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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Paquistão pede mais duas semanas aos EUA para negociar. Trump vai responder em breve

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Paquistão pede mais duas semanas aos EUA para negociar. Trump vai responder em breve

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu ao presidente dos EUA uma prorrogação de duas semanas para o prazo imposto ao Irão para terminar o bloqueio ao petróleo do Golfo. A porta-voz da Casa Branca disse que Donald Trump está a analisar a proposta e responderá em breve. Acompanhamos aqui a evolução do conflito no Médio Oriente.

Graça Andrade Ramos, Mariana Ribeiro Soares, Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Amir Cohen - Reuters

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RTP /

Países do Golfo trabalham para intercetar mísseis e drones

Vários países do Golfo afirmam estar a trabalhar para intercetar ataques com mísseis e drones à última hora.

Os Emirados Árabes Unidos disseram que os sons altos ouvidos em todo o país foram o resultado de operações em curso contra as ameaças. O Qatar afirmou ter intercetado com sucesso um ataque de míssil direcionado ao seu território. O Bahrein acionou sirenes, alertando os civis para que procurassem abrigo.
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RTP /

Cinco explosões foram ouvidas no centro de Bagdade

Cinco explosões foram ouvidas na noite desta terça-feira no centro de Bagdade, onde se situa a embaixada dos EUA, segundo jornalistas da AFP.

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RTP /

Trump diz estar em "negociações acaloradas" com o Irão

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão em "negociações acaloradas" sobre a guerra com o Irão, recusando-se a dar detalhes sobre as conversações.

"Não posso dizer, porque neste momento estamos em negociações acaloradas", disse Trump à Fox News numa breve entrevista por telefone, quando questionado sobre como se sentia em relação às negociações.
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RTP /

EUA bombardearam ilha de Kharg

Ao longo do dia, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão. Um dos alvo foi a ilha de Kharg, bombardeada pelas forças americanas.

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RTP /

Dia particularmente intenso de ataques contra o Irao

No dia em que expira o prazo dado por Donald Trump ao Irão para um acordo, os EUA e Israel lançaram vários ataques contra o Irão.

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Catar
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Várias explosões em Doha

Explosões foram ouvidas na noite de terça-feira na capital do Catar, Doha, segundo jornalistas da AFP, enquanto os Emirados Árabes Unidos relataram que as suas defesas aéreas estavam a responder a ameaças de mísseis.

"As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estão atualmente a enfrentar ataques de mísseis e drones originários do Irão", disse o Ministério da Defesa dos Emirados num comunicado divulgado na terça-feira. E
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RTP /

Casa Branca diz que Trump vai responder em breve à proposta do Paquistão

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitte, disse que o presidente dos EUA está "a par" da proposta do primeiro-ministro paquistanês de prorrogar o prazo para um acordo por duas semanas e garantiu que Donald Trump vai responder em breve.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu ao presidente dos EUA uma prorrogação de duas semanas para o prazo imposto ao Irão para terminar o bloqueio ao petróleo do Golfo.

Sharif pediu também aos "irmãos iranianos" que abram o Estreito de Ormuz por duas semanas "como um gesto de boa vontade".
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RTP /

Primeiro-ministro do Paquistão pede a Trump prorrogação de duas semanas do prazo dado ao Irão

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, uma prorrogação de duas semanas para o prazo imposto ao Irão para terminar o bloqueio ao petróleo do Golfo.

O Paquistão tem sido o principal intermediário nas propostas apresentadas pelo Irão e pelos Estados Unidos, mas não há sinais de um acordo.

"Para permitir que a diplomacia siga o seu curso, solicito encarecidamente ao Presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas", apelou Sharif.

O presidente paquistanês também pediu aos "irmãos iranianos" que abram o Estreito de Ormuz por duas semanas "como um gesto de boa vontade".
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RTP /

Irão garante estar preparado para "todos os cenários" após ameaças de Trump

O primeiro vice-presidente do Irão, Mohammad Reza Aref, disse esta terça-feira que o seu país está preparado para "todos os cenários" após a ameaça de Donald Trump de "aniquilar a civilização iraniana".

"O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça ultrapassa o nosso nível de preparação e capacidade de inteligência", disse Aref numa mensagem na X.
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"Gesto de boa vontade"
RTP /

Paquistão pede a "irmãos iranianos" que abram Estreito de Ormuz por duas semanas

O primeiro-ministro paquistanês, Sharif, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas como gesto de boa vontade.
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RTP /

Madagáscar declara estado de emergência energética

O Governo de Madagáscar declarou esta terça-feira o estado de emergência energética por 15 dias, afirmando que o país atravessa uma "profunda crise" devido às dificuldades de abastecimento relacionadas com a guerra no Médio Oriente.

"Esta decisão foi tomada após a constatação de uma profunda crise ligada às interrupções no fornecimento de energia em todo o país", declarou o governo em comunicado de imprensa.

A maior parte das importações de combustível para esta nação insular do Oceano Índico provém de Omã, a sul do Estreito de Ormuz.

O governo optou por esta medida durante uma reunião convocada para examinar as consequências da crise na vida quotidiana, na economia e no funcionamento dos serviços públicos.

"Esta crise está também a causar perturbações na ordem pública, na segurança, na estabilidade e na administração", acrescentou o governo no seu comunicado.

De acordo com as autoridades malgaxes, o estado de emergência energética "fortalecerá a capacidade do Estado para agir rapidamente para resolver os problemas de fornecimento de energia, garantir o bom funcionamento dos serviços públicos e preservar as condições de vida da população".
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Irão é a "própria história"
RTP /

Teerão lembra a Trump que Irão sobreviveu a "séculos de delírios" de inimigos

As autoridades iranianas rejeitaram as ameaças hoje feitas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar o seu mais recente ultimato, lembrando-lhe pertencerem a "uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios" dos inimigos.

"O Irão não é um `incidente` na história, mas a própria história. Uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios daqueles que lhe desejam mal", escreveu Mohammad Reza Aref, conselheiro do Presidente iraniano, Massud Pezeshkian, numa mensagem nas redes sociais.

Aref sublinhou que o Irão "não se deixará influenciar pela retórica primitiva de Trump" e afirmou que responderá "às barbaridades do inimigo" defendendo os interesses nacionais e com confiança na "força" do povo iraniano.

O conselheiro de Pezeshkian respondeu assim à mais recente diatribe de Donald Trump, que ameaçou provocar a morte de "uma civilização inteira" esta noite, se o Irão não ceder às suas exigências, bombardeando as suas infraestruturas de produção de energia.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar", escreveu Trump nas redes sociais, onde vaticinou que nas próximas horas se assistirá a "um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo".

Trump reiterou repetidamente este ultimato ao Irão, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz e chegando mesmo a ameaçar destruir infraestruturas civis, como pontes, centrais elétricas e centrais de dessalinização.

Enquanto o Presidente dos Estados Unidos foi intensificando o tom das intimidações, o Irão considerou tais exigências "irracionais" e "excessivas", por entre apelos internacionais para o diálogo para pôr fim à guerra.

Lusa
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"Questão moral"
RTP /

Papa. Ameaça de Trump de "aniquilar a civilização iraniana" é "inaceitável"

O Papa Leão XIV considerou "inaceitável" a ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, de "aniquilar a civilização iraniana", caso o Irão não cumprisse o seu ultimato à meia-noite para abrir o Estreito de Ormuz.

