"Cessar-fogo está em vigor". Trump exige que Irão assine um acordo "rapidamente"

Reportagem

"Cessar-fogo está em vigor". Trump exige que Irão assine um acordo "rapidamente"

Os Estados Unidos e o Irão atacaram-se mutuamente, esta noite, no Estreito de Ormuz. Donald Trump confirmou os ataques, alegando "autodefesa", e dizendo que eram apenas "pancadinhas leves". Apesar destes novos ataques, o presidente norte-americano garantiu que o cessar-fogo se mantém e pediu que Teerão assine "rapidamente" o acordo. Acompanhámos aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente.

Inês Moreira Santos, Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

WANA via Reuters

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RTP /

Trump disse a Lula que guerra no Irão já acabou

O presidente do Brasil não partilha do otimismo do presidente norte-americano em relação à guerra no Médio Oriente. Este assunto foi um dos temas debatidos entre Lula da Silva e Donald Trump no encontro de ambos, esta quinta-feira, na Casa Branca.

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Ataque a navios em Ormuz
RTP /

Trump pede ao Irão que assine um acordo "rapidamente"

Trump pede ao Irão que assine um acordo "rapidamente" após o ataque aos navios norte-americanos em Ormuz.

Na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que três contratorpedeiros da Marinha dos EUA transitaram pelo Estreito de Ormuz sob fogo inimigo, acrescentando que os contratorpedeiros norte-americanos não sofreram danos, mas que "foram causados ​​grandes danos aos atacantes iranianos".

"Três contratorpedeiros norte-americanos de classe mundial acabaram de transitar, com grande sucesso, pelo Estreito de Ormuz, sob fogo inimigo. Não houve danos nos três contratorpedeiros, mas foram causados ​​grandes danos aos atacantes iranianos", escreveu.




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Ataques entre Irão e EUA
RTP /

"Pancadinhas de amor". Trump garante que continua cessar-fogo apesar de novo ataque

O presidente dos Estados Unidos disse à ABC News, entretanto, que o cessar-fogo com o Irão permanece em vigor, apesar destes recentes ataques.

"O cessar-fogo está em vigor. Está a funcionar", disse numa chamada telefónica, acrescentando que eram apenas "pancadinhas de amor".

"São só umas pancadinhas de leve", disse.
 
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Apesar do cessar-fogo
RTP /

EUA e Irão atacam-se mutuamente

Os Estados Unidos estão atacar o Irão. Estão a ser ouvidas explosões próximo da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, assim como na cidade costeira de Bandar Abbas e em Teerão.

Washington adianta que está a responder a ataques iranianos com múltiplos mísseis, drones e a partir de pequenas embarcações a três destróieres da Marinha dos Estados Unidos transitavam no Estreito de Ormuz.

Entretanto, foi acionada a defesa aérea na capital do Irão, na sequência destes incidentes das últimas horas.

Estes ataques mútuos acontecem numa altura em que se aguarda a resposta de Teerão à proposta norte-americana para acabar a guerra no Médio Oriente. Mas até agora o Irão ainda não deu qualquer reposta a essa proposta de paz. Esta noite o Irão acusou os Estados Unidos de estarem a violar o cessar-fogo em vigor.
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RTP /

Comando Central dos EUA denuncia ataques do Irão a contratorpedeiros em Ormuz

Três contratorpedeiros da Marinha dos EUA que transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã, a 7 de maio, foram alvo de novos ataques na quinta-feira, noticiou a CBS News.

As forças norte-americanas intercetaram os ataques iranianos e responderam com ataques de autodefesa, impedindo que os navios fossem atingidos.

Os alvos de múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações foram identificados como USS Truxxun, USS Rafael Peralta e USS Mason.

O Comando Central dos EUA referiu que eliminou as ameaças e atacou por sua vez as instalações militares iranianas responsáveis ​​pelo ataque "não provocado" às forças americanas.

"O Comando Central dos EUA (CENTCOM) eliminou as ameaças e atacou instalações militares iranianas responsáveis ​​por atacar as forças americanas, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones; locais de comando e controlo; e centros de inteligência, vigilância e reconhecimento", disse o Exército em comunicado.

Um relatório dos meios de comunicação estatais iranianos afirmou que instalações comerciais no Cais Bahman, na Ilha de Qeshm, foram alvejadas numa troca de tiros entre as forças de segurança iranianas e "o inimigo".

Em comunicado, o Comando Central dos EUA declarou que as forças norte-americanas "não procuram uma escalada", mas que os militares estão "prontos para proteger as forças norte-americanas".

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RTP /

Irão acusa EUA de violarem cessar-fogo provocando ataques a navios norte-americanos

As forças armadas do Irão acusaram esta quinta-feira os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo por terem atacado navios que tentavam alcançar portos iranianos bloqueados pela marinha norte-americana, segundo um comunicado divulgado pela televisão estatal.

As forças armadas dos EUA, "violando o cessar-fogo, alvejaram um petroleiro iraniano que deixava a costa iraniana (...), bem como outra embarcação", afirmou o Comando das Forças Armadas Khatam Al-Anbiya, conforme noticiado pelo canal de televisão IRIB. 

O comando acusou ainda os Estados Unidos de realizarem ataques no sul do Irão "em cooperação com outros países da região".

As forças iranianas "retaliaram imediatamente atacando navios militares norte-americanos, (...) infligindo danos significativos", acrescentou o comunicado.

As forças norte-americanas negaram que os seus navios, três contratorpedeiros, tivessem sofrido danos e anunciaram que atacaram os centros responsáveis pelo ataque do Irão. 

Um relatório dos meios de comunicação estatais iranianos confirmou que instalações comerciais no Cais Bahman, na Ilha de Qeshm, foram alvejadas numa troca de tiros entre as forças de segurança iranianas e "o inimigo".

Em comunicado, o Comando Central dos EUA declarou que as forças norte-americanas "não procuram uma escalada", mas que os militares estão "prontos para proteger as forças norte-americanas".
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Guerra com o Irão causará "mais danos" do que Trump imagina, diz Lula da Silva

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu que a guerra com o Irão causará “mais danos” do que o presidente norte-americano, Donald Trump, imagina, após o encontro entre os dois líderes em Washington, D.C., na quinta-feira.

Os presidentes discutiram uma série de questões durante a reunião bilateral, incluindo a segurança e o comércio.

“Penso que a invasão do Irão causará mais danos do que ele pensa”, disse Lula numa conferência de imprensa após o encontro.

“Trump não mudará de ideias por causa de uma reunião de três horas comigo”, disse Lula sobre a sua posição em relação ao conflito com o Irão.

