Omã pede a Teerão e EUA "concessões dolorosas" para fazer avançar negociações
"Para ter sucesso, cada um terá talvez de fazer concessões dolorosas, mas isso não é nada comparado com a dor do fracasso e da guerra", afirmou Badr al-Busaidi na rede social X, algumas horas após o fracasso das negociações entre as duas partes durante uma reunião no Paquistão.
"Exorto veementemente a que o cessar-fogo seja prolongado e que as conversações prossigam", escreveu ainda o ministro de Omã, que tinha mediado outras discussões entre Teerão e Washington antes do início da guerra.
Um dos principais pontos de discórdia entre Teerão e Washington é em torno do estreito de Ormuz.
Uma das condições que Teerão levou para as negociações em Islamabad foi a da manutenção do controlo do estreito e cobrança de taxas à navegação, a dividir com Omã, na outra margem de Ormuz.
Irão vai regressar à mesa das negociações afiança Trump, enquanto ameaça Pequim
"Quero tudo... Não têm cartas na manga", acrescentou.
Trump defendeu ainda que o Irão aceitou negociar, depois da sua ameaça da semana passada, quando indicou que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta".
"Quando falo de uma civilização, quero dizer que ela realmente mudou. Mudou mesmo. Mas pensem bem. Eles têm o direito de dizer: 'Morte à América. Morte a isso'", disse Trump. "E eu faço uma declaração. Eles dizem: 'Oh, que grande coisa'. Essa declaração levou-os à mesa das negociações e não mais saíram."
Falando após o fim das negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão, que terminaram este domingo sem acordo, Trump reiterou ameaças feitas antes das negociações, de que vai atacar a infraestrutura energética iraniana.
Guarda Revolucionária do Irão afirma ter "controlo total" do tráfego no Estreito de Ormuz
Pelo menos cinco mortos e 25 feridos em ataque de Israel no sul do Líbano
Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 25 ficaram feridas hoje num ataque de Israel à cidade de Qana, no sul do Líbano, anunciou o Centro de Operações de Emergência do Ministério de Saúde Pública libanês.
"O ataque do inimigo israelita contra a cidade de Qana, no distrito de Tiro, de manhã, resultou na morte de cinco mártires, entre eles cinco mulheres, e 25 feridos", nota aquele departamento governamental, citado pela agência noticiosa libanesa.
Os números são ainda preliminares e, segundo a mesma fonte, surgiram hoje diversos ataques israelitas contra o sul do país durante a manhã, incluindo em Sidiqine e Maaroub, onde terão morrido seis pessoas, o que ainda não foi confirmado por fonte governamental.
Outros ataques foram noticiados pela imprensa local em Shaitiyeh, Deir Qanoun Ras Al Ain, Babrija, Bint Jbeil e Yohmor.
No sábado, Israel atacou outras localidades, como Mansouri, Qantara ou Tebnine, nesta última tendo efetuado um bombardeamento próximo de um hospital público, sem vítimas registadas.
Na sexta-feira, a presidência libanesa anunciou um primeiro contacto por telefone com Israel, através dos respetivos embaixadores nos Estados Unidos, marcando reunião para terça-feira, em Washington, para discutir uma trégua no conflito, associado à investida militar israelo-norte-americana no Irão.
Os avanços nas conversas de paz surgem numa semana em que, na quarta-feira, um ataque israelita de pouco tempo causou 357 mortos e 1.223 feridos, parte significativa dos mais de dois mil que já perderam a vida nas últimas cinco semanas, quando começou o conflito.
Mais de 940 escolas danificadas no Irão
O porta-voz, citado pela agência de notícias semioficial Tasnim, acrescentou que as escolas que necessitam de reparações devem ser restauradas dentro de dois a três meses.
Guerra com o Irão custou a Israel 11,5 mil milhões de dólares em despesas orçamentais
UE continua a acreditar na diplomacia para resolver conflito
A União Europeia (UE) continua convencida de que a diplomacia é "essencial para resolver todas as questões pendentes" no conflito no Médio Oriente, afirmou hoje o porta-voz da UE para os Assuntos Externos.
As declarações de Anouar El Anouni à AFP ocorreram após o fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irão, em Islamabad.
"Saudamos o Paquistão pelos seus esforços de mediação. A União Europeia contribuirá para todos os esforços diplomáticos, tendo em conta toda a amplitude dos seus interesses e preocupações, em plena coordenação com os seus parceiros", acrescentou o porta-voz.
