PS questiona Governo sobre aeronaves MQ-9 Reaper dos EUA na Base das Lajes
O PS questionou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a utilizada da Base das Lajes por aeronaves MQ-9 Reaper dos Estados Unidos, nomeadamente se Portugal tem conhecimento das missões em que estarão envolvidas.
Numa pergunta dirigida a Paulo Rangel entregue no parlamento, deputados do PS referiram uma notícia avançada pela emissora SIC, de acordo com a qual o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) terá autorizado a passagem e utilização da Base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, por aeronaves militares não tripuladas MQ-9 Reaper, conhecidas como "drones assassinos".
"Trata-se da primeira vez que este tipo de sistema de armas é destacado para território nacional, o que suscita um conjunto de questões no quadro de um contexto internacional que é particularmente sensível, marcado por uma guerra em curso no Médio Oriente que envolve os EUA, Israel e o Irão", afirmaram.
Para o PS, o Governo deve "prestar a informação necessária para garantir que a utilização das infraestruturas militares portuguesas pelos EUA respeita o Direito internacional".
Os socialistas lembraram que, segundo Rangel, Portugal só daria "autorização condicional" ao uso da base nos Açores pelos EUA para ações "de retaliação", que obedecessem aos princípios "da necessidade e da proporcionalidade" e apenas visando alvos de natureza militar.
O PS questionou o ministro quais foram as "condições concretas estabelecidas" pelo Governo e quais os fundamentos para autorizar a utilização da base e se as condições definidas pelo Governo "serão cumpridas".
Os socialistas também querem saber se o executivo tem garantias de que estas aeronaves "não serão utilizadas, direta ou indiretamente, em operações contrárias ao Direito internacional" e qual "é o grau de conhecimento e de acompanhamento por parte das autoridades portuguesas relativamente às missões específicas a que estas aeronaves estarão associadas"?
"Que consequências terá a não observância das condições impostas pelo Governo português?", questionaram ainda.
Numa audição na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, o chefe da diplomacia portuguesa reiterou que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpre os critérios do Direito internacional e que Portugal não está envolvido nesta operação contra o Irão.
"O que fizemos foi justamente impor os critérios do Direito internacional", afirmou Paulo Rangel, durante uma audição na comissão de Assuntos Europeus, questionado pelo PS sobre o uso da Base das Lajes, nos Açores, pelos EUA.
Essa utilização, referiu, só pode ser feita "em resposta a um ataque sofrido, [que seja uma ação] necessária e proporcional e não vise alvos civis".
"Se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, estamos tranquilos. Até agora foi isso que aconteceu", comentou.
"Cumpridas certas regras, certas operações são admitidas, não cumpridas, não são admitidas. Não andamos a falar de segurança nacional na praça pública nem `voyeurismo` sobre bases", insistiu.
Irão diz que acolheria a Rússia como mediadora no conflito
O enviado do Irão para Moscovo, Kazem Jalai, disse, citado pela agência estatal russa TASS, que o Irão acolheria Moscovo como mediador para ajudar a resolver o conflito com os EUA e Israel.
Irão rejeita declarações de Trump sobre pedido de cessar-fogo como "falsas e sem fundamento"
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão disse que as afirmações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o pedido de cessar-fogo por parte do Irão são falsas e infundadas, informou a televisão estatal iraniana esta quarta-feira.
Número oficial de mortos no Líbano sobe para 1300
Os ataques israelitas no Líbano mataram 1.318 pessoas desde o início da guerra entre o Hezbollah, pró-Irão, e Israel, a 2 de março, informou esta quarta-feira o Ministério da Saúde.
Guerra "agrava e limita" direitos dos migrantes no Golfo Pérsico
Num relatório, a organização afirma que os trabalhadores migrantes são os mais vulneráveis às hostilidades e os que mais sofrem com o aumento dos custos, embora sejam quem mais “desempenha tarefas essenciais para o funcionamento contínuo das economias e serviços do Golfo Pérsico”.
Por isso, a HRW exige que os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã - “adotem medidas de emergência para mitigar e, quando necessário, compensar a perda de rendimentos” destes trabalhadores.
Segundo a organização, é essencial que estes Estados adotem “medidas estruturais” para garantir que todos os trabalhadores “recebem um salário digno, têm os seus contratos respeitados e acesso a benefícios da segurança social”.
A guerra “expôs deficiências nos direitos laborais e outros, incluindo os possibilitados pelo sistema ‘kafala’”, um modelo de patrocínio utilizado no Golfo Pérsico para vigiar trabalhadores migrantes, principalmente da construção e setor doméstico, afirmou o vice-diretor da HRW para o Médio Oriente e Norte de África, Michael Page.
