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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

EUA enviam ao Irão plano de paz de 15 pontos. Proposta inclui tornar Ormuz uma Zona Marítima Livre

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EUA enviam ao Irão plano de paz de 15 pontos. Proposta inclui tornar Ormuz uma Zona Marítima Livre

O Pentágono anunciou que Donald Trump está a planear enviar três mil soldados paraquedistas para o Médio Oriente, para apoiar os combates no Irão. A Casa Branca afirmou que as operações militares norte-americanas na região vão continuar. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

Graça Andrade Ramos, Inês Moreira Santos, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues, Carlos Santos Neves - RTP /

Majid Asgaripour WANA - Reuters

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RTP /

OMI confirma proposta iraniana para "navios não hostis" utilizarem o Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) confirmou a recepção de garantias, por parte do Irão, de que "navios não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem as regras de segurança e proteção. 

Segundo a agência das Nações Unidas para a segurança marítima, a garantia consta de um documento, datado de domingo, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, com pedido de que fosse divulgado, o que a OMI fez aos seus Estados-Membros e organizações não-governamentais.

"Os navios não hostis (...) podem --- desde que não participem em atos de agressão contra o Irão nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor --- beneficiar de uma passagem segura pelo estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades competentes", refere o documento divulgado.

Desde o início da ofensiva de Israel e Estados Unidos contra o Irão, este país tem ameaçado e atacado navios que tentam atravessar o Estreito de Ormuz, por onde passa perto de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás, levando a um bloqueio da via e uma escalada de preços.
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RTP /

EUA enviaram a Teerão um plano de paz de 15 pontos

Duas fontes citadas pelo New York Times referem que o plano foi entregue por intermédio do Paquistão.

O ​plano ⁠de ​15 pontos ⁠visa acabar ‌com a guerra ‌no ​Médio Oriente, ‌disse à Reuters uma fonte próxima do processo. A informação foi confirmada pelo Canal 12 de Israel, o qual refere que as conversas irão decorrer durante um cessar-fogo de 30 dias.

Entre os 15 pontos está a criação de uma Zona Marítima Livre no Estreito de Ormuz, que se manteria assim aberto ao tráfego marítimo. 

Não é referida qualquer mudança de regime.

Os primeiros cinco pontos da proposta, enviada pelos negociadores norte-americanos, o enviado especial Steve Witkoff ou o genro de Donald Trump, Jared Kushner, dizem respeito ao programa nuclear iraniano.

O plano prevê que Teerão se comprometa a desmantelar as instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow e garanta que não haverá enriquecimento de urânio em solo iraniano, entregando todo o seu combustível enriquecido, até uma data acordada entre as partes.

Washington exige também que o Irão abandone defenitivamente planos para adquirir armas nucleares. 

Washington quer ainda negociar a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos e o fim do financiamento, por parte do regime dos clérigos xiitas, de grupos aliados na região, como o Hezbollah ou o Hamas.

Em troca, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais contra si e o apoio ao seu programa nuclear civil.

Quando contactados, a Casa Branca e o Departamento de Estado não responderam de imediato.

Donald Trump manifestou na terça-feira otimismo sobre as hipóteses de se chegar a um acordo com Teerão.
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RTP /

Macron pede ao Irão que "se envolva em negociações de boa-fé"

Após um encontro com o seu homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian, o presidente francês, Emmanuel Macron, apelou ao Irão que "se envolva em negociações de boa-fé" com o objetivo de "desescalar" o conflito no Médio Oriente, .

"Pedi ao Irão que se envolva em negociações de boa-fé, a fim de abrir um caminho para a desescalada e fornecer uma estrutura para satisfazer as expectativas da comunidade internacional em relação aos programas nucleares e de mísseis balísticos do Irão, bem como às suas atividades de desestabilização regional", escreveu Macron na sua conta de Facebook.
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RTP /

Exército israelita alerta para nova salva de mísseis vindos do Irão

O exército israelita alertou para o lançamento de uma série de mísseis por patre de Teerão em direção a Israel, esta noite.

Ataques durante o dia feriram cerca de dez pessoas na queda de mísseis disparados do Irão.

"Há pouco tempo, as forças de defesa identificaram mísseis lançados do Irão em direção ao território israelita", anunciou o exército no seu canal de Telegram, acrescentando que os sistemas de defesa "estão a ser ativados para intercetar a ameaça".
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RTP /

Protesto. Bagdade vai convocar encarregado de negócios dos EUA e embaixador iraniano

Bagdade vai convocar o encarregado de negócios norte-americano e o embaixador iraniano após dois ataques mortais atribuídos a estes países na terça-feira em território iraquiano. 

As autoridades estão a conceder um "direito de retaliação e autodefesa" às Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coligação de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irão.

Na terça-feira, o Iraque acordou após a sua noite mais sangrenta desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de Fevereiro: 15 combatentes das FMP foram mortos num ataque atribuído aos Estados Unidos no oeste do país.

E no norte, a região autónoma do Curdistão acusou o Irão de ataques com mísseis balísticos que mataram seis soldados das suas forças armadas, os Peshmerga.

Nem Washington nem Teerão reagiram imediatamente às acusações.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Iraque vai convocar o encarregado de negócios norte-americano e o embaixador iraniano para entregar uma "nota oficial de protesto" referente aos dois ataques.

O gabinete do primeiro-ministro declarou em comunicado de imprensa que é necessário "impedir que o Iraque seja arrastado para guerras" e procurar uma "política equilibrada" para manter "as melhores relações possíveis" no panorama regional e internacional.
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RTP /

Primeiro ministro do Reino Unido reitera apoio britânico à Arábia Saudita

Keir Starmer, discutiu o conflito em curso no Médio Oriente com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, esta noite, informou um porta-voz de Downing Street.

Starmer reiterou o apoio à Arábia Saudita durante a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão e atualizou o príncipe herdeiro saudita sobre o envio de mais equipamento militar defensivo do Reino Unido, disse o porta-voz.

"Os ataques contínuos do Irão, incluindo contra infraestruturas nacionais críticas, são terríveis", disse Starmer.

"Os ataques contínuos do Irão, incluindo contra infraestruturas nacionais críticas, são terríveis", disse Starmer.

"Os ataques contínuos do Irão, incluindo contra infraestruturas nacionais críticas, são terríveis", disse Starmer. 

"Após a declaração conjunta liderada pelo Reino Unido na semana passada, o Reino Unido está agora a trabalhar com parceiros num plano viável para garantir o fluxo de mercadorias através da principal rota marítima", disse Downing Street, citando Starmer.
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RTP /

"Crimes de guerra". Amnistia critica ameaça de bombardeamento de centrais elétricas. iranianas

A Amnistia Internacional alertou hoje que bombardear centrais elétricas no Irão, como tem ameaçado o Presidente norte-americano, Donald Trump, teria "consequências devastadoras" para milhões de civis, que configurariam, à luz do Direito Internacional, crimes de guerra.

Por essa razão, a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos sustentou que Trump "deve retirar as ameaças profundamente irresponsáveis de atos que causariam danos catastróficos a milhões de civis".

E especifica que tais danos incidiriam sobre "os direitos humanos à vida, à água, à alimentação, aos cuidados de saúde e a um nível de vida digno".

"Levar a cabo esses ataques teria consequências devastadoras a longo prazo e comprometeria gravemente o quadro jurídico internacional concebido para proteger os civis em tempo de guerra", declarou a diretora sénior de Investigação, Sensibilização, Políticas e Campanhas, Erika Guevara-Rosas, num comunicado.

Donald Trump emitiu a 21 de março um ultimato de 48 horas à República Islâmica para reabrir o Estreito de Ormuz, avisando que os Estados Unidos "destruiriam" as centrais elétricas iranianas, "começando pela maior delas", caso as autoridades iranianas não cumprissem.

Teerão respondeu que retaliaria, visando as "centrais elétricas do regime ocupante (Estados Unidos) e as centrais elétricas dos países da região que fornecem eletricidade às bases norte-americanas, bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas nas quais os norte-americanos detêm participações", caso Trump levasse a cabo a sua ameaça.

Dois dias depois, a 23 de março, Trump afirmou nas redes sociais que tinham decorrido conversações com responsáveis iranianos com o objetivo de "reduzir as hostilidades" em todo o Médio Oriente, pelo que tinha ordenado "um adiamento de cinco dias" de ataques a instalações energéticas iranianas.

Erika Guevara-Rosas sublinhou que "a decisão de não prosseguir com esses ataques deve assentar nas obrigações dos Estados Unidos, nos termos do Direito Internacional Humanitário, de evitar danos aos civis, e não no resultado de negociações políticas".

E vincou que, por sua vez, "as autoridades da República Islâmica do Irão devem também retirar as suas ameaças de retaliação com ataques a centrais elétricas utilizadas pelos Estados Unidos e por Israel, bem como a infraestruturas económicas, industriais e energéticas nos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)".

"Devem ainda pôr fim a todos os ataques ilegais a infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização nos Estados do CCG", acrescentou, explicando que estas "são essenciais para garantir o abastecimento de água potável a milhões de civis numa região árida".