O Paquistão encerrou hoje as conversações de paz que mediou entre os Estados Unidos e o Irão e apelou às partes em conflito para que respeitem o compromisso assumido relativamente ao cessar-fogo alcançado quarta-feira.
As conversações de paz, o primeiro contacto direto ao mais alto nível entre os Estados Unidos e o Irão em 47 anos, terminaram hoje, após 21 horas de diálogo, sem a conclusão de um acordo, segundo afirmou o vice-presidente norte-americano, JD Vance, numa conferência de imprensa na capital paquistanesa, antes de partir de regresso a Washington.
O chefe da diplomacia paquistanesa não fez referência ao conteúdo das negociações, mas destacou o papel de Islamabad como mediador fundamental.
A delegação norte-americana deixou Islamabad com a "melhor oferta final", "muito simples", ao Irão, que Vance designou como um "método de entendimento".
Segundo Vance - que não quis entrar em pormenores sobre as negociações -, o principal obstáculo em 21 horas de negociações foi o facto de o Irão não ter assumido um "compromisso fundamental" de não procurar obter a arma nuclear "a longo prazo".
O porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros afirmou à televisão iraniana que "ninguém estava à espera" que os Estados Unidos e o Irão chegassem a um acordo logo na primeira ronda de negociações, dando a entender que as negociações prosseguirão.
O porta-voz afirmou estar "certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir".
Antes destas declarações, a televisão estatal iraniana (IRIB, Islamic Republic of Iran Broadcasting) fez saber que "exigências irracionais" dos Estados Unidos levaram ao fracasso das negociações em Islamabad entre iranianos e americanos para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
Trump anuncia que os Estados Unidos vão impor um bloqueio naval ao Estreito de Ormuz
Trump fez estas declarações numa publicação no Truth Social horas depois do fim das conversações de paz entre os EUA e o Irão sem acordo.
O presidente norte-americano escreveu que a reunião "correu bem, a maioria dos pontos foi acordada", mas acrescentou que os dois lados não chegaram a acordo sobre o programa nuclear iraniano.
"Também instruí a nossa Marinha para procurar e intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagens ao Irão. Ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar", acrescentou.
Putin pronto para mediar acordo entre EUA e Irão
Durante uma conversa telefónica com Pezeshkian, Putin "sublinhou que estava pronto para continuar a facilitar a procura de uma solução política e diplomática para o conflito e para servir de mediador nos esforços para alcançar uma paz justa e duradoura no Médio Oriente", segundo a mesma fonte.
Estreito de Ormuz não pertence ao Irão
Numa publicação no X, disse que qualquer interrupção ameaçaria a segurança energética, alimentar e sanitária mundial, alertando que estabelecer tal precedente seria “perigoso e inaceitável”.
“O mundo simplesmente não pode suportar isto e não deve permitir que aconteça”, acrescentou.
Áustria ativa ajudas à fatura da eletricidade da indústria sem esperar pela UE
"Não vamos esperar mais pela aprovação da UE. A autorização da UE para o subsídio à eletricidade industrial tem sido adiada semana após semana", criticou o ministro da Economia, Wolfgang Hattmannsdorfer, do Partido Conservador, em comunicado citado pela agência Efe.
O ministro afirmou que a "burocracia interminável" está a dificultar o investimento e a atividade na indústria europeia e pediu uma decisão mais rápida.
Assim, o ministério abrirá o portal de candidatura ao auxílio na segunda-feira, com 150 milhões de euros atribuídos para este ano e retroativamente a 2025.
Os subsídios destinam-se a empresas de todas as dimensões que produzam papel, ferro em bruto, aço e ligas ferrosas e que consumam mais de um gigawatt/hora de eletricidade por ano.
Além disso, a empresa deve apresentar uma auditoria energética e um plano de gestão ambiental, e alocar pelo menos 80% do auxílio à melhoria da eficiência energética na sua produção.
O ministério espera que cerca de 60 empresas, empregando 30.000 pessoas, solicitem este auxílio.
Estados Unidos e Irão falharam o acordo de paz
Depois de mais de 20 horas de negociações, não chegaram a um entendimento. As conversações terminaram com acusações mútuas de intransigência.
Ataques de Israel ao Líbano. Netanyahu insiste no desarmamento do Hezbollah
Há novas conversações marcadas para a próxima terça-feira. Desta vez entre Israel e Líbano. O primeiro-ministro de Israel impõe duas condições: o desarmamento do Hezbollah e um acordo de paz que perdure por gerações.
Flotilha de Barcelona para Gaza adiada devido ao mau tempo
Cerca de quarenta embarcações deveriam partir de Barcelona este domingo no âmbito de mais uma missão da flotilha de ativistas pró-Palestina, que já tinha tentado chegar ao território devastado no ano passado.