Paulo Rangel insiste no respeito pelo Direito internacional no uso da Base das Lajes pelos EUA
“O que fizemos foi justamente impor os critérios do Direito internacional”, afirmou hoje Paulo Rangel, durante uma audição na comissão de Assuntos Europeus, questionado pelo PS sobre o uso da Base das Lajes, nos Açores, pelos EUA.
Essa utilização, referiu, só pode ser feita “em resposta a um ataque sofrido, necessário e proporcional e não vise alvos civis”.
“Se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, estamos tranquilos. Até agora foi isso que aconteceu”, comentou.
“Cumpridas certas regras, certas operações são admitidas, não cumpridas, não são admitidas. Não andamos a falar de segurança nacional na praça pública nem ‘voyeurismo’ sobre bases”, insistiu.
Discurso de Trump. Israelitas entre a expectativa e a certeza
Da parte de Telavive, parece estar afastada qualquer paragem nos ataques ao Irão e ao Hezbollah, no Líbano.
"Um desastre para todos". Embaixador iraniano em Lisboa aponta dedo a Netanyahu
Diga Trump o que disser, Telavive não sai da guerra. Segundo o embaixador do Irão em Lisboa, a guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos "é um desastre para todos". E responsabiliza o primeiro-ministro israelita.
Irão volta a atacar Israel. Há dezenas de feridos perto de Telavive
Crescem os ataques do Irão contra Israel, tendo sido atingidas várias zonas residenciais de Telavive. A resposta do exército israelita foi com ataques de larga escala contra a capital, Teerão.
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
Já depois desta ofensiva, as Forças Armadas israelitas detetaram novos lançamentos de mísseis em direção ao norte e ao sul de Israel. Em resposta, o exército israelita lançou uma vaga de ataques de larga escala contra a capital do Irão. Há também zonas residenciais atingidas.
Rubio liga a Rangel. EUA agredeceram cooperação económica e de defesa
O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio falou ao telefone com o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e agradeceu a disponibilidade e a cooperação económica.
A chamada foi confirmada, esta quarta-feira, por Paulo Rangel.
Estreito de Ormuz não será aberto pelas "demonstrações ridículas do presidente dos EUA"
Pouco antes, Trump revelou que o presidente iraniano tinha pedido um cessar-fogo, acrescentando que o consideraria “quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido”.
Trump afirma que Irão solicitou cessar-fogo
"O presidente do novo regime iraniano (...) acaba de solicitar um CESSAR-FOGO aos Estados Unidos da América. Consideraremos o pedido quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, bombardearemos o Irão até à sua aniquilação", escreveu o presidente norte-americano.
Rússia confirma diálogo com CIA sobre guerra no Médio Oriente
A Rússia confirmou hoje que os serviços de informações russos abriram um diálogo com a CIA sobre a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
"Sim, mantemos contactos com eles", afirmou o diretor do SVR, o Serviço de Inteligência Estrangeiro da Federação Russa, Serguei Naryshkin, referindo-se à Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.
Naryshkin disse que Moscovo também mantém consultas com autoridades de outros países em relação ao que considera "a crise mais grave do Médio Oriente", noticiou a agência russa TASS, citada pela espanhola Europa Press (EP).
As autoridades russas negaram na semana passada que estavam a passar informações de inteligência ao Irão no âmbito da guerra iniciada em 28 de fevereiro, que levou Teerão a atacar objetivos norte-americanos e israelitas no Golfo Pérsico.
Moscovo disse manter relações "muito estreitas" com as autoridades iranianas, especialmente em matéria de armamento, mas negou estar a entregar dados de inteligência.
O porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dimitri Peskov, assegurou que as informações sobre o envio de dados de inteligência eram falsas.
Meios de comunicação social norte-americanos noticiaram que a Rússia teria oferecido aos Estados Unidos deixar de partilhar informações com o Irão em troca de uma medida semelhante em relação à Ucrânia.
Ouvidas várias explosões em Damasco
ONU denuncia escalada da repressão estatal no Médio Oriente
"Estamos a assistir a uma grave securitização do espaço cívico em toda a região, com os governos a imporem severas restrições aos cidadãos que exercem os seus direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica", afirmou Türk em comunicado.
Deplorou ainda as "tentativas de restringir a liberdade de imprensa" em Israel e nos Estados Unidos, "como as restrições impostas pelas autoridades de censura militar israelitas e as ameaças da Comissão Federal de Comunicações dos EUA de revogar as licenças de transmissão para reportagens consideradas críticas ao conflito".
Autoridades iranianas negam que estejam em negociações com Estados Unidos
"Estou a receber mensagens diretamente de [enviado especial dos Estados Unidos, Steve) Witkoff, como antes", e "através dos nossos amigos da região e, quando necessário, respondemos a essas mensagens", disse Araghchi.
