Mundo
Guerra no Médio Oriente
Trump anuncia "redução significativa" dos exercícios militares com a Coreia do Sul
O presidente norte-americano cita a sua "ótima relação" com o líder norte-coreano e lembra a recusa de Seul em ajudar na desnuclearização do Irão.
No domingo, o presidente dos Estados Unidos instruiu o Pentágono a “reduzir substancialmente” os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, que começaram esta segunda-feira.
Donald Trump argumenta que, para além de dispendiosos, estes exercícios “enviam um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte, com quem o presidente norte-americano diz manter uma “ótima relação”.
“Com base na minha excelente relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu Donald Trump na Truth Social.
“Assim e considerando que é demasiado tarde para cancelar, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, a reduzir substancialmente os Exercícios Militares Conjuntos!”, escreveu Trump.
Para além disso, o presidente dos EUA cita a recusa de Seul em ajudar na desnuclearização do Irão. “Recentemente perguntei ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irão, e eles disseram: "Não, obrigado!"”, escreveu. Aliados de longa data, Washington e Seul possuem um tratado de defesa mútua, cujo principal objetivo é proteger a Coreia do Sul da sua vizinha Coreia do Norte.
Os dois países tinham planeado realizar, a partir desta segunda-feira, exercícios militares que visam reforçar a prontidão contra ameaças da Coreia do Norte. As manobras conjuntas, apelidadas de “Escudo da Liberdade de Ulchi”, teriam a duração de 11 dias e envolveriam 18 mil soldados.
"Conforme planeado"
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou esta segunda-feira que as suas manobras militares anuais com os Estados Unidos vão decorrer “como planeado”.
Seul disse que está a analisar as declarações de Trump e “espera que a relação amistosa entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte leve a um diálogo significativo entre os dois países, abrindo discussões com o objetivo de promover a paz e a estabilidade na Península Coreana”.
Em resposta à alegação de Trump de que o presidente Lee Jae-myoung se recusou a participar dos esforços dos EUA para desnuclearizar o Irão, o governo sul-coreano afirmou que Seul estava a discutir possíveis contribuições militares, ao mesmo tempo em que considerava a sua prontidão de defesa na Península Coreana e os procedimentos legais internos.
"Kim Jong-un e eu damo-nos MUITO BEM!"
Há muito que Trump tenta acabar ou reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, enquanto procura uma reaproximação com Pyongyang.
Durante o primeiro mandato do presidente republicano, os Estados Unidos e a Coreia do Sul também reduziram as operações conjuntas como parte de um esforço para aliviar as tensões com a Coreia do Norte e Trump encontrou-se três vezes com o líder norte-coreano para discutir o programa nuclear de Pyongyang.
O encontro mais recente entre os dois líderes aconteceu em 2019. No sábado, o presidente norte-americano publicou no Twitter uma foto ao lado de Kim Jong-un durante esse encontro histórico.
"Apesar da aparência pouco amigável nesta foto em particular, existem muitas outras em que estamos a sorrir", escreveu na legenda, acrescentando: "Kim Jong-un e eu damo-nos MUITO BEM!".
Há muito tempo que a Coreia do Norte critica os exercícios conjuntos entre Washington e Seul, tendo o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros classificado, na semana passada, os exercícios planeados como "um ensaio para uma guerra de agressão" e uma "grave ameaça" à sua segurança.
Pyongyang considera esses exercícios um ensaio para uma invasão e, em protesto, lançou um míssil balístico no Mar do Japão na quarta-feira.
"O nosso princípio consistente para garantir a segurança é responder a um novo nível de ameaça com um novo nível de dissuasão", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, na quinta-feira.
Donald Trump argumenta que, para além de dispendiosos, estes exercícios “enviam um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte, com quem o presidente norte-americano diz manter uma “ótima relação”.
“Com base na minha excelente relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu Donald Trump na Truth Social.
“Assim e considerando que é demasiado tarde para cancelar, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, a reduzir substancialmente os Exercícios Militares Conjuntos!”, escreveu Trump.
Para além disso, o presidente dos EUA cita a recusa de Seul em ajudar na desnuclearização do Irão. “Recentemente perguntei ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irão, e eles disseram: "Não, obrigado!"”, escreveu. Aliados de longa data, Washington e Seul possuem um tratado de defesa mútua, cujo principal objetivo é proteger a Coreia do Sul da sua vizinha Coreia do Norte.
Os dois países tinham planeado realizar, a partir desta segunda-feira, exercícios militares que visam reforçar a prontidão contra ameaças da Coreia do Norte. As manobras conjuntas, apelidadas de “Escudo da Liberdade de Ulchi”, teriam a duração de 11 dias e envolveriam 18 mil soldados.
"Conforme planeado"
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou esta segunda-feira que as suas manobras militares anuais com os Estados Unidos vão decorrer “como planeado”.
Seul disse que está a analisar as declarações de Trump e “espera que a relação amistosa entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte leve a um diálogo significativo entre os dois países, abrindo discussões com o objetivo de promover a paz e a estabilidade na Península Coreana”.
Em resposta à alegação de Trump de que o presidente Lee Jae-myoung se recusou a participar dos esforços dos EUA para desnuclearizar o Irão, o governo sul-coreano afirmou que Seul estava a discutir possíveis contribuições militares, ao mesmo tempo em que considerava a sua prontidão de defesa na Península Coreana e os procedimentos legais internos.
"Kim Jong-un e eu damo-nos MUITO BEM!"
Há muito que Trump tenta acabar ou reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, enquanto procura uma reaproximação com Pyongyang.
Durante o primeiro mandato do presidente republicano, os Estados Unidos e a Coreia do Sul também reduziram as operações conjuntas como parte de um esforço para aliviar as tensões com a Coreia do Norte e Trump encontrou-se três vezes com o líder norte-coreano para discutir o programa nuclear de Pyongyang.
O encontro mais recente entre os dois líderes aconteceu em 2019. No sábado, o presidente norte-americano publicou no Twitter uma foto ao lado de Kim Jong-un durante esse encontro histórico.
"Apesar da aparência pouco amigável nesta foto em particular, existem muitas outras em que estamos a sorrir", escreveu na legenda, acrescentando: "Kim Jong-un e eu damo-nos MUITO BEM!".
Há muito tempo que a Coreia do Norte critica os exercícios conjuntos entre Washington e Seul, tendo o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros classificado, na semana passada, os exercícios planeados como "um ensaio para uma guerra de agressão" e uma "grave ameaça" à sua segurança.
Pyongyang considera esses exercícios um ensaio para uma invasão e, em protesto, lançou um míssil balístico no Mar do Japão na quarta-feira.
"O nosso princípio consistente para garantir a segurança é responder a um novo nível de ameaça com um novo nível de dissuasão", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, na quinta-feira.