia".
AICEP está a acompanhar de forma contínua a evolução da situação
A AICEP acompanha de forma contínua a evolução da situação do conflito com o Irão, monitorizando eventuais impactos nas exportações e decisões de investimento, disse hoje à Lusa fonte oficial da agência.
Contactada pela Lusa sobre o conflito com o Irão, que eclodiu no sábado, fonte oficial da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal afirmou que "a AICEP acompanha de forma contínua a evolução desta situação".
Aliás, acompanha esta situação "tal como tem feito em casos de semelhante natureza, mantendo a monitorização de eventuais impactos nas exportações e nas decisões de investimento, bem como assegurando informação atualizada e acompanhamento às empresas e investidores", acrescentou fonte oficial da AICEP.
Israel lança ataques de "grande envergadura" contra Teerão
"A Força Aérea lançou uma série de ataques de grande envergadura contra infraestruturas pertencentes ao regime terrorista iraniano em Teerão", indicou o Exército em comunicado.
Espanha começa a retirar espanhóis do Médio Oriente, 175 chegam hoje a Madrid
Espanha iniciou hoje operações de retirada de espanhóis do Médio Oriente, por via terrestre e aérea, e um primeiro voo comercial com 175 pessoas saiu já de Abu Dhabi para Madrid, disse o Governo.
Espanha tem "já em marcha operações de retirada de espanhóis em diferentes países da região" e ao longo do dia de hoje espera que outros voos para repatriamento de nacionais do país saiam dos Emirados Árabes Unidos, via Istambul, na Turquia, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.
Cerca de 30 mil espanhóis - entre turistas, residentes ou outro tipo de viajantes - estão na região do Médio Oriente e tanto o Governo como as embaixadas de Espanha em diversos países receberam nos últimos dias "milhares e milhares" de chamadas, após o início dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão, no sábado, e a retaliação de Teerão, disse o ministro.
O governante, que falava numa conferência de imprensa em Madrid após a reunião semanal do Conselho de Ministros, assegurou que Espanha tem no terreno meios para operações de retirada do maior número possível de espanhóis do Médio Oriente e o mais depressa possível, à medida que se abrirem "janelas de oportunidade".
Albares afirmou não poder dar mais detalhes destas operações, por questões de segurança, avançando apenas que a repatriação de espanhóis se poderá fazer com meios do Ministério da Defesa e civis.
O ministro acrescentou que as operações são de complexidade muito diferente e a situação mais complicada é a das 158 espanhóis que estão no Irão. As autoridades de Madrid estão também a ter especial atenção aos Emirados Árabes Unidos, por ser onde há maior número de espanhóis neste momento (cerca de 13 mil).
Questionado sobre se entre os espanhóis repatriados ou que serão repatriados está o rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, que vive nos Emirados Árabes Unidos, Albares afirmou não ter ainda verificado a lista de nomes de pessoas que estão no primeiro voo a caminho de Madrid, mas indicou estar convencido de que saberia se uma delas fosse o antigo chefe de Estado.
Ainda assim, o MNE sublinhou que todas as informações relativas a Juan Carlos I são dadas pelo próprio rei emérito ou pela Casa Real espanhola, nunca pelo Governo.
Gabinete Coordenador de Segurança reuniu-se para avaliar situação no Médio Oriente
As principais estruturas de segurança interna de Portugal estiveram reunidas de urgência no Sistema de Segurança Interna para avaliar o conflito e "as potenciais repercussões na segurança interna, designadamente ao nível da proteção de infraestruturas críticas, do controlo de fronteiras e da salvaguarda dos espaços marítimo, aéreo e do ciberespaço".
Em comunicado, o sistema de segurança interna refere que foram analisadas as medidas preventivas consideradas adequadas face ao contexto internacional.
Ataques israelitas matam 40 pessoas e ferem 246 no Líbano em dois dias
O porta-voz explicou que o número de 52 mortos divulgado pelo Ministério da Saúde na segunda-feira foi um erro técnico.
Sete feridos em Israel após disparos de mísseis iranianos
"Os socorristas estão a prestar assistência a sete feridos em três locais no centro de Israel", incluindo uma mulher de 40 anos ferida por uma explosão e outras seis pessoas atingidas por estilhaços de vidro e outros ferimentos relacionados com as explosões, informou.
Movimento intenso na base das Lajes
RTP em Washington. Friedrich Merz encontra-se com Donald Trump
Vários portugueses no Golfo relatam noite difícil
Sucederam-se as explosões.
Foto: Abdelhadi Ramahi - Reuters
A embaixada portuguesa na Arábia Saudita apela à serenidade.
Irão ataca embaixada dos EUA em Riade e base no Bahrein
Testemunhas falam de uma forte explosão na capital saudita, seguida de um incêndio.
Israel atinge estruturas militares do Hezbollah no Líbano
Intensifica-se a escalada militar no Médio Oriente.
Sirenes em Telavive interrompem direto dos enviados especiais da RTP a Israel
Os repórteres procuraram abrigo de imediato.
Bilhetes à venda para voos com destino a Portugal
"Reitera-se que não há garantia de que os voos sejam efetivamente operados", acrescentam as Necessidades.
A Embaixada de Portugal em Abu Dhabi informa que continuam à venda bilhetes para voos a realizar a partir de amanhã operados pela Emirates do Dubai para Portugal.
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) March 3, 2026
Reitera-se que não há garantia de que os voos sejam efetivamente operados.
O Ministério indica que "está prevista hoje a partida de seis voos com destino à Europa operados pela Etihad, desde Abu Dhabi, para passageiros retidos nos EAU".
"Há indicação da possibilidade de adquirir bilhetes na Etihad com destino à Europa a partir do dia 6 de março".
"Sem garantia, contudo, da operação", insiste.
Conflitos afetam preços em Portugal e podem pressionar contas públicas
Os conflitos na região do Golfo terão impacto na economia portuguesa principalmente através dos preços, sendo que poderão também colocar pressão sobre as contas públicas, nomeadamente após o choque causado pelas tempestades, apontam economistas à Lusa.
"O impacto mais visível do conflito será nos preços dos combustíveis e também eletricidade", indicou à Lusa Ricardo Amaro, lead economist para a Zona Euro da Oxford Economics, acrescentando que ainda há "vários cenários em cima da mesa neste momento".
A estimativa para o barril do petróleo situa-se perto dos 80 dólares no próximo trimestre, mas com um regresso para os níveis de janeiro no verão, notou, "com a média anual ficando-se pelos 68 dólares por barril, apenas ligeiramente acima dos 65 dólares previstos pelo governo no Orçamento do Estado".