"Isso não significa que estejamos em negociações", acrescentou o ministro iraniano.
Segundo as autoridades paquistanesas, um plano norte-americano de 15 pontos foi entregue ao Irão em 24 de março, embora o seu conteúdo exato não tenha sido divulgado.
Posteriormente, a agência de notícias iraniana Tasnim afirmou que Teerão respondeu estabelecendo cinco condições para terminar a guerra iniciada por israelitas e norte-americanos.
De acordo com Abbas Araghchi, estas são "meras suposições" de um veículo de comunicação e Teerão "não ofereceu nada em troca".
NATO não foi concebida para realizar operações no Estreito de Ormuz
"Permitam-me recordar o que é a NATO. É uma aliança militar preocupada com a segurança da região euro-atlântica. Não foi concebida para realizar operações no Estreito de Ormuz, o que constituiria uma violação do direito internacional", acrescentou na conferência Guerra e Paz em Paris.
Israel avança que matou figura central do Hezbollah
Num comunicado nas redes sociais, as IDF disseram que Yusuf Ismail Hashem foi morto, na terça-feira, num ataque em Beirute. Descreveram Hashem como um "comandante sénior com mais de 40 anos de experiência" e que era "uma figura central no Hezbollah".
Presidente sul-coreano ordena revisão para avaliar transporte de petróleo bruto do Médio Oriente pelo Mar Vermelho
Líder supremo do Irão elogia o Hezbollah
Num comunicado divulgado pelos meios de comunicação iranianos, elogiou o Hezbollah pela sua “perseverança, firmeza e paciência” contra “os inimigos mais implacáveis do mundo islâmico”, e prometeu que o Irão continuará a apoiar os grupos que lutam contra as forças americanas e israelitas no Médio Oriente.
Khamenei não é visto em público desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, e só emitiu declarações por escrito desde que assumiu o cargo de líder supremo do Irão.
Interrupções no fornecimento de petróleo do Médio Oriente deverão aumentar e afetar a Europa
"A perda de petróleo em abril será o dobro da perda de março, além da perda de GNL... O maior problema hoje é a falta de combustível de aviação e de gasóleo. Estamos a vê-lo na Ásia, mas em breve, creio, em abril ou maio, chegará à Europa", disse Birol num podcast com Nicolai Tangen, responsável do fundo soberano da Noruega.
Fatih Birol revelou ainda que 12 milhões de barris por dia de fornecimento de petróleo foram perdidos devido ao conflito, e que o maior problema será a falta de combustível para a aviação.
Para tentar aliviar a situação, a AIE está a considerar libertar mais reservas estratégicas e que, caso haja necessidade de petróleo bruto ou derivados, poderão intervir.
Fatih Birol afirmou ainda que esta crise energética é pior do que a crise do petróleo da década de 1970 e a perda do gás russo em 2022.
Londres vai acolher uma reunião para garantir a segurança do Estreito de Ormuz
"O Reino Unido reuniu 35 nações em torno da nossa declaração de intenções para lutarmos juntos pela segurança marítima no Golfo.
No final desta semana, a secretária dos Negócios Estrangeiros (Yvette Cooper) vai acolher uma reunião com estes países pela primeira vez", disse o líder trabalhista numa conferência de imprensa em Downing Street.
Durante esta reunião, "avaliaremos todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis que possamos tomar para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e marinheiros retidos e retomar o fluxo de mercadorias vitais", acrescentou Keir Starmer.
Especificou que também terão lugar discussões ao nível dos "planeadores militares" destes países "para examinar como podemos mobilizar as nossas capacidades e tornar o estreito acessível e seguro assim que os combates terminarem".
Primeiro-ministro australiano alerta para dificuldades e pede controlo do consumo de gasolina
“Os próximos meses podem não ser fáceis. Quero ser franco sobre isso. Nenhum Governo pode prometer eliminar as pressões que esta guerra está a causar”, disse Albanese numa rara intervenção divulgada por vários canais de televisão.
“O que posso prometer é que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para proteger a Austrália do pior”, acrescentou.
Perante o aumento histórico dos preços da gasolina causado pela guerra no Irão, o chefe do Governo pediu aos australianos que deem prioridade aos transportes públicos para poupar combustível para as zonas rurais e serviços essenciais.
“A Austrália não é um participante direto nesta guerra, mas todos os australianos estão a pagar preços mais elevados por causa dela”, recordou, adiantando que “os agricultores e os camionistas, as pequenas empresas e as famílias estão a passar por um momento difícil” num choque económico que ainda será sentido por vários meses.
