Trump retira Estados Unidos de mais de 60 organizações internacionais

A Casa Branca não cedeu uma lista das organizações de que se desliga agora, mas adiantou que as organizações em causa promovem "políticas climáticas radicais, governação global e programas ideológicos que entram em conflito com a soberania e a força económica dos EUA".

RTP /
Kevin Lamarque - Reuters

O presidente Donald Trump assinou esta quarta-feira uma proclamação que retira os Estados Unidos de 35 organizações que não fazem parte das Nações Unidas e de 31 entidades da ONU que "operam em sentido contrário aos interesses nacionais dos EUA".

O anúncio foi feito pela Casa Branca em comunicado, mas não foi especificado quais são essas organizações. A Casa Branca adiantou, no entanto, que as organizações em causa promovem "políticas climáticas radicais, governação global e programas ideológicos que entram em conflito com a soberania e a força económica dos EUA".

O Washington Post avança que esta lista inclui a agência da ONU para a população e o tratado das Nações Unidas que estabelece as negociações climáticas internacionais.

“A administração Trump constatou que estas instituições são redundantes no seu âmbito, mal geridas, desnecessárias, dispendiosas, capturadas pelos interesses de atores que promovem as suas próprias agendas contrárias às nossas, ou uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral da nossa nação”
, afirmou o Departamento de Estado em comunicado.

"Estes cortes acabarão com o financiamento e o envolvimento dos contribuintes americanos em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz, de modo a que o dinheiro dos contribuintes americanos seja melhor alocado de outras formas para apoiar as missões relevantes", argumentou a Casa Branca.

Esta é a mais recente retirada dos EUA de agências globais e acontece numa altura em que Donald Trump lançou esforços militares ou emitiu ameaças que abalaram aliados e adversários, incluindo a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a indicação de uma intenção de adquirir a Gronelândia.

Desde o início do seu segundo mandato, há um ano, Trump tem procurado cortar drasticamente o financiamento dos EUA à ONU. A sua administração suspendeu o envolvimento dos EUA com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, alargou a suspensão do financiamento à Agência da ONU para Refugiados da Palestina (UNRWA) e deixou a UNESCO, a agência cultural da ONU. Trump anunciou também planos para deixar a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Acordo de Paris sobre o clima.

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