Ainda assim, há riscos que poderão aumentar os efeitos, dependendo da duração do conflito ou da possibilidade de um impacto mais agressivo no curto prazo, "particularmente se o Irão conseguir suspender a circulação no estreito de Ormuz de forma prolongada", alertou.
Além dos preços energéticos e possíveis perturbações nas cadeias de abastecimento, "há também a considerar possíveis impactos nos mercados financeiros e/ou confiança dos consumidores e empresas que podem intensificar o impacto económico do conflito", admitiu o economista, ainda que ressalvando que a economia portuguesa "reduziu a sua dependência no petróleo ao longo do tempo e está hoje menos vulnerável a eventuais subidas no seu preço".
O economista Ricardo Ferraz, professor no ISEG e na Lusófona, também destacou, à Lusa, que "há riscos elevados de podermos vir a ser penalizados por esta guerra, mas tudo dependerá da sua duração", sendo que um conflito prolongado levaria a acelerações nas taxas de inflação.
"Se essa inflação se revelar persistente, tal conduzirá as autoridades monetárias a aumentarem novamente as taxas de juro, com um impacto recessivo na economia e no emprego (numa altura em que a zona euro permanece frágil e em que os principais motores teimam em não arrancar)", notou, o que pesaria sobre a economia portuguesa, quando ainda está a "tentar recuperar do choque das tempestades, que afetou gravemente parte das nossas empresas, em especial na zona de Leiria, altamente exportadora".
O coordenador do NECEP -- Católica Lisbon Forecasting Lab, João Borges de Assunção, apontou à Lusa que o efeito na economia portuguesa é "sobretudo via saldos comerciais com o exterior, já que a curto prazo não parece colocar problemas a nível de entregas físicas".
Numa análise ao conflito, a Xtb salientou igualmente que o impacto macroeconómico mais imediato é na inflação, começando pela energia --- combustíveis e eletricidade mais caros --- e propagando-se rapidamente aos alimentos e, posteriormente, aos serviços".
"Se a escalada se mantiver por vários meses, esta pressão sobre os preços pode ancorar expectativas inflacionistas mais elevadas, levando o Banco Central Europeu (BCE) a adotar uma política monetária mais restritiva, ou seja, mantendo ou aumentando taxas de juro", lê-se na análise.
Já no que diz respeito às contas públicas, Ricardo Amaro apontou que existem efeitos contraditórios, sendo que a "subida de preços penaliza atividade económica, mas em parte isto é compensado pelo efeito da inflação que aumenta as receitas de IVA e ISP, por exemplo".
Ainda assim, assume que é "provável que se regresse aos défices em 2026, mas mais pelo efeito do pacote anunciado após as tempestades por volta de 1% do PIB". "Mas esperamos um défice ligeiro, já que o melhor ponto de partida para 2026 após o melhor desempenho que esperado em 2025 irá compensar parcialmente esse aumento da despesa", disse, referindo que deve, mesmo assim, verificar-se uma nova descida no rácio da dívida pública, que ficará abaixo da média europeia em 2026 pela primeira vez desde 2004.
Já Ricardo Ferraz também assumiu que manter um excedente orçamental em 2026 "tornou-se muito mais desafiante devido às tempestades, nomeadamente aos seus efeitos económicos negativos e aos apoios concedidos".
"Esta guerra vem agora acrescentar ainda mais incerteza a esse resultado, embora não se saiba como nem quando irá terminar. De qualquer forma, não me parece possível afirmar que um cenário de excedente orçamental esteja totalmente descartado", concluiu.
João Borges de Assunção sinalizou, por sua vez, que o impacto no saldo orçamental "será apenas indireto via atividade económica e seria necessário um período prolongado de preços elevados para começar a ter um efeito material direto".
O economista considerou que ainda é possível terminar o ano com um excedente orçamental, ainda que salientando que é "normal que haja um ligeiro défice, o que não coloca em causa a sustentabilidade das finanças públicas".
Falta ainda clarificação do Governo sobre a dimensão concreta do esforço de reconstrução após as tempestades, para avaliar o impacto final no saldo orçamental deste ano.
A Xtb dava também conta de um efeito no "aumento dos custos do Estado em termos de defesa e segurança, à medida que crescem os gastos militares ou o financiamento de operações externas".
"Para a economia portuguesa, isso poderia traduzir-se numa ligeira pressão sobre as contas públicas e numa eventual necessidade de reorientar prioridades orçamentais, ainda que o impacto direto seja limitado face à dimensão da economia", lê-se na análise.
Governo tem "tudo planeado" para poder repatriar portugueses em Israel
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas garante que o Governo está a trabalhar 24 horas por dia de modo a assegurar que o repatriamento dos cidadãos que o solicitaram é feito com a maior rapidez possível e para que nenhum português "se sinta isolado".
"Neste momento temos tudo pronto para um voo de repatriamento da parte mais ocidental, provavelmente através do Egito", adiantou Emídio Sousa em entrevista à RTP Notícias.
No entanto, com os voos comerciais a serem gradualmente retomados, "é muito possível" que os portugueses em questão possam regressar nos mesmos.
"Há um espaço aéreo fechado e estão a ser retomados desde ontem os voos comerciais" através de corredores para esse efeito, explicou.
"Nós estamos a trabalhar com a TAP para eventualmente podermos dar resposta a estes voos de repatriamentos, que podem ser feitos através de um voo específico fretado por nós ou através das companhias que estão a operar nesse sentido", acrescentou o responsável.
O secretário de Estado lembrou que existem grupos de WhatsApp para dar informações aos portugueses que precisam de ajuda.
"Nós estamos ao minuto, 24 horas por dia, a acompanhar a situação. Estamos disponíveis para todas as pessoas", mas não é "humanamente possível" telefonar a todos os cidadãos que estão nestas zonas, disse.
Novas explosões em Teerão
Cristiano Ronaldo deixou a Arábia Saudita
A saída da Arábia Saudita acontece depois do ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos em Riade.
Cristiano Ronaldo veste camisola do Al-Nassr na liga saudita.
A Confederação Asiática de Futebol decretou a suspensão de oito jogos devido ao conflito nos países do Golfo.
Irão pede ao Conselho de Segurança da ONU para agir e pôr fim à guerra
Um drone caiu junto a porto em Omã e outros dois foram abatidos
Nova vaga de ataques nos subúrbios do sul de Beirute
O Exército israelita confirmou que atingiu "vários terroristas do Hezbollah em Beirute".