Albanese tentou, no entanto, tranquilizar os automobilistas, afirmando que o fornecimento de combustível continua na Austrália e que a escassez de gasolina nas cidades rurais se deve a compras por pânico e a estrangulamentos na distribuição.
Esta semana, a Austrália anunciou um alívio fiscal temporário para as pequenas empresas e reduziu o imposto sobre os combustíveis para metade para aliviar a carga dos automobilistas que enfrentam preços exorbitantes de gasolina, mas recusou-se a impor um racionamento de combustível.
Starmer promete que o Reino Unido não será arrastado para a guerra contra o Irão
“Não seremos”, prometeu o primeiro-ministro britânico.
Ataques dos EUA e Israel atingem antiga embaixada norte-americana em Teerão
“Os regimes dos Estados Unidos e de Israel bombardearam a antiga embaixada norte-americana em Teerão”, divulgou a agência de notícias Mehr.
A agência de notícias partilhou um vídeo da rua Taleqani, onde se localizava a antiga missão diplomática, mostrando danos evidentes, mas não mostrou o edifício da antiga embaixada em si e a extensão do ataque é desconhecida.
A embaixada dos Estados Unidos foi tomada por estudantes em 4 de novembro de 1979, quando foram feitos reféns 52 funcionários norte-americanos durante 444 dias para exigir a extradição do Xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto pela revolução liderada pelo ‘ayatollah’ Ruhollah Khomeini.
Mais tarde, o local foi transformado num museu e apelidado de "ninho de espiões", com foco na hostilidade entre os dois países.
"Não é sustentável". Ásia aumenta uso de carvão em resposta à crise energética
Do Bangladesh à Coreia do Sul, os governos asiáticos estão a usar o carvão para compensar a queda na importação de energia, grande parte da qual provém do Médio Oriente. Os especialistas alertam que esta estratégia "não é sustentável".
A Coreia do Sul, por exemplo, adiou o encerramento das centrais a carvão e levantou os limites à produção de eletricidade a partir deste combustível. Na Tailândia, o Governo aumentou a produção na maior central a carvão do país.
Também as Filipinas, que declararam uma “emergência energética nacional” devido à guerra, planeiam intensificar as operações das suas centrais a carvão.
No sul da Ásia, a Índia, que depende do carvão para quase 75 por cento da sua produção de energia, pediu às centrais a carvão que funcionassem na capacidade máxima e evitassem interrupções planeadas.
O Bangladesh aumentou já no mês passado a produção de energia a carvão e as importações deste combustível fóssil.Carvão é “a forma mais rápida” de substituir GNL
Muitos países asiáticos dependem do gás natural liquefeito (GNL) para a produção de eletricidade e para indústrias como a de fabrico de fertilizantes. Antes da guerra, estava previsto que a procura de GNL na Ásia duplicasse nos próximos 25 anos.
Promovido como um combustível de transição na passagem do carvão para energias mais limpas, um quinto dos carregamentos mundiais de GNL passava pelo Estreito de Ormuz, agora encerrado.
“O mercado global passou, no espaço de quatro semanas, de um excedente de oferta bastante significativo para um défice muito grave. E isso não vai apenas provocar picos de preços, mas também uma verdadeira escassez de combustível”, disse ao Guardian o diretor-geral de energia e recursos do Eurasia Group, Henning Gloystein.
“Os países que possuem reservas de carvão vão recorrer às mesmas, porque é a forma mais rápida e económica de substituir o GNL”, acrescentou.Especialistas climáticos lançam alertas
Para os especialistas em assuntos climáticos, a atual crise energética deve servir de alerta para que os governos invistam em energias renováveis, capazes de oferecer um abastecimento mais estável e não sujeito a choques de preços.
“O impacto do carvão no clima e na saúde é devastador e desastroso e isto está provado há muitas décadas. Não só agrava os riscos climáticos, como também a poluição e a toxicidade”, lembrou ao Guardian Pauline Heinrichs, especialista em clima e energia do King’s College London.
As energias renováveis não devem ser vistas “apenas como uma prioridade climática, mas, em última análise, como uma garantia de segurança energética de forma mais ampla na Ásia”.
“Não é sustentável depender do carvão”, acrescentou Dinita Setyawati, analista de energia para a Ásia no centro de reflexão Ember. “As energias renováveis produzidas localmente são definitivamente o caminho a seguir para melhorar a segurança energética e a resiliência”.
Por toda a Ásia, os países estão à procura de formas de reduzir o consumo de energia, com as Filipinas e o Sri Lanka a introduzirem semanas de quatro dias para muitos funcionários públicos e o Vietname a incentivar as pessoas a trabalharem a partir de casa.