Acrescentou que Trump “acha que a guerra com o Irão acabou”.

Lula disse que se ofereceu para mediar quaisquer negociações diplomáticas e ajudar a resolver o conflito.

Trump disse numa publicação nas redes sociais que o encontro com o presidente brasileiro “foi muito bom”. Trump acrescentou que os dois lados planeiam continuar as negociações nos próximos meses.

O presidente brasileiro disse ter entregue a Trump uma cópia do acordo nuclear de 2010 intermediado pelo Brasil e pela Turquia com o Irão, argumentando que o acordo era “muito melhor” do que as tentativas posteriores dos EUA.
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RTP /

Trump acredita em acordo. Governo iraniano está a analisar proposta dos EUA

O presidente dos Estados Unidos diz que um acordo com o Irão é "muito possível". Na reação às declarações de Donald Trump, o preço do petróleo baixou. O Irão diz que ainda está a analisar o documento.

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Trump e UE "unidos" na questão de que Irão "nunca poderá ter uma arma nuclear"

O presidente Donald Trump conversou esta quinta-feira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinhando depois, numa publicação na rede Truth Social, "o facto de estarmos completamente unidos na questão de que o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear". 

Foi uma "grande conversa", na qual foram também abordadas as negociações comerciais em curso com a União Europeia, alertando Trump que as tarifas podem aumentar caso o bloco não cumpra determinados compromissos. 
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Defesas aéreas iranianas ativadas no oeste de Teerão

A emissora iraniana IRIB informou que as defesas aéreas iranianas foram ativadas no oeste de Teerão.

A agência de notícias Mehr noticiou ainda que as defesas aéreas iranianas estão a "contra-atacar alvos hostis".

Quarenta minutos antes tinham sido reportadas explosões em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm.
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Disparo de mísseis iranianos "após ataque militar dos EUA a petroleiro"

De acordo com a televisão estatal iraniana, o Irão abriu fogo esta quinta-feira em retaliação pelo "ataque militar dos EUA a um petroleiro iraniano". A informação é avançada após a indicação de que se registaram explosões na ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz. 

Após o ataque ao petroleiro, "as unidades inimigas no estreito foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos", acrescentou o canal de notícias IRIB, citando um oficial militar não identificado.
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Rubio aprova venda de armas no valor de 25,8 mil milhões de dólares a países do Médio Oriente

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, aprovou a venda de centenas de intercetores de defesa aérea e outras armas a parceiros do Médio Oriente em negócios no valor de 25,8 mil milhões de dólares, noticiou a Bloomberg esta quinta-feira.
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Irão. Explosões ouvidas em Bandar Abbas e na Ilha de Qeshm

Os meios de comunicação estatais iranianos relataram explosões em Bandar Abbas e na Ilha de Qeshm. esta noite.

A agência de notícias Mizan, citando fontes, noticiou que as explosões ouvidas em Qeshm foram causadas por defesas aéreas que derrubaram vários drones de pequena dimensão.

A agência de notícias Tasnim noticiou ainda, citando fontes, que dois drones foram abatidos pelas defesas aéreas em Bandar Abbas.
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Estreito de Ormuz sem incidentes nas últimas 24H

Não foram relatados novos incidentes nas últimas 24 horas no Estreito de Ormuz, de acordo com as autoridades marítimas, enquanto o Irão prossegue os esforços para formalizar a sua autoridade sobre a importante via navegável.

Embora a situação de segurança na região se mantenha "instável", com uma ameaça constante à navegação comercial, não foram registados incidentes no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã desde ontem, às 16h00 UTC, informou esta quinta-feira o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

No início desta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o início do Projeto Liberdade para orientar os navios através do estreito, mas suspendeu-o em menos de 48 horas a pedido dos mediadores paquistaneses.

Apesar da acalmia no número de incidentes reportados, Teerão não interrompeu as suas tentativas de obrigar os armadores a cumprir um novo protocolo para transitarem pelo estreito, por onde normalmente flui um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
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Arábia Saudita e Kuwait levantam restrições ao acesso militar dos EUA às bases e ao espaço aéreo

A Arábia Saudita e o Kuwait levantaram as restrições à utilização das suas bases e do espaço aéreo pelas forças armadas dos EUA, restrições essas que tinham sido impostas após o início da operação americana para reabrir o Estreito de Ormuz, informou o Wall Street Journal na quinta-feira, citando responsáveis ​​norte-americanos e sauditas.
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Pelo menos 1.500 navios e tripulações retidos devido ao bloqueio em Ormuz

"Neste momento, temos cerca de 20.000 tripulantes e cerca de 1.500 navios retidos", declarou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), por ocasião da abertura da Convenção Marítima das Américas na capital do Panamá.

"São pessoas inocentes que desempenham o seu trabalho diariamente em benefício dos restantes países" e "que se veem apanhadas em situações geopolíticas que lhes são alheias", acrescentou Dominguez durante o evento que reuniu líderes da indústria e organismos internacionais do setor marítimo.

As declarações do secretário-geral da OMI surgem um dia depois da Organização Marítima e Portuária do Irão ter manifestado "total disponibilidade" para fornecer serviços como mantimentos, combustível e assistência médica, bem como artigos autorizados necessários para reparações, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada por uma ofensiva israelo-americana a 28 de fevereiro, Teerão controla o estreito de Ormuz, estratégico para o comércio mundial de hidrocarbonetos.

As autoridades iranianas anunciaram igualmente que os portos estavam "totalmente preparados" para prestar serviços marítimos e médicos, bem como assistência técnica, a embarcações comerciais no estreito de Ormuz e águas adjacentes.

A entidade enfatizou que o anúncio reflete o apoio de Teerão à "passagem segura e sustentável dos navios mercantes por um dos pontos-chave" do comércio marítimo global.

A mensagem iraniana surgiu após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter decidido suspender a sua iniciativa "Projeto Liberdade", que visava facilitar a libertação de navios retidos no estreito de Ormuz, alegando progressos nas negociações entre os dois países.

O governante norte-americano frisou que os dois lados tiveram "conversas muito positivas nas últimas 24 horas", admitindo um acordo iminente para pôr fim ao conflito.

Washington mantém, no entanto, um bloqueio aos portos iranianos, imposto a 13 de abril, cinco dias após a entrada em vigor do cessar-fogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica.

O bloqueio da navegação na região tem tido consequências a nível internacional devido à instabilidade causada nos preços do petróleo, por um quinto da produção de hidrocarbonetos passar pelo estreito de Ormuz.

Uma coligação de mais de 40 países está a estudar a realização de uma operação de segurança no estreito, com a França a enviar na quarta-feira o porta-aviões "Charles de Gaulle" e a sua escolta para o golfo Pérsico.

