Melania Trump defende "paz através da educação" em discurso inédito na ONU
A primeira-dama norte-americana, Melania Trump, presidiu hoje a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na qual defendeu a "paz através da educação" e garantiu que os Estados Unidos "estão ao lado de todas as crianças do mundo".
"As crianças criadas numa cultura enraizada na inteligência desenvolvem confiança, inovam, constroem, competem e mantêm um profundo sistema de valores. O conhecimento fomenta a empatia pelos outros, transcendendo a geografia, a religião, a raça, o género e até os valores locais", afirmou a mulher do Presidente Donald Trump no seu discurso.
Segundo a ONU, esta é a primeira vez nos 80 anos da história das Nações Unidas que o cônjuge de um chefe de Estado em exercício preside uma reunião do Conselho de Segurança.
Contudo, apesar do contexto inédito da presença de Melania Trump no órgão mais poderoso da ONU, analistas têm destacado que o discurso da primeira-dama poderá ser ensombrado por um alegado ataque a uma escola para meninas no sul do Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos em curso contra o Irão, que matou mais de 100 pessoas, segundo as autoridades iranianas.
Israel anuncia a reabertura de um ponto de passagem para ajuda humanitária a Gaza
A COGAT afirmou no sábado que as passagens para a Faixa de Gaza, vitais para a entrega de ajuda humanitária e para a movimentação de doentes que necessitam de evacuação médica, foram encerrados devido aos ataques das forças israelitas e norte-americanas ao Irão.
Agência Portuguesa do Ambiente acompanha situação de segurança nuclear na região
A Agência Portuguesa do Ambiente anunciou hoje estar a acompanhar a situação da segurança das instalações nucleares no Médio Oriente devido ao conflito na região e disse manter uma monitorização contínua dos níveis de radioatividade no território nacional.
Enquanto autoridade competente para a segurança nuclear e a proteção radiológica e face às preocupações manifestadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) quanto à proteção das instalações nucleares no Médio Oriente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse acompanhar "a evolução da situação através dos mecanismos internacionais de cooperação nestas matérias".
Em comunicado, a agência lembrou que mantém operacionais mecanismos permanentes de vigilância, designadamente a Rede de Alerta de Radioatividade no Ambiente (RADNET), assegurando a monitorização contínua dos níveis de radioatividade no território nacional.
Esta rede consiste no sistema nacional de monitorização e alerta radiológico, que e é constituído por um conjunto de estações automáticas distribuídas pelo território nacional, que efetuam medições contínuas de modo que possam ser detetadas situações de aumento anormal de radioatividade no ambiente.
"Esta rede está operacional e é acompanhada de forma permanente" e permite a "deteção precoce de eventuais alterações radiológicas, assegurando a vigilância permanente do território nacional e apoiando a avaliação rápida de situações com potencial impacto radiológico, independentemente da sua origem, nacional ou internacional", assegurou a APA.
A agência nacional acrescentou que acompanha também os mecanismos de notificação e alerta precoce da União Europeia e da Agência Internacional de Energia Atómica, em linha com "as boas práticas europeias e internacionais".
Israel admite que mantém em aberto invasão terrestre no Líbano
O Exército israelita admitiu hoje que "todas as opções estão em cima da mesa" sobre a possibilidade de um ataque terrestre contra o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, em adição à campanha aérea em curso.
As forças de Israel estão a operar no Líbano "para eliminar uma ameaça significativa", justificou o porta-voz do exército, Effie Defrin em conferência de imprensa, acrescentando que "todas as opções estão em cima da mesa" no objetivo de desarmar o Hezbollah.
Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército, descartou porém aos jornalistas estrangeiros a possibilidade uma invasão terrestre no curto prazo.
"Nada no terreno justifica uma invasão terrestre iminente, nem preparativos nesse sentido", declarou.
A ONU manifestou hoje preocupação com o relançamento da violência entre Israel e o Hezbollah, apelando a todas as partes para que exerçam máxima contenção.
"Estamos muito preocupados com a troca de tiros ao longo da Linha Azul", disse aos jornalistas o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre a demarcação imposta pelas Nações Unidas entre o Líbano e Israel.
"Apelamos para a máxima contenção e instamos as partes a respeitarem o acordo de cessar-fogo", acrescentou Stéphane Dujarric, referindo-se à trégua em vigor desde novembro de 2024 e que os dois lados se acusam mutuamente de sucessivas violações desde então.
Segundo dados oficiais de Beirute, os ataques aéreos israelitas em grande escala contra o Líbano mataram hoje pelo menos 52 pessoas e feriram 154.
Os militares israelitas reivindicaram bombardeamentos a mais de 70 armazéns de armas, locais de lançamento e lançadores de mísseis pertencentes ao Hezbollah, que anteriormente tinha visado o norte de Israel, em resposta aos ataques lançados desde sábado por Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Além disso, o exército israelita indicou que a série de ataques no Líbano teve como alvo a empresa financeira Aal-Qard al-Hassan, ligada ao Hezbollah e confirmou que o chefe dos serviços de informações do grupo libanês foi morto.
Segundo o grupo islamita palestiniano Hamas, aliado do Hezbollah e do Irão, os ataques israelitas na periferia sul de Beirute provocaram também a morte do chefe do braço armado da Jihad Islâmica no Líbano.
Ao mesmo tempo, o Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado, limitando-se às suas atividades políticas, anunciou hoje o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, após uma reunião do executivo.
Em resposta, o Hezbollah condenou a decisão sem precedentes do Governo libanês, argumentando que seria mais vantajoso responder aos ataques israelitas.
Em comunicado, o chefe do bloco parlamentar do Hezbollah, Mohammad Raad, lamentou "a bravata do Governo" e criticou o anúncio, que acontece "quando o povo libanês esperava uma decisão que rejeitasse a agressão de Israel".
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Israel e Hezbollah estiveram em guerra durante cerca de um ano, no seguimento dos ataques do Hamas em solo israelita que provocaram o conflito na Faixa de Gaza.
As partes chegaram a um cessar-fogo em novembro de 2024, depois de as forças israelitas terem executado bombardeamentos intensivos no Líbano, que eliminaram grande parte da liderança do grupo xiita.
Apesar da trégua, Israel continuou a atacar alvos do Hezbollah, argumentando que o grupo xiita procura readquirir as suas capacidades militares, e conserva ainda posições no sul do Líbano.
Israel diz ter iniciado nova vaga de ataques contra Teerão
O exército israelita emitiu esta noite um alerta de evacuação para os residentes de Teerão, especialmente aqueles localizados perto da sede da emissora estatal iraniana IRIB.
Segundo o Exército israelita, o ataque foi realizado pela Força Aérea, sob o comando da Direção de Informações do Exército, e ocorreu no coração de Teerão.
"Os ataques visaram locais adicionais onde a inteligência militar identificou atividades do regime", pode ler-se na mesma nota.
Prevista subida dos combustíveis na próxima semana
Este conflito está a produzir impactos globais a nível económico. As consequências são, desde logo, visíveis nos preços do petróleo.
O preço do gás natural disparou 45 por cento, depois de o Catar, responsável por 20 por cento do gás consumido a nível global, ter anunciado que suspendia a produção.
O dia foi também difícil nas bolsas. Na Europa, as quedas nos principais mercados andaram em torno dos dois por cento.
"Não nos foi dito que ia haver uma intervenção militar"
Em entrevista à CNN Portugal o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel explicou que os Estados Unidos pediram e o Governo autorizou a utilização da Base das Lajes de acordo com o regime previsto para tal.
Rubio diz que EUA não estão preparados para enviar tropas terrestres para o Irão
As declarações foram feitas depois de Donald Trump ter dito, em entrevista à CNN, que não descartava o envio de tropas terrestres para o Irão.
Exército norte-americano confirma morte de seis militares no conflito com o Irão
Portugueses nos Emirados Árabes Unidos relatam dia mais calmo
A maioria dos portugueses que residem nas zonas mais afetadas pelo conflito afastam, para já, um regresso a Portugal.
Embaixada dos EUA na Jordânia evacuada "temporariamente"
Os funcionários da embaixada dos EUA em Amã, na Jordânia, foram retirados "temporariamente" após uma ameaça, segundo a AFP.
Embaixador do Irão em Portugal garante que Base das Lajes não está na mira das forças iranianas
A Base das Lajes nos Açores não está por agora na mira das forças iranianas. Essa é pelo menos a garantia deixada pelo embaixador do Irão em Portugal, em entrevista à jornalista da Antena 1 Cristina Borges.
Majid Tafreshi garante que o Irão vai continuar a defender o seu território perante uma guerra que não pediu e defende que as negociações são o melhor caminho para a paz.
Guarda Revolucionária do Irão avisa que Estreito de Ormuz está fechado e que incendiará qualquer navio que o tente atravessar
Esta medida surge após o assassinato do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei, num ataque israelita, que ameaça interromper um quinto do fluxo global de petróleo e elevar drasticamente os preços do crude.
Chipre diz que drones que atacaram base britânica foram enviados do Líbano
"Foi confirmado" que os drones, um dos quais atingiu uma pista de aterragem, partiram do Líbano, afirmou a fonte. Questionada sobre se o grupo armado apoiado pelo Irão os tinha lançado, a fonte respondeu: "muito provavelmente".
Estados Unidos atacaram mais de 1.250 alvos no Irão nas primeiras 48 horas do conflito
BE questiona Negócios Estrangeiros sobre utilização da base das Lajes pelos EUA
Fabian Figueiredo argumenta que "a interpretação jurídica propugnada pelo Governo português no que concerne ao Acordo de Cooperação e Defesa de 1995" -- estabelecido entre Portugal e os EUA -- "padece de fundamentação legal, sendo tecnicamente insustentável à luz da letra e do espírito do tratado".
O deputado quer que o Governo clarifique qual é "o fundamento jurídico detalhado que sustenta a interpretação de que uma «autorização tácita» substitui a exigência de «autorização prévia» estipulada no Acordo de Cooperação e Defesa de 1995 para missões unilaterais dos EUA".
Fabian Figueiredo refere ainda a posição do Governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, que negou autorizar o uso das suas bases militares para esta operação no Irão e questiona o executivo português sobre o porquê de não ter adotado uma postura semelhante "de defesa da legalidade internacional e dos mecanismos multilaterais".
O deputado quer saber qual é a justificação do Governo português para "permitir o uso do território nacional para operações que Espanha rejeitou, por poder configurar uma violação do direito internacional".
"Ao contrário de Espanha, que exerceu o seu direito de recusa para evitar a cumplicidade com uma agressão militar, Portugal parece ter optado por um silêncio permissivo perante uma operação que viola a norma da não-agressão e a própria Carta das Nações Unidas. Esta complacência coloca o país numa situação de potencial responsabilidade internacional ao facilitar meios que são fundamentais para a condução de ataques aéreos no Médio Oriente", avisa o deputado.
O dirigente do BE quer também saber se o executivo confirma que a operação «Fúria Épica» "não tem enquadramento em decisões de organizações internacionais de que Portugal faça parte, caindo assim no âmbito das ações unilaterais que exigem autorização expressa".
Sobre o movimento na base militar portuguesa, Fabian Figueiredo pergunta ao Governo "quantas aeronaves militares dos EUA com destino ao Médio Oriente transitaram pela Base das Lajes desde o início de fevereiro de 2026 e quais foram os motivos invocados para a sua escala", e se foi feita alguma diligência diplomática para esclarecer "se o fornecimento logístico nas Lajes está a apoiar ataques que violam a norma da não-agressão".