O Bangladesh encerrou as suas universidades mais cedo, antecipando as férias, e introduziu mais cortes de energia planeados, enquanto o Paquistão passou as escolas para o ensino à distância.
c/ agências
Bahrein afirma ter abatido 186 mísseis e 419 drones
Em comunicado, os militares pediram à população que se mantivesse afastada de locais danificados e de "objetos suspeitos" e que evitasse fotografar locais com destroços.
Ataques israelitas e americanos contra siderurgias no Irão
"Segundo os relatos iniciais, ocorreram ataques maciços, causando danos significativos e destruindo unidades de produção" no complexo siderúrgico de Mobarakeh, um dos maiores do país, localizado na província de Isfahan (centro do Irão), informou a Fars, citando um comunicado da empresa.
Outra empresa siderúrgica, a Sefid Dasht, uma subsidiária da Mobarakeh na província de Chaharmahal-Bakhtiari (sudoeste), também foi alvo de ataques e sofreu "danos significativos", segundo a mesma fonte.
Ataque atinge campo petrolífero na região curda do Iraque
O incidente ocorre após um ataque anterior a um depósito de petróleo em Erbil, capital da região curda, segundo a Agência Nacional de Notícias Iraquiana.
Preço do gás natural desce mais de 5% e situa-se nos 48 euros
O preço do gás natural para entrega dentro de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, registou hoje uma queda superior a 5%, situando-se nos 48 euros.
No início da sessão, o contrato a prazo do TTF holandês, a referência do gás natural europeu, desceu 5,67%, para 47,99 euros por megawatt-hora.
O preço do gás natural TTF registou uma subida anual de 70,66%.
A queda do preço do gás ocorreu perante o anúncio de que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará hoje um discurso sobre a guerra no Irão.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na sua conta da rede social X que Trump fará um discurso à nação para comunicar uma "novidade importante" sobre a guerra no Irão às 21:00 (hora local; 02:00 em Lisboa).
Além da queda do preço do gás, também o petróleo Brent, referência na Europa, chegou a cair cerca de 5%, com o barril a situar-se nos 100 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registou uma queda de 3,95% e o barril cotava-se a 97,38 dólares, antes da abertura oficial de Wall Street.
Nos últimos dois dias, o preço do gás natural situou-se em 54,68 euros por megawatt-hora.
Bolsas europeias sobem mais de 2% pendentes do discurso de Trump sobre a guerra
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte alta, a avançar mais de 2%, pendentes do discurso do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, sobre uma "importante atualização" da guerra no Irão.
Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 2,44%, para 597,37 pontos.
As bolsas de Paris e Frankfurt avançavam 2,13% e 2,13%, enquanto as de Madrid e Milão valorizavam 2,79% e 2,81%, respetivamente.
Londres era a exceção, já que subia 1,80%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,91%, para 9.214,88 pontos.
O euro também subia, 0,30%, para 1,1588 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1553 dólares na terça-feira.
O anúncio feito pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, de que Trump fará uma declaração sobre a guerra no Irão hoje "às 21:00 (01:00 GMT de quinta-feira)" -- 02:00 em Lisboa -, levou a uma queda acentuada no preço do petróleo.
A mensagem de Trump chegará na madrugada europeia depois de na terça-feira ter assegurado que os seus objetivos no Irão estão cumpridos e que num prazo de duas a três semanas, em meados de abril, espera uma retirada do país.
Trump sublinhou que depois da sua próxima retirada do Médio Oriente deixará a segurança do estreito de Ormuz nas mãos de outros países interessados no trânsito de petróleo na região e mencionou diretamente a França e a China.
O mandatário norte-americano pediu aos países que se negaram a juntar-se à sua ofensiva militar contra o Irão para agir com "coragem" e para que "tomem" o estreito de Ormuz, e apontou que quando "o mais complicado já estiver feito, que vão atrás do seu petróleo".
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, baixava 4,44%, para 99,35 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, recuava 3,94%, para 97,39 dólares.
O gás natural para entrega em maio no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, cedia 5,26%, para 48,04 euros por megawatt-hora (MWh).
Os metais preciosos estavam mistos, o ouro avançava 1,11%, para 4.719,84 dólares a onça, e a prata recuava 0,32%, para 74,93 dólares a onça.
Os futuros dos índices norte-americanos apontam para ganhos de 0,64% para o Dow Jones e de 1% para o Nasdaq, depois de os mesmos terem terminado na terça-feira a avançar 2,49% e 3,83%, respetivamente.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha desciam, para 2,937%, contra 3,002% na terça-feira.
Quanto às criptomoedas, a `bitcoin` avançava 0,84% para 68.736 dólares.
Irão deteve 65 pessoas por "colaboração com o inimigo"
O Irão deteve dezenas de pessoas nos últimos tempos, acusando-as de fornecerem informações aos EUA ou a Israel, ou de comprometerem a segurança nacional de alguma outra forma.
