Conselho de Governadores da AIEA exige informações ao Irão sobre inventário nuclear
Segundo o texto apresentado pela França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, analisado pela AFP, Teerão deverá ainda conceder à AIEA "todo o acesso necessário" no terreno, para verificar as suas declarações.
O Conselho de Governadores da AIEA reuniu-se hoje em Viena, Áustria, no âmbito dos seus encontros trimestrais.
Ataque a petroleiro ao largo de Omã. Nova Deli convoca diplomata dos EUA
Duas fontes indianas, com conhecimento direto do assunto, disseram à Reuters esta quarta-feira que o governo indiano chamou um alto diplomata norte-americano em Nova Deli devido ao ataque.
"A nossa embaixada em Omã está a acompanhar de perto a situação e a coordenar de forma proativa com as autoridades de Omã a operação de busca e salvamento em curso", acrescentou.
Donald Trump. Estados Unidos vão "atacar com muita força" o Irão
O presidente dos Estados Unidos avisou que o Irão "pagará o preço" por ter demorado demasiado tempo a negociar.
O presidente norte-americano recusou ainda descartar os ataques às infraestruturas civis, incluindo centrais elétricas e pontes, manifestando frustração pelo facto de o Irão ainda não ter assinado um acordo para pôr fim à guerra. As negociações, segundo ele, ainda estam em curso. “Tenho trabalhado com o Irão há vários meses”, disse o presidente dos EUA. “Deviam assinar o acordo. É um bom acordo.” “Foi só um toque, um toque, um toque”, disse. “Não sei o que estão a fazer.”
“Estávamos realmente prestes a chegar a um acordo, mas eles continuam a enrolar-nos, estão a ridicularizar-nos”, acrescentou.
Com a troca de ataques das últimas horas, Trump recusou fazer vatícinios. "Veremos o que acontece com o acordo", disse.
"Tudo o que têm de fazer é começar a assinar um documento. Está totalmente negociado", sublinhou.
"Temos um documento totalmente negociado - mas estão a protelar, e dizem, 'ok, vamos dar-lhes mais uns dias'. Estão a protelar porque é um documento importante", acrescentou.
No Kuwait, o exército declarou estar a enfrentar "alvos aéreos hostis", sem especificar a sua origem.
Os Estados Unidos anunciaram ainda ter desativado um petroleiro que tentava violar o bloqueio imposto aos portos iranianos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, deplorou "a escalada de ataques e retórica nas últimas 48 horas" e alertou contra uma escalada rumo a uma "guerra total" no Golfo.
Negociadores do Qatar, um dos países mediadores entre Washington e Teerão, visitaram a capital iraniana na quarta-feira, segundo informou a AFP um diplomata familiarizado com as discussões.
Partido Likud anuncia recandidatura de Netanyahu nas próximas eleições em Israel
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai recandidatar-se nas próximas eleições, confirmou hoje o seu partido, o Likud, após o Presidente norte-americano Donald Trump ter colocado em dúvida a sua candidatura.
Num breve comunicado publicado nos seus canais, o Likud afirma que "Netanyahu irá concorrer às próximas eleições e, com a ajuda de Deus, irá vencer".
O partido de Netanyahu reagia assim às palavras de Trump, que, numa entrevista à rede ABC, pôs em dúvida a vontade do atual primeiro-ministro israelita em continuar no cargo.
"Não sei, teve uma carreira incrível. Quer continuar? Porque, como sabem, é um primeiro-ministro em tempo de guerra. Vamos ganhar a guerra muito em breve, de uma forma ou de outra, e sabem que é um primeiro-ministro em tempo de guerra", disse Trump à ABC, segundo publicou na sua conta do X o diretor da emissora em Washington, Jonathan Karl.
Ainda não há uma data concreta para a realização das eleições em Israel, mas estas deverão ser convocadas, o mais tardar, em 27 de outubro.
Israel emite novas ordens de evacuação para três localidades do Sul do Líbano
O Exército israelita emitiu hoje ordens de evacuação para três localidades do Sul do Líbano, devido a novos bombardeamentos contra alegados alvos da milícia xiita Hezbollah, no âmbito dos ataques e da sua invasão terrestre do país vizinho.
O porta-voz em árabe do Exército israelita, Avichai Adrai, indicou nas redes sociais que as ordens afetam as localidades de Qasaniyé, Humin al Fauqa e Ansariya, antes de sublinhar que o Exército "se vê obrigado" a agir contra o Hezbollah devido às "suas violações do cessar-fogo".
"Para a vossa segurança, devem deixar as vossas casas", afirmou, ao mesmo tempo que pediu à população que se deslocasse para o norte do rio Zahrani, situado a norte do rio Litani.
"Quem se encontrar perto de elementos do Hezbollah, das suas instalações e dos seus meios de combate, coloca a sua vida em perigo", concluiu.
Além disso, o Exército assegurou que, nas últimas 24 horas, lançou vários ataques contra "infraestruturas do Hezbollah" na cidade de Tiro e noutros pontos do Sul do país, incluindo uma posição alegadamente utilizada pelo grupo para "lançar drones explosivos" a partir desta histórica localidade, onde, na terça-feira, morreram pelo menos onze pessoas.