Por último, a responsável da Amnistia defendeu que o Irão deve também "pôr fim aos ataques ilegais a navios comerciais no Estreito de Ormuz" e "restabelecer imediatamente o acesso total à Internet" no país.

"O ataque intencional a infraestruturas civis, tais como centrais elétricas, é geralmente proibido. Mesmo nos casos limitados em que se qualificam como alvos militares, uma parte não pode atacar centrais elétricas se isso puder causar danos desproporcionados a civis", argumentou.

"Dado que tais centrais elétricas são essenciais para satisfazer as necessidades básicas e os meios de subsistência de dezenas de milhões de civis, atacá-las seria desproporcionado e, portanto, ilegal ao abrigo do Direito Internacional Humanitário, podendo constituir um crime de guerra", insistiu.

Guevara-Rosas descreveu o cenário que se segue à destruição das centrais elétricas num país.

"As estações de bombeamento de água deixariam de funcionar, a água potável escassearia e doenças evitáveis propagar-se-iam; os hospitais ficariam sem eletricidade e combustível, obrigando ao cancelamento de cirurgias e ao desligamento de máquinas de suporte de vida; as redes de produção e distribuição alimentar entrariam em colapso, agravando a fome e causando escassez generalizada de alimentos; e muitas empresas também encerrariam, com consequências económicas devastadoras, incluindo desemprego em massa", resumiu.

"Causar danos catastróficos à capacidade elétrica civil -- numa altura em que o corte deliberado e prolongado da Internet pelas autoridades iranianas já deixou a população do Irão isolada -- cortaria a última ligação que resta às pessoas com o mundo exterior, incluindo o acesso à televisão por satélite, num momento de extremo perigo", alertou a diretora da Amnistia Internacional.

Lusa
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RTP /

RTP acompanha guerra a partir de Telavive

Os enviados especiais Paulo Jerónimo e José Pinto Dias deixam-nos aqui um relato de mais um dia de guerra a partir de solo israelita.

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RTP /

Irão atacou de novo Israel

Num dos bombardeamentos, um míssil de fragmentação atingiu uma zona residencial de Telavive. seis pessoas ficaram feridas.

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RTP /

Preços vão continuar a subir em especial nos supermercados

O diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição antecipa novos aumentos e sublinha que a política do IVA Zero pode não ser a melhor medida para resolver o problema.

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Momento-Chave
RTP /

Trump diz que guerra está ganha e já há mudança de regime em Teerão

O presidente norte-americano garante que há negociações a decorrer com as pessoas certas do Irão. Donald Trump diz que a guerra está ganha e que já há uma mudança de regime em Teerão. Ao mesmo tempo, o Pentágono prepara o envio de milhares de tropas norte-americanas para o Médio Oriente.

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RTP /

Ataques iranianos fizeram dois mortos no Bahrein e Emirados Árabes Unidos

Os ataques iranianos causaram dois mortos no Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Israel prepara-se para ocupar território no sul do Líbano.

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RTP /

Wall Street de novo no `vermelho` com impasse no Médio Oriente 

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, anulando parte dos ganhos da primeira sessão da semana, com os investidores desconfiados de anunciadas perspetivas negociais para resolução do conflito no Médio Oriente. 

Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average caiu 0,18%, encerrando nos 46.124 pontos, enquanto o índice tecnológico Nasdaq perdeu 0,84 %, para as 21.761 unidades; e o alargado S&P500 recuou 0,37 %, para os 6.556 pontos.

Patrick O`Hare, analista da Briefing.com, afirmou à AFP que os mercados estão a reagir negativamente ao "impasse quanto à evolução da guerra com o Irão", ignorando os anúncios do Presidente norte-americano quanto a negociações com Teerão, quando o conflito no Médio Oriente está prestes a completar um mês, dia 28.

O anúncio de conversações com o Irão por Donald Trump, na segunda-feira, desencadeou uma onda de otimismo nos mercados financeiros, mas que esmoreceu devido aos desmentidos iranianos.

"Persiste um certo ceticismo quanto à rapidez com que esta guerra poderá terminar e à forma como terminaria", sublinhou Patrick O`Hare.

"Há muitas questões que permanecem sem resposta", sublinhou o analista.

Jose Torres, analista da Interactive Brokers, observou um "contraste" entre o mercado bolsista norte-americano, que ensaiou várias subidas ao longo do dia, e os "mercados obrigacionistas e de matérias-primas, que demonstram grande cautela".

Donald Trump insistiu hoje que há negociações em curso para alcançar um acordo sobre a guerra desencadeada em conjunto com Israel contra o Irão, que tem "um presente muito grande" para oferecer a Washington.

"O que disse ontem [segunda-feira] é absolutamente verdade. Estamos em negociações neste momento", afirmou Donald Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

O líder norte-americano indicou que o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, estão envolvidos no processo de diálogo, até agora negado por Teerão.

Sem apresentar detalhes, descartou que o suposto presente esteja ligado ao programa nuclear iraniano, mas admitiu que está "relacionado com o fluxo de petróleo e gás no Estreito de Ormuz", colocado sob ameaça militar por Teerão, o que fez disparar os preços de hidrocarbonetos à escala global.

"Ontem [segunda-feira] fizeram algo incrível. Na verdade, deram-nos um presente, e o presente chegou hoje. Foi um presente muito grande, de enorme valor económico. Não vou dizer qual é o presente, mas foi muito significativo. E deram-nos", afirmou.

O Presidente norte-americano acrescentou que se trata de "um gesto muito gentil", que demonstra que a Casa Branca está a "lidar com as pessoas certas", e ao mesmo tempo um sinal de que o Irão "chegará a um acordo" para pôr fim ao conflito iniciado pela ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro.

O Presidente norte-americano anunciou na segunda-feira um prolongamento de cinco dias no prazo de 48 horas que estabelecera dois dias antes para começar a atacar instalações energéticas iranianas, caso Teerão não desbloqueasse o Estreito de Ormuz.

Mais tarde, indicou que Washington e Teerão tinham encontrado "pontos de concordância importantes" durante negociações com um representante iraniano que não identificou.

O Paquistão confirmou hoje que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, para pôr fim à guerra.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou na rede social X que, "com a aprovação dos Estados Unidos e do Irão, o Paquistão está disposto e honrado para acolher negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente" para o conflito em curso.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos como "uma farsa", negando qualquer diálogo com Washington.

Lusa
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RTP /

Preço do gás natural cai quase 5% e fica abaixo dos 54 euros

O preço do gás natural, para entrega em um mês no mercado TTF, uma referência na Europa, caiu hoje quase 5% e ficou abaixo dos 54 euros por megawatt-hora (MWh).

Apesar de ter atingido 57,74 euros no início da sessão, o preço do gás natural acabou por inverter a trajetória ao cair 4,84% para 53,32 euros por MWh.

Na segunda-feira, o gás natural já tinha fechado a sessão a perder 4,34%, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado o adiamento, por cinco dias, dos ataques contra alvos energéticos do Irão.

Contudo, no início da sessão, o preço foi influenciado pelas dúvidas quanto à desaceleração do conflito no Médio Oriente.

O petróleo Brent estava hoje, no fecho do mercado, a subir mais de 4% para 104 dólares (perto de 90 euros) por barril.
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RTP /

Irão acusa EUA e Israel de terem atacado proximidades da central nuclear de Bushehr

A Organização de Energia Atómica do Irão acusou os EUA e Israel de terem atacado as proximidades da central nuclear de Bushehr na noite de terça-feira, informou a IRNA. Segundo relatos iniciais, o ataque não causou danos técnicos nem vítimas humanas.
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RTP /

Irão afirma que navios não hostis podem passar no Estreito de Ormuz mediante coordenação

O Irão informou aos Estados-membros da Organização Marítima Internacional que "embarcações não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz caso se coordenem com as autoridades iranianas, informou o Financial Times na terça-feira, citando uma carta.
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RTP /

Conflito no Irão está a provocar "um novo choque petrolífero"

O ministro da Economia francês, Roland Lescure, afirmou hoje na Assembleia Nacional, que a guerra no Médio Oriente está a provocar "um novo choque petrolífero" que pesará na economia francesa.
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RTP /

Trump garante que Irão "concordou em nunca ter uma arma nuclear"

No Salão Oval, o presidente norte-americano afirmou que o Irão "concordou em nunca ter armas nucleares".

Trump acrescentou que o Irão está a "conversar e a dizer coisas sensatas".

"Tudo começa com o facto de que eles não podem ter uma arma nuclear", acrescentando: "Não quero dizer nada antecipadamente, mas eles concordaram que nunca terão uma arma nuclear. Eles concordaram com isso."
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RTP /

Trump garante que há conversações com "pessoas certas" no Irão para chegar a acordo

Em declarações na Casa Branca, Donald Trump disse que os Estados Unidos estão em conversações com "as pessoas certas" no Irão para chegar a um acordo para pôr fim às hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.

"Estamos realmente em conversações com as pessoas certas e elas querem muito fechar um acordo, vocês não têm ideia do quanto elas querem fechar um acordo", disse Trump sobre os iranianos.