Israel com comércio e escolas encerrados pelo menos até domingo
Em Israel, há ordem para que todos os estabelecimentos comerciais, empresas e escolas permaneçam encerrados pelo menos até ao próximo domingo, dia em que voltará a ser analisada a situação militar.
Exército israelita cria "zona tampão" no Líbano
"O comando norte avançou, assumiu o controlo e está agora a criar uma zona tampão, tal como prometemos, entre a nossa população e qualquer ameaça", declarou o porta-voz do Exército, Effie Defrin.
Catar sem comunicação em curso com o Irão
Israel iniciou operação terrestre no sul do Líbano
O exército israelita lançou hoje uma incursão terrestre numa zona fronteiriça do sul do Líbano, disse uma fonte militar libanesa à agência de notícias francesa AFP.
A informação surge depois de o Ministério da Defesa de Israel ter autorizado os militares a "tomar o controlo" de novas posições no país vizinho.
A incursão terrestre estava a decorrer "ao nível de Kfar Kila e da planície de Khiam", zonas situadas na fronteira com Israel, precisou a fonte libanesa, que falou na condição de não ser identificada, segundo a AFP.
O Líbano já anunciara hoje a retirada de efetivos militares de posições avançadas junto à fronteira com Israel para preservar a segurança dos seus efetivos devido às operações israelitas.
Israel tem em curso no Líbano uma campanha de ataques contra o movimento pró-iraniano Hezbollah em paralelo com a guerra contra o Irão.
Aeroporto do Catar alvo de tentativas de ataques iranianos
AIEA confirma que entradas da central nuclear iraniana de Natanz foram bombardeadas
Esta central nuclear subterrânea é uma das três usadas para enriquecimento de urânio no Irão.
"Com base nas últimas imagens de satélite disponíveis, a AIEA pode agora confirmar alguns danos recentes nos edifícios de entrada da central subterrânea de Natanz", escreveu a Agência Internacional de Energia Atómica na rede social X.
"Não é esperada qualquer consequência radiológica ou impacto adicional", acrescentou.
Rússia alerta que guerra pode desencadear corrida às armas nucleares no Médio Oriente
Lavrov avisou ainda que as questões relacionadas com a proliferação nuclear poderão ficar fora de controlo.
Preço do gás natural dispara 33% e bolsas acentuam perdas para entre 2,3% e 3,5%
A referência europeia para o preço do gás natural, o contrato TTF (Title Transfer Facility) negociado nos Países Baixos, subiu mais de 33% por volta das 09:40 (hora de Portugal Continental), justificado pela nova onda de ataques no Irão.
Concretamente, o preço do gás natural na Europa subiu, por volta das 09:38, 33,2%, para 57,596 euros por megawatt-hora, um aumento marcado por novos ataques contra o Irão levados a cabo por Israel e pelos Estados Unidos (EUA) e pela ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atacar qualquer navio que atravesse o estreito de Ormuz, estratégico para o transporte de gás e petróleo.
No entanto, esta matéria-prima chegou a ser negociada a um valor de 59,165 euros, o que representa um aumento de 36,8% em relação aos 43,25 euros registados no fecho do mercado na segunda-feira.
As bolsas europeias também registavam fortes perdas, embora tenham aberto com quedas entre 1% e 2%. Às 90:30, perdiam entre 2,3% e 3,5%, com Milão e Frankfurt a serem as mais afetadas.
Juntamente com o preço do gás, o preço do petróleo também está a subir, mais de 5%, enquanto o do ouro cai ligeiramente, depois de ter começado o dia com uma subida de quase 0,3%.
A Guarda Revolucionária iraniana confirmou hoje um ataque contra um petroleiro supostamente ligado aos Estados Unidos, no estreito de Ormuz, ameaçando atacar qualquer navio que atravesse o estreito.
O estreito de Ormuz é a principal rota de transporte de petróleo e gás do mundo, por onde passam cerca de um em cada cinco barris de petróleo, sendo que qualquer interrupção nesta via tem um impacto imediato na economia mundial, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês).
Pelo menos 30.000 pessoas deslocadas no Líbano
"Estimativas conservadoras sugerem que quase 30.000 pessoas foram acolhidas e registadas em abrigos coletivos", indicou esta manhã o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Babar Baloch.
"Muitas outras dormiram nos seus carros à beira da estrada ou ainda estão presas em engarrafamentos nas estradas", acrescentou.
Exército iraniano diz ter realizado ataques contra Israel e uma base americana no Catar
"Os drones de combate destrutivos das forças terrestres, aéreas e navais do Exército (...) atacaram zonas militares do regime sionista nos territórios ocupados, assim como bases das forças americanas em Al-Udeid, no Catar", declarou o Exército em comunicado.
Israel diz ter atacado a Presidência iraniana e o Conselho de Segurança em Teerão
"Foram lançadas numerosas munições sobre os escritórios da presidência e o edifício do Conselho Supremo de Segurança Nacional", dirigido por Ali Larijani, acrescentou.
Kremlin acredita que o tempo dirá se a guerra no Médio Oriente vai afetar negociações com Ucrânia
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse estar claro que os EUA tinham mais trabalho a fazer no Médio Oriente e que era difícil discutir uma possível próxima reunião com as delegações ucraniana e americana em Abu Dhabi.
Também segundo o Kremlin, o presidente russo, Vladimir Putin, vai transmitir ao Irão as preocupações dos líderes árabes com os ataques à infraestrutura petrolífera na região.
Putin irá "fazer o possível" para amenizar as tensões na região, acrescentou o porta-voz.
Explosões ouvidas em Jerusalém
"O Exército israelita detetou há pouco mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a trabalhar para intercetar a ameaça", anunciou o Exército.
Rússia pede provas de que o Irão planeia construir armas nucleares
Caças franceses patrulham bases no Médio Oriente
"Temos nos Emirados (Árabes Unidos (EAU) uma base naval e uma base aérea", em al-Dhafra, disse, questionado pela BFMTV sobre a intervenção de aeronaves francesas no fim de semana para neutralizar drones iranianos.
Segundo o responsável governamental francês "esses Rafale e os seus pilotos estão destacados para garantir a segurança" das instalações (...) e "realizaram as suas operações de segurança do espaço aéreo sobre as bases".
Barrot reiterou que Paris "não se furtará" aos seus compromissos com alguns dos países implicados no conflito entre Israel e Estados Unidos e o Irão (Arábia Saudita, EAU, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia.