O bloqueio da passagem estratégica foi uma das reações do Irão à ofensiva israelo-americana, sendo a outra os ataques a países da região.
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Embaixadora do Qatar na ONU diz que Estreito de Ormuz é "responsabilidade partilhada"

Garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz é uma “responsabilidade internacional partilhada” disse a embaixadora do Qatar na ONU, Alya Ahmed Saif al-Thani, ao comentar o projeto de resolução sobre o Estreito de Ormuz, afirmando que é de “grande importância” tanto a nível regional como global.

Saif al-Thani disse que a situação actual “não só põe em perigo a estabilidade económica global e a segurança energética, como também agrava as crises humanitárias e mina a estabilidade regional”.

Garantir que o estreito se mantém aberto é uma “exigência estabelecida” pelas convenções da ONU, bem como uma “responsabilidade internacional partilhada”, afirmou a embaixadora do Qatar.

O Qatar “espera continuar o seu intenso envolvimento com os Estados-membros para garantir o apoio a esta oportuna resolução de segurança”, acrescentou.
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Enviado do Bahrein à ONU defende nova resolução para um Estreito de Ormuz “seguro, protegido e aberto”

O enviado do Bahrein à ONU, Jamal Alrowaiei, manifestou o seu apoio a uma resolução, co-patrocinada pelos EUA e pelas nações do Golfo, que visa garantir a segurança da passagem no Estreito de Ormuz e que tem estado a ser negociada de forma fechada desde terça-feira pelos membros do Conselho de Segurança da ONU.

Se for aprovada, a resolução poderá levar a sanções contra o Irão e, potencialmente, autorizar o uso da força caso Teerão não cesse os ataques e as ameaças à navegação comercial no estreito.

“O projeto de resolução exige que o Irão cesse imediatamente todos os ataques e ameaças contra navios mercantes e comerciais”, disse Alrowaiei na ONU. “O projeto também aborda a colocação de minas e a cobrança ilegal de portagens no estreito. Permitir que tais práticas se normalizem é inaceitável”.

Afirmou que os recentes acontecimentos realçaram a necessidade de “acção colectiva” para manter o estreito “seguro, protegido e totalmente aberto”.

“O projeto de resolução é orientado pelo princípio claro da liberdade de navegação, em conformidade com o direito internacional.”
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EAU apelam à proteção das vias navegáveis internacionais invocando Estreito de Ormuz

O representante dos Emirados Árabes Unidos na ONU,  Mohammed Issa Abushahab, denunciou esta quinta-feira a estratégia de Teerão quanto ao Estreito de ormuz, reconhecendo que o projeto de resolução na ONU sobre a liberdade de navegação, reforça o direito internacional estabelecido.

Abushabab acrescentou que “as vias navegáveis ​​internacionais não podem ser controladas através de coação, ataques coercivos ou ameaças contra a navegação civil e comercial”.

“Há meses que o Irão continua a realizar ataques e ameaças contra navios mercantes e comerciais, interferindo com a navegação legal, colocando minas marítimas dentro e à volta do Estreito de Ormuz e tentando impor taxas ilegais à navegação internacional", denunciou.

Os membros do Conselho de Segurança da ONU iniciaram, na terça-feira, negociações fechadas sobre uma resolução elaborada pelos Estados Unidos, em conjunto com o Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar. 

Se for aprovada, a resolução poderá levar a sanções contra o Irão e, potencialmente, autorizar o uso da força caso Teerão não cesse os ataques e as ameaças à navegação comercial no estreito.

A resolução exige a divulgação e a remoção das minas marítimas colocadas dentro e em redor do Estreito de Ormuz. Rejeita a imposição de taxas ilegais e a interferência na liberdade de navegação e na passagem legal de trânsito. 

Apoia ainda o estabelecimento de um corredor humanitário para facilitar a circulação de ajuda humanitária, fertilizantes e outros bens essenciais através do estreito.
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Enviado dos EUA condena abordagem iraniana de "punição coletiva"

O enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, afirmou que o encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão viola o direito fundamental do mar e o direito internacional.

Waltz condenou as notícias de que o Irão estaria a criar uma Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que imporia portagens aos navios que atravessassem a via navegável, classificando a dispersão de marinheiros no Estreito como uma “tentativa cínica de obter vantagem”.

“A punição coletiva do mundo inteiro para tentar resolver algum tipo de litígio é inaceitável, imoral e ilegal perante o direito internacional”, declarou.

“Esta deveria ser uma exigência simples: a remoção de minas de uma via navegável internacional, sem a necessidade de cobrança ilegal de portagens. Precisamos de abordar estas violações aqui no Conselho e perguntar-nos se um país que opta por se opor a uma proposta tão simples deseja realmente a paz”, concluiu Waltz.

Os membros do Conselho de Segurança da ONU iniciaram, na terça-feira, negociações fechadas sobre uma resolução elaborada pelos Estados Unidos em conjunto com o Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar. 

Se for aprovada, a resolução poderá levar a sanções contra o Irão e, potencialmente, autorizar o uso da força caso Teerão não cesse os ataques e as ameaças à navegação comercial no estreito.
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Esforço “mais restrito”
RTP /

Projeto de resolução da ONU vai focar-se nas minas e portagens no Estreito de Ormuz

Os EUA estão a elaborar, em conjunto com o Bahrein, o Kuwait, o Qatar, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, uma nova resolução para o Conselho de Segurança da ONU, exigindo que o Irão cesse os seus ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz e deixe de tentar impor portagens.

A nova resolução, que tem estado a ser negociada à porta-fechada pelos membros do Conselho desde terça-feira, surge após os esforços do mês passado terem sido frustrados, com os membros permanentes do Conselho, Rússia e China, a bloquearem uma resolução que visava proteger a navegação comercial na via navegável.

Mas o representante dos EUA na ONU afirmou, na segunda-feira, que a nova resolução exigirá também que o Irão deixe de instalar minas marítimas e revele as suas localizações no Estreito.

Explicou que o projeto é um esforço “mais restrito” do que a resolução anterior, que falhou, e centra-se nas portagens e na minagem.

Se for aprovada, a resolução poderá levar a sanções contra o Irão e, potencialmente, autorizar o uso da força caso Teerão não cesse os ataques e as ameaças à navegação comercial no estreito.
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Afirma porta-voz do MNE iraniano
RTP /

Principais temas em discussão são o cessar-fogo e a "estabilidade na região"

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que os temas mais importantes em discussão atualmente com os EUA, são o cessar-fogo, os esforços para pôr fim à guerra e a “paz e estabilidade na região”.