Na pergunta, o bloquista realça que a "denúncia da complacência do Governo português não configura, em circunstância alguma, qualquer forma de apoio ou tolerância perante o regime teocrático de Teerão, cuja natureza opressiva e repressiva é sobejamente reconhecida e condenada pelo Bloco de Esquerda".
"Pelo contrário, a contestação aqui expressa é indissociável de uma profunda solidariedade com a oposição democrática e com o povo iraniano, que há décadas luta pela liberdade e pelos seus direitos fundamentais", sublinha.
C/Lusa
PCP considera a operação militar um "ato de guerra" e acusa o governo de hipocrisia
O secretário-geral do PCP criticou os iranianos que se juntaram à frente da embaixada do Irão em Lisboa para celebrar a ataque militar que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e acusou o Governo de hipocrisia.
Depois de referir que foram convocadas manifestações, em Lisboa e no Porto, para o dia 14 de março “em prol da paz, soberania e solidariedade” e pelo “fim das ameaças e agressões dos Estado Unidos”, o secretário-geral do PCP foi questionado sobre as dezenas de iranianos que celebraram, em frente à embaixada do Irão, a ofensiva norte-americana e israelita que resultou na morte de Ali Khamenei e deixou críticas aos manifestantes.
“Não posso estar ao lado de manifestações que, diria, sejam satisfeitas, que estejam felizes com o facto de nós estarmos perante uma situação que sabemos como é que começou e não sabemos como é que vai acabar, de ataque a um Estado soberano, seja ele qual for”, disse, acrescentando que discorda de quem acredita que se pode “festejar o facto de estarem a ser detonados toneladas e toneladas de bombas”.
Para Raimundo, a “história demonstra que a guerra não é solução para nada e que os povos, em todos os momentos da história (...) têm sempre as condições e a possibilidade de, com a sua ação, definir os seus caminhos”.
Na mesma resposta, o secretário-geral do PCP voltou a criticar o Governo e o que disse ser a sua “hipocrisia de dois pesos e duas medidas”.
“Tão lesto para assumir as dores de um lado e tão cauteloso para vir condenar aquilo que é evidência, que é um país soberano estar a ser agredido por outro país soberano”, atirou.
Questionado sobre se concorda com o pedido do PS para ouvir no parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o enquadramento das recentes movimentações de forças norte-americanas na base das Lajes, Açores, Paulo Raimundo mostrou abertura, mas sublinhou que o importante é a posição de Paulo Rangel sobre a utilização da base aérea.
“É a segunda vez que o Governo se verga perante a vontade dos Estados Unidos de fazer da base das lajes uma plataforma de ataque”, criticou, acrescentando que o mesmo ministro “classificou a agressão norte-americana na Venezuela como uma iniciativa humanitária”.
Sobre se está em causa uma violação dos Estados Unidos do acordo de utilização da Base das Lajes, Raimundo admitiu “não estar em condições” de saber, mas que se “está estabelecido permite que os Estados Unidos utilizem a Base das Lajes para servir de trampolim para as suas guerras unilaterais” a situação é “ainda pior”.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Presidente do Conselho Europeu apoia decisão do Líbano de encerrar atividades militares do Hezbollah
O Governo prepara o repatriamento de portugueses que moram em países afetados pelo conflito
Líder socialista quer explicações sobre o uso norte-americano da Base das Lajes
José Luís Carneiro quer explicações do primeiro-ministro sobre a utilização das Base das Lajes por parte dos Estados Unidos. O secretário-geral do Partido Socalista garante que vai questionar Luís Montenegro no debate quinzenal na próxima quarta-feira.
Para José Luís Carneiro, "é muito importante que o Governo explicite o modo como os portugueses que se encontram nos países da região estão a ser protegidos e como é que, em circunstâncias, mais graves (...) poderão garantir que serão repatriados".
Essa explicação, justificou o secretário-geral do PS, "é que justifica o requerimento ao Governo" e a audição do ministro dos Negócios Estrangeiros "à porta fechada".
Quanto à posição de Portugal no conflito, José Luís Carneiro entende que o "primeiro-ministro deve informar o país sobre os termos em que foi autorizada a utilização a Base das Lajes", à semelhança do que fez o primeiro-ministro britânico.
"O primeiro-ministro deve informar. E deve informar particularmente o parlamento", reforçou, acrescentando que no debate de quarta-feira pretende colocar questões aos membros do Governo. "É preciso garantir que há monitorização do uso da Base das Lajes para os fins para que o Governo autorizou".
Além disso, o líder socialista considerou que é um dever "exigir que as partes procurem retomar a via diplomática e evitem a escalada do conflito".
Ataques israelitas no Líbano fizeram 52 mortos e 154 feridos
Um balanço anterior, divulgado pelo Ministério da Saúde, indicava 31 mortos e 149 feridos.
Os bombardeamentos no sul e leste do Líbano e nos subúrbios do sul de Beirute também deixaram mais de 28.500 pessoas sem casa, segundo a unidade de gestão de catástrofes do Governo libanês.
Guarda Revolucionária do Irão deixa aviso aos EUA: "os vossos dias de glória acabaram"
"O inimigo precisa de saber que os seus dias de glória acabaram e que já não estará seguro em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em casa", afirmou a Força Quds, unidade de operações estrangeiras da IRGC, num comunicado transmitido pela televisão estatal.
Polónia está a cooperar com França no programa de dissuasão nuclear
"A Polónia está a manter discussões com a França e um grupo dos seus aliados europeus mais próximos a propósito de um programa avançado de dissuasão nuclear", disse Tusk numa publicação no X.
Poland is in talks with France and a group of closest European allies on the programme of advanced nuclear deterrence. We are arming up together with our friends so that our enemies will never dare to attack us.
— Donald Tusk (@donaldtusk) March 2, 2026
"Estamos a armar-nos com os nossos amigos para que os nossos inimigos não se atrevam a atacar-nos", acrescentou.
Emmanuel Macron anunciou esta segunda-feira uma "grande evolução" da doutrina de dissuasão nuclear da França, na qual oito países europeus, incluindo a Polónia, "concordaram" em participar.
Momentos importantes do dia
- Às primeiras horas desta segunda-feira em várias cidades do Golfo – incluindo no Dubai, em Doha e Manama – ouviram-se várias explosões;
- A Guarda Revolucionária do Irão anunciou o lançamento de uma série de mísseis contra as cidades israelitas de Telavive e Haifa, bem como contra Jerusalém Oriental. Segundo as autoridades iranianas, foram lançados mísseis tendo como alvo o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o quartel-general do comandante da Força Aérea;
- A agência das Nações Unidas para a energia nuclear (AIEA) teve durante a manhã uma reunião extraordinária dedicada ao Irão, após os ataques iniciados no sábado por Israel e pelos Estados Unidos;
- O Exército israelita anunciou o lançamento de "um novo ataque de grande envergadura" no "coração" de Teerão;
- O presidente russo, Vladimir Putin, discutiu a situação no Médio Oriente com o seu homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, segundo a agência de notícias russa TASS;
- Israel lançou ainda nova vaga de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, depois de o movimento xiita ter disparado mísseis contra território israelita;
- França anunciou que vai aumentar número de ogivas nucleares do seu arsenal, sem comunicar o número concreto, nem agora, nem futuramente;
- Donald Trump alertou que a “grande onda” na guerra com o Irão ainda está para vir. Mais tarde, num discurso na Casa Branca, o presidente norte-americano disse que os EUA continuam a realizar "operações de combate em larga escala" no Irão para eliminar as ameaças representadas pelo regime iraniano, afirmando que Teerão ignorou os avisos dos EUA e "recusou a cessar a procura por armas nucleares".
- O chefe do braço armado da Jihad Islâmica Palestiniana no Líbano foi morto num ataque aéreo israelita nos subúrbios do sul de Beirute;
- Macron convocou Conselho de Segurançal para uma reunião esta segunda-feira, às 20h15 (hora local) para discutir a situação no Irão e no Médio Oriente.
Netanyahu diz que queda do regime iraniano está a aproximar-se
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, previu hoje a queda iminente do regime em Teerão, afirmando que se aproxima o dia em que o "valioso povo iraniano rejeitará o domínio da tirania".
"Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania", afirmou Netanyahu.
"Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (...) Depende deles", acrescentou o primeiro-ministro israelita, em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos no domingo em Bet Shemesh, perto de Jerusalém.
Os ataques iranianos a Israel provocaram pelo menos 10 mortos, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária iraniana, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica "em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar", algo negado por Israel.
"É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária" do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.
Os alarmes antiaéreos soam periodicamente em Jerusalém, onde no domingo à noite um míssil atingiu uma estrada de saída da cidade, que até agora não tinha sido atacada nem no atual conflito com o Irão nem na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025.
Hoje de manhã voltaram a soar e ouviram-se interceções, mas não foi relatada a queda de nenhum projétil, nem avistado fumo ou outro sinal que pudesse alertar para um impacto na cidade, indicou a EFE.
As defesas israelitas repeliram a maior parte dos projéteis iranianos, embora no domingo nove pessoas tenham morrido na sequência do impacto de um míssil numa sinagoga que abrigava um refúgio comunitário e casas vizinhas em Beit Shemesh, a cerca de 30 quilómetros de Jerusalém.
Israel e Estados Unidos (EUA) lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Golfo e alvos israelitas.
Trump admite enviar tropas para o terreno "se necessário"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu hoje enviar tropas para o terreno no Irão "se necessário" e garantiu que o seu país tem capacidade para sustentar um conflito por mais de quatro ou cinco semanas.
"Já estamos significativamente adiantados em relação ao calendário. Mas não importa quanto tempo leve, seja o que for preciso, chegaremos lá", prometeu Trump durante uma cerimónia na Casa Branca, acrescentando que os Estados Unidos têm "capacidade para ir muito além" das quatro ou cinco semanas inicialmente referidas.
O chefe de Estado disse ainda que a "grande onda" da ofensiva militar norte-americana "ainda não aconteceu" e que está "a chegar em breve", em declarações telefónicas à cadeia televisiva CNN.
Numa outra entrevista ao jornal New York Post, Trump recusou excluir o envio de tropas terrestres, afirmando que não partilha da postura de presidentes que garantem antecipadamente que "não haverá tropas no terreno".
"Provavelmente não precisamos delas, mas se fosse necessário", explicou Trump.
A operação militar contra o Irão foi lançada no sábado pelos Estados Unidos e por Israel, com o objetivo declarado de travar as capacidades estratégicas de Teerão.
Trump voltou hoje a justificar a decisão afirmando que aproveitou a "última e melhor oportunidade" para atacar, defendendo que um regime iraniano dotado de mísseis de longo alcance e armas nucleares representaria "uma ameaça intolerável" para o Médio Oriente e para o povo norte-americano.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, já tinha dito que nenhum soldado norte-americano se encontra atualmente em solo iraniano, mas assegurou que os Estados Unidos irão "até onde for necessário".
Segundo o chefe do Pentágono, declarar publicamente os limites da ação militar seria "estúpido", rejeitando comparações com intervenções anteriores.
O último grande destacamento de tropas norte-americanas no terreno ocorreu no Iraque, em 2003, e a presença em larga escala mais recente foi no Afeganistão, de onde os Estados Unidos se retiraram no verão de 2021, após duas décadas de guerra.