O presidente norte-americano insistiu ainda que há negociações em curso para alcançar um acordo sobre a guerra desencadeada em conjunto com Israel contra o Irão, que tem "um presente muito grande" para oferecer a Washington.

"O que disse ontem [segunda-feira] é absolutamente verdade. Estamos em negociações neste momento", afirmou Donald Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca. 

“Foi um presente muito grande, que valia uma quantia enorme de dinheiro, então isso significou uma coisa para mim: estamos a lidar com as pessoas certas".
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RTP /

OMC alerta para impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz na segurança alimentar mundial

O bloqueio do Estreito de Ormuz está a colocar em risco o abastecimento global de alimentos e fertilizantes, segundo um alerta da Organização Mundial do Comércio (OMC), que aponta para impactos diretos na agricultura, nos preços e na segurança alimentar mundial.

Mais do que uma crise energética, o cenário atual expõe uma fragilidade estrutural: a dependência do sistema alimentar global de rotas logísticas críticas, refere.

O Estreito de Ormuz é um dos pontos mais importantes do comércio mundial. Por lá passa cerca de 20 por cento do petróleo global e aproximadamente 30 por cento dos fertilizantes comercializados.

Este último dado é particularmente crítico, uma vez que os fertilizantes são essenciais para a produtividade agrícola global.

A crise não se limita aos países produtores. Os países do Golfo, altamente dependentes de importações alimentares, enfrentam riscos imediatos, já que grande parte dos alimentos básicos entra pela rota de Ormuz.

Produtos como trigo, arroz, milho e soja estão expostos a disrupções. Nalguns países da região, até 70 por cento dos alimentos consumidos depende desta via marítima, o que aumenta drasticamente a vulnerabilidade.

A OMC destaca ainda o impacto potencial em países mais frágeis, sobretudo em África, onde a dependência de importações é elevada e a capacidade de absorver choques de preço é limitada. Este cenário pode agravar crises alimentares já existentes e aumentar a pressão humanitária.

A disrupção no Estreito de Ormuz também está a provocar uma subida dos preços da energia, com efeitos em cadeia, como o aumento dos custos de produção agrícola, a par do encarecimento do transporte. O resultado é uma dupla pressão: menos oferta e custos mais elevados.
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Lusa /

Bolsa de Lisboa fecha em alta numa Europa maioritariamente positiva

A bolsa de Lisboa fechou hoje em alta, com o índice PSI a subir 1,18% para 8.881,98 pontos, numa Europa maioritariamente positiva.

Ann Wang - Reuters

Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, 12 subiram, três desceram e a Ibersol ficou inalterada em 10,80 euros.

A liderar as subidas ficou a Galp, que cresceu 3% para 20,92 euros.

No resto da Europa, Londres progrediu 0,72%, Paris 0,23% e Madrid 0,13%, enquanto Frankfurt desacelerou 0,07%.

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RTP /

Exército israelita afirma que míssil disparado do Irão atingiu Beirute

De acordo com as forças israelitas, um míssil disparado do Irão atingiu Beirute por volta do meio-dia.
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RTP /

Pentágono avança que Trump quer enviar três mil paraquedistas para conflito no Irão

O Wall Street Journal está a avançar que o Pentágono está a planear enviar três mil soldados paraquedistas para o Médio Oriente, para apoiar os combates no Irão. São citados dois oficias não identificados que adiantam que o plano será detalhado nas próximas horas.

Autoridades alertaram que ainda não foi tomada a decisão de enviar tropas terrestres para o Irão. Mas o destacamento da 82ª Divisão Aerotransportada abre caminho para diversas opções estratégicas do presidente Trump.
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RTP /

Irão promete lutar até "vitória completa"

O comandante das forças armadas do Irão afirmou em comunicado divulgado pela imprensa estatal, que as forças iranianas vão continuar a responder à guerra iniciada pelos EUA e por Israel até que o regime alcance a "vitória completa".

O major-general Ali Abdollahi Aliabadi não deu detalhes sobre o que o regime consideraria uma “vitória completa”. No entanto, classificou os Estados Unidos de nação “vazia” que foi “derrubada perante o mundo”, com Donald Trump “a tentar escapar da guerra” que iniciou.
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RTP /

Berlim vê recuperação económica alemã ameaçada com guerra

A guerra no Médio Oriente pode comprometer a "leve e frágil recuperação" da economia alemã e causar escassez de combustível no país até ao final de abril, caso o conflito continue, alertou a ministra da Economia.

"Os ossos institutos económicos estimam que, se a crise persistir, as perdas serão de cerca de 40 mil milhões de dólares devido aos altos preços da energia e, claro, à inflação", disse Katherina Reiche em Houston, durante a CERAWeek, a maior conferência de energia do mundo.

Nesse sentido, explicou que "a leve e frágil recuperação da economia alemã está atualmente sob pressão".
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Uma mulher foi morta no norte de Israel após ataque com míssil vindo do Líbano

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RTP /

Príncipe saudita terá pressionado Trump para continuar a guerra com Irão

A informação foi avançada pelo New York Times. O príncipe Mohammed bin Salman vê no conflito com o Irão uma “oportunidade histórica” para remodelar a região.

A Arábia Saudita terá pedido aos Estados Unidos a prosseguirem a guerra contra o Irão, um velho rival do reino saudita.

Segundo revela o jornal norte-americano esta terça-feira, citando fontes oficiais, bin Salman e Donald Trump terão conversado ao longo da última semana. Nessas conversações, o princípe saudita terá considerado os ataques norte-americanos e israelitas no Irão como uma “histórica oportunidade” para alterar o status quo no Médio Oriente.

Em resposta ao NYT, Riade não confirmou o pedido de bin Salman a Trump.

“O reino da Arábia Saudita sempre apoiou uma resolução pacífica do conflito, mesmo antes de ter começado”, reitera o Governo saudita, em resposta ao Times.
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RTP /

Turquia diz continuar esforços para alcançar a paz no Irão

O presidente Tayyip Erdogan afirmou que a Turquia vai continuar a trabalhar com todos os recursos para estabelecer a paz na guerra com o Irão. O objetivo do Governo turco é também proteger a economia da guerra que assolou a região e fez os preços da energia dispararem.
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Lusa /

Irão: Eliminatórias das provas asiáticas reduzidas a jogos únicos na zona oeste

As eliminatórias da zona oeste das três competições continentais de clubes na Ásia vão ser disputadas com jogos únicos em locais centralizados, devido aos efeitos da guerra no Médio Oriente, anunciou hoje a Confederação Asiática de Futebol (AFC).

Carl Recine - Reuters

Em comunicado, o organismo deu conta dos ajustes em quatro das oito eliminatórias dos oitavos de final da Liga dos Campeões 1, que deveriam ter sido integralmente disputadas em duas mãos, de 02 a 04 de março e entre 09 e 11 do mesmo mês, mas passaram para os dias 13 e 14 de abril.

Essas eliminatórias distribuem-se por dois estádios de Jeddah, na Arábia Saudita, numa cidade previamente definida pela AFC como sede da final a oito da principal prova asiática de clubes, de 16 a 25 do próximo mês.

Os sauditas do Al Ittihad, treinados pelo português Sérgio Conceição, e os emiradenses do Shabab Al Ahli, do compatriota Paulo Sousa, encaram os emiradenses do Al Wahda e os iranianos do Tractor, enquanto os sauditas do Al Ahli, detentores do troféu, e do Al Hilal encontram os qataris do Al Duhail e do Al Sadd.

Os vencedores juntam-se aos japoneses do Vissel Kobe e do Machida Zelvia, aos malaios do Johor Darul Ta’zim e aos tailandeses do Buriram United, todos qualificados depois de duas mãos na zona este dos ‘oitavos’.

De forma a “acomodar um calendário continental condensado”, a AFC também reduziu a uma mão as eliminatórias dos ‘quartos’ e das ‘meias’ da Liga dos Campeões 2 e da Challenge League, marcando-as para 19 a 22 de abril, em locais a definir.

Na segunda prova continental, os sauditas do Al Nassr, orientados pelo português Jorge Jesus e com os compatriotas Cristiano Ronaldo e João Félix no plantel, vão defrontar os emiradenses do Al Wasl, de Rui Vitória.

O vencedor encontra os qataris do Al Ahli ou os jordanos do Al Hussein nas ‘meias’, cujo programa já inclui um jogo entre os japoneses do Gamba Osaka e os tailandeses do Bangkok United, que superaram a duas mãos nos ‘quartos’ os tailandeses do Ratchaburi e os singapurenses do Tampines Rovers.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva Ali Khamenei, líder supremo do país asiático desde 1989 e já substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, num conflito que causou mais de 1.000 mortos.

Vários campeonatos nacionais de futebol prosseguem quase sem perturbações no Médio Oriente, mas o conflito já motivou adiamentos de jornadas no Bahrain, no Líbano e no Qatar, uma partida remarcada na Arábia Saudita e a suspensão da atividade desportiva no Irão e em Israel.

