Trump culpa China de ter pirateado emails de Hillary Clinton

Trump culpa China de ter pirateado emails de Hillary Clinton

Dois novos tweets de Donald Trump vieram relançar a confusão em torno dos emails pirateados de Hillary Clinton. Sem avançar fontes, provas ou qualquer outra sustentação, o Presidente dos Estados Unidos acusa a China de ter pirateado os emails da candidata democrata às presidenciais de 2016, numa altura em que os americanos se preparam para negociar um acordo comercial com Pequim.

RTP /
Donald Trump publicou as duas mensagens no mesmo dia em que o vie-procurador-geral-adjunto testemunhou no Capitólio sobre o alegado conluio de Trump com a Rússia Leah Millis - Reuters

Na noite de quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos publicou duas mensagens na rede social Twitter a acusar a China de ter espiado o servidor da conta pessoal de correio eletrónico de Hillary Clinton.

“A China pirateou o servidor do email privado de Hillary Clinton. Têm a certeza que não foi a Rússia (estou a brincar!)? Quais são as probabilidades do FBI e do Departamento de Justiça estarem a par disto? De facto, uma grande história. Muita informação confidencial!”, lia-se na primeira mensagem, publicada na noite desta terça-feira nos Estados Unidos (eram 2h16 em Lisboa).


Numa segunda mensagem publicada três horas mais tarde, pouco depois da meia-noite em Washington (5 horas em Lisboa), Trump volta a questionar a credibilidade da investigação liderada por Robert Mueller e que concluiu que 12 espiões russos tiveram acesso a informações do Partido Democrata e da campanha de Hillary Clinton.


Está ainda em causa se Trump, então candidato republicano, conspirou com Moscovo. Trump rejeitou qualquer conluio, enquanto a Rússia negou ter interferido nas eleições presidenciais americanas de 2016.

As publicações de Trump foram feitas no dia em que o antigo vice-procurador-geral-adjunto Bruce Ohr testemunhou, à porta fechada, no Capitólio, em Washington, sobre os alegados contatos que teve com o fundador da Fusion GPS, Glenn Simpson, e o ex-espião britânico Christopher Steele, que compilou um ficheiro de denúncias ligando Donald Trump à Rússia.

Em julho, 12 espiões russos foram acusados de ter invadido as redes de computadores de Clinton e do Partido Democrata.
China diz que não há nada de novo
O Presidente dos Estados Unidos tinha acusado a China, em abril de 2017, de ter pirateado os emails para interferir nos resultados eleitorais. Na altura, Donald Trump também não sustentou as acusações.

“Esta não é a primeira vez que ouvimos alegações semelhantes”, reagiu, em Pequim, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“A China é um forte defensor da segurança cibernética. Opomo-nos firmemente e reprimimos qualquer tipo de ataques na Internet e o roubo de segredos”, acrescentou Hua Chunying.

A China tem negado repetidamente todas as acusações de envolvimento em pirataria informática no estrangeiro.

Pequim e Washington estão também a travar uma guerra comercial. Na segunda-feira, Trump disse que as negociações com a China estão “a correr bem”, mas o acordo de comércio com o México e o Canadá tem de estar concluído antes de novos avanços com a China. Desta forma, Trump admite que as negociações com Pequim podem prolongar-se até ao próximo ano.
PUB