Em entrevista à agência de notícias iraniana IRNA, Baghaei afirmou que ainda estão a analisar a proposta dos Estados Unidos, mas que, assim que esta estiver finalizada, será tomada uma decisão.

Acrescentou que, uma vez tomada a decisão, esta será comunicada aos mediadores paquistaneses e, com base nos resultados desta troca de mensagens, serão definidos os próximos passos.
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Marco Rubio, e Papa Leão XIV discutiram "situação no Médio Oriente"

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o Papa Leão XIV discutiram “a situação no Médio Oriente e temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental”, segundo um breve comunicado divulgado hoje pelo Departamento de Estado norte-americano sobre o encontro.

“O encontro sublinhou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé e o compromisso partilhado de promover a paz e a dignidade humana”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

As conversações entre Leão XIV e Rubio centraram-se na "necessidade de trabalhar incansavelmente pela paz" reportaram por sua vez os serviços de imprensa da Santa Sé.

Rubio permaneceu no Palácio Apostólico durante mais de duas horas, de acordo com a imprensa presente no local. Não é claro quanto tempo durou o encontro com o Papa.

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que houve “uma troca de opiniões sobre a situação regional e internacional, com especial atenção aos países marcados por guerras, tensões políticas e situações humanitárias difíceis”.

Um porta-voz do Vaticano disse que as discussões abordaram o Médio Oriente, incluindo o Irão e o Líbano, os conflitos em África e a situação da população em Cuba.
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Nova ronda de negociações entre Israel e Líbano prevista para 14 e 15 de maio nos EUA

Israel e Líbano deverão enviar delegações a Washington, D.C., para uma nova ronda de negociações na próxima semana, segundo uma fonte libanesa citada pela Al Jazeera Arabic.

Espera-se que as negociações abordem temas como a retirada completa de Israel do Líbano, a situação dos deslocados internos no país e os esforços de reconstrução.

As agências noticiosas Reuters e AFP, ambas citando um funcionário não identificado do Departamento de Estado norte-americano, referem que as negociações deverão decorrer nos dias 14 e 15 de maio.

Os encontros diretos entre os embaixadores dos dois países fazem parte de um esforço mais amplo da administração Trump para intermediar um acordo de cessar-fogo duradouro e um possível acordo de paz entre nações que nunca mantiveram relações diplomáticas.

O frágil cessar-fogo, que o Presidente Donald Trump prolongou por três semanas durante a segunda ronda de negociações no final de Abril, está sob enorme pressão, com os contínuos ataques israelitas no sul do Líbano e os ataques do Hezbollah contra as forças israelitas. 

Na quarta-feira, Israel realizou o primeiro ataque em Beirute desde a entrada em vigor do cessar-fogo, tensionando ainda mais o acordo mediado pelos EUA. O bombardeamento matou o líder da força Radwan, a elite dos combatentes da guerrilha xiita libanesa Hezbollah.
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Pelo menos quatro navios metaneiros transitaram discretamente pelo Estreito de Ormuz

O tráfego de navios metaneiros no Estreito de Ormuz, interrompido desde o início da guerra no Médio Oriente, foi discretamente retomado: foram realizados cinco trânsitos, com os transponders desligados, nas últimas duas semanas, segundo a empresa de rastreamento marítimo Kpler.

Desde o início da guerra, as empresas de transporte de gás natural liquefeito (GNL) têm sido "muito cautelosas" devido ao "elevado valor dos navios e à dimensão relativamente pequena da frota global de navios metaneiros", disse Laura Page, analista da Kpler, à AFP.

Entre 1 de março e 21 de abril, apenas um navio metaneiro, o Sohar, transitou por esta passagem estratégica vazio, segundo a Kpler.

Desde 22 de abril, foram registados cinco trânsitos, realizados por quatro navios metaneiros ligados aos Emirados Árabes Unidos. Dois navios transitaram pelo estreito de Malaca com carga: o Mubaraz a 23 de abril e o Mraweh a 27 de abril.

O Mubaraz desligou o seu sinal a 28 de março, após carregar GNL a 2 de março na Ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos. Religou o sinal a 27 de abril, na costa sul da Índia, de acordo com dados de rastreio marítimo da Global Fishing Watch e da Bloomberg.

O Mraweh, por sua vez, desligou o seu sinal a 19 de abril, perto de Khor Fakkan (Emirados Árabes Unidos), à entrada do Golfo Pérsico. Religou o sinal na quarta-feira, ao aproximar-se do Estreito de Malaca, navegando em direção ao Japão.

Trata-se de um navio metaneiro cujo histórico de navegação, disponível no Kpler (desde 2020), mostra que transporta exclusivamente carga de GNL da Ilha de Das, geralmente com destino à China, Índia ou Japão. Desta vez, Kpler considera que o navio entrou no Golfo através do Estreito de Ormuz a 22 de abril, carregou a sua carga a 24 de abril e partiu do Golfo a 27 de abril, tudo sem transmitir a sua posição.

Outros dois navios metaneiros conseguiram entrar no Golfo através do estreito de Ormuz, mas sem carga, segundo Kpler. O Al Hamra desligou o seu sinal a 19 de abril perto de Khor Fakkan (tal como o Mraweh), atravessou o estreito a 25 de abril e carregou uma carga na Ilha de Das a 5 de maio, enquanto o Marigold desligou o seu sinal a 3 de maio antes de atravessar o estreito no dia seguinte.

Estes dois navios, cujo sinal permanece desligado, não saíram do Golfo, segundo Kpler.
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EUA impõem novas sanções ao Irão

Um aviso publicado no site do Departamento do Tesouro adverte que os Estados Unidos emitiram novas sanções relacionadas com o Irão esta quinta-feira.

As novas sanções abrangem indivíduos e empresas iraquianas que, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, têm ligações a entidades apoiadas pelo Irão.

Entre os sancionados está o vice-ministro do Petróleo do Iraque, Ali Maarij Al-Bahadly, acusado pelo Departamento do Tesouro dos EUA de facilitar "o desvio de petróleo para ser vendido em benefício" do Governo iraniano e de grupos apoiados pelo Irão no país.

O Departamento do Tesouro dos EUA informou ainda ter sancionado três altos funcionários de grupos apoiados pelo Irão no Iraque, bem como quatro empresas iraquianas. Os indivíduos sancionados são Mustafa Hashim Lazim al-Behadili, Ahmed Khudair Maksus Maksus e Mohammed Issa Kadhim al-Shuwaili.