A organização não-governamental World Vision manifestou a sua preocupação com a recente onda de deslocações no Sul do Líbano devido aos ataques israelitas, dizendo que pelo menos 80.000 famílias foram forçadas a abandonar as suas casas.
Irão responde a retaliação dos EUA e atinge bases norte-americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia
O Irão anunciou ataques contra bases norte-americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia. É a retaliação da retaliação, depois de os Estados Unidos terem respondido ao abate de um helicóptero em Ormuz.
Depois de um helicóptero norte-americano ter sido abatido, os EUA atacaram o Irão. Horas depois, Teerão avisou que não deixaria Washington "sem resposta".
Teerão advertiu para uma "resposta mais severa", caso continue o que descreveu como "agressão" norte-americana, acrescenta a agência iraniana próxima da Guarda da Revolução.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão "reafirmou a responsabilidade legal e moral de todos os países da região (...) de impedirem que o exército norte-americano e Israel utilizem o seu território ou as suas instalações para planear, organizar, executar ou apoiar ações hostis contra o Irão".
O Governo de Teerão advertiu que "não hesitará em exercer o seu direito inerente à legítima defesa", visando nomeadamente as bases e instalações logísticas utilizadas para as operações contra o Irão.
Os Estados Unidos tinham lançado antes novos ataques sobre solo iraniano, em retaliação pelo abate de um helicóptero norte-americano Apache no estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos tinha anunciado esta terça-feira que haveria represálias pelo ataque iraniano.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou hoje que concluiu uma série de ataques contra alvos iranianos por ordem de Trump, incluindo sistemas de defesa aérea, estações de controlo terrestres e radares de vigilância iranianos localizados perto do estreito de Ormuz.
O CENTCOM assegurou que a operação constituiu uma resposta "proporcional" aos recentes ataques contra forças norte-americanas e embarcações comerciais que transitam pelas águas da região, e afirmou que as suas tropas permanecem preparadas para responder a novas ações que considere agressões por parte do Irão.
Por seu lado, a Guarda da Revolução Islâmica referiu no comunicado que os ataques norte-americanos danificaram uma torre de telecomunicações e dois reservatórios de água na cidade portuária de Sirik, no sudeste do Irão, próxima do estreito.
O helicóptero que desencadeou esta nova escalada de tensões, supostamente atacado pelo Irão, caiu perto da costa de Omã e os dois tripulantes a bordo foram resgatados com vida pelas forças norte-americanas, como anunciou o próprio Trump ao início da madrugada de terça-feira em Nova Iorque, após um jogo da final da NBA.
Antes desta troca de ataques entre EUA e Irão, Israel e a República Islâmica visaram-se mutuamente com o lançamento de mísseis no domingo e na segunda-feira, o que levou Trump a exigir o fim "imediato" das agressões, incluindo pela parte do aliado israelita.
O Presidente norte-americano afirmou na madrugada desta terça-feira que um acordo com o Irão estava em fase de "últimos esforços" e poderia ser assinado em "dois ou três dias", mais um prazo que apresenta após várias semanas de negociações com a República Islâmica.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano considerou, após as retaliações de ambos os lados, que os ataques dos EUA prejudicaram os esforços diplomáticos em curso para pôr fim à guerra.
“Infelizmente, os Estados Unidos prejudicam este processo diplomático com as mensagens contraditórias que enviam, as suas repetidas mudanças de posição e de exigências e, pior ainda, com as suas repetidas violações do cessar-fogo”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, numa mensagem de vídeo divulgada pelos meios de comunicação iranianos.
“Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo recurso à força e por ações ilegais no terreno”, acrescentou o porta-voz.
C/agências
Estados Unidos desencadeiam ataques "de autodefesa" contra o Irão
Trump já havia confirmado na tarde de terça-feira, que o helicóptero norte-americano havia sido abatido pelo Irão em Ormuz, para garantir que as suas forças armadas iriam retaliar.
O Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM) anunciaram hoje o início de ataques "de autodefesa" contra o Irão, em resposta ao abate de um helicóptero por forças da República Islâmica.
"A missão é uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irão", adiantou o CENTCOM em comunicado, um dia depois do abate de um helicóptero Apache norte-americano no Estreito de Ormuz.
"Sob ordens do comandante das forças armadas", o presidente Donald Trump, os ataques começaram às 17:00 do leste dos Estados Unidos (22:00 de Lisboa).
Trump já havia confirmado esta tarde que o helicóptero norte-americano havia sido abatido pelo Irão em Ormuz para garantir que as suas forças armadas iriam retaliar.
"Dois pilotos estiveram envolvidos, ambos ilesos. Ainda assim, os Estados Unidos devem, obviamente, responder a este ataque", escreveu o presidente na sua plataforma Truth Social.
A ameaça surgia um dia após o incidente com o helicóptero na região estratégica do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
c/ Lusa