"Um 'hangar' de uma base francesa nos EAU foi atingido por um drone (domingo). Estamos num país com o qual temos acordos de longa data. E, numa situação como esta, como podem imaginar as discussões intensificam-se para determinar como o país se pode defender contra futuros ataques e como a França pode proteger seus interesses ali", continuou.
Jean-Noël Barrot afirmou ainda que "a França está pronta para se proteger, proteger os seus cidadãos, os interesses na região e os seus parceiros".
"Há recursos, alguns dos quais já estão em operação, pois antes da guerra houve exercícios ou operações na área. Outros estão à disposição do Chefe de Estado para, se ele julgar apropriado, fornecer esse nível de segurança, seja para nós mesmos (...) ou aos nossos parceiros", afirmou.
c/ Lusa
Pequim apela à preservação da segurança no estreito de Ormuz
A China apelou hoje a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial.
"A China insta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, a evitarem uma nova escalada das tensões, a manterem a segurança das rotas de navegação no estreito de Ormuz e a impedirem que a situação tenha um impacto mais amplo na economia global", afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, numa conferência de imprensa regular.
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das principais artérias energéticas do mundo, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente por via marítima.
No início de 2025, a China era o principal destino do petróleo que atravessa aquela via estratégica. Nos últimos anos, o país foi também o maior importador de crude iraniano, num contexto de estreitamento das relações económicas entre Pequim e Teerão.
As declarações surgem num momento de forte instabilidade regional, após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis e veículos aéreo não tripulados (`drones`) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo.
O aumento do risco na região levou várias companhias marítimas a suspender ou desviar rotas no estreito de Ormuz, alimentando receios de perturbações no abastecimento energético e de nova subida dos preços do crude.
Pequim tem reiterado a necessidade de cessar-fogo imediato e de regresso ao diálogo, ao mesmo tempo que sublinha a importância de preservar a estabilidade das cadeias de fornecimento globais.
Agência da UE para o asilo alertou para risco de "fluxo de refugiados"
"Com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial poderia gerar fluxos de refugiados de uma magnitude sem precedentes", sublinha o documento.
"A deslocação de apenas dez por cento da população iraniana seria suficiente para rivalizar com os maiores fluxos de refugiados das últimas décadas", escrevem ainda os autores.
Questionada pela AFP sobre uma atualização da sua avaliação após o início da guerra, a agência considerou que "a situação continua muito instável e seria irresponsável fazer declarações hipotéticas".
Israel anuncia que Exército vai "assumir o controlo" de novas posições no Líbano
"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizámos o Exército israelita a avançar e a assumir o controlo de posições estratégicas adicionais no Líbano, de modo a impedir ataques a localidades israelitas fronteiriças", declarou o ministro Israel Katz.
A evolução do tráfego aéreo sobre o Irão no último fim de semana
A sequência vai desde as 6h23 do primeiro dia dos bombardeamentos israelitas e norte-americanos até às 9h03 de domingo.
28 de fevereiro de 2026 | 6h23
28 de fevereiro de 2026 | 11h00
1 de março de 2023 | 9h00
BCE alerta para risco de aumento substancial da inflação com conflito no Médio Oriente
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro.
Numa entrevista ao Financial Times, Philip Lane lembrou que a possibilidade de uma escalada do conflito no Médio Oriente tem sido um dos principais cenários de risco contemplados pelo BCE, cujas análises anteriores apontam para um "aumento substancial da inflação impulsionado pela energia" e uma forte queda na produção se um conflito provocasse uma queda persistente no fornecimento energético.
Além disso, para o economista irlandês, o impacto seria amplificado se a situação também levasse a uma reavaliação do risco nos mercados financeiros.
No caso da zona euro, Philip Lane reconheceu que um aumento dos preços da energia exerce "pressão ascendente sobre a inflação", especialmente a curto prazo, sendo que um conflito destas características seria negativo para a atividade económica.
De qualquer forma, o economista-chefe sublinhou que o impacto e as implicações para a inflação a médio prazo dependem da magnitude e da duração do conflito, pelo que o BCE acompanhará de perto a evolução da situação.
Embaixada dos EUA em Israel sem condições para ajudar cidadãos a sair
A Embaixada dos Estados Unidos em Israel anunciou hoje que não pode ajudar os seus cidadãos no país a saírem do território devido ao ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.
"A Embaixada dos EUA não está em condições, neste momento, de retirar ou auxiliar diretamente os americanos a abandonar Israel", afirmou em comunicado de imprensa, ao mesmo tempo que instou os seus cidadãos a "elaborarem os seus próprios planos de segurança" para abandonar o país, caso considerem necessário.
Assim, salientou que as autoridades israelitas abriram uma rota de autocarros para a passagem fronteiriça de Taba e explicou que aqueles que desejem utilizar esta rota devem registar-se utilizando um documento de evacuação emitido pelo Ministério do Turismo de Israel.
"A Embaixada dos EUA não pode fazer qualquer recomendação, a favor ou contra, em relação a este serviço de autocarros. Se optar por utilizar esta rota para sair do país, o governo dos EUA não pode garantir a sua segurança", observou, sublinhando ainda que "os passageiros que desejam atravessar para a Jordânia podem apanhar o autocarro para Eilat e continuar por conta própria de táxi até à fronteira de Isaac Rabin", conhecida na Jordânia como Wadi Araba.
Bolsas europeias em forte baixa devido à escalada do conflito no Médio Oriente
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, afetadas pela escalada do conflito no Médio Oriente, que continua a disparar o preço do petróleo e do gás.
Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,83% para 612,25 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,40%, 1,76% e 2,07%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2% e 2,31%.
A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 2,28% para 9.057,34 pontos.
Os mercados europeus continuam em terreno negativo perante a incerteza gerada pelo ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão, cuja retaliação já estendeu o conflito à região do Médio Oriente.
Especialistas citados pela Efe destacam que um dos maiores focos de atenção do mercado está voltado para a energia (petróleo e gás), diante do medo de que a situação no Médio Oriente provoque um bloqueio do Estreito de Ormuz.
Como consequência, o barril de Brent, que chegou a disparar na véspera 10%, valoriza-se hoje mais 4,1%, para 80,59 dólares.
Além disso, o preço do gás natural dispara 27,70%, até 55,75 dólares.
Apesar do conflito, Wall Street conseguiu fechar com tendência mista na segunda-feira, embora os futuros dos principais indicadores antecipem neste momento uma abertura com quedas superiores a 1%.