"Houve esta ameaça contra todo o povo iraniano, e isso é verdadeiramente inaceitável. Há certamente questões de direito internacional envolvidas, mas, muito para além disso, trata-se de uma questão moral", disse o Papa esta terça-feira, aos jornalistas reunidos à saída da sua residência em Castel Gandolfo, perto de Roma, em direção ao Vaticano.
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RTP /

Bahrein alerta Irão. "Paciência" e "contenção" dos Estados do Golfo tem "limites"

A "paciência" e a "contenção" dos Estados do Golfo face aos ataques iranianos têm "limites", alertou na terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, aos jornalistas.

"Os nossos países demonstraram uma considerável contenção e paciência perante a agressão iraniana, mas ninguém pode esperar que esta contenção continue indefinidamente", disse depois de a Rússia e a China terem vetado uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que visava reabrir o Estreito de Ormuz.

"Os nossos direitos ao abrigo do direito internacional não podem ser restringidos pela inacção, e a responsabilização não pode ser evitada fechando os olhos", acrescentou, prometendo continuar "a tomar todas as medidas necessárias" para defender a soberania dos Estados do Golfo, em conformidade com o direito à autodefesa.
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RTP /

Principal porto do Bahrein suspende temporariamente operações a partir de quarta-feira

As operações no principal porto do Bahrein serão "temporariamente suspensas a partir da manhã de quarta-feira", anunciou a operadora, poucas horas antes do fim do ultimato de Donald Trump, que ameaça destruir infraestruturas críticas no Irão.

A APM Terminals Bahrain, empresa que gere o Porto Khalifa Bin Salman, afirmou que "se adapta constantemente às circunstâncias e, por isso, suspendeu temporariamente as suas operações nas últimas semanas quando necessário", num comunicado enviado à AFP.
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RTP /

"Riscos de segurança". Cidadãos americanos devem abster-se de deslocações à Arábia Saudita

Um comunicado da Embaixada dos EUA em Riade, apela aos cidadãos dos Estados Unidos que estejam a planear realizar o Hajj, a peregrinação anual muçulmana, este ano, que "reconsiderem" qualquer viagem à Arábia Saudita devido a "riscos de segurança".

"De acordo com o alerta de viagem para a Arábia Saudita, encorajamos os cidadãos norte-americanos a reconsiderarem as viagens para este país e, devido à atual situação de segurança (...), recomendamos que reconsiderem a participação no Hajj este ano", refere o comunicado.
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RTP /

Kuwait insta cidadãos a ficarem em casa a partir da meia-noite

A medida de prevenção é aconselhada até quarta-feira de manhã. 

"O Ministério do Interior informa os cidadãos e residentes (estrangeiros) que é crucial permanecer em casa e evitar sair, exceto em casos de absoluta necessidade, a partir da meia-noite de terça-feira, 7 de abril, até às 6h da manhã de quarta-feira, 8 de abril", afirmou num comunicado de imprensa publicado no portal X.

A mensagem foi publicada poucas horas antes do fim do ultimato de Donald Trump, que ameaça destruir infraestruturas críticas no Irão.

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Investigação da ONU
RTP /

Israel e Hezbollah responsáveis por mortes de soldados da paz da ONU no Líbano

Um ataque do exército israelita e um engenho explosivo do Hezbollah foram responsáveis ​​pelas mortes de três soldados de manutenção da paz indonésios no Líbano em dois incidentes separados no final de março, de acordo com as conclusões preliminares de uma investigação da ONU.

"Solicitamos às partes envolvidas que garantam que estes casos sejam investigados e processados ​​pelas autoridades nacionais, a fim de levar os perpetradores à justiça e garantir a sua responsabilização criminal pelos crimes cometidos contra os soldados de paz", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, ao apresentar as conclusões à imprensa.
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RTP /

Embaixador iraniano na ONU descreve declarações de Trump como "profundamente irresponsáveis"

As ameaças de Donald Trump de erradicar "uma civilização inteira" no Irão são "profundamente irresponsáveis", declarou esta terça-feira o embaixador iraniano na ONU, acusando o presidente norte-americano de querer cometer "crimes de guerra".

"Hoje, o Presidente dos Estados Unidos usou uma linguagem que não só foi profundamente irresponsável, como absolutamente alarmante", disse Amir Saeid Iravani ao Conselho de Segurança da ONU.

"É lamentável que, aos olhos da comunidade internacional, o Presidente dos Estados Unidos esteja a ameaçar descaradamente e sem vergonha destruir todas as infraestruturas do Irão, incluindo pontes, centrais eléctricas e instalações energéticas, emitindo um ultimato e revelando abertamente a sua intenção de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade", acrescentou.
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RTP /

Secretário-geral da ONU "profundamente preocupado" com ameaças de Trump

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar "profundamente preocupado" com as recentes declarações de Donald Trump sobre o Irão, particularmente aquelas que ameaçam erradicar "uma civilização inteira", segundo o seu porta-voz.

"O secretário-geral está profundamente preocupado com as declarações que ouvimos ontem e novamente esta manhã (...) sugerindo que um povo inteiro ou uma civilização inteira possa sofrer as consequências de decisões políticas e militares", disse Stéphane Dujarric.

"Nenhum objetivo militar justifica a destruição em massa das infraestruturas de uma sociedade ou a imposição deliberada de tal sofrimento às populações civis", acrescentou.
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RTP /

Libertada jornalista norte-americana raptada no Iraque

A agência Reuters está a avançar que o grupo armado iraquiano que raptou uma jornalista norte-americana no final de março vai libertá-la. De acordo com a Reuters, o grupo avança que a jornalista Shelly Kittleson terá de abandonar o Iraque imediatamente.

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Lusa /

Casa Branca nega planos para uso de armas nucleares

A presidência norte-americana (Casa Branca) negou hoje que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar "uma geração inteira".

A posição foi clarificada depois de um discurso do vice-presidente norte-americano, JD Vance, em visita a Budapeste, Hungria, no qual referiu que Washington dispõe de "ferramentas" ainda não utilizadas no conflito.

"Nada do que o vice-presidente disse sugere" o recurso a armamento nuclear, explicou a Casa Branca numa mensagem divulgada nas redes sociais, rejeitando interpretações nesse sentido.

 


Vance tinha afirmado anteriormente que o Presidente norte-americano poderá recorrer a todos os meios disponíveis caso Teerão não altere o seu comportamento, sublinhando que os Estados Unidos ainda aguardam uma resposta iraniana.

"Estamos confiantes de que poderemos obter uma resposta dos iranianos, seja positiva ou negativa", disse Vance, acrescentando que Washington pretende garantir a livre circulação de petróleo e gás e evitar o que classificou como "terrorismo económico".

As declarações de Vance surgem poucas horas antes do ultimato imposto por Trump ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz expirar, num contexto de crescente tensão militar entre Washington, Telavive e Teerão.

Após vários adiamentos, Washington fixou como limite as 20:00 de hoje (01:00 de quarta-feira em Portugal continental), avisando que poderá desencadear o "inferno" caso Teerão não cumpra.

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Lusa /

Qatar alerta para situação quase "fora de controlo" devido a ofensiva EUA-Israel ao Irão

O Qatar alertou hoje que a situação no Médio Oriente está quase "fora de controlo", horas antes de expirar o ultimato de Washington ao Irão para aceitar as suas exigências para terminar a ofensiva realizada com Israel.

"Estamos perto do ponto em que a situação na região ficará fora de controlo", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Qatar, Majed al-Ansari, insistindo que o prolongamento das hostilidades não beneficia ninguém.

"Não há vencedores se esta guerra continuar", argumentou numa conferência de imprensa, noticiou a estação de televisão Al-Jazeera.