"O Departamento do Tesouro não ficará de braços cruzados enquanto os militares iranianos exploram o petróleo iraquiano para financiar o terrorismo contra os Estados Unidos e os nossos parceiros", afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em comunicado.
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MNE iraniano reuniu telefonicamente com homólogo paquistanês

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, falou esta quinta-feira por telefone com o seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, segundo um comunicado publicado no canal de Telegram do primeiro.

Tal como foi noticiado anteriormente, o Irão afirmou estar a analisar a proposta dos EUA para pôr fim à guerra e que irá comunicar a sua posição aos mediadores paquistaneses, enquanto Islamabad manifestou a esperança de que um acordo possa ser alcançado em breve.

“Nesta consulta, as partes, ao analisarem os últimos acontecimentos e as tendências atuais na região, enfatizaram a importância de continuar o caminho do diálogo e da diplomacia, bem como de expandir a cooperação construtiva entre os países da região, a fim de manter a estabilidade e evitar a formação e a escalada de tensões”, afirma o comunicado no Telegram de Araghchi que não revela muitos detalhes sobre o progresso das negociações.
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Exército israelita afirma ter morto 220 membros do Hezbollah desde o "cessar-fogo"

O porta-voz militar israelita, Avichay Adraee, divulgou um comunicado onde afirma que o exército matou 220 combatentes do Hezbollah desde o “cessar-fogo” de meados de abril, intermediado por Washington entre as autoridades israelitas e libanesas.

Na última semana, as forças israelitas mataram 85 membros do Hezbollah e atingiram mais de 180 instalações militares pertencentes ao grupo, segundo o comunicado.

O Ministério da Saúde do Líbano afirma que Israel matou mais de 2.700 pessoas desde 2 de março, incluindo dezenas desde o início da alegada trégua.
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Croatia Airlines cancela 900 voos até julho devido à crise de combustível

A companhia aérea nacional croata Croatia Airlines cancelou cerca de 900 voos até julho devido ao aumento do preço do combustível para aviões provocado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no contexto da guerra no Irão.

De acordo com o diretor comercial da companhia aérea estatal croata, Slaven Zabo, os cortes representam cerca de 5% dos 27 mil voos programados para esse período.

O responsável anunciou ainda um aumento nos preços dos bilhetes a partir de junho devido a diversos fatores, como a procura e a elevada concorrência, os preços do combustível ou o aumento das taxas aeroportuárias.

"O preço do combustível para aviões duplicou desde o início da crise e aumentou mais do que o do petróleo bruto. Os custos atuais do combustível para as companhias aéreas, incluindo a Croatia Airlines, provocarão perdas multimilionárias neste período", afirmou o responsável da companhia aérea.
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Netanyahu reivindica responsabilidade pela morte de comandante do Hezbollah

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reivindicou esta quinta-feira a responsabilidade pelo assassinato de um alto comandante militar do Hezbollah no dia anterior "no coração de Beirute", apesar do cessar-fogo alegadamente em vigor desde 17 de abril, e afirmou que, para o seu Governo, "nenhum terrorista tem imunidade".

"Na noite passada, eliminámos o comandante da força al-Radwan do Hezbollah no coração de Beirute", disse Netanyahu num vídeo divulgado pelo seu gabinete. "Digo aos nossos inimigos nos termos mais claros possíveis: nenhum terrorista tem imunidade. Qualquer pessoa que ameace o Estado de Israel morrerá pelos seus atos."
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Presidente do Irão esteve reunido com o líder supremo

O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse ter-se reunido recentemente com o líder supremo Mojtaba Khamenei, noticiaram os meios de comunicação estatais esta quinta-feira, oferecendo o primeiro relato público do seu encontro com Khamenei depois de este ter sofrido ferimentos graves no início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"O que mais me marcou neste encontro foi a visão e a abordagem humilde e sincera do líder supremo da Revolução Islâmica", declarou Pezeshkian num vídeo transmitido pela televisão estatal.

O encontro foi marcado por um ambiente "humilde e profundamente cordial", segundo declarações de Pezeshkian.
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Rangel rejeita queixas do ativista da flotilha

O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Portugal chamou o embaixador de Israel por causa dos relatos de maus tratos aos cidadãos a bordo da flotilha.

Paulo Rangel diz ainda que a ação das autoridades consulares portuguesas foi exemplar e rejeita as críticas do ativista de falta de acompanhamento por parte do cônsul na Grécia.
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RTP /

Israel matou comandante da força Radwan do Hezbollah em ataque a Beirute

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter morto o comandante da força Radwan do Hezbollah, a unidade de elite do grupo armado pró-Irão, num ataque aos subúrbios do sul de Beirute.

Em comunicado, as FDI identificaram o comandante da Radwan como Ahmed Ghalib Balut, afirmando que foi morto num ataque no bairro de Dahiyeh, no sul de Beirute.
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RTP /

Preço do cabaz alimentar sobe na primeira semana de maio e atinge valor mais alto de sempre

A cesta de 63 bens alimentares essenciais monitorizada pela DECO PROteste nunca esteve tão cara e já custa mais de 261 euros.

Reuters

Depois de na semana passada ter registado uma descida de preço de 2,37 euros, na primeira semana de maio, o cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste voltou às subidas e custa agora 261,89 euros, revela a Deco.
 Trata-se de um aumento de 3,37 euros (mais 1,3%) face à semana anterior.

Desde o início do ano, o conjunto de bens essenciais subiu 20,06 euros (mais 8,3%). Há quatro anos, a 5 de janeiro de 2022, os consumidores gastavam menos 74,19 euros.

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RTP /

Portos iranianos prontos para prestar serviços de apoio a navios no Estreito de Ormuz

O Irão afirma que os seus portos estão preparados para prestar serviços marítimos, apoio técnico, fornecimentos e assistência médica a embarcações retidas no Estreito de Ormuz.

O aviso foi divulgado numa mensagem da Organização dos Portos e Assuntos Marítimos do Irão aos capitães de navios comerciais na região do Golfo, informou a agência de notícias oficial IRNA.

Todas as embarcações que navegam em águas territoriais – particularmente as que se encontram em águas e portos iranianos – podem beneficiar do fornecimento de combustível, serviços médicos e material para manutenção.

A agência marítima informou que a mensagem será transmitida através de redes de comunicação e sistemas de frequência muito alta (VHF) na região três vezes por dia, durante três dias.
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RTP /

Hamas confirma morte do filho do líder na Cidade de Gaza

Basim Naim, oficial do Hamas, confirmou a morte de Azzam Al-Hayya, filho de Khalil Al-Hayya, num ataque israelita na Cidade de Gaza.