Hegseth garantiu que a maior potência militar do mundo não está a embarcar noutro "atoleiro", sublinhando que não será necessário mobilizar centenas de milhares de militares nem manter uma presença prolongada no terreno para atingir os objetivos estratégicos definidos por Washington.
Comissão Europeia garante que está empenhada em dar todo o apoio aos "cidadãos da UE"
Num comunicado divulgado após uma reunião extraordinária dos comissários europeus sobre a guerra no Irão convocada pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, no sábado, a Comissão Europeia diz ter duas prioridades: "apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos da UE das consequências adversas derivadas dos acontecimentos no Irão e no Médio Oriente".
O executivo comunitário afirma que irá aumentar o apoio aos Estados-membros no que se refere ao repatriamento e retirada dos seus cidadãos, incluindo recorrendo ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência.
"A Comissão também está a reforçar a sua monitorização de possíveis riscos de disrupção a nível de transportes, designadamente no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, e está a intensificar a coordenação com as companhias aéreas, empresas de transportes e autoridades nacionais", lê-se no comunicado.
No que se refere à energia, a Comissão Europeia indica que está a monitorizar de perto "tanto o preço como a evolução nas cadeias de abastecimento e irá convocar uma 'task force' sobre energia com os Estados-membros", que trabalhará em articulação com a Agência Internacional de Energia e que terá uma reunião já esta semana.
A nível de segurança interna, a Comissão Europeia diz que "mantém um elevado nível de vigilância" e está em "estreita cooperação com a Europol e os Estados-membros no que se refere a potenciais riscos" securitários.
"Por último, no que respeita à migração, a Comissão está a reforçar a sua preparação através de uma monitorização mais rigorosa das tendências e de uma maior cooperação com os países parceiros e as agências da ONU competentes", refere-se.
Governo iraniano pede concentração de apoio para hoje em Teerão
O Governo iraniano apelou à população para se reunir na noite de hoje em vários bairros de Teerão em apoio da República Islâmica e em homenagem ao líder supremo, Ali Khamenei, morto no sábado em ataques aéreos norte-americanos.
A convocatória, transmitida na televisão estatal, surge no terceiro dia de bombardeamentos ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel, que declarou hoje a intenção de intensificar os ataques contra "elementos-chave do regime iraniano".
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O exército israelita reclamou hoje a destruição de cerca de 600 estruturas do regime iraniano, incluindo alvos relacionados com líderes militares, munições e sistemas de defesa.
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Entre os 600 alvos mencionados pelas forças de Telavive, contam-se 20 alvos destinados a atacar os líderes militares iranianos, 150 mísseis balísticos e 200 sistemas de defesa aérea.
Em sentido contrário, a Guarda Revolucionária do Irão, o exército ideológico do regime de Teerão, disse hoje ter atingido mais de 500 alvos no Médio Oriente ligados aos Estados Unidos e a Israel.
O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
Pedidos de repatriamento de portugueses em Israel subiram para 53
O número de pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel aumentou para 53 e não se registaram novos pedidos de residentes no Irão, disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
"Neste momento, temos 53 pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. Na zona do Golfo [Pérsico] estamos a fazer um inventário (...), pois é uma zona onde o número de viajantes é muito instável", referiu à Lusa, por telefone, Emídio Sousa, que domingo tinha avançado a existência de 39 pedidos de repatriamento de Israel.
Relativamente aos portugueses residentes no Irão, não houve mais pedidos além dos dois cidadãos que abandonaram domingo o país.
"Só restam 11 [cidadãos portugueses]. Dos números que tínhamos, eram 13, sendo que dois já saíram ontem [domingo]. Temos ainda a informação que, desses 13, quatro têm dupla nacionalidade", especificou.
"Depois há a situação dos outros residentes que estão na zona onde se está a desenrolar o conflito, que estão calmos", garantiu o membro do governo português.
O secretário de Estado frisou que o Governo tem pedido às pessoas, particularmente os residentes, que se mantenham em casa e respeitam as recomendações das autoridades locais.
Emídio Sousa referiu também que existe a informação de alguns voos estarem a ser retomados no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Precisamente no Dubai, 73 portugueses foram identificados num cruzeiro, onde estão retidos por motivos de segurança, "mas estão bem" e foram hoje visitados pelo embaixador português em Abu Dhabi, Fernando Figueirinhas, sendo que têm voo de regresso marcado para dia 07, sábado, acrescentou.
A fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) especificou que Portugal está em permanente contacto com a União Europeia (UE), mas que aplica também, autonomamente, planos de repatriamento.
Por fim, Emídio Sousa reiterou a importância da inscrição dos viajantes no portal do viajante do MNE, para ser mais fácil a articulação da resposta diplomática.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Dinamarca vai cooperar com a França na dissuasão nuclear
Secretário de Defesa dos EUA admite soldados em território iraniano se necessário
O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, afirmou hoje que embora não existam soldados norte-americanos em território iraniano neste momento, Washington irá "tão longe quanto for necessário".
O líder do Pentágono (Departamento da Defesa) recusou-se a declarar abertamente o que os EUA estão "dispostos a fazer ou a não fazer" e quando questionado se soldados norte-americanos estavam destacados no Irão respondeu que isso era "uma estupidez".
Mas, ressalvou, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer que os inimigos compreendam que os EUA irão "tão longe quanto necessário para defender os interesses americanos".
Na primeira conferência de imprensa desde o início dos bombardeamentos contra o território iraniano, em coordenação com Israel, Pete Hegseth disse que o objetivo dos ataques ao Irão não passa pela construção de uma democracia no país.
"Chega de regras de combate estúpidas, chega de lamaçais com o objetivo de construir uma nação, não é um exercício de construção da democracia", afirmou Hegseth.
Os ataques contra o Irão "não são uma guerra para mudar o regime, mas com certeza o regime mudou e o mundo está melhor por causa disso", sublinhou.
O secretário de Defesa dos EUA insistiu que a operação militar contra o Irão, não era igual ao que aconteceu no Iraque, nem será um conflito interminável, mas, pelo contrário, tem a missão "clara e devastadora" de destruir as capacidades de defesa de Teerão.
Na mesma conferência de imprensa, o chefe do Estado-Maior norte-americano, o general Dan Caine, afirmou que as operações militares contra o Irão estão em fase inicial e "levarão algum tempo" até atingirem os objetivos.
Reconheceu que as operações exigirão "muito trabalho" e poderão causar novas baixas entre as tropas.
"Esta não é uma operação de um dia. Levará algum tempo para atingir os objetivos do [Comando Central dos Estados Unidos] CENTCOM e da força conjunta que foram designados. Em alguns casos, exigirá um trabalho difícil e árduo. Esperamos sofrer novas baixas, mas, como sempre, trabalharemos para minimizá-las", afirmou.
Caine garantiu que a operação está "a escalar" após 57 horas contínuas de operações militares que, segundo frisou, fazem parte da "fase inicial" e exigirão o envio de novas tropas no futuro.
"Este destacamento inclui milhares de tropas de todos os ramos das Forças Armadas, centenas de caças avançados de quarta e quinta geração, dezenas de aviões de reabastecimento e as esquadras de ataque dos porta-aviões Ford e Lincoln e os seus componentes aéreos", detalhou Caine.
O chefe do Estado-Maior disse que o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, "receberá forças adicionais ainda hoje".
"Este rápido aumento de forças demonstra as nossas capacidades conjuntas para nos adaptarmos e projetarmos poder quando decidirmos", adiantou.
"Temos sido sistemáticos nos ataques aos iranianos: centro de comando e controlo, infraestruturas, forças navais, locais de mísseis balísticos e infraestruturas de informações", indicou Caine, que revelou que também estão a realizar ciberataques.
"O impacto combinado desses ataques --- rápidos, precisos e esmagadores --- resultou no estabelecimento de uma superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só reforçará a proteção das nossas forças, como também lhes permitirá continuar o seu trabalho sobre o Irão", disse o general.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Secretário-geral da NATO elogia ação militar dos EUA e de Israel contra o Irão mas afasta envolvimento da aliança
"É realmente importante o que os EUA estão a fazer aqui, juntamente com Israel, porque está a eliminar e a degradar a capacidade do Irão de obter armas nucleares e mísseis balísticos", disse Rutte à emissora alemã ARD, em Bruxelas.
"É realmente importante o que os EUA estão a fazer aqui, juntamente com Israel, porque está a eliminar e a degradar a capacidade do Irão de obter armas nucleares e mísseis balísticos", disse à emissora alemã ARD, em Bruxelas.
"Não há absolutamente nenhum plano para que a NATO se envolva nisto ou faça parte disto, além de os aliados individuais fazerem o que puderem para viabilizar o que os americanos estão a fazer em conjunto com Israel", acrescentou.
Macron convocou Conselho de Segurança
O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou o Conselho de Defesa e Segurança Nacional para uma reunião esta segunda-feira, às 20h15 (hora local) para discutir a situação no Irão e no Médio Oriente, informou o seu gabinete.
Governo assinala "alguma normalidade" no Dubai
Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que "depois da confirmação da saída de alguns voos da Etihad a partir de Abu Dhabi, a embaixada de Portugal nos Emirados Árabes Unidos recebeu indicação de que o aeroporto do Dubai irá realizar alguns voos a partir de hoje".
Este desenvolvimento, acrescentou, "constitui um sinal de retoma de alguma normalidade, que deverá ainda demorar alguns dias".
O MNE referiu ainda que a embaixada em Abu Dhabi "está em contacto permanente com as autoridades locais e com as companhias aéreas e continuará a transmitir atualizações sempre que estejam disponíveis".
Erdogan diz que ataques ao Irão são uma clara violação do direito internacional
Erdogan disse que a Turquia intensificará os seus contactos a todos os níveis até que seja alcançado um cessar-fogo e a calma seja restabelecida na região, acrescentando que a continuação do conflito acarreta sérios riscos para a região e para o mundo, que ninguém conseguiria lidar.
Trump diz ter aproveitado a "última e melhor oportunidade" para atacar o Irão
“Esta era a nossa última hipótese”, disse, afirmando que os EUA vencerão “facilmente”.
O presidente norte-americano afirma que a operação no Irão está "significativamente adiantada em relação ao calendário" e garante que os EUA têm "capacidade" para um conflito que dure "muito mais tempo" do que quatro ou cinco semanas.
EUA confirmam nova baixa e sobe para quatro número de militares mortos na ofensiva
O Exército norte-americano elevou hoje para quatro o número de militares mortos na ofensiva lançada no sábado contra o Irão, após confirmar que um dos soldados gravemente feridos acabou por sucumbir aos ferimentos.
Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que quatro militares norte-americanos "morreram em combate" no âmbito da operação.
"Um quarto militar, que foi gravemente ferido durante os ataques iniciais iranianos, acabou por sucumbir aos ferimentos", referiu a nota informativa.
As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que "as principais operações de combate continuam" e que o "esforço de resposta" permanece em curso.
O CENTCOM recusou divulgar, para já, as identidades dos militares mortos, invocando o procedimento de notificação prévia às famílias durante um período de 24 horas.
O Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano) tinha confirmado no domingo a morte de três militares.
Israel e Estados Unidos (EUA) lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Golfo e alvos israelitas.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel causou até ao momento mais de 550 mortes no Irão, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Entre os mortos figuram vários ministros, destacados quadros do Exército iraniano e o líder supremo do Irão, `ayatollah` Ali Khamenei.