Os israelitas voltaram hoje a ter jogos pela primeira vez desde o início da operação militar, ao concluírem a 25.ª jornada do segundo escalão sem público nas bancadas dos estádios e sob apertadas regras de segurança.

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Hezbollah contesta expulsão de embaixador iraniano e pede ao Líbano que reverta decisão

O Hezbollah condenou a decisão das autoridades libanesas de expulsar o embaixador iraniano e pediu seja revertida "imediatamente".

"O Hezbollah apela ao presidente da República e ao primeiro-ministro para que instruam o ministro dos Negócios Estrangeiros (...) a reverter imediatamente esta decisão, que tem consequências perigosas", afirmou o grupo pró-Irão em comunicado.

Horas antes, Beirute declarou o embaixador iraniano no Líbano como persona non grata, dando-lhe até domingo para deixar o país.
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Míssil iraniano intercetado em espaço aéreo libanês

Um míssil iraniano terá sido intercetado no espaço aéreo libanês pela primeira vez esta terça-feira, de acordo com três fontes de segurança libanesas de alto escalão, citadas pela Reuters.
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Modi confirma "troca de opiniões útil" com Trump

O primeiro-ministro indiano afirmou que Donald Trump o telefonou para discutir a guerra no Médio Oriente e a importância do Estreito de Ormuz.

Narendra Modi confirmou as conversações dizendo que foi uma "troca de opiniões útil", acrescentando que a Índia "apoia a desescalada e a restauração da paz o mais breve possível".
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MNE chinês aconselha homólogo iraniano a negociar

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, disse ao seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que "é melhor negociar do que lutar".

"Esperamos que todas as partes aproveitem todas as oportunidades que surgirem para iniciar conversações de paz o mais rapidamente possível", acrescentou Wang Yi, de acordo com um comunicado do Ministério.
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Funcionário marroquino do Exército dos Emirados Árabes Unidos morto no Bahrein

Um funcionário marroquino ao serviço do Exército dos Emirados Árabes Unidos foi morto durante um ataque com mísseis iranianos no Bahrein, informou esta terça-feira o Ministério da Defesa dos Emirados.

Outras cinco pessoas que trabalhavam para o Ministério ficaram feridas, informou a mesma fonte, sem especificar se são soldados.
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Ataque aéreo atinge cidade libanesa a norte de Beirute

A imprensa estatal libanesa avançou que um ataque aéreo atingiu Sahel Alma, cidade a norte de Beirute, uma área que ainda não tinha sido alvo da guerra em expansão entre Israel e o Hezbollah. Não existe, para já, registo de vítimas.
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Impacto da guerra na logística. Custos de envio podem aumentar

O impacto da guerra no Médio Oriente também se faz sentir na cadeia logística e chega rapidamente ao bolso dos consumidores.

Foto: António Antunes - RTP

Os transitários enfrentam novos desafios, com rotas mais longas e combustíveis mais caros.
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RTP /

Pescadores esperam apoios do Governo perante impactos da guerra

Os pescadores receiam que, com a continuação da guerra do Médio Oriente, a situação fique incomportável para o setor.

Foto: Horácio Antunes - Antena 1

Para já, garantem que o aumento dos combustíveis que usam nas embarcações não se reflete no preço do peixe.

Estão em conversações com o Governo, do qual esperam apoios.
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Nova onda de mísseis iranianos atinge Israel

Um homem, uma mulher e um bebé ficaram feridos na tarde de terça-feira no sul de Israel após novos ataques com mísseis iranianos, informaram os serviços de resgate.
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Já se sabe o nome do sucessor de Ali Larijani

Mohammas Bagher Zolghade, um oficial veterano da Guarda Revolucionária Islâmica, foi o escolhido para assumir a Segurança Nacional depois de o chefe iraniano de Segurança Naciona, Ali Larijani, ter sido morteo por Israel e os Estados Unidos.

O novo alto responsável é um veterano do regime que ocupou inúmeros cargos de alto nível nas instituições militares, civis e judiciais do Irão.
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Paris pede a Israel que não invada território no sul do Líbano

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros instou Israel a abster-se de lançar operações para tomar território no sul do Líbano, ao mesmo tempo que elogiou a corajosa decisão libanesa de expulsar o embaixador iraniano em Beirute.

"Instamos as autoridades israelitas a absterem-se de tais operações terrestres, que teriam graves consequências humanitárias e agravariam a já dramática situação no país", disse Jean-Noël Barrot à AFP.

"Quero elogiar as declarações e ações do governo libanês (...) que, esta manhã, tomou a corajosa decisão de expulsar o embaixador iraniano, uma vez que, ao decidir entrar na guerra, o Hezbollah, em apoio ao Irã, arrastou o país, que se recuperava lenta mas seguramente de crises anteriores, para uma guerra", acrescentou.
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Primeiro-ministro paquistanês admite estar pronto para mediar negociações

O Paquistão está pronto para sediar negociações entre os Estados Unidos e o Irão para resolver o conflito no Médio Oriente, disse o primeiro-ministro Shehbaz Sharif através das redes sociais.

"O Paquistão acolhe e apoia integralmente os esforços em curso para promover o diálogo com o objetivo de pôr fim à guerra no Médio Oriente, visando a paz e a estabilidade na região e além-fronteiras", lê-se na publicação.

"Mediante a concordância dos EUA e do Irão, o Paquistão está pronto e honrado por acolher e facilitar conversações significativas e conclusivas para uma resolução abrangente do conflito em curso".


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Modi e Trump debatem importância de manter aberto o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone esta terça-feira e discutiram a situação no Médio Oriente, incluindo a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto. A informação foi confirmada pelo o enviado dos EUA à Índia, Sergio Gor, numa publicação na rede social X.


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Governo admite implementar medidas estruturais devido à guerra no Médio Oriente

O Governo admite que pode ter que implementar medidas estruturais para aliviar o esforço das empresas e famílias caso o conflito no Médio Oriente se prolongue.

Portugal juntou-se a outros 30 países que manifestaram a intenção de ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz.
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Hezbollah garante que lutará contra qualquer tentativa de ocupação israelita no Líbano

O grupo armado libanês Hezbollah fará tudo para impedir que as forças israelitas ocupem o sul do Líbano, disse à Reuters Hassan Fadlallah, um dos principais parlamentares do grupo. Segundo o mesmo, uma ocupação representaria uma "ameaça existencial" para o Líbano como Estado.
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Irão acusa EUA de atingirem infraestruturas energéticas no país

Os Estados Unidos terão atacado infraestruturas energéticas no Irão. A garantia é dada pela República Islâmica, que acusa Donald Trumpo de não estar a respeitar a pausa de cinco dias prometida ontem.

O Paquistão emergiu entretanto como o possível país mediador de eventuais negociações entre as partes.
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Ataque atinge Telavive. Mísseis iranianos fizeram seis feridos em Israel

O Irão atacou Israel na última noite. Num dos bombardeamentos, o míssil de fragmentação atingiu uma zona residencial de Telavive. Seis pessoas ficaram feridas.

Foto: José Pinto Dias - RTP

Foi a resposta de Teerão à ofensiva que, horas antes, os israelitas haviam lançado sobre a capital iraniana.

A vaga de bombardeamentos do Irão foi testemunhada pelos enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
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JD Vance poderá liderar as negociações de paz com Irão no Paquistão

A liderança militar do Paquistão tem tentado mediar negociações entre os Estados Unidos e o Irão, depois de a Casa Branca ter confirmado que o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, conversou por telefone com Donald Trump no domingo para falar sobre o conflito.

Fontes diplomáticas disseram que os EUA e o Irão podem reunir-se para negociações em Islamabad já esta semana para discutir o fim da guerra , que começou há quase um mês.

Foi enfatizado que Islamabad ainda não foi oficialmente confirmada como sede de quaisquer negociações de paz, algo que nenhuma das partes formalizou até o momento.

Segundo avança o Guardian, acredita-se que o enviado de Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, esteja a preparar-se para viajar a Islamabad, mas não houve confirmação de que alguém do lado iraniano estará presente.

Fontes paquistanesas afirmaram que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, estava a ser apontado como como provável negociador-chefe pelo lado norte-americano, caso as negociações prossigam, em vez de Witkoff ou do genro de Trump, Jared Kushner, que liderou as negociações nucleares com o Irão antes da guerra.
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Embaixador iraniano no Líbano deve deixar o país nos próximos dias

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Líbano afirmou que o embaixador do Irão em Beirute, Mohammad Reza Sheibani, deve deixar o país até domingo, declarando-o persona non grata. Em causa está "a violação, por parte do Irão, das normas diplomáticas e dos protocolos estabelecidos entre os dois países".
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Israel pede ao Líbano que tome medidas concretas contra o Hezbollah

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, pedi que Beirute "tome medidas concretas e significativas" contra o movimento islâmico Hezbollah, aliado do Irão e representado por dois ministros no Governo libanês.

"Pedimos ao governo libanês que tome medidas concretas e significativas contra o Hezbollah, alguns dos ministros do qual ainda fazem parte do gabinete", disse Saar numa publicação nas redes sociais.