A vítima é o quarto filho do chefe exilado do Hamas em Gaza a ser morto em ataques israelitas. Hayya, que tem sete filhos, sobreviveu a várias tentativas israelitas de o assassinar.

Um ataque israelita na capital do Catar, Doha, no ano passado, que teve como alvo a liderança do Hamas, matou um dos seus filhos, embora Hayya tenha sobrevivido. Outros dois filhos foram mortos em tentativas anteriores de assassinato por parte de Israel, em ataques a Gaza em 2008 e 2014.
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Lusa /

Bolsas europeias sobem e petróleo cai perante possível acordo de paz no Irão

As principais bolsas europeias abriram hoje com cautela e em alta ligeira, perante um possível acordo de paz no Irão e desbloqueamento do estreito de Ormuz, que leva novamente a uma queda no preço do barril de petróleo Brent.

Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,17% para 624,28 pontos.

As bolsas de Paris e Frankfurt avançavam 0,67% e 0,28%, bem como as Madrid e Milão que subiam 0,18% e 0,16%, respetivamente.

Londres era a exceção e descia 0,27%.

A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,31% para 9.237,72 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).

O euro estava em alta e subia 0,14% para 1,1765 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

A esta hora, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam para ganhos de 0,35% e de 0,28%, respetivamente.

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram na quarta-feira em alta, o Dow Jones a avançar 1,24% e o Nasdaq 2,02%.

Depois de as bolsas terem subido mais de 2% na quarta-feira, os investidores optam esta quinta-feira por aproveitar os recentes aumentos nos preços de muitos valores para recolher benefícios.

Os Estados Unidos e o Irão estão a aproximar-se de um acordo sobre um memorando para pôr fim à guerra, informou a CNN, que cita uma fonte regional próxima das negociações.

Espera-se que o Irão responda hoje à proposta norte-americana através dos mediadores.

Neste contexto, o preço do petróleo Brent, o de referência na Europa, para entrega em julho, recua 2,95% para 98,28 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, baixava 2,70% para 88,77 dólares.

O gás natural para entrega a um mês no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 3,08% para 42,551 euros por megawatt-hora (MWh).

Na quarta-feira, o Brent fechou com uma queda de 7,83%, embora durante o dia tenha chegado a perder quase 12% e o mínimo da sessão se tenha situado em 96,75 dólares.

Por sua vez, os metais preciosos estão em alta, com um aumento de 1,03% no caso do ouro, para 4.739,54 dólares a onça, e de 2,52% no caso da prata, para 79,31 dólares.

Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, depois de três dias sem cotação devido a feriados, disparou hoje 5,58% para um novo máximo acima de 62.000 pontos, impulsionado pelas empresas tecnológicas e pelo otimismo dos investidores em relação ao andamento das negociações entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra.

Por sua vez, a bolsa de Xangai ganhou 0,48%, a de Shenzhen subiu 1,18%, e o Hang Seng de Hong Kong, avançava 1,68% pouco antes do final da sessão.

Na agenda macroeconómica, hoje a agência de estatística europeia Eurostat divulgará os números das vendas a retalho da zona euro do mês de março.

Em princípio, espera-se que este indicador tenha voltado a cair, devido à baixa confiança que os consumidores da região demonstram, especialmente depois do início do conflito no Médio Oriente e o consequente aumento dos preços da energia.

No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos descia para 2,964%, depois de ter fechado em 2,999% na sessão anterior.

Em relação às criptomoedas, a bitcoin desce 0,12%, mas mantém-se acima da barreira de 80.000 dólares (81.323,10 dólares).

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RTP /

Emirates anuncia lucros anuais mais elevados apesar da guerra no Médio Oriente

O Emirates Group, com sede no Dubai e proprietário da maior companhia aérea do Médio Oriente, anunciou esta quinta-feira um aumento de 3% no seu lucro líquido anual, para 5,7 mil milhões de dólares, apesar da guerra no Médio Oriente.

Durante os primeiros onze meses do ano fiscal, antes de o tráfego no Aeroporto do Dubai ser severamente afetado pelo conflito, "a situação do Grupo era muito positiva", disse o CEO da Emirates, Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, em comunicado.

"Embora ainda estejamos a operar com uma capacidade de passageiros inferior à anterior à interrupção, as operações de carga aumentaram", acrescentou.

O Aeroporto do Dubai, que serve a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, tem sido alvo frequente de ataques aéreos iranianos em resposta à ofensiva israelo-americana que começou a 28 de fevereiro.
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Irão e Myanmar marcam reunião de líderes do Sudeste Asático

Os efeitos do conflito no Irão e da crise em Myanmar marcaram hoje o arranque das reuniões de líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN na sigla em inglês).

"A atual crise no Médio Oriente e as repercussões de grande alcance, como a interrupção do fluxo de energia, rotas comerciais, fornecimento de alimentos, cadeias de abastecimento e a segurança dos nossos cidadãos, recorda-nos que acontecimentos além da nossa região podem ter efeitos imediatos e profundos na ASEAN", declarou a ministra filipina dos Negócios Estrangeiros, Theresa Lazaro, anfitriã do conclave.

A chefe da diplomacia filipina abriu os trabalhos na reunião em que participaram os homólogos da região, antes da cimeira de primeiros-ministros e presidentes do bloco, prevista para esta sexta-feira na cidade de Cebu, região central do arquipélago.

O Sudeste Asiático, fortemente dependente das importações energéticas do Médio Oriente, sofreu um grande impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do comércio mundial de crude, na sequência da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

As Filipinas, um dos países mais afetados, declararam em março o estado de emergência energética, como medida para enfrentarem a escassez de combustível, enquanto Tailândia, Vietname, Laos e Myanmar (antiga Birmânia) também aplicaram medidas para lidar com a situação.

A diminuição do comércio de derivados como a ureia, fertilizante essencial para a agricultura, levantou preocupações entre os países presentes devido ao impacto na segurança alimentar da região.

À margem da reunião, está igualmente previsto um encontro entre líderes políticos de Brunei, Filipinas, Indonésia e Malásia.
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Lusa /

MSF denuncia efeitos devastadores do bloqueio a Gaza entre grávidas e lactantes

A crise alimentar provocada em 2025 por Israel ao bloquear a ajuda humanitária em Gaza teve um efeito devastador nas mulheres grávidas e lactantes, bem como nos recém-nascidos e bebés, revelou a Médicos Sem Fronteiras (MSF).

O estudo revelado hoje em Genebra indica que, entre outubro de 2024 e o final de 2025, as equipas da MSF prestaram assistência a 513 crianças com menos de seis meses, das quais 91% corriam o risco de problemas de crescimento e desenvolvimento.