Entretanto, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou que 560 militares norte-americanos foram mortos ou feridos em ataques com mísseis e drones contra várias bases dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico, em retaliação pela ofensiva iniciada no sábado.
Companhias aéreas dos Emirados vão retomar alguns voos a partir do Dubai
O aeroporto internacional do Dubai e o Dubai World Central vão retomar um número limitado de voos, enquanto as companhias Emirates e Flydubai já anunciaram que começarão a operar a partir desta tarde, dando prioridade aos passageiros que tinham reservas nos últimos dias.
Na Arábia Saudita, já há aviões a partir ou a chegar de cidades como Riade, Dammam ou Yeda, sendo que também Mascate (Omã) e Aden (Iémen) têm aviões a aterrar nos seus aeroportos, assim como a Jordânia.
O Qatar, o Bahrein e o Kuwait continuam sem retomar os seus voos e a companhia aérea Qatar Airways informou hoje que as suas operações continuam suspensas devido ao encerramento do espaço aéreo do Qatar.
Hoje, a Agência Europeia para a Segurança Aérea (AESA) prolongou até à próxima sexta-feira a duração do seu aviso às companhias aéreas para que não operem no espaço aéreo do Médio Oriente.
Chefe do braço armado da Jihad Islâmica Palestiniana no Líbano foi morto
Adham Adnan al-Othman foi morto "numa agressão sionista que teve como alvo os subúrbios do sul de Beirute na madrugada de segunda-feira", afirmou a Brigada Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica Palestiniana, em comunicado.
Mulher de Khamenei morreu devido aos ferimentos sofridos no ataque
Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh estava em coma depois de ela e o seu marido terem sido alvos do ataque dos EUA e de Israel na noite de sábado, adiantou a agência de notícias iraniana ISNA nesta segunda-feira.
Catar afirma ter abatido dois caças iranianos
"A Força Aérea do Catar abateu com sucesso duas aeronaves SU-24 da República Islâmica do Irão. Intercetou também sete mísseis balísticos utilizando as defesas aéreas e cinco drones, que tinham como alvo várias áreas do país ", afirmou o Ministério em comunicado.
Espanha recusou a utilização de bases militares no país pelos Estados Unidos
"Rotundamente não, nas bases que há em Morón e em Rota não se prestou nenhum tipo de assistência, absolutamente nenhuma, a esta atuação, a estes ataques", disse a ministra da Defesa, Margarita Robles, em declarações a jornalistas.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jose Manuel Albares, afirmou que Espanha "não vai ceder as suas bases" para o ataque o Irão, que EUA e Israel estão a levar a cabo desde sábado.
Os EUA usam duas bases militares espanholas, em Rota e Morón, ambas no sul do país.
A ministra da Defesa sublinhou que o acordo com os norte-americanos para a utilização das duas bases "tem de funcionar dentro do quadro da legalidade internacional" e, "neste momento", Israel e EUA "estão a atuar unilateralmente, sem o apoio de uma resolução internacional" para os ataques ao Irão, "e portanto não se estão a usar essas bases".
"Apostamos claramente pelas soluções diplomáticas", acrescentou Margarita Robles, que sublinhou que o Governo espanhol defende que "o povo iraniano tem o direito a libertar-se", mas "a violência, os conflitos, as mortes, nunca vão ser a solução de nenhum problema".
Espanha tem "o máximo respeito pelos EUA", mas entende que o acordo para a utilização das duas bases militares em território espanhol não se aplica "a estas operações em concreto", sublinhou.
Face à não autorização de uso das bases espanholas, os EUA retiraram desde domingo para outras bases na Europa os aviões militares cisterna (11, segundo fontes militares citadas por meios de comunicação social espanhóis) que tinham estacionados em Rota e Morón e que servem para reabastecimento de outras aeronaves.
C/Lusa
Starmer garante que Reino Unido não se vai juntar aos EUA e a Israel nos ataques contra o Irão
Mas, no domingo, o primeiro-ministro, Keir Starmer, anunciou que concordou em permitir que os EUA usem as bases em território britânico para ataques ao Irão em resposta aos ataques iranianos a interesses britânicos e aos aliados no Golfo, invocando o Direito internacional.
"Ontem à noite, tomámos a decisão de aceitar esse novo pedido, a fim de impedir que o Irão disparasse mísseis pela região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estiveram envolvidos", explicou Starmer hoje aos deputados.
"Para ser claro, o uso das bases britânicas está limitado aos fins defensivos acordados. Não estamos a juntar-nos aos ataques ofensivos dos EUA e de Israel", referiu.
Trump avisa que "a grande onda" ainda está para vir
Numa entrevista telegónica de nove minutos na manhã desta segunda-feira, o presidente norte-americano disse que as forças armadas dos EUA estão “a dar uma tareia” ao Irão, mas avisa que a “grande onda” ainda está para vir.
"Acho que está a correr muito bem. (…) Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos a usá-las”, disse.
Questionado sobre se os EUA estão a fazer mais do que o ataque militar para ajudar o povo iraniano a retomar o controlo do país ao regime, Trump respondeu: "Sim".
"Estamos, de facto. Mas agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora”, avisou.
“Ainda nem sequer começámos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda vai chegar em breve”, alertou.
Air France prolonga suspensão de voos para o Médio Oriente
"Devido à situação de segurança no destino, a companhia decidiu prolongar a suspensão dos seus voos de e para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 05 de março inclusive", precisou em comunicado a transportadora.
No sábado, a companhia aérea francesa tinha anunciado a suspensão dos voos para o Médio Oriente até ao dia 03 de março, prolongando agora este período por mais dois dias.
Ainda assim, "o reinício das operações continuará sujeito a uma avaliação da situação no local", acrescentou a Air France, enquanto grande parte do espaço aéreo do Médio Oriente está fechado devido à ofensiva israelo-americana contra o Irão.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Guardas da Revolução dizem ter atingido 500 alvos ligados aos EUA e a Israel
"Desde o início do conflito, os corajosos soldados das forças armadas iranianas atacaram 60 alvos estratégicos e 500 alvos militares americanos e do regime sionista", indicaram em comunicado, acrescentando que "lançaram mais de 700 drones e centenas de mísseis".
Turquia anuncia suspensão das passagens pela fronteira com o Irão
No entanto, "o Irão autoriza os seus cidadãos a entrar no seu território através da Turquia e a Turquia também autoriza os seus cidadãos e os nacionais de países terceiros a entrar no seu território provenientes do Irão", declarou.
Israel promete atacar "todos os líderes e fações terroristas" no Médio Oriente
"A nossa mensagem é clara e ressoa por todo o Médio Oriente: vamos atacar todos os líderes e fações terroristas que se levantam para nos fazer mal. Já o provámos e continuaremos a prová-lo", acrescentou.
Itália recebeu pedidos de ajuda logística de países do Golfo
Num discurso perante uma comissão parlamentar em Roma, António Tajani afirmou também que as tropas italianas destacadas no Líbano, Jordânia e outros países dessa região estão em segurança.
Secretário de Defesa dos EUA admite soldados em território iraniano se necessário
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que embora não existam soldados norte-americanos em território iraniano neste momento, Washington irá "tão longe quanto for necessário".
O líder do Pentágono (Departamento da Defesa) recusou-se a declarar abertamente o que os EUA estão "dispostos a fazer ou a não fazer" e quando questionado se soldados norte-americanos estavam destacados no Irão respondeu que isso era "uma estupidez".
Mas, ressalvou, o presidente norte-americano quer que os inimigos compreendam que os EUA irão "tão longe quanto necessário para defender os interesses americanos".
Na primeira conferência de imprensa desde o início dos bombardeamentos contra o território iraniano, em coordenação com Israel, Pete Hegseth disse que o objetivo dos ataques ao Irão não passa pela construção de uma democracia no país.
"Chega de regras de combate estúpidas, chega de lamaçais com o objetivo de construir uma nação, não é um exercício de construção da democracia", afirmou Hegseth.
Os ataques contra o Irão "não são uma guerra para mudar o regime, mas com certeza o regime mudou e o mundo está melhor por causa disso", sublinhou.
O secretário de Defesa dos EUA insistiu que a operação militar contra o Irão, não era igual ao que aconteceu no Iraque, nem será um conflito interminável, mas, pelo contrário, tem a missão "clara e devastadora" de destruir as capacidades de defesa de Teerão.
França vai aumentar número de ogivas nucleares
Governo diz que aumento do preço do petróleo não é boa notícia e promete aprovar medidas, se necessário
O ministro da Economia admite que o aumento do preço do petróleo "não é uma boa notícia" e assegurou que o executivo irá, se for necessário, tomar as medidas adequadas para que a economia funcione.
"É claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia", disse Manuel Castro Almeida, acrescentando que "Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado.
À margem de uma reunião em Faro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, o responsável governamental recordou que 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, é "menos dependente do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal".
Para Manuel Castro Almeida, o executivo "estará sempre atento e a obrigação do Governo é estar atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e que as finanças públicas possam estar equilibradas".
Os preços do petróleo Brent aumentaram hoje, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado e o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há nada para recear a esse respeito", disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial.
Castro Almeida afastou a possibilidade, neste momento, de haver uma revisão do orçamento provocada pelo impacto do mau tempo na economia e as consequências de um eventual aumento dos combustíveis.
"Neste momento é muito cedo para tomar uma posição sobre isso. Se for necessário será feito, se não for necessário não será feito. Neste momento não há indicadores que permitam tomar uma decisão agora, mas ela mais tarde será reavaliada e mais tarde veremos se é ou não é necessário", disse.
A Comissão Europeia também já tinha garantido hoje não ter "preocupações imediatas" quanto à segurança do abastecimento energético à União Europeia (UE), apesar do impacto do conflito no Médio Oriente no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
Israel desmente ataque contra gabinete do primeiro-ministro
O gabinete do primeiro-ministro israelita negou que tenha sido hoje alvo de um ataque do Irão, desmentindo declarações anteriores da Guarda Revolucionária iraniana.
"É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária" do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.
Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica "em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar".
Inicialmente, também a agência de notícias russa TASS tinha avançado um ataque da Guarda Revolucionária do Irão contra o gabinete do primeiro-ministro de Israel, mas já tinha citado uma fonte israelita a negar a informação.
Macron frisa que "apenas o presidente francês pode decidir usar armas nucleares"
Emmanuel Macron defendeu ainda que "os novos tempos exigem um endurecimento da doutrina nuclear francesa" e afirmou que as decisões sobre armas nucleares vão permanecer unicamente nas suas mãos.
"Apenas o presidente francês pode decidir usar armas nucleares", sublinhou.
Macron alertou ainda para uma "possível eclosão de conflitos nas nossas fronteiras".
Governo português espera que diálogo diplomático seja estabelecido "muito rapidamente"
O Governo tem apelado a todos aqueles que precisem de sair dos países afetados pelo conflito, tanto emigrantes como turistas, que entrem em contacto com a rede consular.
“Relativamente à questão de fundo, o nosso desejo é que possa muito rapidamente ser restabelecido o diálogo diplomático e que as hostilidades possam cessar”, acrescentou Luís Montenegro.
EUA possuem "superioridade aérea" sobre o Irão, afirma chefe do Estado-Maior
"O impacto combinado desses ataques - rápidos, precisos e esmagadores - resultou no estabelecimento de uma superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só reforçará a proteção das nossas forças, mas também lhes permitirá continuar o seu trabalho sobre o Irão", afirmou o general Caine em conferência de imprensa.