O porta-voz do MNE do Qatar sublinhou que "os ataques às infraestruturas civis e energéticas por qualquer das partes não devem ser aceites", ao mesmo tempo insistindo na importância de normalizar a situação no Estreito de Ormuz, perante as restrições impostas por Teerão à navegação, como parte da sua retaliação à ofensiva israelo-norte-americana iniciada a 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

"O Estreito de Ormuz é um estreito natural, não um canal, e todos os países da região têm o direito de o utilizar livremente", sustentou Al-Ansari, referindo-se ao grave impacto que está a ter na economia mundial a atual situação da navegação nesta passagem, um dos principais pontos de estrangulamentos do comércio ao nível global.

O próprio Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, redobrou hoje as suas ameaças ao Irão, chegando a declarar que "toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais voltar", referindo-se ao que acontecerá após o fim do seu mais recente ultimato.

"Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer. Quem sabe?", observou.

Trump reiterou em várias ocasiões este ultimato a Teerão, exigindo ao Irão a reabertura do Estreito de Ormuz como uma das condições descritas por Teerão como "irracionais" e "excessivas", por entre apelos internacionais para o diálogo para pôr fim à guerra e as advertências da Guarda Revolucionária sobre uma dura resposta se forem ultrapassadas "linhas vermelhas".

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Lusa /

JD Vance defende "diplomacia sustentada" para acabar a guerra

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu hoje a necessidade de uma "diplomacia sustentada" para terminar a guerra na Ucrânia, enquanto o primeiro-ministro húngaro disponibilizou Budapeste para acolher uma cimeira entre Estados Unidos (EUA) e Rússia.

"O Viktor [Orbán], eu, o Presidente dos EUA já condenámos a invasão [russa]. Não gostamos da guerra. (...) A questão é: como é que se faz para parar? E a resposta é, não por políticos que ficam perante microfones a bater no peito e a fazer-se de duros quando os filhos de outra pessoa vão lutar num conflito. Faz-se através de diplomacia sustentada", afirmou JD Vance, numa conferência de imprensa em Budapeste com o primeiro-ministro húngaro.

A guerra na Ucrânia, continuou, não afeta os Estados Unidos na mesma medida em que afeta a Europa, mas o Presidente Donald Trump "sabe que é má para o comércio, é má para a moralidade, é má para a vida humana".

"Precisamos realmente de nos envolver numa diplomacia real", insistiu.

Pelo seu lado, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, recordou que Trump já tinha sugerido a capital húngara como local para uma eventual cimeira para acabar com esta guerra, que descreveu como "dolorosa", entre "dois países profundamente cristãos e na Europa".

"A Hungria mantém-se pronta. Se os Estados Unidos e a Rússia considerarem que é necessária uma cimeira de paz entre ambos, então Budapeste terá todo o gosto em servir de local para essa reunião", afirmou.

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Lusa /

Rangel diz que Governo tem razões para acreditar que uso da Base das Lajes está a ser respeitado

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o Governo português tem razões para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no seu esforço de guerra contra o Irão está a ser respeitado.

André Kosters - Lusa

No parlamento, numa audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel referiu-se ao entendimento técnico sobre a utilização da base militar nos Açores e que prevê "a resposta a um ataque concreto e de acordo com o princípio da proporcionalidade e da necessidade e sem visar infraestruturas civis" no âmbito do conflito.

"Estas são as razões que Portugal pôs e temos razões para acreditar que foram respeitados", declarou o chefe da diplomacia portuguesa, apontando uma "colaboração leal" por parte das autoridades de Washington.

Paulo Rangel partilhou dados sobre o movimento na Base das Lajes nas últimas semanas, que considera "ínfimo relativamente ao esforço de guerra" empenhado pelos Estados Unidos, Israel e também os países do Golfo que foram arrastados para o conflito.

Segundo o ministro, desde 15 de fevereiro, 13 dias antes do início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica, foram registadas 76 aterragens nas Lajes, "o que não é um número propriamente extraordinário", e 25 sobrevoos no espaço aéreo português.

"O Governo fez questão de tratar este assunto com transparência", reforçou Paulo Rangel, que desvalorizou por outro lado as recusas de parceiros da NATO sobre a utilização dos Estados Unidos das suas instalações militares, insistindo que Portugal acompanha todos os movimentos nas Lajes e mantém o diálogo com Washington.

"Recusas há sempre, mas não vamos pôr isso nos jornais", observou.

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Após ameaça de Trump
RTP /

Iranianos protestam junto a centrais energéticas e pontes

A estação de televisão Sky News está a avançar que a comunicação social iraniana tem estado a mostrar imagens de pessoas a protestar junto às centrais energéticas e às pontes do país.

A televisão britânica está a avançar que um funcionário iraniano terá instado os jovens cidadãos a formarem cadeias humanas em torno das centrais elétricas do país, depois de Trump ter ameaçado bombardeá-las.
Imagens posteriores mostram multidões em algumas pontes e grupos menores em algumas centrais elétricas. Não está claro quão organizados são, nem até que ponto são dirigidos pelo regime.

Um vídeo partilhado pela agência de notícias Fars mostra pessoas a segurar uma grande bandeira iraniana na icónica Ponte Pol Sefid, uma ponte em Ahwaz, no sudoeste do Irão.


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Alerta do Paquistão
RTP /

Escalada no Médio Oriente ameaça paz regional

A liderança militar do Paquistão alertou que “agressões injustificadas” contra as infraestruturas da Arábia Saudita ameaçam sabotar os delicados esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

Durante a 274ª Conferência de Comandantes de Corpo em Rawalpindi, a primeira desde dezembro de 2025, o Marechal de Campo Asim Munir condenou os recentes ataques a complexos petroquímicos e industriais sauditas, classificando-os como “escaladas desnecessárias” que minam a mediação regional.

Munir tem desempenhado um papel fundamental na facilitação dos esforços entre os EUA e o Irão, juntamente com a Turquia e o Egito, tendo conversado com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, nos últimos dias.

De acordo com o comunicado do departamento de imprensa das Forças Armadas, o fórum salientou que, embora Riade tenha demonstrado uma contenção significativa apesar das graves provocações, a continuidade dos ataques representa um risco de graves repercussões para a estabilidade regional.

Ao posicionar o Paquistão como um "estabilizador de segurança regional", a liderança militar reiterou os apelos para uma desescalada e um envolvimento construtivo em todo o Golfo.
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RTP /

Presidente do BEI considera "indispensável" manter estabilidade financeira

A presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Nadia Calviño, considerou “indispensável” que os países da União Europeia (UE) mantenham a estabilidade financeira num contexto internacional “tão incerto” como o atual.

À margem de uma conferência na capital de Espanha, Madrid, Nadia Calviño foi questionada sobre o cumprimento das regras fiscais europeias num momento em que muitos países estão a aprovar planos para apoiar os cidadãos e as empresas devido à guerra no Irão.

Neste sentido, a responsável reconheceu que vê “uma grande unanimidade” entre os ministros das Finanças dos Estados-Membros da UE “para agir com prudência e calma”.

Além disso, salientou que é necessário “agir de forma coordenada”, porque o custo das medidas será menor e o impacto maior se se agir “de forma unânime e coordenando bem as respostas de política económica”.

Nadia Calviño insistiu que é “urgente” que a Europa reforce a sua autonomia estratégica no domínio da energia, uma vez que o conflito no Médio Oriente abre um novo cenário de custos energéticos mais elevados e de travagem do crescimento económico.

Na sua opinião, a escalada do conflito “representa um desafio significativo para a Europa e coloca em evidência a urgência da libertação da dependência excessiva dos combustíveis fósseis”, embora tenha reconhecido que “a Europa se encontra agora em melhor posição do que quando a guerra na Ucrânia eclodiu em 2022”.