Em dezembro passado, 200 bebés já não faziam parte dos programas: 32% (64 crianças) tiveram de os abandonar devido à insegurança e à deslocação, e 7% (14) faleceram, segundo os dados do estudo.

Os primeiros casos de desnutrição infantil foram identificados em janeiro de 2024 e, até fevereiro passado, foram atendidas 4.176 crianças e 3.336 mulheres com desnutrição aguda, indicou a MSF.

Mais de metade das mães de recém-nascidos atendidas pela MSF foi afetada pela desnutrição em algum momento da gravidez, 25% das quais continuavam desnutridas após o parto, indicaram os estudos da organização.

A MSF estabelece uma ligação entre os dados recolhidos e o bloqueio israelita, bem como os ataques contra infraestruturas civis, incluindo estabelecimentos médicos.

"A insegurança, as deslocações da população, as restrições à ajuda humanitária e o acesso limitado a alimentos e cuidados médicos tiveram consequências devastadoras na saúde materna e neonatal", afirma a organização, num comunicado.

"As famílias adotaram mecanismos de sobrevivência, dando frequentemente prioridade aos homens e às crianças em detrimento das mães na hora de distribuir os escassos alimentos", descreveu a coordenadora médica da MSF para a Palestina, Marina Pomares.

A situação continua "extremamente frágil", apesar de um cessar-fogo em vigor desde outubro, após dois anos de conflito, acrescenta a MSF, apelando a Israel para que autorize imediatamente a entrada sem entraves da ajuda em Gaza.

No terreno, "a crise de desnutrição é inteiramente provocada", afirma a responsável médica da MSF para as emergências, Merce Rocaspana, citada no comunicado.

Antes de a guerra eclodir no território palestiniano, na sequência do ataque levado a cabo pelo movimento fundamentalista islâmico Hamas em Israel a 07 de outubro de 2023, "a desnutrição em Gaza era praticamente inexistente", sublinha a ativista.

As equipas da MSF observaram ainda um dos fatores que contribuiu para o elevado número de abortos espontâneos foi o `stress` causado pela dificuldade de acesso à ajuda humanitária e pela insegurança.

As agências internacionais estimaram que, durante grande parte de 2025, três quartos da população de Gaza sofria de elevados níveis de insegurança alimentar e, em agosto, foi declarado o estado de fome, o primeiro de sempre registado no Médio Oriente.

A análise aponta também críticas à Gaza Humanitarian Foundation (GHF) --- uma organização privada apoiada pelos Estados Unidos e por Israel ---, criada em maio de 2025 para substituir a ONU e organizações não governamentais na prestação de ajuda humanitária, antes de ser dissolvida em novembro.

Com a chegada da GHF, o número de pontos de distribuição de alimentos em Gaza passou de cerca de 400 para quatro pontos "militarizados e mortíferos", sublinha o chefe da unidade de emergência da MSF, Jose Mas, citado no estudo.

Durante esse período, acrescenta a MSF, as estruturas que apoiavam em Gaza constataram "um forte aumento do número de pacientes que procuravam tratamento devido à violência perpetrada nos pontos de distribuição alimentar e à desnutrição associada à privação de alimentos".

Ainda segundo Mas, o cessar-fogo trouxe alguma estabilidade, mas a situação continua extremamente frágil e as equipas da organização continuam a admitir novos doentes com desnutrição.

"A população de Gaza é obrigada a suportar condições de vida deliberadamente indignas e carece de acesso a ajuda, rendimentos e recursos básicos", sublinha o dirigente.

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Ativista português na flotilha diz ter sido torturado por Israel

Um ativista português envolvido na Flotilha Global Sumud para Gaza denunciou hoje ter sido torturado física e psicologicamente durante dois dias pelo exército israelita depois de a embarcação em que seguia ter sido intercetada por Israel.


Em entrevista à Lusa, Nuno Gomes, de 56 anos, antigo motorista de mercadorias internacionais, adiantou que o exército israelita “travou a campanha marítima”, que envolvia 58 embarcações e 181 ativistas que pretendiam romper o bloqueio naval israelita e a abrir um corredor humanitário permanente na Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária, a 27 de abril e que “sequestrou todos os envolvidos”.

Já em Lisboa, depois de ter regressado a Portugal a 02 deste mês, o ativista português considerou “vergonhosa a abordagem” feita pelo cônsul de Portugal em Creta, onde o exército israelita desembarcou 179 dos 181 ativistas, e lamentou que o Governo português continue a pactuar com Israel.

“A intercessão por parte do exército israelita foi feita em águas internacionais, 50 milhas a sul da costa da Grécia. Foi muito violenta, tanto do ponto de vista psicológico como do ponto de vista físico. […] Apontaram-nos armas com lasers, armas carregadas com munições reais. Não pediram autorização para entrar dentro das embarcações. A partir daquele momento, ficamos com a certeza absoluta que estávamos a ser raptados”, relatou.

“Apoderaram-se dos nossos passaportes e deram-nos ordens específicas para que, se não cumpríssemos as ordens, que iam disparar e poderiam inclusivamente matar-nos”, acrescentou, admitindo que se assustou e teve medo, apesar de, contou, “saber muito bem lidar com medo”, pois teve treino militar no corpo de tropas paraquedistas de 1988 a 1990.

Segundo Nuno Gomes, que reside em Arganil, próximo de Coimbra (centro de Portugal), nas 48 horas em que considerou que “esteve raptado” em pleno navio, sofreu “uma tortura psicológica permanente”, pois não os deixavam dormir e foi “atacado fisicamente” em várias ocasiões.

“Intercedi em ajuda perante camaradas meus, não cumpri com algumas ordens que eles me deram e […] fui penalizado severamente e fui torturado fisicamente, acabando por sofrer lesões graves no meu corpo, incluindo uma costela rachada em dois sítios diferentes, uma lesão também grave que me causa bastantes dores na coluna vertebral e tenho algumas nódoas negras e arranhões pelo meu corpo todo, incluindo esta, que espero que mostre nas câmaras, que está aqui na minha testa. E aqui ainda tenho a cara um pouco inchada”, indicou à Lusa.

Nuno Gomes, que em agosto do ano passado já tinha efetuado uma greve de fome diante do parlamento português para protestar contra a intervenção militar na Faixa de Gaza, frisou que a abordagem que o Consulado de Portugal em Creta “foi vergonhosa”, pois não foi ajudado em nada.

“Tenho de apelidar esta abordagem do Consulado como absolutamente vergonhosa, mas, também tendo em conta a posição do nosso governo, que continua a negociar com um país [Israel] genocida, isso não me admira”, referiu, apesar de considerar positivo Portugal ter reconhecido o Estado da Palestina.