UE vai convocar reunião sobre impacto do conflito no abastecimento de gás
Este grupo inclui representantes dos governos dos Estados-Membros e monitoriza o armazenamento de gás e a segurança do abastecimento na UE, coordenando medidas de resposta durante crises.
Trump decide quanto tempo durará a guerra contra o Irão, afirma chefe do Pentágono
Este responsável disse ainda que os Estados Unidos não descartam qualquer opção. "Lutamos para ganhar", assegurou.
Correspondentes da RTP acompanham reações de Paris e Bruxelas
Em Bruxelas está o correspondente Paulo Dentinho, que destacou uma cautela inicial por parte dos europeus, com uma aproximação prudente a Washington.
Israelitas vivem "as consequências de uma guerra a avançar cada vez mais"
Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, mostram os impactos da retaliação iraniana.
Caças dos EUA abatidos por engano pelo Kuwait
Os três caças norte-americanos que caíram na manhã desta segunda-feira foram atingidos, por engano, pelo Kuwait. A informação foi avançada pelo Pentágono.
Foto: CentCom - X via Reuters
O Irão continua a retaliar contra vários países do Golfo.
França e Alemanha estão disponíveis para defender os Estados visados e o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a usarem as bases britânicas no Médio Oriente.
Israel voltou a atacar o Líbano
Foi lançada uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, depois de o movimento xiita ter disparado mísseis contra território israelita.
Foto: Wael Hamzeh - EPA
Beirute teme um novo conflito de larga escala, numa altura em que a região já está sob forte pressão após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
Preço do gás europeu dispara
O preço do gás europeu disparou após a companhia energética pública do Catar, QatarEnergy, ter anunciado a interrupção da produção de GNL, na sequência de um ataque de drones iranianos.
Pelas 12h30 em Lisboa, o contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, mostrava um acréscimo superior a 39 por cento, atingindo os 44,605 euros. Istp depois de ter alcançado o nível mais alto desde março de 2025, nos 46,200 euros (+44,56 por cento).
"Devido aos ataques militares perpetrados contra as instalações da QatarEnergy localizadas nas zonas industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, a QatarEnergy cessou a produção de gás natural liquefeito (GNL) e de produtos derivados", anunciou a empresa em comunicado.c/ Lusa
Galp não antecipa impactos materiais e ajusta cargas de petróleo devido à tensão
A Galp considera que a escalada do conflito com o Irão está a aumentar a incerteza nos mercados energéticos, mas garantiu não registar "impactos materiais" nas operações, tendo adotado medidas preventivas como o redirecionamento de cargas de petróleo.
Durante a conferência telefónica com analistas no âmbito da apresentação dos resultados de 2025, a co-presidente executiva, Maria João Carioca, afirmou que o portfólio da empresa beneficia de um posicionamento geográfico que limita a exposição às zonas mais instáveis do mercado petrolífero internacional.
No entanto, segundo a responsável, a petrolífera adotou medidas preventivas, incluindo o redirecionamento de carregamentos de petróleo próprio ("equity oil") para reduzir eventuais riscos logísticos e assegurar a continuidade do abastecimento.
Num contexto de elevada incerteza, Maria João Carioca sublinhou que será essencial manter "uma clara concentração no desempenho operacional e numa gestão financeira disciplinada".
Nesse enquadramento, a petrolífera optou por limitar o horizonte das previsões financeiras. "Estamos a limitar o nosso `guidance` apenas a 2026", afirmou, acrescentando que a empresa atualizará o mercado quando houver maior visibilidade estratégica.
A Galp assume um cenário prudente para o próximo ano, baseado num preço do petróleo Brent de 60 dólares por barril.
Questionada sobre a estratégia de exploração e produção, a empresa indicou que privilegia oportunidades em petróleo, afirmando que o gás não é atualmente uma área de investimento ativo nem uma prioridade no portefólio.
"O gás não é uma área em que estejamos a investir ativamente e a procurar oportunidades", sustentou.
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Os ataques coordenados de Israel e dos EUA contra o Irão visam explicitamente a mudança de regime e, apesar do assassinato do líder supremo, provavelmente durarão muito mais do que a ação limitada observada em 2025, quando o Brent ultrapassou brevemente os 80 dólares por barril", salientou Paolo Zanghieri, economista sénior da Generali AM, numa nota de análise.
O analista apontou que a retaliação do Irão, ao atacar Israel, bases americanas nos países do Golfo e fechar o estreito de Ormuz, "tem como objetivo pressionar os países do Golfo a procurarem a desescalada".
O fecho do Estreito de Ormuz "poderia reduzir a produção global de petróleo em cerca de 15 a 20%", segundo os cálculos do analista, que destacou que a OPEP+ decidiu aumentar a oferta em 206 mil barris por dia, o que poderia compensar a perda das exportações iranianas.
A Galp registou um resultado líquido recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior, anunciou hoje a empresa.
O resultado foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines.
Conflito no Médio Oriente a escalar
- Israel voltou a atacar o Líbano. Foi desencadeada uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, depois de este movimento xiita ter disparado mísseis contra território israelita. Morreram pelo menos 31 pessoas e outras 149 ficaram feridas, segundo dados do Ministério libanês da Saúde;
- Os três caças norte-americanos que caíram na manhã desta segunda-feira foram atingidos, por engano, pelo Kuwait, indica o Pentágono. Os pilotos sobreviveram e foram levados para hospitais do país;
- O Comando Central dos Estados Unidos avançou que um quarto militar norte-americano morreu devido a ferimentos sofridos na operação no Irão. O operacional ficou gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irão e acabou por sucumbir aos ferimentos;
- O Irão continua a retaliar contra vários países do Golfo. França e Alemanha dizem-se disponíveis para defender os Estados visados e o Reino Unido autorizou o Pentágono a usar bases britânicas no Médio Oriente;
- O Exército israelita reivindica a morte do chefe dos serviços de informações do Hezbollah, Hussein Makled, em Beirute, a capital do Líbano;
- As Forças de Defesa de Israel anunciaram também o lançamento de "um novo ataque de grande envergadura" no "coração" de Teerão;
- O presidente russo, Vladimir Putin, discutiu a situação no Médio Oriente com o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, segundo a agência de notícias russa TASS;
- O presidente dos Estados Unidos afirma que a guerra pode durar quatro ou cinco semanas. Donald Trump avança que o Irão quer retomar as negociações, mas Teerão desmente. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros avisa mesmo que mudar o regime teocrático é uma missão impossível;
- Donald Trump criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer por ter demorado "demasiado tempo" a autorizar os Estados Unidos a usar a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, contra o Irão;
- O Reino Unido garantiu esta segunda-feira que "não está em guerra", depois de uma base aérea britânica em Chipre ter sido atingida por um drone iraniano e de Londres ter autorizado Washington a utilizar as suas bases militares contra o Irão;
- A maioria dos portugueses que residem em zonas afetadas pelo conflito afastam, por agora, regressar a Portugal. Dos Emirados Árabes Unidos e do Catar chegam relatos de uma manhã mais tranquila;
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que a haver operações de repatriamento serão concertadas com outros países europeus, mas que até ao momento só chegaram 39 pedidos - todos a partir de Israel;
- O preço do barril de petróleo pode chegar aos 100 dólares, o que significa um aumento de mais de 50 por cento. É esta a convicção da generalidade dos analistas. Já se registou uma subida de dez por cento;
- O ministro da Economia admite que o que se passa no Médio Oriente não constitui uma boa notícia para Portugal, garantindo que o Governo está atento. Manuel Castro Almeida não afasta uma possível revisão do Orçamento do Estado, mas ressalva que ainda é cedo para tomar uma decisão.
Quarto militar norte-americano morre devido a ferimentos sofridos em operação no Irão
O militar ficou gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irão e acabou por sucumbir aos ferimentos, informou o comando em comunicado.
Israel diz que matou chefe da inteligência do Hezbollah em Beirute
Irão lança nova vaga de mísseis contra Israel
Putin discute situação no Médio Oriente com presidente dos Emirados Árabes Unidos
Trump critica Starmer por demorar a autorizar o uso de uma base militar contra o Irão
"Demorou demasiado tempo. Demasiado tempo", disse o presidente norte-americano ao jornal The Daily Telegraph. "Ficámos muito desapontados com Keir", acrescentou.
Reino Unido abre as suas bases aos Estados Unidos mas nega estar em guerra
"O Reino Unido não está em guerra", afirmou o secretário de Estado britânico responsável pelo Médio Oriente, Hamish Falconer, em declarações à BBC.
Londres "decidiu deliberadamente não participar na primeira onda de ataques liderados pelos governos americano e israelita", afirmou.
Três F-15 americanos foram abatidos pela defesa aérea do Kuwait por acidente
"O Kuwait reconheceu este incidente e estamos gratos pelos esforços das suas forças de defesa e pelo seu apoio na operação em curso" contra o Irão, acrescentou.
Crise no Golfo pode levar preço do petróleo para valor acima dos 100 dólares por barril
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
"Os ataques coordenados de Israel e dos EUA contra o Irão visam explicitamente a mudança de regime e, apesar do assassinato do líder supremo, o ayatollah Khamenei, provavelmente durarão muito mais do que a ação limitada observada em 2025, quando o Brent ultrapassou brevemente os 80 dólares por barril", salientou Paolo Zanghieri, economista sénior da Generali AM, numa nota de análise.
O analista apontou que a retaliação do Irão, ao atacar Israel, bases americanas nos países do Golfo e fechar o estreito de Ormuz, "tem como objetivo pressionar os países do Golfo a procurarem a desescalada".O fecho do Estreito de Ormuz "poderia reduzir a produção global de petróleo em cerca de 15 a 20%", segundo os cálculos do analista, que destacou que a OPEP+ decidiu aumentar a oferta em 206 mil barris por dia, o que poderia compensar a perda das exportações iranianas.
No entanto, "impedir que os preços do petróleo ultrapassem 100 dólares por barril depende da reabertura do estreito de Ormuz", disse, sendo que "uma interrupção parcial, obtida através de ataques esporádicos a navios e minagem do estreito, poderia elevar os preços para 90 dólares ou mais".
Além disso, ataques diretos às instalações petrolíferas do Golfo "aumentariam drasticamente os preços, mas também comprometeriam os laços regionais já frágeis do Irão e desagradariam a China".
O economista-chefe da AllianzGI, Christian Schulz, também nota que, após os ataques, os mercados enfrentam um "choque significativo, embora ainda não desestabilizador".
"A implicação imediata é a reavaliação dos riscos extremos, com os preços do petróleo a subirem potencialmente, os ativos de risco a descerem e os ativos de refúgio a beneficiarem, mas muito depende de se o conflito se vai alastrar a uma instabilidade regional ou doméstica mais ampla", considerou.Schulz admitiu que os preços do petróleo deverão subir, "mesmo que um encerramento sustentado do estreito de Ormuz permaneça improvável por enquanto", e nos mercados financeiros em geral, os títulos do Tesouro dos EUA, o dólar norte-americano e o ouro poderão apreciar-se, enquanto as ações poderão sofrer.
Ricardo Evangelista, presidente executivo (CEO) da ActivTrades Europe, destacou numa nota de análise que se começou a ver o impacto, sendo que os preços do petróleo WTI "iniciaram a nova semana quase 10% acima do nível de fecho de sexta-feira", refletindo o "nervosismo entre os investidores".