Dentro do governo libanês, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, e o ministro do Trabalho, Mohammad Haidar, são ligados ao Hezbollah.
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Presidente filipino declara estado de urgência energética

As Filipinas declararam estado de emergência nacional devido à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, alegando o "perigo iminente" para o fornecimento de energia do país.

Segundo o presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., foi constituída uma comissão para garantir a movimentação, o fornecimento, a distribuição e a disponibilidade ordenados de combustível, alimentos, medicamentos, produtos agrícolas e outros bens essenciais.

“A declaração de estado de emergência energética nacional permitirá ao governo implementar medidas eficazes e coordenadas, de acordo com as leis vigentes, para lidar com os riscos decorrentes de interrupções no fornecimento global de energia e na economia nacional”, afirmou.

Ao contrário dos EUA ou da Europa, o Sudeste Asiático depende enormemente do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, rota marítima vital que o Irão está efetivamente a bloquear como forma de pressionar Washington.
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Governo francês pediu às refinarias do país para produzirem mais para reduzir o preço dos combustíveis

Ao mesmo tempo o executivo de Paris anunciou medidas específicas para o sector agrícola.

Os agricultores que solicitarem podem ter uma prorrogação do prazo de pagamento sem taxas ou penalizações das contribuições à segurança social; podem solicitar o escalonamento dos prazos fiscais junto da repartição de finanças; podem pedir empréstimos excecionais de curto prazo.

Os outros sectores de atividade estão a pedir medidas idênticas e outras com mais impacto na gestão das empresas.

O Governo recusa mexer nos impostos sobre os combustíveis.
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Recado a "aliado americano"
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Chefe do Estado-Maior francês lamenta que Estados Unidos sejam "cada vez menos previsíveis"

O general Fabien Mandon, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, veio lamentar que os Estados Unidos estejam "a tornar-se cada vez menos previsíveis" e não tenham informado os aliados da decisão de desencadear uma guerra contra o Irão.

"A relação continua muito forte, mas infelizmente, após uma retirada do Afeganistão sem qualquer consulta, eles simplesmente decidiram intervir no Médio Oriente sem nos informarem", afirmou Mandon na abertura do Fórum de Estratégia e Defesa de Paris, em declarações citadas pela agência France-Presse.

"Agimos imediatamente, surpreendidos por um aliado americano que continua a ser um aliado, mas que está a tornar-se cada vez menos previsível e que não se preocupa em informar-nos quando decide lançar operações militares", enfatizou o general francês, para acrescentar que "isso tem um impacto na nossa segurança, tem um impacto nos nossos interesses".

A ideia de que os interesses franceses na região estão comprometidos foi, de resto, ecoada pela ministra delegada das Forças Armadas, Alice Rufo: "Devido às consequências da situação, sofremos perdas e feridos".

"Em termos de proteção dos nossos cidadãos, das nossas forças e dos nossos parceiros na região, a coordenação é essencial; é assim que funciona numa aliança", vincou.
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RTP /

"Noite intensa em Israel". Vários bombardeamentos atingem Telavive

Há notícia de pelo menos seis feridos.

Os enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, mostraram os danos causados pela última vaga de bombardeamentos do Irão em Telavive.
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Até ao Rio Litani
RTP /

Israel propõe-se ocupar "zona de segurança" no sul do Líbano

O exército israelita prepara-se para ocupar uma área no sul do Líbano desde a fronteira até ao Rio Litani, cerca de 30 quilómetros a norte, alegando a "segurança", anunciou esta terça-feira o ministro israelita da Defesa, Israel Katz.

As Forças de Defesa de Israel estão, segundo o governante, a "manobrar dentro do território libanês para tomar uma linha de defesa avançada", disse Katz em um vídeo divulgado por seu gabinete.

"As cinco pontes sobre o Litani que o Hezbollah usava para contrabandear terroristas e armas foram destruídas e o exército controlará as pontes restantes e a zona de segurança até o Litani", acrescentou.

"As centenas de milhares de moradores do sul do Líbano que foram evacuados para o norte não retornarão ao sul do Rio Litani até que a segurança dos habitantes do norte de Israel esteja garantida", completou.

Ainda de acordo com Israel Katz, o exército está a atuar para assumir o controlo de localidades libanesas próximas da fronteira, que considera "verdadeiros postos avançados terroristas". Segue assim o “modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”.
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Um Olhar Europeu com RTBF /

Clima e ambiente, as vítimas silenciosas da guerra no Médio Oriente

Com pelo menos duas mil vítimas mortais desde o início da guerra (algumas estimativas apontam para quatro mil mortos), o conflito no Golfo Pérsico tem também consequências indiretas. Os bombardeamentos provocaram uma poluição química que contamina o ar, o solo e a água.

AFP



Várias organizações não-governamentais estão a tentar elaborar uma lista destes incidentes. 

No seu site na internet, o Observatório dos Conflitos e do Ambiente referiu que "até 10 de março de 2026, enumerámos mais de 300 incidentes, dos quais 232 foram objeto de uma avaliação dos riscos ambientais". 

São sobretudo instalações militares situadas, não só no Irão, mas em toda a região do Golfo Pérsico: Iraque, Israel, Kuwait, Jordânia, Chipre, Barém, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Azerbaijão.

Com economias dominadas pelos combustíveis fósseis, o Golfo Pérsico está a sofrer as consequências das suas vantagens geológicas. As refinarias tornaram-se alvos por direito próprio, tal como os petroleiros e os navios mercantes.

Para além das instalações militares, os incidentes dizem respeito a toda uma série de tipos de instalações, com diferentes perfis de poluição, desde hospitais a locais de armazenamento de pneus, passando pela indústria petrolífera.

Tendo estas refinarias como alvos militares, é importante lembrar que a queima de petróleo emite dióxido de carbono (e enxofre), o primeiro gás de aquecimento, que permanece na atmosfera durante cerca de cem anos. 

Esta combustão liberta um cocktail de substâncias cancerígenas e de toxinas respiratórias.

Dada a variedade de alvos, as consequências podem ser múltiplas: poluição atmosférica, derrames de petróleo, espécies marinhas ameaçadas, saúde humana em perigo, infiltração tóxica nas águas subterrâneas, etc.

A primeira e mais visível poluição foi a atmosférica. Após os ataques da Operação Fúria Épica de 7 e 8 de março contra instalações logísticas e depósitos de petróleo nos arredores de Teerão, os céus da capital iraniana escureceram e o ar encheu-se de hidrocarbonetos, enxofre e óxidos de azoto, levando o correspondente da CNN a dizer que "chovia petróleo".

A situação especial da capital iraniana, que está parcialmente rodeada pela cordilheira de Elbrus, torna difícil a evacuação das nuvens tóxicas que se acumulam sobre a cidade.

O correspondente da RTBF em Teerão usava ele próprio uma máscara durante a sua aparição no telejornal de 8 de março, referindo-se a "uma nuvem tóxica muito, muito espessa". 

Numa outra entrevista em direto com a France24, Siavosh Ghazi referiu igualmente o risco de estas nuvens tóxicas estagnarem sobre as barragens que abastecem de água a capital iraniana.

As fontes de água são também vítimas deste conflito, nomeadamente as instalações de dessalinização que são essenciais numa região árida com uma escassez gritante de água doce. 

Estas instalações já exercem uma certa pressão sobre o meio ambiente, descarregando água hipersalina. Mas os danos causados a estas instalações de dessalinização podem libertar outros elementos na natureza, incluindo produtos químicos utilizados no processo de dessalinização, como o hipoclorito de sódio, o cloreto férrico e o ácido sulfúrico.

Esta poluição tóxica coexiste com as emissões de CO2 ligadas ao equipamento militar: aviões, navios, etc. 

Em novembro de 2025, o Observatório dos Conflitos e do Ambiente estimava que as emissões militares representavam cerca de 5,5% das emissões mundiais. Uma estatística "provavelmente subestimada", segundo a própria organização.Um golfo marinho ameaçado
Já se registaram vários incidentes ao longo das costas do Golfo Pérsico, pondo em perigo zonas marinhas até então preservadas (apesar da guerra do Kuwait em 1991).

Os Estados Unidos deixaram clara a sua intenção de acabar com a frota iraniana. Até agora, os americanos dizem ter atingido ou afundado mais de 90 navios mas, como salienta o Observatório dos Conflitos e do Ambiente, os riscos ambientais vão muito para além do Golfo Pérsico. 

Por exemplo, um navio iraniano desarmado foi afundado ao largo da costa do Sri Lanka: "A fragata iraniana Dena foi torpedeada ao largo da costa do Sri Lanka e a maré negra resultante, com 20 km de comprimento, ameaça agora zonas ecologicamente importantes ao longo da sua costa. 

As autoridades do Sri Lanka estão atualmente a levar a cabo operações de limpeza e a recolher amostras". 

Estima-se que pelo menos 105 marinheiros tenham morrido no ataque.