Ações do Irão no Estreito de Ormuz são "extorsão económica global"
À medida que os impactos do encerramento efetivo do Estreito se deslocam para oeste e os preços dos alimentos e dos combustíveis sobem em toda a Europa, “o mundo deve agir em conjunto para proteger o livre fluxo de energia”, afirmou.
Sultan al-Jaber apelou ainda a uma ação global para proteger o livre fluxo de energia e instou a que a Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU seja cumprida para garantir a livre navegação no estreito.
Apoios para mitigar aumento do preço dos combustíveis começam a ser pagos
O pacote de medidas, aprovado na semana passada em Conselho de Ministros, ronda os 150 milhões de euros.
Entre as medidas estão apoios para o gasóleo profissional utilizado pelos transportes de mercadorias, assim como um apoio extraordinário aos setores agrícola, florestal, das pescas e aquicultura.
O primeiro-ministro explicou na semana passada que "em causa está um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional" que consiste num apoio de mais dez cêntimos por litro e que acresce ao que já tinha sido anunciado pelo Governo, até ao limite de 15.000 litros. Jornal da Tarde | 1 de abril de 2026
Começam também a ser pagos os apoios extraordinários para as associações humanitárias de bombeiros, empresas de táxis e um pagamento único às Instituições Particulares de Solidariedade Social.
No Conselho de Ministros da passada sexta-feira, Luís Montenegro adiantou que os apoios rondam os 150 milhões de euros.
"O foco do Governo é claro: atenuar os impactos na vida dos portugueses e manter a capacidade financeira do Estado para poder intervir e ajustar eventuais medidas consoante a evolução da situação", afirmou então o primeiro-ministro.
Em relação ao IVA, Montenegro afirmou que "não está em cima da mesa nenhuma intervenção ao nível do IVA", nem nos combustíveis, nem no cabaz alimentar.
No entanto, o primeiro-ministro não excluiu tomar medidas adicionais de apoio às famílias, de forma gradual, se o conflito no Médio Oriente perdurar.
"Nós estamos a acompanhar a evolução da situação. E, se se justificar tomar medidas adicionais, fá-lo-emos de forma gradual, à medida que a situação também vá evoluindo", assegurou.
Combustíveis "incomportáveis". Clientes do transporte rodoviário de mercadorias já sentem impactos
A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias aponta que os combustíveis estão a ficar com preços incomportáveis. Sem novos apoios, o porta-voz da ANTRAM avisa que os custos são refletidos nos clientes e pede apoios à tesouraria.
Com o apoio fixado nos dez cêntimos, André Matias de Almeida afirma que nem esse valor está a ser praticado. "Estes 10 cêntimos significam na prática dois cêntimos e meio", um valor que considera "insuficiente" e que diz ser penalizado pelo desconto feito no ISP. O porta-voz da associação apela a que o Governo lance novos apoios.
Israel afirma ter "eliminado" oficial da Força Quds no Irão
Segundo as forças israelitas, Mahdi Vafa'i foi morto na cidade de Mahallat, na região central do país.
Israel alega ainda que Vafa'i liderou "projetos clandestinos" no Líbano e na Síria durante duas décadas como parte da Força Quds, incluindo a criação de infraestruturas para o Hezbollah e a gestão de depósitos de armas.
Catar interceta dois de três mísseis lançados pelo Irão
As Forças Armadas do Catar intercetaram dois mísseis, enquanto o terceiro atingiu um petroleiro fretado pela QatarEnergy.
“Foram tomados os procedimentos e houve coordenação com as autoridades competentes para evacuar o petroleiro, que tem uma tripulação de 21 pessoas, sem vítimas”, disse o ministério numa publicação no X.
O navio foi atingido a cerca de 17 milhas náuticas (31 quilómetros) a norte do polo industrial de Ras Laffan, no Catar.
Greenpeace acusa petrolíferas de obterem "lucros de guerra"
Em março, estes alegados "lucros excessivos" ascenderam a aproximadamente 2,5 mil milhões de euros.
Para chegar a este valor, o estudo da Greenpeace analisou a diferença entre o preço do crude e o preço da gasolina nos postos de abastecimento, entre janeiro e fevereiro de 2026, por um lado, e as primeiras três semanas de março, por outro. Segundo estes cálculos, esta margem aumentou.
"O relatório mostra que o aumento dos preços nos postos de combustível é significativamente maior do que o aumento dos preços do crude", resumiu a Greenpeace no seu comunicado de imprensa desta quarta-feira.
O aumento das margens de lucro é significativamente maior para o gasóleo do que para a gasolina: "Em comparação com os meses anteriores à guerra, as empresas petrolíferas geraram um lucro excedente diário de 75,3 milhões de euros com a venda de gasóleo para automóveis e camiões. As vendas de gasolina contribuíram com 6,1 milhões de euros por dia", refere o documento.
