Mundo
Guerra no Médio Oriente
Trump diz que não recebeu qualquer comunicado sobre suspensão de negociações
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta segunda-feira que não tinha recebido qualquer comunicado do Irão sobre a suspensão das negociações com os EUA, mas acredita que houve demasiadas conversas e que um período de silêncio seria benéfico.
(em atualização)
Os EUA não foram informados da decisão com antecedência da decisão iraniana, frisou o presidente.
"É apropriado dizer isso, porque são melhores negociadores do que combatentes", disse Trump à NBC News, num breve telefonema. "Mas não nos informaram disso".
"Isto não significa que vamos andar por aí a bombardear tudo", acrescentou Trump, que disse, sexta-feira, que em breve decidiria sobre uma proposta de acordo para prolongar um alegado cessar-fogo acordado no início de abril. "Vamos manter o bloqueio".
"É apropriado dizer isso, porque são melhores negociadores do que combatentes", disse Trump à NBC News, num breve telefonema. "Mas não nos informaram disso".
"Isto não significa que vamos andar por aí a bombardear tudo", acrescentou Trump, que disse, sexta-feira, que em breve decidiria sobre uma proposta de acordo para prolongar um alegado cessar-fogo acordado no início de abril. "Vamos manter o bloqueio".
"Acho que temos falado demais, para dizer a verdade. Acho que o silêncio seria muito bom, e isso poderia durar muito tempo", disse Trump.
Depois, egundo uma entrevista à CNBC, o presidente norte-americano disse não estar preocupado com o eventual fum das negociações com Teerão.
"Não me importo se elas terminaram, honestamente... Eu realmente não me importo. Não podia importar-me menos", disse Trump a Eamon Javers, numa entrevista por telefone.
"Não me importo se elas terminaram, honestamente... Eu realmente não me importo. Não podia importar-me menos", disse Trump a Eamon Javers, numa entrevista por telefone.
De acordo com notícias avançadas pela agência iraniana Tasnim, a equipa de negociação do Irão estará a retirar-se das trocas de mensagens com os EUA, realizadas através de mediadores, devido à ofensiva isarelita no sul do Líbano, que se agravou nos últimos dias. Teerão tinha já afirmado que não haveria mais negociações com os Estados Unidos até que fosse cumprida a exigência de fim dos ataques de Israel ao Líbano.
O Governo iraniano não comentou a notícia, embora o
ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Araghchi, tenha
publicado anteriormente no X que um “cessar-fogo entre o Irão e os EUA é
inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo no
Líbano”.
“Os EUA e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação”, acrescentou.
“Os EUA e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação”, acrescentou.
Ao noticiar a suspensão do diálogo com os EUA, a Tasnim especificou que a decisão foi tomada devido aos crimes que Israel "continua a cometer" no Líbano e às violações "em todas as frentes" do cessar-fogo assinado a 08 de abril.
A emissora estatal iraniana frisou, por seu lado, que a probabilidade do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos terminar é elevada se os ataques israelitas ao Líbano não cessarem.
A emissora estatal iraniana frisou, por seu lado, que a probabilidade do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos terminar é elevada se os ataques israelitas ao Líbano não cessarem.
A agência Tasnim tinha anteriormente noticiado que Teerão iria considerar o encerramento total do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial que transportava um quinto do fornecimento mundial de petróleo antes da guerra, e o bloqueio de outras vias navegáveis, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, com o objectivo de punir Israel e os seus aliados.
A IRGC, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, confirmou depois informações de que estava a considerar alargar as operações militares com "os seus aliados", devido à recente ofensiva israelita no Líbano, contra o Hezbollah, a guerrilha xiita libanesa apoiada por Teerão.