O risco de acidentes no mar também aumentou com a interrupção das comunicações entre navios, pelo que o número de colisões poderá aumentar.Duas mil espécies marinhas ameaçadas de extinção
A 12 de março, a Greenpeace na Alemanha manifestou a sua preocupação com as consequências da guerra para o ambiente marinho: "Atualmente, dezenas de petroleiros que transportam milhares de milhões de litros de petróleo estão encalhados no Golfo Pérsico, enquanto são colocadas minas e os mísseis atingem os navios. É uma catástrofe ambiental à espera de acontecer. Um único derrame de petróleo no Golfo poderia causar danos irreparáveis a este frágil habitat marinho, com consequências devastadoras para as pessoas, a vida selvagem e as plantas da região, a juntar ao terrível impacto humano que esta guerra ilegal já causou às comunidades locais."

O problema é tanto mais grave no caso do Golfo Pérsico porque este mar de 251.000 km² está parcialmente fechado. Apenas o Estreito de Ormuz o liga ao Oceano Índico, o que significa que a renovação da água ocorre muito lentamente (entre dois e cinco anos) e que a dispersão dos poluentes será limitada.

Para além disso, o Golfo Pérsico alberga uma fauna especial, incluindo 5.000 a 7.500 dugongos, mamíferos classificados como vulneráveis, e tartarugas-de-pente, criticamente ameaçadas. 

No total, mais de 2.000 espécies marinhas vivem aqui, incluindo baleias jubarte e tubarões-baleia.

A preciosa flora deste golfo também está em perigo. Os recifes de coral, os mangais e as pradarias de ervas marinhas não só fornecem alimento à vida selvagem local, como também são fontes económicas para as populações locais e locais de investigação para os cientistas que estudam as alterações climáticas.

As explosões no mar matam animais e dispersam substâncias químicas em proporções por vezes letais.

Fotografia tirada a 23 de maio de 2019 mostra Mariam, um dugongo, a nadar nas águas em redor da ilha de Libong, na província de Trang, no sul da Tailândia. Sirachai Arunrugstichai / AFP
Estamos a assistir a um ecocídio?

A 16 de março, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Araghchi, denunciou no X o bombardeamento israelita de depósitos de petróleo em Teerão, qualificando-o de ecocídio. No entanto, esta denúncia não impediu que o Irão retaliasse da mesma forma, visando nomeadamente os petroleiros nas águas territoriais iraquianas.

Atualmente, não existe uma lei internacional sobre o ecocídio. Benoît Havet, advogado especializado em direito do ambiente e membro da rede Hearthlaw, recorda, no entanto, "a existência da Convenção ENMOD".

Criada em 1976, esta convenção proíbe "a utilização de técnicas de modificação do ambiente para fins militares ou quaisquer outros fins hostis". 

O texto foi concebido e redigido durante a Guerra Fria, nomeadamente, sublinha Benoît Havet, à luz de "certas técnicas utilizadas durante a guerra do Vietname, como a utilização do agente laranja".

Embora pouco conhecida do grande público, esta convenção tem por objetivo introduzir o reconhecimento jurídico da ligação entre o ambiente e a segurança internacional. Visa, nomeadamente, as utilizações militares ou hostis entre Estados. Os atores não estatais e as utilizações civis estão excluídos.

Poderá este texto servir de base a uma ação penal por ecocídio? Segundo o jurista Benoît Havet, "a técnica de bombardeamento deliberado de instalações petrolíferas em grande escala pode constituir um 'processo suscetível de alterar deliberadamente os processos naturais da Terra, como a modificação do clima' e pode ser considerada como capaz de produzir 'efeitos generalizados, duradouros ou graves sobre a vida humana'.Os termos são exclusivos. Será tudo uma questão de interpretação".

A Bélgica adotou o termo ecocídio no seu Código Penal em 2024. Poderá então processar os Estados ou as instituições pelo crime de ecocídio? Não, segundo Benoît Havet, que insiste que, atualmente, o Estado belga tem "jurisdição sobre as radiações, sobre o que se passa no Mar do Norte e sobre as missões belgas na Antárctida".Os precedentes do Vietname e do Kuwait
Há muitos exemplos de danos ambientais ligados a conflitos. A Guerra do Vietname - e a utilização do agente laranja pelos Estados Unidos - é, sem dúvida, o mais conhecido. 

Este pesticida contendo dioxinas foi pulverizado nas florestas vietnamitas pelo exército americano. Décadas mais tarde, as pessoas nascidas muito depois do incidente continuam a sofrer de malformações e de cancro.

O caso do Kuwait está também bem documentado. O exército iraquiano, derrotado perante a ofensiva da coligação internacional, tinha incendiado mais de 700 poços de petróleo. 

Mais de 30 anos depois, o país e a região ainda estão a pagar as consequências.

Na altura, foram necessários meses para apagar os incêndios. Entretanto, o petróleo era derramado nas águas do Golfo e os habitantes continuavam a respirar ar tóxico. 

Além disso, a destruição do terminal petrolífero de Mina al Ahmadi, a 26 de janeiro de 1991, provocou o pior derrame de petróleo de todos os tempos.

Sem recursos e sem intervenção externa, o Kuwait não pôde assumir a responsabilidade pela limpeza das zonas afetadas. Os programas criados 20 anos depois estão a fazer progressos, mas a limpeza total da zona é uma utopia.

A proteção do que ainda pode ser protegido promete ser extremamente difícil, tendo em conta o conflito em curso e a limitada capacidade de reação. 

Uma vez terminado o conflito, a capacidade e a vontade dos países para enfrentar os problemas ambientais serão limitadas: uma questão de custos, de recursos técnicos e de prioridades para as autoridades.

O custo ambiental da guerra é imediato e cumulativo. Os conflitos estão a destruir os ecossistemas de hoje e a enfraquecer a capacidade das sociedades para enfrentarem o calor, a seca, as inundações e as perdas de colheitas de amanhã.

Damien Roulette / 21 março 2026 06:09 GMT

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa
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Joana Raposo Santos - RTP /

"Provas irrefutáveis". Zelensky acusa Rússia de canalizar informações para o Irão

Volodymyr Zelensky acusou Moscovo de fornecer informações de inteligência a Teerão, prolongando assim a guerra no Médio Oriente.

Foto: Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia via Reuters

O presidente ucraniano avançou na segunda-feira que os serviços de informação militar do país têm “provas irrefutáveis” de que a Rússia continua a fornecer informações ao Irão, alertando que tal atividade poderá prolongar a guerra no Médio Oriente.

"A Rússia está a utilizar as suas próprias capacidades de inteligência de sinais e inteligência eletrónica, assim como parte dos dados obtidos através da cooperação com parceiros no Médio Oriente", garantiu Volodymyr Zelensky.

Num discurso noturno em vídeo, o líder ucraniano defendeu que "esta é claramente uma atividade destrutiva e deve ser travada, pois só conduz a uma maior desestabilização. Todos os Estados responsáveis têm interesse em garantir a segurança e prevenir problemas maiores".

"Os mercados já estão a reagir negativamente e isto está a complicar significativamente a situação dos combustíveis em muitos países. Ao ajudar o regime iraniano a sobreviver e a atacar com maior precisão, a Rússia está efetivamente a prolongar a guerra", acrescentou.

Na semana passada, o Kremlin rejeitou como "notícias falsas" uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual a Rússia estaria a partilhar imagens de satélite e tecnologia avançada de drones com o Irão.Ataques russos voltam a fazer vítimas
A Ucrânia avançou esta terça-feira que pelo menos quatro pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas em ataques russos durante a madrugada em várias regiões do país, levando Volodymyr Zelensky a pedir “mais proteção para salvar vidas”.

Segundo as autoridades ucranianas, duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em ataques na região de Poltava. Foram também registados danos em edifícios residenciais, um hotel e instalações industriais.

“Ocorreram incêndios, que foram extintos pelos bombeiros”, referiram as autoridades em comunicado, acrescentando que as equipas de resgate estão a trabalhar no local para remover os escombros.

Em Zaporizhia, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas em ataques que também provocaram um incêndio num arranha-céus e causaram danos em edifícios vizinhos, informou o serviço de emergência. Outra pessoa morreu na região de Kherson, no sul do país, onde os ataques destruíram um edifício residencial privado.

A Força Aérea ucraniana afirmou na plataforma Telegram que as defesas aéreas do país abateram 365 dos 392 drones lançados pela Rússia durante a madrugada, assim como 25 dos 34 mísseis.

“Estes números mostram claramente que é necessária mais proteção para salvar vidas dos ataques russos. É importante continuar a apoiar a Ucrânia. É importante que todos os acordos sobre defesa aérea sejam implementados atempadamente”, escreveu o presidente Volodymyr Zelensky na rede social X.


“E é importante que a Europa seja capaz de produzir o número necessário de mísseis de defesa aérea para se proteger contra quaisquer ameaças”, alertou.

c/ agências
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"Semear a confusão"
RTP /

Detidas no Irão mais de 460 pessoas acusadas de atividades desestabilizadoras na internet

O regime iraniano anunciou a detenção de um total de 466 pessoas acusadas de tentativas de desestabilização do país através da internet, segundo a agência IRNA.