Entre os países onde as margens aumentaram mais, destacam-se os Países Baixos, a Suécia, a Dinamarca, a Áustria e a Alemanha.
Brent abaixo dos 100 dólares por barril após Trump prometer "deixar" o Irão
Por volta das 7h15 GMT, o preço do petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, estava a cair 4,54%, para 99,25 dólares por barril, depois de ter recuado mais de 5%.
Ataque de drones iranianos provoca incêndio no aeroporto do Kuwait
"O Aeroporto Internacional do Kuwait foi alvo de ataques flagrantes com drones, lançados pelo Irão e pelas fações armadas que apoia", disse o porta-voz da Autoridade de Aviação Civil, Abdullah Al-Rajhi.
"Os tanques de armazenamento de combustível... foram alvejados, provocando um grande incêndio no local", acrescentou Al-Rajhi, citado pela agência de notícias estatal Kuna.
Não há registo de vítimas, acrescentou a agência.
Mísseis iranianos provocam 14 feridos em Israel
As equipas de emergência estão "a prestar cuidados médicos e a evacuar 14 feridos para hospitais, incluindo uma menina de 11 anos em estado grave com ferimentos causados por estilhaços nos membros, uma mulher de 36 anos e um rapaz de 13 anos (...) com ferimentos causados por estilhaços, e outras 11 pessoas com ferimentos ligeiros", disse a Magen David Adom (MDA), equivalente israelita da Cruz Vermelha, em comunicado.
Houthis do Iémen reivindicam terceiro ataque com mísseis contra Israel
"A operação foi conduzida em conjunto com os nossos irmãos" no Irão e no Hezbollah libanês, e "alcançou os seus objetivos", acrescentaram.
China e Paquistão reforçam coordenação e apelam a cessar-fogo
A China anunciou que vai reforçar a "coordenação estratégica" com o Paquistão sobre a crise no Irão, defendendo diálogo e um cessar-fogo, durante uma visita do chefe da diplomacia paquistanesa a Pequim.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reuniu-se com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar, na terça-feira, para discutir formas de reduzir as tensões regionais e lançar uma iniciativa conjunta de cinco pontos destinada a restaurar a estabilidade no Golfo Pérsico e no Médio Oriente.
O plano inclui um apelo a um cessar-fogo imediato, à suspensão de ataques contra civis e infraestruturas críticas -- como instalações energéticas e de dessalinização -- e à reabertura do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global de energia.
A via marítima tem sido afetada por um bloqueio de facto por parte de Teerão, em resposta a ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel iniciados a 28 de fevereiro, que perturbaram cadeias de abastecimento e os mercados petrolíferos.
Segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi sublinhou que um cessar-fogo é essencial para evitar a propagação do conflito, reduzir vítimas e garantir a segurança das cadeias globais de energia.
"A China está disposta a trabalhar com o Paquistão para ultrapassar dificuldades, eliminar interferências, travar o conflito o mais rapidamente possível e abrir uma janela para negociações de paz", afirmou.
Ishaq Dar agradeceu o apoio chinês aos esforços de mediação de Islamabade, salientando que o conflito está a afetar de forma particular os países em desenvolvimento.
"Alcançar a paz é uma causa justa e uma prioridade urgente", declarou, reafirmando a disponibilidade do Paquistão para aprofundar a cooperação com Pequim e promover o diálogo entre as partes.
A visita de Dar, a segunda à China em três meses, ocorre após contactos diplomáticos com países como Arábia Saudita, Turquia e Egito, e num momento em que Islamabade se posiciona como mediador entre Washington e Teerão.
A porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning afirmou que Pequim e Islamabade vão "reforçar a comunicação e coordenação estratégicas" e "promover o diálogo, pôr fim ao conflito e salvaguardar a estabilidade regional".
Analistas citados pela imprensa chinesa consideram que a cooperação bilateral vai além da crise iraniana, abrangendo também projetos económicos e questões regionais mais amplas, incluindo o corredor económico China -- Paquistão.
Ainda assim, especialistas sublinham que o apoio de Pequim deverá ser sobretudo político e diplomático, afastando a hipótese de garantias de segurança formais ao Irão, em linha com a política chinesa de não-alinhamento.