Desta forma, a presidente do BEI salientou que o banco continuará a desempenhar “um papel fundamental, financiando metade dos projetos de infraestruturas energéticas”.

No que diz respeito ao domínio da segurança e da defesa, Nadia Calviño recordou que o BEI alcançou em 2025 um recorde de 100.000 milhões de euros de financiamento, um objetivo que se mantém para 2026, além de respostas “às prioridades definidas pelos 27 Estados-Membros”.

Durante a intervenção, a presidente do BEI reconheceu que a ordem mundial está a passar por “uma mudança profunda” e lamentou que haja pessoas que queiram transmitir a mensagem “negativa” de que a Europa é um continente velho e fraco, que não tem indústrias líderes e que não vai desempenhar um papel importante.

Essa ideia “não corresponde à realidade”, afirmou, uma vez que a Europa é “uma superpotência económica, democrática e tecnológica” com grandes empresas e ‘startups’, embora o grande desafio consista em angariar mais investimento para que as empresas possam crescer.

Sobre as tarifas aduaneiras implementadas pela administração norte-americana, a responsável afirmou ser necessário “muita calma” e “um espaço de paz”, valores que devem orientar a nova ordem mundial.

Lusa
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RTP /

Franceses libertados pelo Irão regressam a França

Os cidadãos franceses Cecile Kohler e Jacques Paris estão "livres e a caminho de França, após três anos e meio de detenção no Irão", afirmou o presidente Emmanuel Macron esta terça-feira numa publicação na rede social X.

Os parlamentares saudaram o anúncio com uma ovação de pé na Assembleia Nacional.

O casal estava em prisão domiciliária na embaixada de França em Teerão desde novembro do ano passado. Estiveram presos desde maio de 2022 quando foram condenados por espionagem ao serviço de Israel e depois libertados da prisão mais perigosa de Teerão, mas sem poder abandonar a embaixada francesa na capital iraniana.

O casal foi libertado graças a mediação do sultanato de Omã segundo afirmou fonte diplomática à RTP. Já saíram de Teerão e estão neste momento no Azerbaijão
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RTP /

Exército israelita anuncia a conclusão do destacamento avançado no Líbano

O exército israelita anunciou esta terça-feira que concluiu o destacamento das suas tropas terrestres no sul do Líbano, até uma "linha de defesa avançada" contra os combatentes do movimento islâmico Hezbollah.

Uma fonte militar libanesa disse à AFP que o exército israelita avançou em três eixos "entre cinco e nove quilómetros" em território libanês.

O exército israelita não forneceu a localização geográfica precisa do avanço máximo dos seus soldados em território libanês.

Vários jornais israelitas indicam que o Estado-Maior não pretende, neste momento, prolongar o avanço das tropas para além de cerca de vinte quilómetros a norte da fronteira entre os dois países.

As forças israelitas "concluíram o seu destacamento na 'linha antitanque' e continuam as suas operações na área para reforçar a linha de defesa avançada e eliminar a ameaça aos habitantes do norte de Israel", referiu um comunicado militar.
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RTP Antena 1 /

Três homens armados tentaram invadir consulado israelita em Istambul, Turquia

Na cidade turca de Istambul, três homens fortemente armados e com mochilas tentaram forçar a entrada no consulado israelita, nesta cidade. Um consulado fechado mas protegido por um dispositivo policial que deu resistência ao grupo tendo abatido um dos atacantes e ferido com gravidade os outros dois.

Murad Sezer - Reuters

Neste incidente dois elementos das forças de segurança que protegiam o consulado também ficaram feridos.
De acordo com o ministro do interior turco, os atacantes eram de nacional turca, sendo que um deles foi identificado com ligações ao Daesh.

Não há registo de funcionários da embaixada feridos, como relata o correspondente da RTP Antena 1, na Turquia, José Pedro Tavares.

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RTP /

Pontes, estradas e linhas férreas atingidas no Irão

As autoridades iranianas reportaram ataques esta terça-feira contra pelo menos duas pontes, infraestruturas ferroviárias e uma autoestrada, no âmbito de uma série de ataques contra infraestruturas civis na guerra em curso entre o Irão, Israel e os Estados Unidos.

Uma ponte perto da cidade sagrada de Qom, a 150 quilómetros a sul de Teerão, e outra que transporta uma linha férrea na cidade central de Kashan foram atingidas, segundo as autoridades regionais citadas pelos meios de comunicação estatais.

Em Kashan, duas pessoas morreram e três ficaram feridas, disse Akbar Salehi, vice-governador da província de Isfahan, citado pela agência de notícias oficial IRNA.

Uma importante autoestrada no noroeste do país, que liga a cidade de Tabriz a Teerão, foi encerrada ao trânsito depois de ter sido atingida a cerca de 90 quilómetros de Tabriz.

A Guarda Revolucionária especificou que o ataque atingiu um viaduto da autoestrada.

O site Mizan, porta-voz do poder judicial, também noticiou um ataque a linhas férreas em Karaj, nos arredores de Teerão, e divulgou imagens que mostram paramédicos do Crescente Vermelho a transportar um ferido numa maca.

Todos os comboios com destino ou origem em Mashhad, a segunda maior cidade do Irão, no nordeste do país, foram cancelados como medida de precaução, após um alerta de Israel a recomendar aos iranianos que não viajassem de comboio, sugerindo que os ataques estavam iminentes.

A mesma medida foi tomada na província de Khuzistão, no sudoeste do país.

Segundo a agência de notícias Isna, registaram-se apagões em partes das cidades de Karaj e Fardis, nos arredores de Teerão, depois de linhas e uma subestação de transformadores terem sido danificadas por ataques aéreos.
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RTP /

Termina esta noite prazo dado por Trump para Irão aceitar cessar-fogo

Termina à uma da manhã, o prazo dado por Donald Trump para que o Irão aceite um cessar-fogo e reabra o Estreito de Ormuz.

Teerão sofreu, na última noite, um dos ataques mais violentos dos últimos dias. Foram bombardeadas várias zonas civis.
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Lusa /

EUA confiantes que iranianos vão responder dentro do prazo de Trump

 A administração norte-americana está confiante de que os líderes iranianos vão responder dentro do prazo estipulado pelo Presidente Donald Trump, até à meia-noite de hoje, afirmou hoje o vice-presidente dos EUA, JD Vance, em Budapeste.

"Os iranianos não são os negociadores mais rápidos, mas estamos confiantes de que teremos uma resposta, positiva ou negativa, até às 8 da tarde [hora de Washington]", afirmou o governante norte-americano, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a quem foi prestar apoio a cinco dias das eleições legislativas.  

"Espero que deem a resposta certa", comentou, acrescentando que o objetivo é ter "um mundo onde o petróleo e o gás circulem livremente, onde as pessoas possam aquecer e arrefecer as suas casas e deslocar-se para o trabalho".

Isso "não vai acontecer se os iranianos estiverem envolvidos em atos de terrorismo económico", avisou.

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RTP /

Ultimato de Trump ao Irão recebido com expetativa em Israel

Israel admite que se não se chegar a um entendimento, entre os EUA e o Irão, poderá haver um agravamento da situação no Médio Oriente, com o prolongamento dos ataques, como explicam os enviados da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.

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Trump emite mais um ultimato ao Irão. "Uma civilização inteira morrerá esta noite"

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a avisar o Irão para que faça um acordo esta terça-feira, escrevendo na rede social Truth Social que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se não for alcançado um acordo para pôr fim ao conflito.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. No entanto, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo de revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”, afirmou Trump na Truth Social.