A interrupção do tráfego no estreito de Ormuz "afeta cerca de 25% da produção mundial de petróleo, que é normalmente transportada por petroleiros através do estreito", apontou, sendo que, "após a subida inicial na abertura do mercado, os preços do crude já devolveram parte dos ganhos, mas mantêm-se acima dos 72 dólares por barril, um nível que não era observado desde junho".
"Quanto mais tempo o conflito persistir e o petróleo do Golfo permanecer retido na região, maior será a probabilidade de os preços continuarem a subir, podendo aproximar-se da fasquia dos 100 dólares por barril", alertou o analista.
Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, acrescentou que na Europa as empresas de aviação foram das mais penalizadas, devido à perspetiva de menor atividade no Médio Oriente, enquanto as empresas de defesa e de energia foram as mais beneficiadas pelo choque petrolífero.
O Irão advertiu que o trânsito no estreito de Ormuz já não é seguro, na sequência do conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica.O aviso iraniano e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou ao desvio de rotas por parte de algumas grandes companhias marítimas, como a Maersk e a Mediterranean Shipping Company (MSC).
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.
O preço do barril de Brent subia cerca de 8% esta manhã para 78,22 dólares, após o ataque ao Irão, um dos principais produtores da OPEP+ e país que controla o estreito de Ormuz.
O Irão representa cerca de 11% das importações chinesas de petróleo, sendo a China o maior comprador mundial, mas aproximadamente 45% do crude adquirido por Pequim provém de outros países do Golfo, como a Arábia Saudita, o Iraque e o Kuwait.
Israel lança "novo ataque de grande envergadura" no "coração de Teerão"
"A Força Aérea israelita, sob a liderança dos serviços secretos israelitas, lançou um novo ataque de grande envergadura contra alvos do regime terrorista iraniano no coração de Teerão", declarou o Exército num comunicado.
Fortes explosões foram ouvidas momentos antes em vários bairros de Teerão, segundo jornalistas da AFP no local.
Aeroporto de Chipre evacuado
O aeroporto de Paphos, na costa ocidental da ilha, fica a cerca de 60 quilómetros da base aérea britânica RAF Akrotiri, que foi atingida por um drone não tripulado durante a noite.
Fortes explosões ouvidas em Teerão
Guardas da Revolução lançaram mísseis contra gabinete de Netanyahu
"Os escritórios do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e o quartel-general do comandante da Força Aérea do regime foram alvos", indicaram os Guardas da Revolução num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars, precisando que foram usados mísseis Kheibar.
Preço do petróleo toca 80 dólares, gás e ouro sobem e bolsas recuam
A guerra no Médio Oriente fez subir hoje os preços do gás e do petróleo, que negoceia em torno dos 80 dólares por barril, enquanto as bolsas mundiais recuam e o ouro avança.
Mas, "para um evento de tal magnitude e sem precedentes, as reações dos mercados financeiros permanecem moderadas por enquanto", avalia, a diretora de pesquisa da XTB, Kathleen Brooks.
O principal movimento é o aumento do preço dos hidrocarbonetos, enquanto o Estreito de Ormuz, via essencial do comércio mundial, é agora evitado pelas principais companhias marítimas mundiais devido ao conflito.
O contrato de futuros do TTF holandês, considerado a referência europeia para o gás, registava às 08:40 GMT um aumento de 24,89%, para 39,91 euros.
No que diz respeito ao petróleo, o barril de Brent do Mar do Norte disparou 9,98%, para 80,14 dólares. O barril de WTI norte-americano subiu 9,21%, para 73,19 dólares.
Este aumento do petróleo provocou uma subida do dólar, moeda internacional utilizada no mercado petrolífero: subiu 0,93%, para 1,1703 dólares por euro.
O ouro, valor refúgio em caso de incertezas, ganhou 2,53%, para 5.412,75 dólares a onça.
"Há alguns anos, um conflito prolongado no Médio Oriente, no qual os Estados Unidos e o Irão se atacavam diretamente uns aos outros e aos aliados dos Estados Unidos, teria provocado o caos nos mercados", diz Kathleen Brooks.
Os efeitos nos mercados não são "insignificantes, mas certamente não são uma derrota", acrescentou.
As bolsas recuaram: Paris perdia 1,92%, Frankfurt 2,09%, Londres 1,04%, Milão 2,23% e Madrid 2,96%.
Na Ásia, Tóquio cedeu 1,35%. Hong Kong perdeu 2,14%.
"Observamos um mercado ordenado: os preços recuam, mas não há qualquer pânico, os mercados parecem (...) contar com um conflito limitado no tempo", observa Jochen Stanzl, da CMC Markets.
Os investidores estão preocupados com as "perturbações nas cadeias de abastecimento", com "o risco de uma inflação mais elevada", explica a diretora de estratégias de investimento da Hargreaves Lansdown, Kat Hudson.
As ações das grandes petrolíferas disparam em toda a Europa, beneficiando da subida dos preços do petróleo.
Por volta das 08:30 (hora de Lisboa), a TotalEnergies subia 3,97% na Bolsa de Paris. Noutros locais da Europa, a Eni subia 3,53% em Milão, a Shell 5,32% e a BP 4,70% em Londres. A Repsol ganhava 4,29% em Madrid. A Equinor disparava 7,81% em Oslo.
Já as ações das empresas do setor aéreo e do turismo caem nas bolsas europeias.
No setor aéreo, por volta da mesma hora, a AirFrance-KLM caía 7,24% em Paris, a Lufthansa recuava 5,77% em Frankfurt e a Easyjet 4,22% em Londres.
No setor do turismo, a Accor caía 9,50% em Paris e a TUI 7,00% em Frankfurt.
Por outro lado, as ações relacionadas com a indústria da defesa beneficiaram da escalada militar.
Em Paris, a Thales subia 5,61% e a Dassault Aviation 2,95%. Em Londres, a BAE Systemes avançava 7,20% e, em Estocolmo, a Saab 4,76%.
Única solução duradoura para o Irão é diplomática, afirma von der Leyen
"Isto significa uma transição credível para o Irão, o fim definitivo dos programas nuclear e balístico e o fim das atividades desestabilizadoras na região", disse von der Leyen aos jornalistas em Bruxelas.
"Temos de trabalhar arduamente para diminuir a tensão e impedir que o conflito se alastre", acrescentou.
Sirenes soam na base aérea britânica de Akrotiri, em Chipre
Israel diz que "nada justifica", por enquanto, uma invasão do Líbano
Navio no porto do Bahrein atingido por dois projéteis
O incêndio foi extinto, o navio permaneceu no porto e a tripulação foi retirada e está em segurança, acrescentou a UKMTO.
Grupo Lufthansa suspende voos para o Médio Oriente até 8 de março
O grupo Lufthansa informou que suspende os voos para Telavive (Israel), Beirute (Líbano), Amã (Jordânia), Erbil (Iraque), Dammam (Arábia Saudita) e Teerão (Irão).
Além disso, as companhias aéreas do grupo Lufthansa, ao qual também pertencem a Swiss, a Austrian, a Brussels Airlines e a ITA, não utilizarão o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Catar, Kuwait, Barém, Dammam e Irão.
Os voos para Dubai também estão suspensos até 4 de março, enquanto as companhias aéreas não utilizam o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, precisou a mesma fonte.
c/ Lusa
Ataques iranianos terão visado infraestruturas civis no Catar, incluindo aeroporto
Majed Al Ansari também disse que o Catar não está a dialogar com o Irão neste momento.
Preços do gás na Europa disparam mais de 22%
Cerca das 08:00 (hora de Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, subiu mais de 20%, depois de ter subido 22% para 38,885 euros, um preço ainda inferior ao atingido em janeiro devido a uma vaga de frio.
c/ Lusa
Registados 39 pedidos de portugueses que querem sair de Israel
Três aeronaves norte-americanas caíram no Kuwait
França pronta para participar na defesa dos países do Golfo e da Jordânia
"Aos países amigos que foram deliberadamente alvo de mísseis e drones dos Guardas da Revolução e arrastados para uma guerra que não escolheram - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia -, a França expressa o seu total apoio e solidariedade. Estamos prontos (...) para participar na sua defesa", afirmou Jean-Noël Barrot em conferência de imprensa.
Refinaria na Arábia Saudita atacada por drones
A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.
A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.
Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.
A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.
Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.
Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.
A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.
Agência Internacional de Energia Atómica realiza reunião extraordinária
A reunião na sede da agência é realizada por iniciativa da Rússia, aliada de Teerão, que fez o pedido no sábado, após um pedido semelhante do Irão.
Esta reunião extraordinária antecede uma reunião do Conselho de Governadores da AIEA, que representa 35 países.
A agência é responsável por promover o uso pacífico da energia nuclear. As suas relações com o Irão deterioraram-se após a breve guerra iniciada em 13 de junho por Israel.
As inspeções da agência da ONU foram finalmente retomadas, mas não em locais nucleares importantes, como Fordo, Natanz e Isfahan, atingidos durante os ataques.
Num relatório ao qual a AFP teve acesso na sexta-feira, a agência apelou ao Irão para que cooperasse "de forma construtiva" para que a AIEA pudesse verificar todas as suas instalações.
Bolsas europeias em forte baixa depois do ataque dos EUA e Israel ao Irão
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, depois de no passado fim de semana os Estados Unidos e Israel terem lançado um ataque conjunto sobre o Irão.
Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,57% para 624,05 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,57%, 1,94% e 2,14%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2,56% e 2,09%.
A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 0,86% para 9.196,26 pontos.
Uma hora antes da abertura da sessão, os futuros dos mercados europeus viraram para vermelho, enquanto o preço do petróleo Brent, de referência no Velho Continente, para entrega em maio, dispara quase 10%, para mais de 80 dólares por barril.
Nos Estados Unidos, os futuros sobre os principais indicadores de Wall Street caem: o Dow Jones de Industriais, 1,03%, o tecnológico Nasdaq, 1,33%.
Antes da abertura da Europa, na Ásia, o Nikkei de Tóquio fechou com uma queda de 1,35%.
O Hang Seng de Hong Kong caiu 1,99%, enquanto, ao contrário, a Bolsa de Xangai, embora tenha aberto em baixa, terminou a subir 0,47%.
Noutros mercados, e perante as tensões no Médio Oriente, o ouro sobe 2,4%, para 5.407,60 dólares por onça, enquanto a prata avança 2,17%, para 95,8230 dólares.
O euro está em baixa e a ser negociado a 1,1712 dólares, contra 1,1812 dólares na sexta-feira.
A bitcoin, a criptomoeda mais conhecida e negociada do mercado, valoriza-se em 0,6%, para 66.158,60 dólares.
Paulo Rangel diz que MNE da UE estão de acordo com retoma de negociações
Os chefes de diplomacia dos Estados-membros da União Europeia reuniram-se hoje para discutir a ofensiva militar israelita e norte-americana contra o regime islâmico de Teerão.
"Houve um consenso (...) no sentido de que é muito importante haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível" deve-se "retomar as negociações", referiu Paulo Rangel.
Destacou que "também ficou muito clara a solidariedade com os países do Golfo".
"Praticamente todos os ministros, eu próprio também o fiz, já tinham falado com vários, se não com todos os seus homólogos do Qatar, do Bahrein, dos Emirados, da Arábia Saudita, da Omã, da Jordânia", relatou.