Na Ásia, as vendas impuseram-se, com o Kospi sul-coreano a cair 7,24%, o Nikkei de Tóquio, 3,06%, a bolsa de Xangai, 1,43%, e o Hang Seng de Hong Kong, 1,24%.
Neste contexto de maior instabilidade, os valores refúgio sobem, nomeadamente o dólar.
O euro está em baixa e a ser negociado a 1,1633 dólares, contra 1,1688 dólares na segunda-feira.
Já o ouro e a prata desciam. A onça de ouro desce para 5.314,95 dólares, contra 5.322,12 dólares na segunda-feira, enquanto a prata cai para 86,3355 dólares, contra 89,3780 dólares.
Hoje será conhecida a estimativa preliminar da inflação na zona euro de fevereiro.
FMI a acompanhar situação no Médio Oriente
O FMI disse, no entanto, ser muito cedo para avaliar o impacto económico na região ou a nível global, o que dependerá da extensão e duração do conflito.
Irão regista 787 vítimas mortais devido ao conflito
Banco de França diz que país está pouco exposto ao conflito
O responsável vincou que a economia francesa tem uma inflação bastante baixa e um crescimento económico resiliente.
Disse ainda que seria um erro o Banco Central Europeu tomar uma decisão sobre as taxas de juro apenas com base nas oscilações dos preços da energia.
"Seria um erro prever precipitadamente um possível movimento nas taxas de juro hoje, e lembro que não tomamos decisões apenas com base nos preços instantâneos da energia", explicou.
Exército libanês retira-se das posições na zona fronteiriça
"O Exército redistribuiu as suas forças em vários pontos onde se tinha posicionado recentemente" no sul, precisou a fonte, acrescentando que a decisão foi tomada para preservar "a segurança" dos militares.
O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, anunciou esta terça-feira que autorizou o Exército a "assumir o controlo" de novas posições no Líbano.
França pronta para defender parceiros
"Esta guerra está a arrastar vários países da região para o conflito com os quais temos relações, acordos de defesa e interesses, incluindo bases militares", explicou Barrot à emissora francesa BFM TV.
O responsável acrescentou que caças Rafale franceses realizaram operações aéreas para proteger os céus sobre as bases francesas na região.
Três instalações da Amazon no Golfo Pérsico fora de serviço devido a ataques
Três instalações do serviço de armazenamento em nuvem da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein estão "significativamente danificadas" e interromperam o serviço após serem atingidas por drones, informou hoje a gigante norte-americana do comércio eletrónico.
"Nos Emirados Árabes Unidos [EAU], duas das nossas instalações foram atacadas diretamente, enquanto no Bahrein, um ataque com drones nas proximidades de uma das nossas instalações causou danos físicos à nossa infraestrutura", indicou a Amazon Web Services (AWS), numa série de alertas aos clientes na região, de acordo com a emissora norte-americana CNBC.
A AWS associou os ataques ao "conflito atual no Médio Oriente", após a guerra iniciada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, na sequência da qual o país persa lançou uma onda de ataques contra alvos norte-americanos no Golfo Pérsico.
Os ataques às instalações da norte-americana Amazon "causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia elétrica" às infraestruturas da empresa "e, em alguns casos, exigiram atividades de extinção que causaram danos adicionais por água", acrescentou a AWS.
Os incidentes ocorreram no domingo, quando a empresa indicou apenas que alguns objetos tinham atingido um centro de dados nos EAU e causado um incêndio, sem confirmar que se tratava de um drone.
A empresa avisou os utilizadores no Médio Oriente que vai demorar a restabelecer os serviços "dada a natureza dos danos" e recomendou que "fizessem uma cópia de segurança dos seus dados" e considerassem migrá-los para serviços na nuvem noutras regiões do mundo.
O serviço na nuvem da empresa liderada por Jeff Bezos - um aliado do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - alertou que "o ambiente operacional no Médio Oriente" continuará imprevisível por um tempo.
Tanto a Amazon como outras empresas tecnológicas norte-americanas, entre elas a Microsoft e a Nvidia, aumentaram recentemente os investimentos nos Emirados Árabes Unidos, que se posicionaram como fundamentais na computação de inteligência artificial necessária para sustentar serviços como o ChatGPT.
Cerca de cinquenta navios franceses bloqueados no Golfo
Os navios que continuam presos junto ao estreito de Ormuz, ponto nevrálgico do comércio mundial, "estão bem identificados, ancorados nas zonas menos arriscadas", acrescentou.
Trata-se principalmente de porta-contentores, navios de serviço e navios que servem plataformas petrolíferas, detalhou Laurent Martens, falando ainda num "pequeno número" de navios destinados ao transporte de gás.
França prepara-se para fretar voos para repatriar os cidadãos mais vulneráveis
"Estamos a preparar-nos para fretar voos para que as pessoas mais vulneráveis, as pessoas que merecem ser acompanhadas, possam, se necessário, beneficiar deles", declarou Jean-Noël Barrot no canal BFMTV, sem especificar quantas pessoas poderiam ser abrangidas por esses voos.
Segundo o chefe da diplomacia francesa, cerca de 400.000 cidadãos franceses estão neste momento em países afetados pelo conflito.
"Na sua maioria, são franceses que residem na região, incluindo cidadãos com dupla nacionalidade. Outros são franceses de passagem", dos quais cerca de 25.000 já se manifestaram junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, precisou, encorajando todos os franceses a registarem-se "para que possam ser localizados".
As medidas implementadas variam de acordo com os países envolvidos.
"Por exemplo, colocámos em ação, nas fronteiras entre Israel e o Egito e a Jordânia, equipas consulares que, na fronteira, facilitaram a passagem de cidadãos franceses que desejam sair por via terrestre e, em seguida, apanhar um voo a partir do Egito ou da Jordânia", explicou o ministro.
Da mesma forma, os franceses que desejam deixar os Emirados Árabes Unidos poderão fazê-lo nas fronteiras com Omã e Arábia Saudita, "dois países cujo espaço aéreo está aberto até ao momento", acrescentou.
Preço do gás natural regista forte aumento de 22%
O preço do gás natural registou hoje um forte aumento de 22%, ultrapassando os 53 dólares por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde fevereiro de 2025, em pleno conflito no Médio Oriente.
De acordo com os dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:17 (07:17 hora de Lisboa), o gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu 22% para 53,14 dólares.
Na segunda-feira, o preço já tinha subido mais de 50%, embora tenha fechado o dia com uma subida de 40,81%.