O presidente norte-americano frisou ainda que “descobriremos esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte vão finalmente chegar ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irão!”

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RTP /

Von der Leyen avisa que nenhum país da UE superará crise energética sozinho

A presidente da Comissão Europeia avisou hoje que nenhum Estado-membro da União Europeia vai conseguir superar a crise energética sozinho, apelando à união de todos e a um espírito de "estabilidade e resistência".

Num discurso em Hanover, após ter sido condecorada com a medalha do estado alemão da Baixa Saxónia, Ursula von der Leyen abordou a crise energética provocada pela guerra no Irão para defender que, quando a União Europeia (UE) enfrenta crises globais, a resposta deve ser "unir-se e não fragmentar-se".

"A nossa União já ultrapassou uma crise energética (após o início da guerra na Ucrânia) com unidade e determinação. A segurança energética da Europa é a nossa prioridade comum e a nossa responsabilidade. Nenhum Estado-membro pode proteger-se sozinho", avisou a presidente da Comissão Europeia.

Von der Leyen considerou, contudo, que os Estados-membros da UE conseguirão superar a atual crise se agirem em conjunto.

"Podemos fazê-lo juntos, recorrendo às forças que nos permitem superar todas as crises: a estabilidade, a resiliência e a força de vontade", afirmou, defendendo que, quando se é "fustigado pelo vento, quando antigas certezas se desmoronam, é necessária estabilidade e resistência".

"Quantas vezes ouvi dizer, ao longo dos últimos seis anos, que a Europa não seria capaz de fazer isto ou aquilo? Desde superar a pandemia até garantir a nossa independência das fontes de energia russas? De apoiar a Ucrânia à Gronelândia? (...) Nós conseguimos", afirmou.

A presidente da Comissão Europeia referiu que se vivem tempos em que "muitas pessoas têm medo do futuro" e disse que o "pessimismo é corrosivo, não apenas para os indivíduos, mas para a democracia".

"Temos de ser capazes de imaginar um amanhã que seja melhor do que o hoje. E trabalhar para o alcançar, por mais desafiantes que sejam as crises, por mais frágil que seja a esperança", referiu.

Afirmando que se esforça para deixar aos seus filhos e netos um mundo melhor do que o atual, Von der Leyen disse que, do seu ponto de vista, "isso significa uma Europa independente que protege a paz, a liberdade e a prosperidade".

"Uma União que, no sistema global, defende os seus valores e interesses. Uma União onde prevalece uma paz duradoura. (...) Onde prevalece o Estado de direito e não a lei da selva. Uma Europa que é o nosso lar: rica em natureza, rica em diversidade", referiu.

Lusa
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RTP /

Suspensas ligações ferroviárias na segunda cidade após ameaças de Israel

As autoridades iranianas cancelaram hoje as ligações ferroviárias com partida e destino a Mashhad, a segunda maior cidade do país, situada no nordeste, após um aviso do exército israelita.

"Devido à advertência imoral do regime sionista relativa a um ataque contra os caminhos-de-ferro e por medida de precaução, todos os trajetos da estação de Mashhad foram cancelados até novo aviso", anunciou o governador local.

Hassan Hosseini assegurou que a situação em Mashhad era calma e que a suspensão do serviço foi adotada exclusivamente por precaução.

Disse também que foram disponibilizadas alternativas de transporte rodoviário para os passageiros que não possam adiar as viagens, de acordo com as agências iranianas Fars e Mehr, citadas pela espanhola EFE e francesa AFP.

A medida foi tomada depois de o exército israelita ter difundido de manhã uma advertência aos iranianos para que evitassem andar de comboio até às 21:00 locais (18:30 em Lisboa), sob pena de colocarem a "vida em perigo".

Lusa
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RTP /

UE avisa que ataques ao setor energético prejudicarão milhões

A Comissão Europeia avisou hoje que ataques a infraestruturas energéticas no Irão prejudicariam milhões e poderiam provocar uma "nova perigosa escalada" no conflito, pedindo "máxima contenção" e respeito pelo direito internacional.

Este aviso do executivo comunitário foi feito a horas de terminar o prazo estabelecido pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Teerão reabrir o Estreito de Ormuz, ameaçando destruir pontes e centrais elétrica se o regime não ceder.

Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, a porta-voz para os Negócios Estrangeiros, Anitta Hipper, reiterou que, para a União Europeia (UE), a resposta para resolver conflitos deve passar sempre pela diplomacia.

"Repudiamos qualquer ameaça ou ataques a infraestruturas civis críticas. Tais ataques correm o risco de afetar milhões de pessoas em todo o Médio Oriente e não só, e poderiam também levar a uma nova perigosa escalada", avisou.

A porta-voz do executivo comunitário frisou que a UE "apela à máxima contenção, à proteção dos civis e das infraestruturas civis e ao respeito total, por todas as partes, do direito internacional e da lei internacional humanitária".

Sobre a ofensiva israelita no Líbano, Anitta Hipper pediu também "máxima contenção" a todos os intervenientes, salientando que a situação humanitária no país "já é dramática".

"A UE acolhe favoravelmente as recentes decisões e ações do Governo libanês e reconhece também os desafios enfrentados pelo Líbano num momento particularmente frágil", disse.
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Ataques dos EUA e Israel contra a ilha de Kharg

Foram realizados vários ataques contra a Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, um importante centro para a indústria petrolífera iraniana, informaram esta terça-feira os órgãos de imprensa.

"O inimigo americano-sionista realizou vários ataques contra a Ilha de Kharg (sudoeste), tendo sido ouvidas várias explosões no local", noticiou a agência de notícias iraniana Mehr.

De acordo com uma mensagem publicada no X pelo jornalista Barak Ravid, do site de notícias Axios, citando um responsável norte-americano, as forças armadas norte-americanas realizaram "ataques contra alvos militares" na ilha.
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Exército israelita reporta 36 soldados feridos no Líbano em 48 horas

O exército israelita informou que 36 soldados ficaram feridos no Líbano nos últimos dois dias, segundo a nossa correspondente no Líbano, Zeina Khodr.

Israel confirmou ainda que 411 soldados foram feridos desde o início da guerra, incluindo 27 com ferimentos graves e 60 com ferimentos moderados.
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Projétil atingiu um navio porta-contentores a sul da ilha de Kish

Um projétil desconhecido atingiu um navio porta-contentores a sul da ilha de Kish, no Irão, informou esta terça-feira o Gabinete de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

A tripulação está a salvo e não foram reportados impactos ambientais. O incidente continua sob investigação – ainda não se sabe quem lançou o projétil nem se o navio porta-contentores era o alvo pretendido.
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Comissão Europeia avisa que medidas de apoio não podem gerar inflação nem défice

A Comissão Europeia avisou hoje que as medidas adotadas na União Europeia para responder à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente não podem gerar inflação nem défice, admitindo "grande preocupação" com os preços do petróleo e gasóleo.

"Quaisquer medidas não podem conduzir à inflação nem ao aumento do défice", avisou a porta-voz do executivo comunitário para a área da Energia, Anna-Kaisa Itkonen, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.

De acordo com a responsável, "é necessário coordenar quaisquer medidas" na União Europeia (UE).

"Aprendemos a lição de 2022 (aquando da crise energética pós-invasão da Ucrânia), de que qualquer medida adotada pelos Estados-membros deve ser bem coordenada, e é por isso que estamos em contacto constante para trocar informações, dados e avaliar a situação nos Estados-membros, para perceber para onde pretendem avançar", adiantou.