“O cônsul esperou por mim, abordou-me, cumprimentou-me, perguntou-me como é que eu estava e expliquei-lhe a situação, que tinha sido raptado e torturado. Disse-me que não podia fazer nada, que eu tinha o meu passaporte comigo, que eu era um cidadão livre, que eu podia fazer aquilo que eu quisesse, e que tinha que contactar os meus familiares em Portugal para me comprarem uma passagem para eu regressar ao país. Disse-lhe boa noite, obrigado pela sua presença e fui-me embora”, contou.

Questionado pela Lusa sobre se faria tudo novamente, mesmo que fosse nas mesmas circunstâncias, Nuno Gomes, foi claro: “voltaria a fazer tudo outra vez e essa seria sempre a minha opção e a razão por que o faria é precisamente por isso”.

“Fazendo ou não fazendo algo, tenho sempre uma opção. E o povo palestiniano não tem opções. É tratado como sendo um povo de segunda classe. Isto não é justo, é ilegal. Não lhes é dada qualquer oportunidade de se defenderem. Eu, como cidadão responsável, lá estaria novamente ao lado deles, porque eles são uma lufada de ar fresco para a humanidade”, respondeu.

“É um povo que tem sido maltratado violentamente. Os familiares daquelas pessoas são assassinadas, barbaramente assassinadas, estão a sofrer um genocídio desde quase há 80 anos e, no entanto, continuam a ser amáveis, a ter empatia, a mostrar amor pelo próximo e isso é um exemplo para mim, para a minha família e acho que devia ser um exemplo para todos os portugueses e para a humanidade em geral”, concluiu.
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Resposta de Teerão à proposta dos EUA deverá ser entregue hoje ao Paquistão

Os iranianos ainda estão a analisar a proposta dos EUA e não há um prazo oficial definido. No entanto, espera-se que seja enviada uma resposta aos mediadores paquistaneses esta quinta-feira.

Um deputado do parlamento iraniano e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que será enviada uma resposta aos norte-americanos.

Os iranianos afirmam que, neste momento, não estão a negociar o seu programa nuclear; trata-se apenas de terminar a guerra em todas as frentes. Querem garantias diretamente do Conselho de Segurança da ONU, depois querem o levantamento das sanções e a reabertura do Estreito de Ormuz. Se isto for conseguido, numa segunda fase, estão prontos para discutir o seu programa nuclear.

No Estreito de Ormuz, os iranianos estabeleceram um novo organismo denominado "Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico". Afirmam que o regime marítimo no estreito mudou e que qualquer navio que por ali passe precisa de comunicar com as autoridades iranianas.
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Lusa /

Trump considera acordo "muito possível" e mercados reagem em forte alta

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou "muito possível" um acordo de paz com o Irão, o que provocou uma queda do preço do petróleo e uma subida acentuada das bolsas.

Amanda Perobelli - Reuters

"Tivemos discussões muito positivas nas últimas 24 horas e é muito possível que cheguemos a um acordo", afirmou Trump, na quarta-feira, durante uma sessão com jornalistas no Salão Oval.

"Se o Irão aceitar dar o que foi acordado, (...) a já lendária operação `Fúria Épica` estará concluída", tinha escrito, horas antes, o Presidente na rede social que detém, Truth Social.

Mas, se os iranianos "não aceitarem, os bombardeamentos começarão e serão, infelizmente, a um nível e com uma intensidade muito maiores do que antes", advertiu, numa referência à campanha norte-americano-israelita levada a cabo de 28 de fevereiro até ao cessar-fogo de 08 de abril.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, considerou, por sua vez, que Washington procura forçar a rendição de Teerão através de uma "nova estratégia" destinada a "destruir a coesão do país".

A República Islâmica absteve-se, no entanto, de bater com a porta, tendo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghai, afirmado que "o Irão continua a analisar o plano e a proposta norte-americana".

Os mercados financeiros mantiveram o cenário otimista, com Wall Street a encerrar em forte alta, na esteira da euforia registada nas bolsas europeias, prosseguida pelos mercados asiáticos, que abriram hoje em forte alta.

O principal índice de bolsa de Tóquio progredia acima dos 4% uma hora após a abertura das negociações e depois de estar encerrado nos primeiros três dias da semana.

Já o preço do barril de Brent, referência para a Europa, desceu quase 8%, para 101,27 dólares, longe do pico de 126 dólares atingido há alguns dias.

Na terça-feira, sublinhando alegados "grandes progressos alcançados no sentido de um acordo completo e definitivo com os líderes iranianos", Trump anunciou a suspensão da operação norte-americana, lançada na véspera, para permitir que centenas de navios retidos no Golfo atravessassem o estreito de Ormuz.

Teerão bloqueia a passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos desde o início da guerra, que causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos iniciado a 13 de abril, e o Pentágono anunciou na quarta-feira que um petroleiro iraniano que tentou forçá-lo foi neutralizado com a destruição do leme.

Num aparente sinal de evolução no terreno, o porta-aviões francês Charles-De-Gaulle dirige-se para a região do Golfo, segundo Paris, no quadro de uma coligação franco-britânica, formada para garantir a segurança do estreito de Ormuz após um eventual acordo de paz.

Na ONU, Washington e os Estados do Golfo prepararam uma resolução no Conselho de Segurança exigindo que Teerão cesse os ataques, revele a localização das minas marítimas e se abstenha de cobrar portagem à navegação no estreito, segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A votação deverá ocorrer nos próximos dias.

Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, que acolheu, a 11 de abril, negociações diretas entre o Irão e os Estados Unidos, disse ter "boas esperanças" de que a dinâmica atual conduza a uma paz duradoura.

Num outro cenário do conflito, Israel está "preparado para todos os cenários" face ao Irão, advertiu o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que sublinhou que o exército do país também está pronto para retomar uma operação "forte e poderosa".

Na frente libanesa, Netanyahu afirmou na quarta-feira à noite que o exército tinha alvejado um comandante de alto escalão do Hezbollah em Beirute.

Uma fonte próximo do grupo pró-iraniano confirmou à agência de notícias France-Presse que um dirigente do Hezbollah foi morto no ataque --- o primeiro nos subúrbios a sul da capital desde o cessar-fogo de 17 de abril.

O Ministério da Saúde libanês registou 11 mortos no sul e no leste do país na quarta-feira, em resultado de bombardeamentos israelitas, apesar da trégua imposta pelos Estados Unidos.

O exército israelita anunciou a interceção de um "alvo aéreo suspeito" proveniente do Líbano após o disparo de sirenes no norte do país na noite de quarta-feira para quinta-feira.

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