No entanto, o agravamento das condições meteorológicas no nordeste de Espanha, onde são esperadas chuvas e forte agitação marítima nas próximas horas, obrigou os organizadores a alterar os seus planos. As embarcações seguirão para outro porto próximo enquanto aguardam a melhoria das condições meteorológicas.
“As nossas tripulações e as nossas embarcações estão prontas para partir; são as condições meteorológicas que estão a impedi-lo”, explicou Thiago Ávila, membro do comité organizador da Flotilha Global Sumud (“sumud” significa “resiliência” em árabe), à imprensa.
No entanto, os eventos organizados no porto de Barcelona, incluindo concertos e atividades culturais, foram mantidos, bem como todos os preparativos para esta missão, que deverá reunir cerca de 70 embarcações e mil participantes internacionais, segundo os organizadores.
Cerca de vinte barcos já partiram na semana passada do porto de Marselha, no sul de França.
Starmer, do Reino Unido, e o Sultão de Omã afirmam que os EUA e o Irão devem evitar a escalada
“Discutiram as conversações de paz realizadas no Paquistão durante o fim de semana e instaram ambos os lados a encontrar uma solução”, disse Sophie Clare em comunicado sobre a chamada telefónica feita a partir de Londres.
“Era vital que houvesse uma continuação do cessar-fogo e que todas as partes evitassem qualquer escalada adicional, concordaram os líderes”.
Starmer, que acaba de visitar a região do Golfo e se reuniu com aliados, incluindo o Catar e os Emirados Árabes Unidos, disse que os parceiros internacionais continuam a trabalhar para restabelecer a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
Papa afirma estar "mais próximo do que nunca" do povo libanês
"Estou mais próximo do que nunca, nestes dias de dor, medo e esperança inabalável em Deus, do querido povo libanês", disse o papa à multidão na Praça de São Pedro após a sua tradicional oração dominical. Leão XIV falou da "obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra", apelando a todas as partes para que procurem a paz.
Turquia acusa Netanyahu de sabotar negociações de paz entre Irão e EUA para evitar julgamento por corrupção
O Governo turco acusou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de sabotar as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão para evitar ser julgado por corrupção no seu país.
"O objetivo atual de Netanyahu é sabotar as negociações de paz em curso e prosseguir com as suas políticas expansionistas na região, porque, caso contrário, será julgado no seu país e provavelmente enviado para a prisão", assinalou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco.
Netanyahu tem vários julgamentos por corrupção pendentes em Israel, mas o primeiro-ministro solicitou o adiamento das sessões por estar ocupado com a guerra iniciada pelo seu país e pelos Estados Unidos contra o Irão.
O comunicado turco respondeu a um `tweet` do primeiro-ministro israelita, no qual este assegurava que iria continuar a guerra "contra o regime terrorista do Irão e os seus aliados, ao contrário de Erdogan, que se dá bem com eles e massacra os seus próprios cidadãos curdos".
Uma das disputas entre os Estados Unidos e o Irão nas negociações de paz, que terminaram hoje sem resultados no Paquistão, é a insistência de Teerão em incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo, enquanto Israel se recusa a pôr fim aos seus ataques a este país.
O comunicado turco recorda que Netanyahu tem um mandado de detenção do Tribunal Internacional de Haia para ser julgado por crimes de guerra e que Israel foi denunciado por genocídio devido à guerra em Gaza.
O gabinete de imprensa de Erdogan escreveu na rede social X que Netanyahu é "um criminoso que já não tem amigos" e que tenta "arrastar a região para a guerra e o caos como estratégia para a sua sobrevivência política".
Ben-Gvir, de Israel, visitou complexo da Mesquita de Al-Aqsa
Um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia afirmou que considerou a visita de Ben-Gvir uma violação do acordo de status quo no local e "uma profanação da sua santidade, uma escalada reprovável e uma provocação inaceitável".
O porta-voz de Ben-Gvir disse que o ministro procurava um maior acesso e permissões para oração para os visitantes judeus. Afirmou ainda que o governante tinha orado no local.
Não houve comentários imediatos do gabinete do primeiro-ministro israelita. As visitas e declarações anteriores de Ben-Gvir levaram Netanyahu a anunciar que não há mudanças na política israelita de manter o status quo.
Os locais muçulmanos, cristãos e judaicos, incluindo Al-Aqsa, permaneceram em grande parte fechados ao público durante a guerra com o Irão. Não houve sinais imediatos de agitação no domingo após a visita de Ben-Gvir.