Anna-Kaisa Itkonen foi também questionada sobre a carta de Portugal, Alemanha, Espanha, Itália e Áustria, a pedir para Bruxelas criar um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, e apontou que "isso deve ser visto no contexto do aumento dos preços do petróleo e do gasóleo, que constitui uma grande preocupação".

"Está claro que os altos preços da energia precisam de ser enfrentados", indicou.

A porta-voz ressalvou que Bruxelas, que está a analisar a carta, tem como tarefa "garantir que qualquer medida tomada pelos Estados-membros seja coordenada, temporária e direcionada".

Para quarta-feira está prevista uma reunião técnica do grupo de coordenação do petróleo e, para quinta-feira, um encontro semelhante entre os especialistas do gás, com o objetivo de analisar a situação em toda a UE.

Uma das matérias abordadas será uma eventual escassez de combustíveis, nomeadamente no que toca ao gasóleo e ao combustível da aviação, numa altura em que o Estreito de Ormuz está bloqueado.

Lusa
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RTP /

Irão reivindica ataques a instalações petroquímicas na Arábia Saudita em retaliação por ataques em Shiraz

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão reivindicou ataques a instalações petroquímicas na região de Jubail, na Arábia Saudita, alegando que foram uma retaliação por ataques israelitas anteriores contra a instalação petroquímica de Shiraz.

As autoridades iranianas tinham alertado repetidamente que quaisquer ataques a centrais elétricas e pontes iranianas seriam respondidos com ataques semelhantes às infraestruturas em toda a região, depois de Trump ter estabelecido um prazo até terça-feira para a abertura do Estreito de Ormuz ou enfrentar ataques intensificados.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado empresas americanas em Jubail com mísseis e drones, incluindo a Sadra, a ExxonMobil e a Dark Chemical.

Afirmou ainda ter atacado um complexo petroquímico em Juaymah, pertencente à empresa norte-americana Shourdan Phillips, com mísseis de médio alcance e drones.
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RTP /

Sirenes tocaram durante a manhã em Telavive a alertar para ataques aéreos

Foi uma manhã complicada em Telavive com alertas para vários ataques aéreos iranianos. Os destroços dos mísseis caíram em vários locais da cidade, como contam os enviados da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.

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Lusa /

Dependência da Europa de energias fósseis ameaça estabilidade dos preços

A Europa deve reduzir a importação de energias fósseis, uma das "suas principais vulnerabilidades" que pesa sobre a missão do BCE, estimou hoje um alto responsável da instituição monetária que pediu investimentos em energia limpa e produzida localmente.

"A dependência energética da Europa complica cada vez mais a tarefa de manter a estabilidade dos preços", lamentou numa nota de blog Frank Elderson, membro do diretório do Banco Central Europeu (BCE) e vice-presidente do Conselho de Supervisão.

O Velho Continente deve "fazer a transição agora ou pagar caro mais tarde", estimou o Elderson, apelando para "diminuir a dependência dos combustíveis fósseis importados" e "acelerar uma transição ordenada para energias limpas produzidas localmente".

Segundo o responsável, "alcançar os objetivos do continente em matéria de energia limpa enfraqueceria a ligação entre a volatilidade dos mercados globais e os preços internos".

A inflação homóloga na zona euro subiu para 2,5% em março, o nível mais alto desde janeiro de 2025 devido ao aumento dos preços da energia associado à guerra no Médio Oriente.

E devido a este aumento, o BCE reviu em alta em março a previsão de inflação para 2026, para 2,6% contra 1,9% anteriormente.

Segundo Elderson, uma estratégia de descarbonização "resultaria em menos choques para as famílias, as empresas, as finanças públicas e os mercados financeiros - e, em última análise, numa maior estabilidade macroeconómica e preços mais estáveis".

O investimento necessário é considerável - 660.000 milhões de euros por ano até 2030, segundo a Comissão Europeia - mas "concentrar-se apenas nesses custos é profundamente enganador".

"Investir numa energia limpa e sustentável substitui os gastos substanciais dedicados aos combustíveis fósseis", estimou.

Para o banqueiro central, "a questão não é mais saber se a Europa pode permitir-se essa transição" mas "se pode permitir-se a não fazer".

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Avança governo turco
RTP /

Um dos atacantes do tiroteio perto do consulado israelita tinha ligações a `uma organização que explora a religião`

As autoridades identificaram os três atacantes que se armaram com espingardas e pistolas e entraram em confronto armado com a polícia perto do consulado israelita em Istambul, na terça-feira.

Mustafa Ciftci, ministro do Interior da Turquia, publicou no X que um dos atacantes tinha ligações a “uma organização que explora a religião”. Dois dos atacantes eram irmãos, um dos quais tem antecedentes criminais por acusações relacionadas com drogas.

Ainda não é claro se o consulado israelita era o alvo dos atacantes.
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Aynata
RTP /

Israel bombardeia cidade libanesa com munições de fósforo

A Agência Nacional de Notícias do Líbano refere que as forças israelitas bombardearam a cidade de Aynata, no sul do país, com munições de fósforo.
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RTP /

Chega pede debate de urgência para quarta-feira sobre aumento do custo de vida

O Chega pediu esta terça-feira a marcação de um debate de urgência para quarta-feira sobre a subida dos preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação na sequência do agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente.

Num requerimento enviado ao presidente da Assembleia da República, o Chega sustenta que este debate “decorre do recente agravamento do custo de vida em Portugal” e da “necessidade urgente de adoção de medidas eficazes para aliviar a atual pressão intolerável sobre as famílias portuguesas”.

O partido alega que "os desenvolvimentos internacionais mais recentes, designadamente o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, com relevância para o conflito que envolve o Irão e os respetivos impactos nos mercados energéticos, estão já a produzir efeitos negativos muito concretos na economia europeia e, em particular, na economia portuguesa”.

Refere ainda que a subida do preço do petróleo nos mercados internacionais tem-se refletido o “aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis em Portugal, com impacto direto nos custos de transporte, na cadeia de abastecimento e, consequentemente, no preço final dos bens essenciais”.

O partido refere ainda o preço do cabaz alimentar, afirmando “que voltou a registar significativos aumentos recentes”, e o setor da habitação, que “continua a evidencia uma pressão persistente sobre os agregados familiares” sem “qualquer alívio que compense o aumento dos restantes custos de vida”.

“Perante este contexto, torna-se imperioso que o parlamento debata, com caráter de urgência, as medidas necessárias que devem ser adotadas para responder a este novo choque económico, avaliando a capacidade de resposta do Governo e identificando soluções concretas, a adotar pelo executivo, que permitam mitigar, de forma célere e eficaz, o impacto destes aumentos no quotidiano das famílias portuguesas”, defende o Chega.
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Pelo menos 18 mortos por ataque aéreo perto de Teerão

Pelo menos 18 pessoas morreram esta terça-feira, incluindo duas crianças, num ataque aéreo inimigo sobre a província Alborz, perto da capital da República Islâmica, Teerão, informaram meios de Comunicação Social iranianos.

Os bombardeamentos atingiram áreas residenciais, segundo a agência de notícias Fars e o portal Mizan, órgão do poder judicial, que citou um vice-governador daquela região.

"Até o momento, foram confirmadas as mortes de 18 de nossos compatriotas, incluindo duas crianças", lê-se, havendo ainda a registar 24 feridas e hospitalizadas.
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Turquia
RTP /

Três mortos e dois feridos em tiroteio junto ao consulado de Israel em Istambul

Três pessoas foram mortas e dois polícias ficaram feridos num tiroteio perto do edifício que alberga o consulado de Israel em Istambul, na terça-feira, segundo relatos dos meios de comunicação social.