Os preços do gás estão a subir após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, um dos principais produtores de crude da OPEP+ e que controla também o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o tráfego de petróleo e gás.
Presidente paquistanês garante que Afeganistão não será usado para desestabilizar Islamabade
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, garantiu que o Governo não vai permitir que "nenhuma entidade, nacional ou estrangeira, utilize o território vizinho para desestabilizar" a paz no Paquistão.
As declarações foram feitas numa altura em que decorre uma ofensiva militar do Paquistão contra grupos armados na fronteira com o Afeganistão, em que já morreram mais de 400 taliban, de acordo com Islamabade.
O dirigente disse, numa sessão no Parlamento paquistanês, que os últimos meses colocaram o país asiático à prova de "forma profunda e complexa" e, nesse sentido, defendeu que Islamabade respondeu com "moderação estratégica e firme determinação" aos desafios à soberania do Paquistão.
Zardari defendeu o "profissionalismo e a disciplina" demonstrados pelas Forças Armadas do Paquistão perante os "ataques não provocados em ambas as fronteiras, um após o outro", aludindo aos vizinhos Índia e Afeganistão.
"Na fronteira ocidental, quando o regime taliban intensificou uma longa série de ataques, na noite de 26 de fevereiro, as nossas forças de segurança agiram com determinação", declarou, aludindo à campanha de atentados ordenada pelo líder dos taliban paquistaneses, Nur Wali Mehsud, em "defesa do Emirado Islâmico do Afeganistão" - nome oficial do regime fundamentalista talibã.
Assim, destacou que, diante desta ofensiva do grupo Tehrik Taliban Paquistão (TTP), "a liderança política permaneceu unida; o povo, firme" e agradeceu às Forças Armadas paquistanesas "a vigilância, coragem e serviço".
Por outro lado, o líder garantiu que a ação de Islamabade deixou "claras [as suas] limitações" aos ataques vindos do Afeganistão, não apenas do TTP, mas também do Exército de Libertação do Baluchistão, "ambos patrocinados pela Índia".
"Sejamos claros: o solo paquistanês é sagrado. Não permitiremos que nenhuma entidade, nacional ou estrangeira, utilize o território vizinho para desestabilizar a nossa paz", reiterou.
Zardari defendeu ainda que "tentou todas as formas possíveis de diplomacia para evitar uma resposta militar às incursões terroristas do Afeganistão", depois de na sexta-feira ter declarado "guerra aberta" contra o grupo, que não é exatamente correligionário dos afegãos, mas que Islamabad descreve como taliban, de forma generalizada.
"Todas as promessas que fizeram em Doha, de não permitir que estes grupos terroristas operassem a partir do solo afegão, foram convenientemente esquecidas", declarou, aludindo às conversações na capital do Catar.
"Pela nossa parte, nunca tratámos o povo afegão senão como parentes. Nunca nos afastámos do diálogo. O povo afegão precisa de uma pausa nas guerras intermináveis (...). Exorto-os a deixarem de ser usados por outro país como campo de batalha para as suas ambições", afirmou.
De acordo com o balanço divulgado no domingo pelas autoridades paquistanesas, mais de 400 taliban morreram e quase 600 ficaram feridos desde o início da operação militar contra os grupos armados na fronteira entre os dois países e que, segundo o movimento fundamentalista afegão, causou a morte de mais de meia centena de civis.
As hostilidades entre Islamabade e Cabul eclodiram dias depois de as autoridades do Afeganistão terem denunciado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas os bombardeamentos levados a cabo pelo Paquistão contra o país e terem assegurado que os ataques causaram a morte de mais de uma dezena de civis.
Cinco membros da Guarda Revolucionária mortos
"Na sequência do ataque norte-americano e israelita às cidades de Dir e Jam, na província de Bushehr, cinco membros da Força Aérea e da Marinha da Guarda Revolucionária perderam a vida", noticiou o jornal iraniano Shargh.
Embaixada dos Estados Unidos em Riade atingida por drones
A embaixada norte-americana em Riade foi atingida por dois drones, que causaram apenas pequenos danos e um incêndio limitado, sem feridos ou vítimas, avança o Ministério da defesa da Arábia Saudita.
As autoridades norte-americanas pedem aos seus cidadãos que estão neste país para se manterem em casa. Já para outros países da região a recomendação é de saída imediata através de alternativas comerciais.
Fortes explosões abalam capital do Irão
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques israelitas e norte-americanos, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano. O Pentágono confirmou as mortes de seis militares norte-americanos.
Preço do barril do petróleo Brent continua a subir, ouro e prata caem
Os preços do petróleo Brent registaram esta terça-feira uma subida de 3%, ultrapassando os 80 dólares por barril, o valor mais elevado desde junho de 2025, enquanto o ouro e a prata caíram em pleno conflito no Médio Oriente.
Às 7h00 (6h00 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do Brent, referência europeia, para entrega em maio subiu 2,98% para 80,02 dólares.Durante as primeiras horas do dia, a subida foi ainda mais acentuada, tendo atingido os 80,45 dólares.
No entanto, o aumento desta terça-feira é mais moderado do que na segunda-feira, quando o petróleo Brent disparou 10%, após o início da guerra que começou no sábado com um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e que se alargou a toda a região do Médio Oriente.
Os analistas explicam que, dadas as tensões no Médio Oriente, o foco está no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do tráfego mundial de crude, e no receio de que o conflito possa provocar uma interrupção no fornecimento.
Por sua vez, o preço do ouro e da prata caiu esta terça-feira, apesar do início do conflito.
Às 7h15 (6h15 hora de Lisboa), o ouro recuava 0,25% para 5.309,52 dólares, enquanto a prata caía de forma mais acentuada, 3,44% para 86,44 dólares por onça.
Segundo dados da Bloomberg, após o início dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão, o ouro reagiu positivamente na segunda-feira, subindo mais de 3% durante a sessão e atingindo o preço de 5.419,11 dólares.
No entanto, no fecho da sessão, a subida foi de apenas 0,89%.
No caso da prata, o metal voltou a cair, depois de, na segunda-feira, ter atingido quase 97 dólares e ter fechado a sessão em baixa, com uma queda de 4,7%.
Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos Estados Unidos, está atualmente a subir 1,59%, antes da abertura oficial do mercado, cotado nos 72,36 dólares.
Agência europeia de asilo alerta para "fluxo de refugiados" devido à guerra
Os pedidos de asilo caíram quase 20% na União Europeia (UE), anunciou hoje uma agência especializada, alertando, no entanto, para o risco de um "fluxo de refugiados" proveniente do Irão.