O complexo, localizado na Cidade Velha de Jerusalém, é um dos locais mais sensíveis do Médio Oriente. Conhecido pelos judeus como Monte do Templo, é o local mais sagrado do judaísmo e o terceiro mais sagrado do Islão.
Ao abrigo de um delicado acordo de décadas com as autoridades muçulmanas, o local é gerido por uma fundação religiosa jordana e os judeus podem visitá-lo, mas não podem rezar ali.
As sugestões de que Israel iria alterar as regras já provocaram indignação entre os muçulmanos e desencadearam violência no passado.
Estreito de Ormuz "completamente" controlado pelo Irão
"250 membros do parlamento apoiaram unanimemente o plano para o Estreito de Ormuz e, de acordo com a fórmula de liderança, esta via navegável estratégica é inegociável em quaisquer circunstâncias", afirmou, segundo a agência.
"Apesar das sanções, as exportações de petróleo do Irão ultrapassaram os 1,6 milhões de barris e, hoje, o petróleo do nosso país tornou-se praticamente imune às sanções. A nação iraniana não recuará minimamente nas suas exigências."
Seis pessoas morreram num ataque israelita à cidade de Maaroub
Antigo governante iraniano culpa exigências dos EUA pelo fracasso das negociações
"Nenhuma negociação — pelo menos não com o Irão — terá sucesso com base nas 'nossas/suas condições'", disse Zarif, um dos arquitetos do acordo nuclear de 2015 com os Estados Unidos e outros países, abandonado três anos depois pelo presidente Donald Trump.
Want to know why negotiations did not succeed?
— Javad Zarif (@JZarif) April 12, 2026
JD Vance: "they have chosen not to accept our terms."
Bingo.
No negotiations – at least with Iran – will succeed based on "our/your terms."
The US must learn: you can't dictate terms to Iran.
It's not too late to learn. Yet.
"Os Estados Unidos precisam de compreender: não se pode ditar termos ao Irão. Ainda não é tarde para aprender isso. Ainda não", acrescentou numa mensagem publicada no X.
Estados Unidos são "incapazes" de conquistar a confiança do Irão
"Os EUA compreenderam a lógica e os princípios do Irão e é tempo de eles...Decidirem se podem conquistar a nossa confiança ou não”, disse Qalibaf, que fazia parte da equipa de negociação do Irão, numa publicação no X.
Irão pretende restaurar a maior parte da sua capacidade de refinação em dois meses
O vice-ministro do Petróleo, Mohammad Sadeq Azimifar, disse à Student News Network que os trabalhos de reparação já começaram. E espera-se que parte da refinaria de Lavan retome as operações dentro de cerca de 10 dias, com outras unidades a voltarem a funcionar gradualmente.
Paquistão dá por concluídas negociações de paz e pede respeito pelo cessar-fogo
"Esperamos que ambas as partes mantenham um espírito positivo para alcançar uma paz duradoura e prosperidade para toda a região e além dela. É imperativo que as partes continuem a cumprir o compromisso com o cessar-fogo", afirmou o ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros, Ishaq Dar, num comunicado.
O chefe da diplomacia paquistanesa não fez referência ao conteúdo das negociações, mas destacou o papel de Islamabad como mediador fundamental.
"Juntamente com o Chefe das Forças Armadas e Chefe do Estado-Maior do Exército, Syed Asim Munir, contribui para a mediação em várias rondas de negociações intensas e construtivas entre ambas as partes, que se prolongaram durante as últimas 24 horas e concluíram-se esta manhã", indicou o chefe da diplomacia, que expressou a gratidão a ambas as partes por "reconhecerem os esforços do Paquistão para contribuir para o cessar-fogo e o seu papel de mediador".
Delegação iraniana abandona Islamabad uma hora após norte-americanos
A delegação iraniana para as negociações de paz no Paquistão, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, abandonou hoje Islamabad após terminar sem acordo uma reunião de mais de 21 horas com os Estados Unidos.
A saída da representação iraniana ocorreu pouco depois das 09:00 (05:00 em Lisboa), uma hora após a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente, J.D. Vance, abandonar a capital paquistanesa, segundo a agência iraniana Mehr.
O maior contacto negocial entre ambos os países desde 1979 terminou sem acordo ao início da manhã, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.
Apesar de o Paquistão, na qualidade de mediador, ter dado por concluídas as negociações, pedindo a manutenção da trégua alcançada na quarta-feira, o Irão endureceu a sua posição após o encontro.