O canal televisivo CNN Turk acrescenta que as forças de segurança turcas neutralizaram três pessoas no local. 

Uma forte presença policial armada é mantida constantemente na área próxima do consulado israelita. Imagens televisivas mostraram polícias armados a patrulhar a área após o tiroteio.
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Após ultimato de Trump
RTP /

Embaixador iraniano insta países do Golfo a fazerem tudo para evitar uma "tragédia"

O embaixador iraniano no Kuwait instou, esta terça-feira, os países do Golfo a fazerem tudo o que for possível para evitar "uma tragédia", poucas horas antes da expiração do ultimato de Donald Trump, que ameaça destruir infraestruturas críticas no Irão.

"Esperamos que os países da região utilizem todos os seus meios diplomáticos e políticos para impedir que uma tragédia se abata sobre a região", disse Mohammad Toutounji à AFP.
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Masoud Pezeshkian
RTP /

Presidente iraniano pronto para se "sacrificar" pelo país

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “mais de 14 milhões de iranianos corajosos já declararam estar prontos para sacrificar as suas vidas em defesa do Irão”.

“Também sacrifiquei a minha vida pelo Irão, estou a fazê-lo e continuarei a fazê-lo”, escreveu na rede social X.


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Um em cada cinco
RTP /

Postos de combustível em França com escassez de carburante

Quase um em cada cinco postos de abastecimento de combustível em França está a enfrentar a escassez de um ou mais combustíveis após o feriado prolongado da Páscoa, que inclui também a segunda-feira como feriado nacional, anunciou a ministra da Energia, Maud Bregeon, na manhã desta terça-feira.

"Cerca de 18% dos postos de abastecimento estão sem pelo menos um tipo de combustível", disse a ministra, que é também porta-voz do Governo, à rádio RMC/BFMTV.

"Estas dificuldades devem-se a problemas logísticos e de transporte", acrescentou, particularmente nos postos pertencentes à petrolífera francesa TotalEnergies, que fixou os preços dos combustíveis, resultando num aumento da procura nos seus postos.

"83% dos postos com dificuldades são da TotalEnergies", continuou a ministra.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, a gigante do petróleo e gás fixou o preço da gasolina em 1,99 euros por litro e o do gasóleo em 2,09 euros por litro nos seus 3.300 postos de abastecimento em França continental. Esta medida estava prevista manter-se em vigor até terça-feira.

Noutros postos de abastecimento de combustível, a taxa de falta de combustível para pelo menos um tipo de combustível é de apenas cerca de 4%, segundo Maud Bregeon.
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Aeroporto iraniano de Khorramabad atingido por ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel

Os meios de comunicação estatais informaram que o aeroporto de Khorramabad, no oeste do Irão, foi atingido por um ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel.

Segundo uma notícia da agência de notícias Mehr, as autoridades provinciais estão a avaliar a extensão dos danos.
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Oito mortos em ataque israelita no sul do Líbano

Pelo menos oito pessoas morreram em ataques aéreos israelitas realizados durante a noite no sul do Líbano, segundo a Agência Nacional de Notícias estatal.

Três morreram em Maarakeh, uma em Zebdine, uma em Deir al-Zahrani e três em Tayr Debba, informou a agência. Dezenas de outras pessoas ficaram feridas, incluindo nove em Qatrani.
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Israel afirma ter atingido importante complexo petroquímico no Irão

As Forças de Defesa de Israel afirmaram esta terça-feira que atingiram um importante complexo petroquímico em Shiraz, no sul do Irão.

Em comunicado, disseram que "atacaram uma instalação petroquímica onde era produzido ácido nítrico para as Forças Armadas do regime terrorista iraniano".

"A instalação era um dos últimos complexos que restavam que produziam componentes químicos críticos para explosivos e materiais para o desenvolvimento de mísseis balísticos no Irão", acrescenta o comunicado.
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Várias explosões sentidas em Teerão

Várias explosões abalaram a capital iraniana, Teerão, esta terça-feira, segundo a agência de notícias Mehr e os jornais Shargh e Ham Mihan.
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Complexo petroquímico saudita atingido após ataques com mísseis iranianos

Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi atingido na madrugada desta terça-feira, disse uma testemunha à AFP, horas depois de instalações semelhantes no Irão terem sido atingidas.

"Um ataque provocou um incêndio nas fábricas da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu o anonimato, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, um gigante químico saudita.

Jubail alberga uma das maiores zonas industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.

Também esta madrugada, a Arábia Saudita anunciou ter intercetado sete mísseis balísticos que seguiam para leste.

"Os detritos destes mísseis caíram perto de instalações energéticas. A avaliação dos danos está em curso", escreveu um porta-voz do Ministério da Defesa na agência de notícias X.

Poucas horas depois, as autoridades sauditas anunciaram o encerramento temporário da única estrada que liga a Arábia Saudita ao Bahrein por motivos de segurança, após alertas na região.

"O trânsito na Ponte Rei Fahd foi suspenso por precaução", declarou o organismo responsável pela gestão deste conjunto de 25 quilómetros de pontes que liga os dois países.

A Arábia Saudita acusa o Irão de atacar regularmente as suas instalações e infraestruturas energéticas, como parte dos seus ataques de retaliação após o ataque israelo-americano lançado a 28 de fevereiro.
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Combatente pró-Irão morto em ataque aéreo perto da fronteira do Iraque com a Síria

Um combatente das Brigadas Hezbollah, um grupo pró-Irão, foi morto num ataque aéreo no Iraque, perto da fronteira com a Síria, esta terça-feira, anunciou em comunicado uma coligação de ex -paramilitares, acusando os Estados Unidos e Israel.

"Às 4h da manhã (1h00 GMT) desta terça-feira, a 45ª Brigada foi alvo de uma agressão traiçoeira sionista-americana" na província de al-Anbar, segundo um comunicado das Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coligação integrada nas forças de segurança do Estado e que inclui grupos pró-Irão.

O ataque resultou na morte de "um combatente da 45ª Brigada", membro das Brigadas Hezbollah, acrescentou o comunicado.
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Quase 20% dos postos de combustível em França estão vazios

Dois em cada dez postos de combustível em França não estão a ser reabastecidos. Um problema associado aos elevados preços da gasolina e gasóleo está a levar os condutores ao desespero.

A crise adensa-se de dia para dia na distribuição dos combustíveis em França, enquanto o Governo não cede em criar ajudas generalizadas à população para que possam enfrentar a alta dos preços.


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"Abril negro"
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"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas"

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, considera que a crise energética ligada à guerra no Irão, deverá acelerar o desenvolvimento das energias renováveis, nucleares e dos veículos elétricos, segundo uma entrevista hoje publicada.

Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro.

"Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se".

"É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.

Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.

Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".

Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude".

"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".

O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada.

"Se o estreito (de Ormuz) permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou.

"Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".
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Rafi-Nia
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Sinagoga em Teerão ficou totalmente destruída

Uma sinagoga em Teerão foi "completamente destruída" nos ataques aéreos israelitas e norte-americanos na madrugada desta terça-feira, informaram a agência de notícias Mehr e o jornal Shargh, no 39.º dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos.

"Segundo informações preliminares, a Sinagoga Rafi-Nia (...) foi completamente destruída nos ataques desta manhã", escreveu o Shargh.

O jornal descreveu o edifício, destruído, como "um dos mais importantes locais de encontro e celebração para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do Irão.
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Seul envia representante ao Médio Oriente para garantir abastecimento energético

O chefe do gabinete presidencial sul-coreano, Kang Hoon-sik, desloca-se hoje ao Médio Oriente e Ásia Central para garantir o abastecimento energético, no quadro da guerra contra o Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Kang explicou numa conferência de imprensa em Seul que a sua delegação partirá para o Cazaquistão, Omã e Arábia Saudita para garantir importações adicionais de petróleo e nafta, face às dificuldades logísticas decorrentes do conflito no Médio Oriente.