"Com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial pode gerar fluxos de refugiados de uma magnitude sem precedentes", sublinha o relatório da agência da União Europeia para o Asilo, redigido antes do início da guerra no fim de semana.
"A deslocação de apenas 10% da população iraniana seria suficiente para rivalizar com os maiores fluxos de refugiados das últimas décadas", escrevem os autores do documento.
Questionada pela agência France-Presse (AFP) sobre a possibilidade de uma atualização da avaliação após o início da guerra, a agência considerou que "a situação continua muito instável e seria irresponsável fazer declarações hipotéticas".
O número de pedidos de asilo apresentados por iranianos na UE e nos países vizinhos é, por enquanto, bastante baixo. Em 2025, eram 8.000, muito atrás dos afegãos (117.000) ou dos venezuelanos (91.000).
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão não provocaram, até agora, uma deslocação maciça da população para fora do país.
Mas "a magnitude do risco potencial é considerável", estima a agência. Tanto mais que o Irão figura entre os países que acolhem uma das maiores populações de refugiados do mundo --- uma situação suscetível de provocar deslocações em cadeia.
Os autores do relatório observam que o cenário de uma grande onda de refugiados iranianos é, até agora, "especulativo" e implicaria que passassem pela Turquia e depois se dirigissem para a Europa.
"Tudo isso é muito volátil", afirmou em declarações à AFP um responsável europeu especialista em imigração, sob condição de anonimato, dado o caráter "delicado" do assunto, que já é objeto de discussões entre os líderes políticos europeus.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou ter trocado ideias sobre a questão com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
O mesmo fizeram os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, numa reunião extraordinária no domingo.
Na segunda-feira, o executivo europeu afirmou que iria "reforçar a sua preparação" neste dossier e acompanhar as "tendências" migratórias, reforçando a cooperação com as agências das Nações Unidas.
Em 2025, os países da UE e vizinhos da Noruega e Suíça e receberam cerca de 822.000 pedidos de asilo, o que representa uma diminuição de 19% em relação ao ano anterior. Esse recuo seguiu-se a uma diminuição de 11% em 2024.
A queda registada em 2025 pode ser explicada, em grande parte, pela diminuição do número de pedidos apresentados por sírios, após a queda de Bashar Al-Assad.
O número de requerentes de asilo nunca mais atingiu o nível da crise migratória de 2015, quando centenas de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa.
Ministro chinês dos Negócios Estrangeiros espera que países do Golfo "reforcem a sua independência"
O chefe da diplomacia chinesa apelou hoje aos países do Golfo para reforçarem a sua independência e rejeitarem a ingerência externa, numa conversa com o homólogo de Omã após ataques iranianos contra vários Estados da região.
Segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa, Wang Yi afirmou que "a China aprecia a mediação ativa de Omã para promover as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, bem como os seus grandes esforços para salvaguardar a paz regional".
O chefe da diplomacia chinesa sustentou que "os Estados Unidos e Israel provocaram deliberadamente uma guerra contra o Irão, o que viola claramente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas".
Wang declarou que "a tarefa urgente agora é pôr termo imediato às ações militares para evitar uma maior propagação do conflito e impedir um agravamento irreversível", acrescentando que a China "está igualmente disposta a desempenhar um papel construtivo".
"A China espera que os países do Golfo desenvolvam boas relações de vizinhança e reforcem a solidariedade e coordenação, para que possam controlar plenamente o seu próprio futuro", afirmou.
Sayyid Badr Albusaidi declarou que "as negociações entre o Irão e os Estados Unidos tinham alcançado progressos sem precedentes", mas que, "infelizmente", Washington e Telavive "ignoraram os resultados das conversações e iniciaram uma guerra", segundo o comunicado.
Nas últimas semanas, o sultanato de Omã tinha mediado contactos entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano.
O Irão lançou ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados (`drones`) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo como o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Bahrein, em resposta à ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o seu território.
Teerão sustenta que essas ações fazem parte da sua retaliação contra o que considera uma agressão direta e contra a presença militar norte-americana na região.
Wang falou também hoje por telefone com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, a quem assegurou o apoio de Pequim na defesa da soberania, segurança e integridade territorial do Irão, na primeira demonstração firme de respaldo desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel.
A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos.
Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com Washington, várias posições no Irão, alegando procurar destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas.
Funcionários norte-americanos com ordem de saída de Bahrain, Jordânia e Iraque
- Diante da dimensão da retaliação iraniana em crescendo, o Departamento de Estado norte-americano emitiu, nas últimas horas, diretivas para que o pessoal diplomático não essencial e respetivas famílias abandonem o Iraque, a Jordânia e o Bahrein. No caso do Iraque, a Administração Trump invoca especificamente “preocupações de segurança”;
- Washington emitiu, de resto, recomendação de saída para todos os cidadãos norte-americanos de um total de 14 países, incluindo Bahrain, Egito, Irão, Iraque, Israel e os territórios palestinianos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Oman, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iémen;
- A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou um ataque a uma base aérea dos Estados Unidos no Bahrain. Tratou-se, de acordo com a força de elite da República Islâmica, de “um ataque em larga escala com drones e mísseis, de madrugada, contra a base aérea de Sheikh Isa;
- O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alegou que os Estados Unidos atacaram o Irão depois de saberem que Israel tencionava fazê-lo, o que significaria retaliação contra forças do seu país. “Sabíamos que, se não fossemos atrás deles preventivamente antes de lançarem ataques, sofreríamos mais baixas”, afirmou;
- A Força Aérea israelita confirma estar a bombardear, em simultâneo, Teerão e Beirute. No Líbano, os alvos são, segundo Telavive, posições do movimento xiita Hezbollah;
- A embaixada dos Estados Unidos na capital saudita, Riade, confirma ter sido atingida por drones e está temporariamente encerrada;
- Em declarações à norte-americana Fox News, o primeiro-ministro israelita afirmou que a ofensiva contra o Irão pode levar “algum tempo”. Mas não anos. “Eu disse que poderia ser rápido e decisivo. Pode levar algum tempo, mas não vai levar anos. Não é uma guerra sem fim”, sustentou Benjamin Netanyahu;
- O presidente dos Estados Unidos veio entretanto admitir que a campanha militar contra o regime iraniano pode prolongar-se para lá das estimativas iniciais. “Primeiro, estamos a destruir as capacidades de mísseis do Irão. Segundo, estamos a aniquilar a sua marinha. Terceiro, estamos a assegurar-nos de que o patrocinador número um do terrorismo mundial não possa jamais obter uma arma nuclear. Finalmente, estamos a garantir que o regime iraniano não possa continuar a armar, financiar e dirigir exércitos terroristas fora das suas fronteiras”, enumerou Donald Trump;
- Subsiste a confusão relativamente à situação da navegação no Estreito de Hormuz, depois de um general iraniano ter ameaçado “queimar qualquer navio” que procurasse atravessá-lo. O Comando Central dos Estados Unidos, citado pela Fox News, afiança, todavia, que o estreito não está fechado;
- Subiu para 53 o número de pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. No Dubai, 73 portugueses estão retidos num cruzeiro por motivos de segurança. O último balanço revela ainda que não há novos pedidos de repatriamento no Irão - dos 13 portugueses, só dois decidiram regressar.