Fontes diplomáticas iranianas anunciaram que a situação no Estreito de Ormuz não irá mudar a menos que os Estados Unidos aceitem um "acordo razoável".
Teerão insiste nas suas linhas vermelhas, que incluem o desbloqueio de fundos e um cessar-fogo que se estenda ao Líbano, em troca de uma flexibilização do protocolo de segurança no estreito de Ormuz, vital para o comércio petrolífero mundial.
Arábia Saudita restabelece capacidade total do oleoduto Leste-Oeste
O Ministério afirmou que as instalações energéticas e o oleoduto afetados pelos ataques durante o conflito recuperaram e restabeleceram a capacidade operacional.
A Arábia Saudita não especificou quem lançou os ataques, mas o reino intercetou vários mísseis e drones iranianos nas últimas semanas.
Os ataques também interromperam as operações em importantes instalações de petróleo, gás, refinação, petroquímica e geração de energia elétrica em Riade, na Província Oriental e na Cidade Industrial de Yanbu.
Teerão diz que situação de Ormuz só mudará se EUA "aceitarem acordo razoável"
"O Irão não tem pressa e, a menos que os Estados Unidos aceitem um acordo razoável, não haverá alterações na situação do Estreito de Ormuz", afirmou uma fonte iraniana não identificada, que participou nas negociações em Islamad, citada pela agência iraniana Meher.
A mesma fonte salientou que, até ao momento, "não foi fixada data nem local para uma possível próxima ronda de conversações".
"O Irão apresentou iniciativas e propostas razoáveis durante as conversações. Cabe agora aos Estados Unidos abordar os temas com realismo. Tal como o Governo norte-americano falhou nos seus cálculos bélicos, até agora também se tem enganado nas negociações", acrescentou a fonte.
"As conversações não conduziram a um acordo", concluiu sobre o contacto presencial de mais alto nível entre os Estados Unidos e o Irão desde que ambos os países romperam relações devido à revolução islâmica de 1979.
Durante a madrugada, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, referiu-se a "exigências excessivas" e "pedidos ilegais" apresentados pelos Estados Unidos ao Irão, afirmando que "o sucesso do processo diplomático" dependeria da "seriedade e boa-fé da contraparte" e da "aceitação dos direitos e interesses legítimos do Irão", escreveu na rede social X.
Lusa
Teerão diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA
Teerão considerou hoje que "ninguém estava à espera" que os Estados Unidos e o Irão chegassem a um acordo logo na primeira ronda de negociações, segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso", declarou Esmaeil Baqaei em declarações à televisão estatal iraniana, após o anúncio do fracasso das discussões em Islamabad para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou estar "certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir".
Antes destas declarações, a televisão estatal iraniana (IRIB, Islamic Republic of Iran Broadcasting) fez saber que "exigências irracionais" dos Estados Unidos levaram ao fracasso das negociações em Islamabad entre iranianos e americanos para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a IRIB na rede de mensagens Telegram.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu hoje por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.
"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.
"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.
"E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam", anunciou.
A referência a um "método de entendimento" com a melhor oferta final, deixado em cima da mesa pelos Estados Unidos, está a ser recebida por vários órgãos de comunicação social norte-americanos e no Médio Oriente como um sinal de que as negociações irão prosseguir e que a hipótese de um acordo de cessar-fogo permanente não foi descartada.
Irão diz que "exigências irracionais" dos EUA levaram ao fracasso das negociações
As "exigências irracionais" dos Estados Unidos levaram ao fracasso das negociações em Islamabad entre iranianos e americanos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, afirmou hoje a Irib, a televisão estatal iraniana.
"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a Irib na rede de mensagens Telegram.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por hoje terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.
"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.
"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.
"E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam", anunciou.
EUA abandonam as negociações e JD Vance regressa a Washington sem acordo
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por hoje terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.
As conversações de alto nível terminaram após 21 horas, afirmou Vance, que se manteve em comunicação constante com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e outros membros da Administração.
"Mas a verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.
"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.
Donald Trump. "Se fizermos um acordo ou não, para mim não faz diferença"
"Independentemente do que acontecer, nós ganhámos", disse Trump à saída da Casa Branca, acrescentando mais tarde: "Fazermos um acordo ou não, para mim não faz diferença".
O vice-presidente JD Vance está no Paquistão a negociar com as autoridades iranianas, negociações que, segundo o presidente, já duram "muitas horas".
"Derrotámos totalmente aquele país, por isso vamos ver o que acontece", disse Trump. "Talvez fechem um acordo, talvez não, não importa. Do ponto de vista dos Estados Unidos, ganhámos."