Contra "via de sentido único", Administração Trump propõe-se "reavaliar" Aliança Atlântica
- O presidente norte-americano colocou sobre a mesa, na terça-feira, um cenário em que as forças dos Estados Unidos encerrariam “muito em breve” as operações contra o Irão, acenando com um horizonte de duas a três semanas. Donald Trump afirmou ainda que a responsabilidade de manter o Estreito de Ormuz aberto caberá aos países que dele dependem: “Isso não é para nós”;
- Por sua vez, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou, em declarações à cadeia televisiva Fox News, que os Estados Unidos terão de “reavaliar” a relação com a NATO, uma vez terminado o conflito com Teerão. “Acho que, infelizmente, teremos que reavaliar se essa aliança, que serviu bem ao país por um tempo, ainda está a cumprir o propósito. Se chegarmos a um ponto em que a aliança com a NATO significa que não podemos usar [as bases militares na Europa], então a NATO é uma via de sentido único”, apontou;
- O secretário de Estado norte-americano e o ministro português dos Negócios Estrangeiros falaram ao telefone na terça-feira. Marco Rubio agradeceu a Portugal pela "estreita cooperação" a nível económico e na defesa;
- Dois terços dos norte-americanos acreditam que o país deve esforçar-se por pôr ter a breve trecho ao envolvimento na guerra, mesmo que tal signifique falhar objetivos. É o que indica uma sondagem da Reuters/Ipsos;
- Milhares de operacionais dos Estados Unidos estão a caminho do Médio Oriente. Na terça-feira, foi mobilizado o porta-aviões USS George H.W. Bush, que deverá à região com três contratorpedeiros. O grupo de ataque do porta-aviões integra mais de seis mil efetivos;
- As Forças de Defesa de Israel adiantaram já esta manhã ter identificado o lançamento de um míssil, a partir do Iémen, em direção ao Estado hebraico;
- Zonas do norte, do leste e do centro de Teerão estavam esta manhã debaixo de bombardeamentos, com vários relatos de explosões;
- Um ataque com recurso a um drone provocou um incêndio no aeroporto internacional do Kuwait, de acordo com a agência de notícias estatal do país, que adiantou não haver registo de vítimas. Nas últimas horas, a Arábia Saudita abateu dois drones;
- No Bahrein, estava em curso o combate a um incêndio num estabelecimento comercial, após um bombardeamento iraniano. Um petroleiro foi também atacado na costa do Catar, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido;
- Uma nova vaga de ataques israelitas no sul de Beirute, a capital do Líbano, fez pelo menos sete mortos, indicou o Ministério libanês da Saúde;
- De acordo com o Wall Street Journal, os Emirados Árabes Unidos estarão a preparar-se para tentar abrir o Estreito de Ormuz à força, pressionando pela aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que avalize tal ação;
- Em Portugal, os apoios do Estado aos setores mais afetados pela escalada dos preços dos combustíveis começam esta quarta-feira a ser pagos. Esta ajuda incide sobre o gasóleo profissional usado pelas transportadoras de mercadorias e passageiros e o gasóleo agrícola;
- Começam também a ser pagos os apoios extraordinários para as associações de bombeiros, taxistas e instituições particulares de Solidariedade social. As medidas variam entre descontos por litro de combustível e pagamentos únicos. Vigoram até 30 de junho;
- O embaixador iraniano em Lisboa considera, em entrevista à agência Lusa, que a guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos "é um desastre para todos" e responsabiliza o primeiro-ministro israelita por procurar inimigos para o presidente norte-americano. O diplomata afiança também que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está vivo e que a confusão em redor desta questão "não tem razão de ser".
Donald Trump garante que EUA partirão "muito em breve" mesmo sem acordo
O presidente Donald Trump afirmou, durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, que as tropas norte-americanas destacadas para o Médio Oriente no âmbito da guerra contra o Irão, partirão "muito em breve", mesmo que não haja acordo com Teerão.
"Isso não é para nós. Será para França. Será para quem estiver a usar o Estreito", adiantou.
Um acordo é "irrelevante" para o momento em que os EUA vão deixar o Irão, disse.
O presidente norte-americano esclareceu que os EUA vão abandonar o Irão quando tiverem a certeza de que o regime não poderá construir uma arma nuclear a longo prazo.
"Não podem ter uma arma nuclear", repetiu, depois de afirmar que esse objetivo já foi cumprido e que já neste momento, o país foi incapacitado de desenvolver uma arma atómica "durante anos".
Reiterou que também que os iranianos já não têm marinha nem forças armadas.
"Estão a perder. Admitem que estão a perder. Estão a implorar por um acordo", garantiu, depois de sustentar que este é indiferente para o calendário de guerra dos EUA.
Questionou mesmo o que o Irão poderia fazer, dizendo que só poderia usar "chumbinhos".
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Foto: Ohad Zwigenberg, Pool - EPA
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O Conselho Superior de Defesa Nacional é o principal órgão de consulta do Presidente para assuntos relacionados com a Defesa e o funcionamento das Forças Armadas.