- Luís Montenegro afirma que o Governo está a acompanhar com preocupação a situação no Médio Oriente. O primeiro-ministro adianta que a prioridade é responder aos cidadãos que precisam de ajuda para regressar a Portugal. O repatriamento está a ser gerido a nível europeu e poderá ter a base de apoio em Chipre;
- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, desafiou Luis Montenegro a esclarecer o país sobre os termos a utilização da Base das Lajes para o ataque ao Irão. Por seu turno, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou o Governo de hipocrisia, desafiando-o a condenar o ataque ao Irão.
Ataque ao Irão. Portugal deu "autorização condicional" aos EUA para uso da Base das Lajes
O ministro dos negócios Estrangeiros garantiu que Portugal não deu autorização aos Estados Unidos para utilizarem a Base das Lajes, nos Açores, nos ataques ao Irão. Paulo Rangel esclareceu, em entrevista à CNN Portugal, que foi dada uma "autorização condicional" e negou o envolvimento português no conflito.
“Uma coisa é o que se passou até sexta-feira, (...) antes do ataque começar”, começou por esclarecer Paulo Rangel. “Todas as autorizações foram dadas ao abrigo não do acordo em si, mas do regime geral”. Isto é, ao abrigo de um decreto que “prevê que todos os sobrevoos e aterragens de voos de Estado – neste caso, voos militares em Portugal – de qualquer país precisem de autorização”. Contudo, há países “que têm uma autorização anual permanente”, como é o caso dos Estados Unidos.
Antes do ataque norte-americano ao Irão, no sábado, “não havia nenhum pedido relativo a qualquer intervenção militar” e “foi ao abrigo dessas autorizações que elas foram dadas”. Eram, explicou Rangel, “autorizações tácitas” e não estão diretamente relacionadas “com o acordo”.
“Tudo foi feito de acordo com aquilo que todos os governos portugueses fazem e que é a interpretação", garantiu o ministro, não negando que a partir de sábado houve, efetivamente, “uma intervenção militar”. “Temos também uma comunicação dos Estados Unidos a dizer que tinha feito a intervenção militar e, portanto, passamos para o regime integral do acordo”.
Questionado se as autoridades portuguesas não interrogam os países quando são notificados, Rangel assegurou que “Portugal faz perguntas quando tem de fazer”, mas que não foi comunicado “que ia haver uma intervenção militar”.
“Estamos a falar de um aliado que é estratégico para nós. Portugal precisa de um aliado atlântico”, realçou. “Do ponto de vista do enquadramento, nós somos extremamente rigorosos. Cumprimos o enquadramento até ao limite”.
Mas a partir do momento em que há comunicação de que os EUA querem fazer “uma intervenção”, Portugal avalia “em que termos pode autorizar” e depois “consultar o presidente da República” e os principais líderes da oposição.
“Portugal não vai estar neste conflito”, assegurou ainda. E acrescentou que “não houve nenhuma intervenção” nas Lajes, nos ataques de sábado.
"Autorização condicional"
O ministro dos Negócios Estrangeiros negou que os Estados Unidos estejam a “pôr e a dispor” da Base das Lajes.
Paulo Rangel disse ainda que, até sexta-feira, estavam a decorrer negociações e a informação que Portugal tinha era de que “estavam a correr bem”. A partir do momento em que as autoridades portuguesas foram notificadas da intervenção norte-americana, “foi organizada uma resposta aos Estados Unidos”: uma “autorização condicional”.
O chefe da diplomacia portuguesa garantiu que “não houve nenhum meio que, a partir dos Açores, fosse utilizado em qualquer ataque até então”. E reforça que Portugal não foi incluído “em qualquer ação ofensiva”.
Distanciando-se da posição assumida por Espanha e sem dizer se Portugal apoia a intervenção militar norte-americana no Irão, Rangel frisou que o Governo “sempre defendeu que as negociações tomassem o seu rumo e continuassem”.
Há um ponto que o ministro quis sublinhar: “o Irão não é conhecido por respeitar o direito internacional”.
Sobre o conflito, Rangel considerou que a resposta iraniana, em retaliação, mostra como é o Irão, que atacou os países vizinhos.
“Ao fazer isto, o Irão demonstra também a sua natureza. Está disposto a fazer qualquer coisa”, afirmou o ministro português, admitindo que Portugal “reconhece a ameaça”. “O Irão é uma ameaça gravíssima à paz”, declarou, acrescentando que se dispusesse de armas nucleares seria uma ameaça terrível”.
Ainda assim, voltou a assegurar que Portugal não é um alvo e que a segurança nacional será reforçada.
Portugueses nos Emirados Árabes Unidos relatam dia mais calmo
A maioria dos portugueses que residem nas zonas mais afetadas pelo conflito afastam, para já, um regresso a Portugal.
Prevista subida dos combustíveis na próxima semana
Este conflito está a produzir impactos globais a nível económico. As consequências são, desde logo, visíveis nos preços do petróleo.
O preço do gás natural disparou 45 por cento, depois de o Catar, responsável por 20 por cento do gás consumido a nível global, ter anunciado que suspendia a produção.
O dia foi também difícil nas bolsas. Na Europa, as quedas nos principais mercados andaram em torno dos dois por cento.
Ataques ao Irão. Organizações condenam EUA e Israel
Os ataques foram lançados no sábado 28.02.2026 e levaram à retaliação iraniana com mísseis contra alvos israelitas e norte-americanos, em vários países da região.
Rutte diz que NATO não participou nos ataques ao Irão
O secretário-geral da NATO sublinha que a Aliança Atlântica não participou nos ataques ao Irão. Marke Rutte garante também que não há nenhum plano para que a NATO seja arrastada para o conflito.