Paulo Rangel criticou a resposta iraniana, com "um conjunto de países que foram objeto de uma retaliação pelo Irão, o que não se compreende" porque "há aqui um conflito em que estão os Estados Unidos e Israel de um lado, o Irão do outro".
Aquilo que "será expectável é que haja um ataque basicamente recíproco e não envolver Estados terceiros", defendeu
O ministro adiantou que "há vontade de marcar já uma reunião da União Europeia, dos ministros dos Negócios Estrangeiros com os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo".
"O resultado com efeitos práticos mais importante foi a questão dos cidadãos europeus que estão neste momento retidos" nesses países, em particular nos Emirados, no Qatar, na Arábia Saudita, tal como Israel, que "também está nesta situação" e no Irão.
No caso do Irão, "as pessoas que temos, que têm nacionalidade portuguesa, não chegam uma dezena e todas querem lá ficar, o que não quer dizer que se mudarem de ideias não se possa tentar encontrar uma solução alternativa", disse.
O ministro sublinhou a questão "da necessidade de, eventualmente, repatriar os cidadãos europeus que estão no Golfo e, designadamente, aqueles que estão em trânsito".
No entanto, "há pessoas que estão em férias, há pessoas que estão a trabalhar durante dois ou três dias em viagens de negócios, há as pessoas que estão simplesmente em trânsito e a usar o aeroporto de Dubai ou o aeroporto de Doha para ir e para vir e que ficaram retidas naquela região sem possibilidade de sair", notou.
"Tem que se encontrar uma solução para que essas pessoas possam regressar aos seus países", sublinhou, referindo que "se acordou que haveria, no fundo, uma espécie de coordenação europeia deste processo de repatriamento".
"Chipre, porque tem a presidência (do Conselho da União Europeia), porque tem esta localização, já está a coordenar esforços e houve aqui um compromisso para este efeito, destacou.
c/ Lusa
Ministro israelita da Defesa afirma que líder do Hezbollah libanês é "alvo a eliminar"
China pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz
Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro "não contaram com autorização do Conselho de Segurança" das Nações Unidas e "violam o direito internacional", apelando à prevenção de uma nova escalada.
Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que "o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia".
"Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional", acrescentou.
A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual "alastramento" dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo "devem ser plenamente respeitadas".
Questionada sobre o papel da China enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Mao indicou que Pequim e Moscovo promoveram uma reunião de emergência do órgão e apoiam a continuação do seu papel na manutenção da paz e da segurança internacionais.
A responsável acrescentou que a China "não foi informada com antecedência" sobre as ações militares norte-americanas.
No domingo, Pequim condenou a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, classificando-a como uma grave violação da soberania do Irão e dos princípios da Carta das Nações Unidas.
Crescente Vermelho fala em 555 mortos no Irão
Pelo menos 35 pessoas morreram na província de Fars, no sul do Irão, nos ataques da última noite por parte de Israel e dos Estados Unidos, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
Este balanço "pode aumentar" devido à "continuação dos ataques aéreos do inimigo", alerta a Tasnim.
Teerão anuncia novo ataque com mísseis contra Israel
UE condena ataques regionais do Irão e pede contenção a todas as partes
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estiveram reunidos extraordinariamente a pedido de Kaja Kallas, por videoconferência, para analisar e responder à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão.
A União Europeia diz que o Médio Oriente tem muito a perder com um novo e prolongado conflito e que os ataques a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis.
Para já, o foco principal dos 27 está na proteção dos cidadãos europeus e na possibilidade de ativar mecanismos de proteção consular e de repatriamento - também a preocupação com a possível interrupção da circulação no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo, que fará inevitavelmente fazer escalar o preço deste produto.
A União Europeia salienta a importância de procurar soluções diplomáticas e estratégias de contenção do conflito e pede o fim do programa nuclear do Irão.
Para esta segunda-feira está pedida uma reunião especial convocada pela presidente da Comissão Europeia, para discutir a situação no Irão, com o Colégio Europeu de Segurança e Defesa.
Ataques de Israel contra Hezbollah vão continuar
"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", afirmou o chefe do Estado-Maior do exército israelita.
Eyal Zamir colocou a ênfase na necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".
A maioria das vítimas em território libanês (20 mortos e 91 feridos) foi registada em Dahye, nos subúrbios de Beirute, enquanto que os restantes 11 mortos e 58 feridos resultaram de ataques na região sul do país.
O Hezbollah justificou os seus ataques como resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, a expensas do cessar-fogo de 2024.
O Hezbollah havia declarado que qualquer ataque contra o ayatollah Ali Khamenei seria encarado como linha vermelha.
Pelo menos 20 mortos em ataques noturnos a Teerão
Pelo menos 20 pessoas morreram hoje num ataque de Israel e Estados Unidos contra uma praça central de Teerão, que sofreu várias vagas de bombardeamentos durante a noite.
O ataque na praça Nilufar destruiu várias casas e causou, pelo menos, 20 mortos, de acordo com a agência Mehr.
Os meios de comunicação iranianos não informaram sobre possíveis alvos nessa zona, mas no local está localizada uma esquadra da polícia.
A emissora SNN mostrou imagens de feridos entre os escombros de edifícios destruídos, incluindo crianças.
Entretanto, ataques aéreos no oeste do Irão mataram, pelo menos, três pessoas hoje, informou a agência de notícias oficial IRNA.
Prédios residenciais na cidade de Sanandaj foram atingidos pelos ataques aéreos, de acordo com o governador Gharib Sajjadi, citado pela IRNA.
"Três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas", disse o responsável, acrescentando que o número de mortos deve aumentar.
O Ministério da Saúde iraniano elevou para 180 o número de mortos pelo ataque à escola feminina de Minab, no sul do país, durante a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o país persa, iniciada no sábado.
O número de vítimas iranianas na guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos é desconhecido. A última contagem oficial foi feita no sábado, quando foram relatadas 200 mortes.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil
Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.
O fotógrafo da agência de notícias francesa disse que os sistemas de defesa aérea próximos do aeroporto abateram drones.
Desde o início da campanha militar israelo-americana contra o Irão, foram intercetados drones por diversas vezes sobre Erbil, uma cidade no nordeste do Iraque que alberga um importante consulado dos EUA.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Impacto do fecho de Ormuz seria "gerível" para a China
Analistas consideram que a suspensão do trânsito no estreito de Ormuz expõe a China a riscos energéticos devido à forte dependência de petróleo importado, embora o impacto potencial da disrupção seja "gerível" no curto prazo.
A China, maior importador mundial de petróleo, adquiriu em 2024 cerca de 560 milhões de toneladas de crude no exterior, o equivalente a 11,2 milhões de barris por dia, com um grau de dependência próximo de 72%.
Embora o Irão represente cerca de 11% das importações chinesas e não seja o principal fornecedor de Pequim, aproximadamente 45% do petróleo comprado pela China provém de países do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque ou Kuwait.
Trata-se de fornecimentos que dependem em grande medida da rota marítima do estreito de Ormuz, cujo trânsito "já não é seguro", segundo declarou a Guarda Revolucionária iraniana após a morte do líder supremo iraniano, o `ayatollah` Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita.
Especialistas citados pelo portal China News consideram que o impacto direto na economia chinesa é "globalmente controlável".
Chen Fengying, antiga diretora do Instituto de Economia Mundial do Centro de Relações Internacionais Contemporâneas da China, afirmou que o país "se encontra num contexto de baixa inflação" e dispõe de "margem de política macroeconómica", o que permitiria "compensar a pressão sobre os custos decorrentes da subida do preço do petróleo".
Apesar da elevada dependência energética, acrescentou Chen, empresas chinesas operam no exterior e contam com mecanismos de diversificação que podem amortecer parte do impacto.
Face a economias com "maior pressão inflacionária", como Japão ou Índia, Pequim mantém maior capacidade de ajustamento para evitar que uma subida pontual do crude se transforme num "risco sistémico", sustentou.
Tian Lihui, diretor do Instituto de Desenvolvimento Financeiro da Universidade de Nankai, considerou que o atual choque se assemelha mais a um "impacto estrutural" do que a uma "crise sistémica", embora tenha alertado que economias com elevada dependência energética, incluindo várias asiáticas, estarão sujeitas a "maior pressão".
Já a economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, Alicia García Herrero, afirmou que a crise iraniana representa para Pequim um "risco maior" do que o caso venezuelano, dado o peso superior do crude iraniano nas importações chinesas.
Segundo a economista, o Irão tem fornecido petróleo à China com desconto, muitas vezes contornando sanções norte-americanas através do comércio triangular -- feito através de países terceiros --, sendo as transações maioritariamente liquidadas na moeda chinesa, o yuan.
"Este acordo manteve a economia iraniana à tona perante o isolamento ocidental, ao mesmo tempo que fornece combustível barato a Pequim", afirmou.
García Herrero sublinhou ainda que "o Irão é mais importante do que a Venezuela em termos de rotas comerciais", por se situar no "centro" de projetos estratégicos que podem ajudar a China a reduzir a sua exposição a estrangulamentos marítimos, como o Corredor Económico China -Paquistão ou o porto paquistanês de Gwadar.
Segundo a analista, "todas estas potenciais opções de diversificação" estão agora a ser "postas à prova pelos ataques contra o Irão e pelo futuro do regime iraniano".
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.
Em 2024, cerca de 84% do crude e 83% do GNL que passaram por Ormuz tiveram como destino mercados asiáticos, incluindo China, Índia e Japão.
Embora o Organismo Britânico de Comércio Marítimo tenha indicado que o estreito não está oficialmente encerrado, os alertas iranianos e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou desvio de rotas por grandes companhias como a Maersk.
Beirute considera "irresponsável" e "perigoso" ataque do Hezbollah a Israel
"Independentemente de quem esteja por detrás, o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano é um ato irresponsável e suspeito, que coloca em risco a segurança e a proteção do Líbano, e fornece pretextos a Israel para continuar com a sua agressão", afirmou Salam no X.
"Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês", acrescentou.
Aoun condenou igualmente "os ataques israelitas" contra o país, que foi já hoje atingido pela artilharia israelita em Beirute.
O Hezbollah reivindicou um ataque contra instalações militares a sul da cidade israelita de Haifa como resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e à continuação dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano.
Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país
O Kuwait declarou que a defesa aérea do país intercetou hoje um número indeterminado de drones que visavam o país, mas sem feridos registados, segundo a agência de notícias oficial do emirado do Golfo, rico em petróleo.
A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.
O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.
Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.
Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.
Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait
Uma espessa coluna de fumo negra subia hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, informou a agência France-Presse (AFP) neste emirado do Golfo.
"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".
Antes disso, sirenes soaram na capital do Kuwait.
A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.
O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.
Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.
Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.
Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Milícia xiita iraquiana reivindica ataque contra tropas dos EUA no aeroporto de Bagdade
Uma milícia xiita iraquiana reivindicou um ataque com drones contra tropas norte-americanas, hoje, no aeroporto da capital do Iraque, Bagdade, numa nova ampliação da retaliação pela morte do líder supremo do Irão, o `ayatollah` Ali Khamenei.
O grupo, Saraya Awliya al-Dam, que reivindicou o ataque, é uma das milícias xiitas que operam no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.
Os Estados Unidos e o Iraque não comentaram imediatamente a reivindicação do ataque, que acontece no momento em que milícias apoiadas pelo Irão, incluindo o grupo libanês Hezbollah, entraram na guerra iniciada por Washington e Jerusalém contra a teocracia iraniana.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para alegadamente "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou este domingo a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Além da morte de Khamenei, Teerão confirmou a morte de várias figuras de topo na hierarquia militar e política do país.
