Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Estamos a atacá-los com muita força". EUA atacam Irão pela terceira noite consecutiva
O Comando militar dos EUA anunciou o lançamento de uma nova salva de ataques contra alvos iranianos.
(em atualização)
“Estamos a atacá-los com muita força”, disse Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca. “Vamos arrasar com todas as competências deles em relação a tudo ligado ao Estreito de Ormuz”, acrescentou.
Momentos antes, o Comando militar dos EUA tinha confirmado o lançamento de uma nova salva de ataques contra alvos iranianos.
"Às 16h45 (hora do leste dos EUA) de hoje, o Comando Central dos EUA iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão, sob ordens do Comandante-Chefe", escreveu o CENTCOM na sua conta oficial na rede X.
"Estes ataques continuarão a impor um elevado custo às forças iranianas e a degradar a sua capacidade de atacar civis inocentes e navios mercantes no Estreito de Ormuz", acrescentou.
Um responsável norte-americano disse à CNN que os EUA estavam a visar ativos militares iranianos, incluindo sistemas de vigilância costeira, drones e mísseis.
Fontes iranianas reportaram entretanto quatro explosões
ouvidas a sul, junto ao Estreito de Ormuz. A emissora estatal iraniana
citou igualmente o exército iraniano, que disse ter atacado com mísseis
de cruzeiro um navio norte-americano "hostil".
Foram reportadas explosões na ilha Kish ,no sul da ilha de Qeshm, nas cidades de Jam e Bandar Abbas.
Por sua vez, os Emirados Árabes Unidos afirmam que dois petroleiros foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos no Estreito de Ormuz, em águas territoriais de Omã, resultando na morte de um tripulante indiano. Outros oito tripulantes sofreram ferimentos, quatro deles graves.
Em comunicado, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos condenou os ataques como "uma grave violação do direito internacional" e afirmou que os Emirados mantêm "o seu pleno direito de responder e tomar as medidas necessárias para proteger a sua soberania e segurança".
Alvo nuclear
A ameaça de Trump surgiu horas depois dele anunciar o bloqueio do
Estreito de Ormuz e a imposição de uma taxa de 20 por cento aos navios
que tentem este rumo.
Durante uma entrevista ao programa de Hugh Hewitt, Trump admitiu ter conhecimento da localização de da restante liderança militar do Irão. Questionado se os Estados Unidos pretendem atacá-la, respondeu que "sim, quero, mas não queremos falar sobre isso. Mas estamos certamente a monitorizar".
"E não há absolutamente nada que possam fazer quanto a isso", disse o
presidente norte-americano sobre a liderança iraniana, antes de
acrescentar, "não têm nada a seu favor para além da língua afiada".
O líder norte-americano referiu ainda a possibilidade de destruir o complexo subterrâneo da montanha Kolang Gaz Lã, ou Pickaxe, em inglês.
Sem mencionar que alvo será bombardeado nas próximas horas, Trump admitiu a Hewitt que no seu radar está o complexo nuclear de Kolang Gaz Lã, ou Pickaxe Mountain, em inglês.
"Vocês destruíram três das suas instalações nucleares, mas eles têm uma quarta, talvez, em Pickaxe Mountain. Antes de fecharem outro acordo, vão insistir para que os inspetores da AIEA desçam até àquele túnel profundo, profundo, profundo...?", questionou o radialista.
"Com certeza", respondeu Trump. "Não a têm porque estamos de olho... estamos de olho em muita coisa — mas Pickaxe é um alvo potencial para um tiro certeiro mesmo na porta da frente." A inteligência ocidental suspeita que o complexo de Kolang Gaz Lā é uma instalação nuclear fortificada, escavada na cordilheira de Zagros, a cerca de dois quilómetros a sul da central nuclear de Natanz.
Este fim de semana, a imprensa norte-americana publicou informações sobre "novas e alarmantes imagens de satélite" que apontam indícios de que o Irão estará a tentar reconstruir instalações nucleares suspeitas.
A informação poderá ser suficientemente credível para levar as forças norte-americanas a tentar destruir o complexo o mais depresaa possível.
Um "teste"
Os sinais de que Teerão está a reconstruir as suas alegadas instalações nucleares em Pickaxe Mountain e Parchin são revelados por imagens de ambas as áreas, captadas por satélite de empresas privadas.
O complexo de Pixckaxe Moutain e Parchin sofreram danos extensos durante os bombardeamentos liderados pelos EUA e por Israel iniciado no final de fevereiro. Agora revelam indícios significativos de atividade.
O complexo de Pixckaxe Moutain e Parchin sofreram danos extensos durante os bombardeamentos liderados pelos EUA e por Israel iniciado no final de fevereiro. Agora revelam indícios significativos de atividade.
A confirmar-se, a reconstrução viola provavelmente o Memorando de Entendimento que os negociadores do Irão e dos EUA assinaram no mês passado, durante um cessar-fogo. O presidente norte-americano declarou este último "encerrado" esta semana, após ataques iranianos a navios mercantes no Estreito de Ormuz.
Na entrevista a Hewitt, esta segunda-feira, Trump desclassificou o seu badalado Memorando de Entendimento com Teerão, descrevendo-o como um "teste" que preferia ter evitado.
"É uma tática padrão nos EUA: primeiro chega-se a um memorando de entendimento e depois parte-se para o acordo. Eu disse: 'Vamos diretamente ao acordo'", afirmou no programa "The Hugh Hewitt Show".
E continuou: "Mas sabem que mais? Foi uma espécie de teste, e eles não cumpriram. Não honraram o teste".
Na entrevista a Hewitt, esta segunda-feira, Trump desclassificou o seu badalado Memorando de Entendimento com Teerão, descrevendo-o como um "teste" que preferia ter evitado.
"É uma tática padrão nos EUA: primeiro chega-se a um memorando de entendimento e depois parte-se para o acordo. Eu disse: 'Vamos diretamente ao acordo'", afirmou no programa "The Hugh Hewitt Show".
E continuou: "Mas sabem que mais? Foi uma espécie de teste, e eles não cumpriram. Não honraram o teste".
Apesar disto, Donald Trump continua a acreditar que um acordo com o Irão ainda é possível. Questionado pelos jornalistas na Casa Branca se acreditava que um acordo com Teerão era concebível, o presidente norte-americano respondeu: "Sim, acho que um acordo é possível. Claro que acho".
c/agências