"Esses indivíduos procuravam semear a confusão na opinião pública, criar medo e ansiedade na sociedade, promover a insegurança e espalhar propaganda em favor do inimigo", escreve a agência oficial do Irão, citada pela agência France-Presse.

O Irão introduziu um bloqueio à internet a 28 de fevereiro, primeiro dia da ofensiva israelo-americana, quando os bombardeamentos iniciais resultaram na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país durante 36 anos.
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Golfo Pérsico
RTP /

Ataques do Irão motivam reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas reúne-se na quarta-feira, de emergência, para discutir os ataques do Irão contra diferentes países do Golfo Pérsico, em retaliação pela ofensiva israelo-americana.

"Um conjunto de países tem a intenção de apresentar um projeto de resolução ao Conselho no quadro deste debate urgente", adiantou Pascal Sim, porta-voz do Conselho de Direitos Humanos, durante uma conferência de imprensa em Genebra.

O projeto de resolução a que se referiu Sim aborda "as consequências para os Direitos Humanos do ataque provocado pela República Islâmica do Irão contra Bahrein, Kuwait, Oman, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia".

Por outro lado, o Conselho de Direitos Humanos da ONU recebeu uma carta subscrita por Irão, China e Cuba a pedir um debate urgente "sobre a proteção das crianças e dos estabelecimentos de ensino nos conflitos armados internacionais".

A 28 de fevereiro, no início da ofensiva de israelitas e norte-americanos contra o regime dos ayatollahs, um bombardeamento atingiu uma escola de raparigas em Minab, no sul do Irão. O número de mortos ultrapassou os 150.
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Norte do Iraque
RTP /

Curdistão acusa Irão de ataque mortífero

As autoridades da região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, adiantam que "mísseis balísticos iranianos" provocaram as mortes de seis soldados Peshmerga e feriram 30 pessoas.

Em comunicado, denunciam "um ato cobarde de agressão totalmente desprovido de qualquer princípio de boa vizinhança". "Dois ataques distintos" atingiram as quinta e sétima divisões de Infantaria perto de Soran.
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Novo aviso de Teerão
RTP /

Guarda Revolucionária ameaça Israel com ataques "pesados" em apoio a libaneses e palestinianos

A unidade de elite das Forças Armadas do Irão renovou as ameaças ao Estado hebraico, advertindo para ataques "pesados" contra alvos israelitas, caso prossigam os "crimes contra civis do Líbano e da Palestina".

"Avisamos o exército criminoso do regime (israelita) de que, se os crimes contra os civis do Líbano e da Palestinia persistirem, serão alvo de ataques pesados com mísseis e drones", declara em comunicado a Guarda Revolucionária.
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Ponto de situação
RTP /

Seis feridos em ataque com mísseis do Irão contra Israel

  • Pelo menos seis pessoas sofreram ferimentos em consequência de uma vaga de mísseis iranianos que atingiu esta terça-feira Telavive;


  • Os bombardeamentos tiveram lugar um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter acenado com supostas conversações "produtivas" com o regime iraniano e ter anunciado uma extensão de cinco dias no ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz;


  • Teerão nega a existência de quaisquer conversações e o presidente do Parlamento iraniano falou mesmo de "notícias falsas" destinadas a "manipular os mercados financeiro e do petróleo";


  • Um bombardeamento israelita a sul de Beirute matou, nas últimas horas, pelo menos duas pessoas, de acordo com o Ministério libanês da Saúde;


  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saiu a público para defender que é chegado o momento de encetar negociações para acabar com a guerra no Médio Oriente, assinalando que o quadro energético global é agora "crítico";


  • Fontes de Islamade, citadas pelas agências internacionais, adiantam que o Paquistão pode vir a ser palco, ainda esta semana, de conversações diretas para pôr termo ao conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão. Isto na sequência de uma conversa telefónica entre o presidente dos Estados Unidos e o chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês, Asim Munir;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirma em simultâneo ter falado com Donald Trump e que a máquia de guerra do Estado hebraico vai continuar a atacar o Irão e o Líbano. O presidente norte-americano, indicou ainda Netanyahu, terá visto uma hipótese de um acordo com Teerão que permita "preservar interesses vitais" dos dois aliados;


  • As Forças de Defesa de Israel clamam também ter lançado esta segunda-feira ataques “em larga escala” sobre o Irão, que, por sua vez, retomou o lançamento de mísseis contra alvos nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita. O exército israelita afirmou ter atingido o principal quartel da segurança da Guarda Revolucionária;


  • Três semanas depois de um drone de fabrico iraniano ter atingido a base da Força Aérea do Reino Unido de Akroti, em Chipre, o contratorpedeiro britânico HMS Dragon chega ao Mediterrâneo oriental. Espaço de tempo que motivou críticas ao Governo de Keir Starmer;


  • A Eslovénia é o primeiro Estado-membro da União Europeia a implementar o racionamento de combustíveis.
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Lusa /

Organização israelita denuncia campos de tortura para palestinianos em Israel

A organização israelita B`Tselem denunciou que, paralelamente à guerra contra o Irão, Israel mantém uma rede de campos de tortura nas suas prisões e centros de detenção militar, onde os reclusos palestinianos sofrem abusos e tortura sistemática.

"Mesmo com os ataques dos norte-americanos e israelitas contra o Irão, Israel continua a operar uma rede de campos de tortura para prisioneiros palestinianos, onde ocorrem abusos sistemáticos, incluindo violência física e tortura psicológica, condições desumanas, fome e falta de assistência médica", denunciou a organização não-governamental (ONG) na noite de segunda-feira.

Segundo os dados recolhidos até março, cerca de 9.446 palestinianos estavam detidos em centros de detenção israelitas, segundo dados do Serviço Prisional de Israel (IPS).

Destes, 4.691 (quase 50%) não tinham recebido uma acusação formal, data de julgamento ou acusação, e estavam detidos ao abrigo do que é conhecido como "detenção administrativa".

"Estes campos de tortura fazem parte do ataque planeado e em grande escala de Israel contra a sociedade palestiniana, com o objetivo de desmantelar e destruir os palestinianos como grupo", acrescentou a B`Tselem.

Na segunda-feira, a relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos, Francesca Albanese, apelou a uma investigação e à emissão de mandados de captura contra três ministros israelitas pelo seu papel na tortura de palestinianos. A responsável da ONU descreveu estes atos como uma versão individual do "genocídio" que sofre o povo palestiniano.

Albanese, que fez este apelo perante o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, responsabilizou por estes crimes o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir [responsável pelas detenções e pela polícia], e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

Nos últimos dois anos, pelo menos 84 prisioneiros palestinianos, cujas identidades foram confirmadas, incluindo um menor, morreram sob custódia israelita.

Desde outubro de 2023, este número ronda os 100, de acordo com dados obtidos há quatro meses pela ONG Médicos pelos Direitos Humanos - Israel (PHRI), em muitos casos aparentemente como resultado direto de tortura, negligência médica e privação de alimentos por parte de soldados e funcionários prisionais.

Esta ONG alertou ainda na altura que o número total de mortes nas prisões e centros de detenção militar poderia ser muito maior, dada a impossibilidade de localizar centenas de outras pessoas supostamente detidas em Gaza.

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Momento-Chave
RTP /

É "improvável" que Irão aceite exigências dos EUA

Um funcionário israelita disse à agência Reuters ser "improvável" que o Irão concorde com as exigências dos Estados Unidos. Três funcionários garantiram, por sua vez, que o presidente Donald Trump está "determinado em alcançar um acordo" com Teerão.
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Momento-Chave
RTP /

Vaga de mísseis iranianos destrói edifícios residenciais em Israel

Foto: José Pinto Dias - RTP

O Irão lançou uma nova vaga de mísseis contra Israel esta terça-feira, segundo as forças armadas israelitas.

Os mísseis acionaram sirenes de ataque aéreo em Israel, incluindo Telavive, onde edifícios residenciais ficaram destruídos. Ainda não é claro se os danos foram causados por um impacto direto ou por detritos de uma interceção.

O Serviço de Bombeiros e Salvamento de Israel informou que estava à procura de civis presos num prédio em Telavive e descobriu civis num abrigo noutro prédio danificado.

Os ataques acontecem depois de caças israelitas terem levado a cabo uma grande onda de ataques no centro de Teerão na segunda-feira, visando centros de comando e instalações associadas à Guarda Revolucionária e ao Ministério da Inteligência iraniano.
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RTP /

Ataque a gasoduto iraniano sem impacto nas operações

O ataque à estação do gasoduto de Khorramshahr não teve impacto nas operações, garantiram à agência de notícias iraniana Fars as autoridades locais.
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Lusa /

Taiwan pondera retomar energia nuclear face a conflito no Médio Oriente

Taiwan iniciou os procedimentos para reativar duas centrais nucleares, cerca de um ano após o encerramento do último reator em funcionamento, devido à elevada procura energética associada à inteligência artificial e às tensões no Médio Oriente.

A empresa estatal Taipower está a trabalhar para obter as autorizações necessárias para reativar as centrais de Kuosheng, no norte do país, e de Maanshan, no sul, indicou no sábado o líder taiwanês, William Lai.