Segundo a organização Crescente Vermelho iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Ouro e prata sobem moderadamente após ataques dos EUA e de Israel
Os preços do ouro e da prata subiram hoje moderadamente 1,9% e 1,35%, respetivamente, após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irão no fim de semana.
De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do ouro subia 1,9% às 7h15 (6h15 em Lisboa), cotado a 5.378,88 dólares por onça.
No entanto, chegou a atingir um máximo de 5.393,28 dólares durante as primeiras horas do dia.
O ouro tem mantido uma tendência de alta nas últimas semanas, tentando aproximar-se do máximo histórico de 5.595,47 dólares por onça, atingido a 28 de janeiro.
A prata valorizava hoje 1,35%, atingindo os 95,05 dólares.
No início da sessão de hoje, a prata disparou, atingindo quase 100 dólares (99,68 dólares).
Também o cobre teve hoje uma ligeira subida de 0,16%, atingindo os 13.391 dólares no mercado de futuros de Londres.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Explosões em Jerusalém, Dubai, Doha e Manama
- Fortes explosões foram ouvidas, já esta segunda-feira, em diferentes cidades do Golfo, nomeadamente no Dubai, em Doha e Manama. Há também notícia de bombardeamentos sobre Jerusalém, em Israel. Vive-se o terceiro dia de ataques retaliatórios do Irão a países vizinhos do Golfo Pérsico e a Israel, depois dos bombardeamentos levados a cabo pelas forças do Estado hebraico e dos Estados Unidos;
- Segundo a Força Aérea israelita, foram lançados novos mísseis a partir do Irão, nas últimas horas. Os sistemas defensivos do país, acrescenta no X aquele ramo das Forças de Defesa de Israel, estão a operar. Os habitantes das zonas consideradas de risco estão a receber mensagens nos telemóveis a aconselhar a que se procure "espaços protegidos";
- Ataques israelitas sobre solo libanês fizeram pelo menos 31 mortos e 149 feridos, avançou a agência France-Presse, citando fonte do Governo do Líbano;
- As Forças de Defesa de Israel afirmam que as operações contra o Hezbollah xiita libanês, movimento apoiado pelo Irão, podem prolongar-se por "muitos" dias. "Lançámos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah. Devemos estar preparados para vários dias de combates", anunciou o número um da máquina militar israelita, Eyal Zamir;
- Um presumível ataque com recurso a um drone contra a base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre, seguiu-se à luz verde de Londres à utilização das suas bases para ataques da aliança entre norte-americanos e israelitas a alvos iranianos. Na noite de domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, explicou a decisão com o que descreveu como uma escalada do por parte do Irão;
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou também no domingo que as operações militares no Irão vão continuar "até que todos os objetivos sejam atingidos". "Exorto uma vez mais a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber total imunidade ou a enfrentar a morte", acrescentou;
- Em declarações à Foz News, o presidente norte-americano reivindicou as mortes de 48 dirigentes do regime iraniano: "Ninguém pode acreditar no sucesso que estamos a ter, 48 líderes desapareceram de uma só vez";
- Centenas de voos foram cancelados esta segunda-feira, adensando-se assim as dificuldades nas viagens aéreas. Grandes aeroportos do Médio Oriente, entre os quais o do Dubai, permanecem fechados pelo terceido dia consecutivo. Ao início da manhã, haviam sido suprimidos 1.239 ligações aéreas;
- A Europa está disponível para coordenar o repatriamento de cidadãos retidos na região do Golfo. Em declarações à agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que há consenso entre os parceiros europeus para que sejam retomadas as negociações com o Irão;
- Há 11 portugueses residentes no Irão que não querem sair do país. O último balanço do número de pedidos de repatriamento revela que, dos 13 portugueses residentes no Irão, só dois decidiram regressar e saíram do país de carro. Há também 39 pedidos de repatriamento de Israel. Dos restantes países da zona em conflito, ainda não há pedidos;
- O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, apela à calma, mas pede aos portugueses no Médio Oriente que evitem deslocações desnecessárias. O Governo garante que nenhum português ficará sem apoio;
- Na Base das Lajes, nos Açores, tem havido muitas movimentações. Na manhã de domingo, descolaram da base cinco aviões KC46 e outros cinco permaneceram na pista. Ao início da tarde, saíram seis caças europeus, aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da Força Aérea do Reino Unido. E ao final da tarde descolaram mais oito aviões.
Guerra no Médio Oriente. Que líderes iranianos morreram nos ataques de Israel e EUA?
O ataque de sábado contra Teerão decapitou grande parte da liderança iraniana, a começar pelo próprio ayatollah Ali Khamenei, o Líder Supremo que supervisionava todos os órgãos de poder político, militar, religioso e judicial.
A televisão estatal iraniana adiantou também que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Moussavi, foi morto juntamente com outros generais de alta patente e com o ministro iraniano da Defesa, o general Aziz Nasirzadeh.
O chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e Ali Shamkhani, conselheiro do Líder Supremo e secretário do Conselho de Defesa, também morreram nos ataques de sábado, adiantou a televisão do país.
De acordo com a emissora, foram mortos “durante uma reunião do Conselho de Defesa”.
Presidente do Irão entre 2005 e 2013, Mahmoud Ahmadinejad terá morrido nos ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos que visaram a sua residência em Narnak, no nordeste de Teerão. Vários guarda-costas também morreram, segundo informou a mesma agência.
Ao início da manhã, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, anunciava que o processo de transição do poder após a morte de Khamenei havia começado “de imediato” e que assumiria funções “um conselho de direção provisório”.
Larijani adiantou que este conselho será composto pelo Presidente do país, Masud Pezeshkian, o chefe do poder judicial, Golamhosein Mohseni Eye, e ainda um jurista do Conselho dos Guardiães, cujo nome foi entretanto anunciado: o ayatollah Alireza Arafi.
Os três líderes “assumirão a responsabilidade” até à designação do próximo ayatollah. Larijani, responsável do Conselho Supremo de Segurança Nacional, alertou ainda para o perigo de divisões internas no poder após o ataque.
O ayatollah Alireza Arafi tem 66 anos e é membro clérigo do Conselho dos Guardiães. Assume atualmente funções como presidente do Centro de Gestão dos Seminários Islâmicos do país.
Ainda que o processo de sucessão já esteja em andamento, há informações de que dezenas de líderes iranianos terão morrido nas últimas horas, prevendo-se um vazio de poder nos principais órgãos do país. De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, foram mortos “48 líderes” iranianos de uma só vez.
Fica a dúvida sobre como decorrerá efetivamente a sucessão de Ali Khamenei após quase 37 anos no poder, numa altura em que os ataques continuam a visar Teerão e outras cidades iranianas.
Artigo atualizado às 19h30 de domingo, dia 1 de março de 2026.
Repatriamentos. Governo garante que nenhum português ficará isolado
Portugal recebeu 39 pedidos de repatriamento de Israel e dois dos 13 portugueses residentes no Irão já saíram do país.
O Secretário de Estado das Comunidades assegura que o Governo não vai deixar nenhum cidadão português isolado.
EUA e Israel alargam alvos no segundo dia da ofensiva contra o Irão
Pelo segundo dia consecutivo os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irão.
As autoridades iranianas garantem que já morreram mais de 200 pessoas.
Sondagem. Só um em quatro norte-americanos apoia ataques ao Irão
A Administração Trump já atingiu grande parte dos seus objetivos de decapitar o governo e as chefias militares do Irão, mas outra guerra se abre internamente.
Muitos duvidam destes argumentos.
A análise da correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto.
França, Alemanha e Reino Unido admitem ações defensivas contra o Irão
Em comunicado conjunto, França, Alemanha e Reino Unido anunciaram este domingo estar "dispostos a realizar ações defensivas proporcionais para destruir a capacidade do Irão de disparar mísseis e drones".
A correspondente da RTP em Paris, Rosário Salgueiro, acompanhou as decisões francesas.
Base das Lajes regista movimentações intensas no dia de domingo
Na Base das Lajes, nos Açores foram registadas muitas movimentações.
A missão terá demorado cerca de três horas, pois por volta da uma da tarde, duas horas no continente, estavam de volta.
À hora de almoço, saíram seis caças europeus aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da força aérea britânica.
Já ao fim da tarde, às cinco da tarde locais, 18h no continente, levantaram voo mais oito aviões.
O estado de alerta nas Lajes não foi elevado e o Presidente do Governo Regional dos Açores diz que a segurança dos açorianos está garantida.
Milhares celebram no mundo a morte de Ali Khamenei
Assim que foi confirmada a morte do líder supremo iraniano, milhares de pessoas saíram para celebrar.
Em Lisboa também houve manifestação.
Morte de Khamenei provoca protestos violentos em vários países
A morte do líder supremo do Irão está a provocar violentos protestos nalguns países da região.
Em Bagdade, no Iraque, os manifestantes tentaram entrar na Embaixada dos norte americana.
Mecanismo de entreajuda dos 27 acionado após ataques do Irão
A diplomacia europeia esteve reunida em Bruxelas este domingo.
Um mecanismo que ainda não foi ativado por nenhum dos estados-membros.
Em comunicado, a União Europeia referiu que "segue com preocupação os acontecimentos no Médio Oriente e compromete-se com todos os esforços diplomáticos para impedir que um agravamento da situação".
Os ministros dos Negócios Estrangeiros estiveram reunidos a pedido da Chefe da Diplomacia Europeia, Kaja Kallas, e reforçaram "o apoio ao povo do Irão e a necessidade de que os confrontos não ponham em causa a economia global".
As duas das ideias marcaram o comunicado emitido pela chefe da diplomacia europeia, em nome dos 27, depois de uma reunião extraordinária com os ministros dos negócios estrangeiros.
No documento pode ler-se que %u201Ca intenção é continuar a proteger a segurança e os interesses da União, incluindo através de sanções adicionais às que já foram aprovadas nos últimos tempos em resposta à brutal repressão contra o povo iraniano e às ameaças dos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irão%u201D.
No comunicado, com o qual os estados-membros concordaram depois de três horas de reunião por vídeo conferência, existe também um %u201Capelo à máxima contenção e ao pleno respeito pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário%u201D.
Os 27 e a chefe da diplomacia europeia dizem que %u201Co Médio Oriente tem muito a perder com qualquer guerra prolongada e que os ataques e a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis%u201D.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros defendem que o Irão deve abster-se %u201Cde ataques militares indiscriminados%u201D e expressam %u201Ca total solidariedade aos parceiros da região que foram atacados ou afetados com os quais estão em permanente contacto%u201D.
A União Europeia compromete-se a contribuir com %u201Ctodos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura para impedir o Irão de adquirir armas nucleares e reforça que a plena cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica e o cumprimento das obrigações legais ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear são cruciais%u201D.
Os ministros reiteram que %u201Cos acontecimentos no Irão não devem conduzir a uma escalada que possa ameaçar o Médio Oriente, a Europa e outras regiões, com consequências imprevisíveis, incluindo na esfera económica. A interrupção de vias navegáveis críticas, como o Estreito de Ormuz, deve ser evitada%u201D.
Por fim, a União Europeia e os estados-membros afirmam %u201Cestar a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos europeus na região, incluindo a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil da UE, se necessário, para possíveis repatriamentos%u201D.