A Coreia do Sul importa do Médio Oriente cerca de 70% do petróleo bruto que consome, e mais de 95% deste volume transita por Ormuz. O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o seu alerta devido à crise de segurança energética.

Kang explicou que 54% da nafta que a Coreia do Sul consome também é importada da região, sublinhando a urgência de garantir rotas alternativas de abastecimento.

O responsável destacou o acordo recente em que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se comprometeram a fornecer 24 milhões de barris de petróleo bruto a Seul.

Além disso, indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança de 26 navios sul-coreanos que permanecem nas proximidades do estreito de Ormuz, coordenando medidas com companhias marítimas e parceiros internacionais para facilitar a sua passagem segura.

Seul tinha anunciado na véspera o envio de enviados especiais a diferentes regiões, a fim de estabilizar o abastecimento energético por vias alternativas, incluindo a Argélia e a Arábia Saudita.

Além disso, as autoridades de Seul estão a ponderar enviar cinco navios com bandeira sul-coreana para a cidade saudita de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, o que permitiria evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz.

Lusa
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Lusa /

Embaixador no Paquistão disse que negociações estão numa fase delicada

O embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabad no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".

O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.

O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".

O diplomata não forneceu mais detalhes sobre os contactos. 

A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.

Paralelamente, as Forças Armadas iranianas voltaram a condenar hoje o que consideraram "retórica arrogante" do chefe de Estado norte-americano.

Por outro lado, o embaixador do Irão nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, criticou na segunda-feira à noite as ameaças dos Estados Unidos contra as infraestruturas civis.

As críticas foram expressas numa carta dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

"O silêncio ou a inação perante violações tão flagrantes vão prejudicar seriamente a integridade do direito internacional" disse Iravani, em declarações citadas pelos meios de comunicação iranianos.

Na noite de segunda-feira, a capital do Irão foi novamente atingida por bombardeamentos.

Os militares israelitas reivindicaram a responsabilidade por ataques aéreos com o objetivo de "danificar" as infraestruturas iranianas.

Donald Trump afirmou que "não estava preocupado" com o risco de cometer crimes de guerra destruindo infraestruturas destinadas sobretudo ao uso civil.

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Ultimato de Trump ao Irão termina esta terça-feira às 20h00

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que o prazo de terça-feira que estabeleceu para o Irão fechar um acordo de paz é definitivo, acrescentando que "a proposta do Irão é significativa, mas não o suficiente".

O presidente norte-americano ameaçou atacar infraestruturas do Irão, como pontes e centrais elétricas, se Teerão não aceitar o acordo, proposto por Washington, até terça-feira.
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Lusa /

Exército israelita avisa iranianos a não viajarem hoje de comboio

O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio até às 17:30 TMG, numa mensagem publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão", escreveu o exército israelita em persa na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

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Decisão em Conselho de Ministros
RTP /

Governo altera regime do Imposto sobre Produtos Petrolíferos para manter alívio fiscal

O governo aprovou a alteração temporária do regime do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para prolongar o alívio fiscal nos combustíveis, cujos preços têm escalado devido ao conflito no Médio Oriente. 

Alyssa Pointer - Reuters

Em comunicado, o Conselho de Ministros revela ter aprovado uma proposta de lei que altera, temporariamente, o regime jurídico do ISP, "descendo os limites mínimos do imposto".

"Esta alteração permite ao Governo continuar a reduzir, de forma periódica e temporária, o ISP, através da devolução da receita adicional de IVA, que resulta da evolução recente dos preços dos combustíveis, na sequência do conflito no Médio Oriente", refere o comunicado.

Após o preço dos combustíveis ter descido na última semana, voltou a subir esta segunda-feira. 
Desde 8 de março, de acordo com dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o litro de gasolina 95 aumentou cerca de 20 cêntimos e o gasóleo simples subiu aproximadamente 44 cêntimos.

Os preços dos combustíveis em Portugal voltaram a subir esta semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de nove cêntimos por litro e a gasolina 95 cerca de quatro cêntimos, segundo previsões de evolução dos preços cedidas à agência Lusa pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), que têm já o valor do IVA incluído.

Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e tendo em conta as previsões das descidas com os valores da abertura do mercado, a partir de hoje o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,95 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá fixar-se nos 2,16 euros por litro.

Estes aumentos já têm em conta a portaria publicada na sexta-feira em Diário da República pelo Governo, que volta a descer o ISP.

A portaria fixa, a partir de hoje, o desconto temporário e extraordinário do ISP em 8,34 cêntimos por litro no caso do gasóleo e 4,58 cêntimos por litro de gasolina.

c/Lusa

 

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Lusa /

Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz 

O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes. 

Eduardo Munoz - Reuters

A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e "encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". 

O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. 

O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas" contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. 

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. 

A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. 

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. 

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. 

A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. 

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso. 

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução. 

"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade. 

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais. 

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano. 

Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. 

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas. 

 

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Em resposta às ameaças de Trump
RTP /

Irão. Guarda Revolucionária promete manter ofensiva

Teerão mantém o braço de ferro e recusa ceder à pressão de Washington.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária assegura que a ofensiva vai continuar em várias frentes e aponta o dedo diretamente à Casa Branca, acusando Donald Trump de manter uma postura de arrogância que inviabiliza qualquer via diplomática.
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Nova ameaça dos EUA
RTP /

EUA ameaçam Irão com ofensiva de larga escala

O Secretário da Defesa dos Estados Unidos subiu o tom da ameaça e prevê uma escalada sem precedentes na ofensiva contra o Irão.

Em forma de ultimato, Washington apela ao bom senso dos líderes iranianos, avisando que a atual administração de Donald Trump não irá hesitar no uso da força nem tolerar novos desafios às forças americanas.
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RTP /

Donald Trump. "Irão pode ser tomado numa noite e essa noite pode ser amanhã"

Numa conferência de imprensa, lotada, sobre a guerra com o Irão, o presidente norte-americano afirmou que o Irão pode cair "numa noite" e talvez já na noite de terça-feira, final do prazo imposto por Donald Trump, para o regime dos clérigos xiitas aceitar uma proposta de acordo dos Estados Unidos para por fim à guerra.

“O país inteiro pode ser tomado numa noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse o presidente.

Teerão rejeitou esta segunda-feira as propostas colocadas por Washington através de mediadores, propondo por sua vez 10 clásulas para a paz.

Trump tem alertado repetidamente que os EUA podem atacar centrais elétricas, pontes e outras infraestruturas no Irão, se Teerão não chegar a acordo ou reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante via de passagem para o petróleo. 

No fim de semana, afirmou que o Irão tinha até terça-feira, às 20h00 (hora do leste dos EUA), para fechar um acordo.

"Estamos a sair-nos incrivelmente bem", afirmou Trump, sobre as operações norte-americanas em curso contra o Irão.
Antes, o presidente dos EUA começou o seu discurso recordando o resgate de um piloto norte-americano cujo caça foi abatido, dizendo que ordenou às forças armadas americanas que fizessem tudo o que fosse necessário para trazer o aviador ejetado de volta para casa.

Afirma que correram "riscos extraordinários" e que nenhum dos socorristas ficou ferido.

O próprio aviador ejetado, no entanto, ficou gravemente ferido e escalou penhascos sangrando profusamente para transmitir a sua localização, diz Trump.
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