Segundo Lai, a empresa deverá apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até ao final deste mês, sublinhando que a segurança nuclear, a gestão de resíduos e o consenso social são os "três fatores-chave" a considerar.

A iniciativa surge após o encerramento do último reator da central de Maanshan, em maio de 2025, que marcou o fim da era nuclear em Taiwan, na sequência do desmantelamento progressivo das centrais de Chinshan e Kuosheng entre 2018 e 2023.

A decisão anterior concretizou um dos principais objetivos do Partido Democrático Progressista, que defendia uma "pátria livre de energia nuclear", especialmente após o acidente de Fukushima.

O "forte desenvolvimento económico" da ilha, a necessidade de eletricidade com baixas emissões e o crescente consumo energético da indústria da inteligência artificial, a par de alterações legislativas recentes, levaram, porém, o Governo a reconsiderar a sua posição, reconheceu Lai.

O dirigente referia-se a uma lei aprovada no ano passado pelo parlamento, de maioria opositora, que passou a permitir a continuação das operações das centrais nucleares mesmo após entrarem em fase de desmantelamento.

O eventual regresso à energia nuclear é também explicado por fatores geopolíticos. Em 2025, o gás natural liquefeito representou mais de 47% da produção elétrica de Taiwan, sendo cerca de um terço importado do Qatar, segundo dados oficiais.

Cerca de 70% do petróleo bruto importado pela ilha provém igualmente do Médio Oriente, com destaque para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o que aumenta a vulnerabilidade a eventuais interrupções no fornecimento devido ao atual conflito na região.

Num comunicado, o ministério dos Assuntos Económicos indicou que o abastecimento de gás natural deverá manter-se estável até ao final de maio e que as importações já estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência do Médio Oriente.

A dependência de combustíveis importados por via marítima expõe ainda Taiwan a um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte do seu território e não exclui o uso da força.

Nas recentes manobras militares chinesas em torno de Taiwan, designadas "Missão Justiça-2025", o exército simulou cenários de bloqueio e tomada de portos e outras infraestruturas estratégicas.

 

 

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RTP /

Iraque diz que número atualizado de mortos em ataque aéreo dos EUA contra ex-paramilitares sobe para 15

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Momento-Chave
Gonçalo Costa Martins - Antena 1 /

Paquistão posiciona-se como eventual palco de negociações

O mundo está em suspenso por cinco dias na reviravolta dramática de Trump sobre o curso da guerra no Irão. Teerão volta a negar uma e outra vez que o caminho para conversar foi aberto.

Reuters

Enquanto isso, o Paquistão posiciona-se como eventual palco de negociações entre as partes em conflito, que podem acontecer já esta semana.
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Momento-Chave
RTP /

ONU avisa que bloqueio no Estrito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo

A ONU avisa que o bloqueio no Estreito de Ormuz põe em causa a segurança alimentar do mundo para além da segurança energética. Portugal foi um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade para ajudar a reabrir o Estreito. Israel e Israel voltaram aos bombardeamentos.

O Diretor Executivo do Gabinete das Nações Unidas para Serviços de Projetos, Jorge Moreira da Silva, entrevistado na televisão britânica Sky News, afirma que pode escassear comida nos países que dependem de fertilizantes vindos do Golfo.


O também Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas considera que ainda não é possível prever o impacto do que está a acontecer, por exemplo, no Líbano, com um milhão de deslocados por causa da guerra.



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Momento-Chave
RTP /

Irão. Governo admite novos apoios a famílias e empresas

O Governo português admite intervir com medidas estruturais de apoio às empresas e famílias, caso o conflito no Médio Oriente se prolongue no tempo.

O alerta chega pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, que classifica a atual situação como 'muito preocupante'.

Paulo Rangel assegura que o Executivo está a monitorizar a evolução da crise com atenção redobrada, preparando terreno para eventuais respostas económicas.
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Tensões geopolíticas
Lusa /

Von der Leyen alerta que Europa atravessa "momento perigoso"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu hoje no parlamento australiano que a Europa atravessa "um momento perigoso" num contexto internacional cada vez mais instável.

Lukas Barth - EPA

"O mundo em que vivemos é brutal, duro e implacável. Parece estar de pernas para o ar", afirmou a dirigente europeia, alertando que muitas das certezas do passado estão a ser postas em causa num cenário marcado por tensões geopolíticas e económicas.

Von der Leyen sublinhou que a distância geográfica já não protege países como a Austrália, devido ao impacto das ameaças globais e ao avanço tecnológico.

"Atores maliciosos podem alcançar as nossas fronteiras sem sair das deles", disse, numa referência a riscos como a desinformação e a ingerência estrangeira.

Neste contexto, destacou a necessidade de reforçar a resiliência coletiva e a cooperação entre aliados, defendendo que a segurança da Europa e da Austrália estão estreitamente ligadas. "Quando estamos lado a lado somos mais fortes", afirmou.

A presidente da Comissão Europeia alertou ainda contra uma dependência excessiva de determinados fornecedores, numa alusão à China, e sublinhou a importância de diversificar as cadeias de abastecimento para proteger a segurança económica e industrial.

Von der Leyen chamou também a atenção para o impacto das alterações climáticas, que disse estarem a devastar comunidades na Europa, apelando a uma ação conjunta para enfrentar os seus efeitos e destacando que a transição energética integra a agenda comum das duas regiões.

As declarações foram feitas durante o segundo dia da visita de três dias à Austrália, ocasião em que a União Europeia e o país assinaram um acordo de comércio livre após quase uma década de negociações.

O pacto eliminará tarifas sobre exportações australianas chave como vinho, marisco e produtos hortícolas, e ampliará o acesso ao mercado europeu para carne de bovino e ovino, laticínios, arroz e açúcar. Também facilitará a entrada de bens industriais australianos sem taxas.

Em paralelo, Bruxelas e Camberra anunciaram uma nova parceria em matéria de segurança e defesa, destinada a reforçar a cooperação em áreas como a indústria militar, a segurança marítima, o ciberespaço e o combate ao terrorismo e à desinformação.

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Além de um acordo de comércio livre
RTP /

Austrália e UE reforçam cooperação em matéria de defesa

A Austrália e a União Europeia (UE) acordaram esta terça-feira reforçar a sua cooperação em matéria de defesa face aos "desafios de segurança atuais", anunciaram os dois parceiros.

Vão colaborar para "reforçar a cooperação em matéria de segurança marítima, cibersegurança, combate a ameaças híbridas e combate à manipulação de informações e interferências estrangeiras", afirmou a Comissão Europeia em comunicado.

A Austrália e a União Europeia assinaram igualmente um vasto acordo de comércio livre, culminando anos de negociações.

O acordo foi assinado numa cerimónia na capital australiana, Camberra, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
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Momento-Chave
Comunicado de 30 países
RTP /

Portugal está disponível para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz

Portugal é um dos 30 países que assinaram um documento a confirmar a disponibilidade. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já confirmou essa postura.

Num comunicado, os 30 países condenam os ataques do Irão a navios comerciais e a infraestruturas energéticas.

Estes países exigem que o regime iraniano desbloqueie o estreito de Ormuz e dizem estar prontos, se necessário, para participar numa missão para pôr fim ao bloqueio.
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Lusa /

Irão nega ataque com mísseis a base militar dos EUA e Reino Unido em Diego Garcia

O Irão negou hoje ter atacado com mísseis uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, classificou, numa mensagem na sua conta na rede social X, como "desinformação de Israel" as acusações sobre a autoria do Irão nesse ataque da semana passada.

Bagaei citou uma notícia da televisão Al Zazira que recolhia declarações do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que afirmou não poder confirmar a declaração de Israel de que os projéteis utilizados fossem mísseis balísticos intercontinentais iranianos.

"Que até o secretário-geral da NATO se recuse a apoiar a desinformação mais recente de Israel, é muito significativo: o mundo está completamente farto destas histórias desacreditadas de `falsa bandeira`", escreveu o porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros.

Dois mísseis balísticos de alcance intermédio foram disparados na sexta-feira passada contra Diego García, nas ilhas Chagos, mas nenhum atingiu o alvo, segundo adiantou o jornal Wall Street Journal.

No sábado, o Ministério britânico da Defesa condenou os ataques iranianos "perigosos", recordando que o Governo do Reino Unido autorizou apenas os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para operações defensivas específicas e limitadas no atual conflito.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abás Araqchí, o facto de o Reino Unido permitir o uso das suas bases equivale a "participar na agressão", pelo que exigiu a Londres que cesse qualquer cooperação com Washington.

A base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido em Diego García está situada no Arquipélago de Chagos, com uma posição estratégica no centro do Oceano Índico.

Conhecida como `Camp Justice` (embora tenha sido renomeada `Camp Thunder Cove` em 2006), aquela base militar conta com pistas de aterragem de 3.600 metros, capazes de receber B-52, B-1 e B-2 e aviões de carga como o C-17 Globemaster, assim como com um porto perfeito para grandes navios de guerra e porta-aviões.

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