Presidente do Parlamento do Irão também desmente negociações com os EUA
Paquistão atua como principal intermediário na crise do Irão
Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão nega conversações com EUA
Governo francês quer aumentar capacidade de produção de "produtos refinados"
Cruz Vermelha alerta que guerra "corre risco de chegar a ponto de não retorno"
"O que temos visto nos últimos dias no Médio Oriente corre o risco de chegar a um ponto de não retorno", disse Mirjana Spoljaric em comunicado, acrescentando que "o fator mais alarmante é o risco de danos nas instalações nucleares".
Depois de ter atingido as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que vai já na quarta semana, estendeu-se este fim de semana às instalações nucleares, com o Irão a atacar um centro de investigação em Dimona, no sul de Israel, em retaliação por um ataque contra um dos seus complexos em Natanz (centro de Israel).
Denunciando uma “tendência preocupante” que, segundo a própria, “se generalizou em conflitos em todo o mundo”, a presidente do CICV apelou ao “respeito pela dignidade dos civis”, que considera ser “a base da desescalada e das soluções políticas sobre as quais a paz e a estabilidade podem ser construídas”.
Reino Unido quer combater especulação de preços no mercado energético
"Estamos a analisar medidas para lidar com o lucro abusivo. Podemos avaliar que poderes adicionais podemos conceder à CMA (Autoridade de Concorrência e Mercados) para lidar com isso", disse Keir Starmer a uma comissão parlamentar.
Starmer quer "ver mais ações contra a especulação de preços ou o lucro abusivo" e garante que o Governo britânico está a "considerar ativamente se a CMA deve ter poderes adicionais para lidar especificamente com isto, mas neste momento estamos a assegurar que estão focados no combate à especulação".
Paulo Rangel admite "medidas estruturais" para aliviar famílias e empresas se guerra continuar
O MNE português falava numa conferência de imprensa, em Lisboa, com a homóloga islandesa, e deixou uma nota de preocupação com a possibilidade de serem afetados "o crescimento e o investimento".
O Governo português poderá recorrer a "medidas estruturais para aliviar o esforço das empresas e das famílias" caso o conflito no Médio Oriente se arraste, uma "situação muito preocupante", disse hoje o chefe da diplomacia portuguesa.
"Se houver uma solução para o conflito bastante rápida, penso que podemos acomodar facilmente o impacto negativo destas semanas e regressar a uma espécie de normalização. Se esse não for o caso, naturalmente teremos de tomar algumas medidas estruturais mais concretas para aliviar o esforço das empresas e das famílias", afirmou hoje o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa conferência de imprensa em Lisboa com a homóloga islandesa, Porgerdur Katrín Gunnarsdóttir.
O objetivo será, adiantou, procurar que "especialmente o crescimento e o investimento não sejam tão afetados como seria o caso sem qualquer intervenção governamental".
Respondendo a uma pergunta sobre o impacto do conflito no Médio Oriente, que se agravou com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra Irão, desde 28 de fevereiro, e a retaliação iraniana contra vários países da região, Rangel descreveu a realidade na região como "muito preocupante" e afirmou que o Governo está a analisar "a situação com muito, muito cuidado diariamente, por vezes duas vezes por dia, para perceber quais são as melhores políticas para mitigar a situação".
O ministro apontou as consequências do conflito a nível económico, com o aumento dos preços do petróleo a ter "um enorme impacto não só no transporte, mas em toda a cadeia de produção e distribuição", e também na agricultura, uma vez que muito dos fertilizantes produzidos passam no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irão.
Rangel recordou que, à semelhança de outros países, Portugal está "a implementar muitos pacotes de medidas de mitigação que tentam aliviar o impacto imediato desta inflação nos preços das últimas duas semanas".
Quanto à Islândia, a chefe da diplomacia, que realiza hoje uma visita a Lisboa, recordou que a ilha é sustentável em termos energéticos, graças à energia hidroelétrica e a energia geotérmica, mas tem uma economia sensível, "com a moeda mais pequena do mundo", e está a notar "algum impacto na inflação".
A governante sublinhou que o Governo islandês "tem criticado muito fortemente o regime iraniano, um regime terrorista que tem prejudicado os seus cidadãos e violado também os seus direitos à vida e os direitos humanos".
"Mas, por outro lado, a Islândia é também um país que sublinha a importância da ordem baseada em regras e do direito internacional", salientou.
Confagri critica passividade do Governo e diz que agroalimentar está sob pressão
A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) defendeu hoje que o setor agroalimentar está sob pressão, devido ao mau tempo e ao conflito no Médio Oriente, e criticou a passividade do Governo.
"O Conselho de Administração da Confagri reuniu esta manhã para avaliar as diversas situações que estão não só a colocar o setor agroalimentar sob pressão, mas também numa posição de grande fragilidade face à necessidade de responder aos recentes desafios do mercado", indicou, em comunicado.
A confederação criticou a passividade do Governo e alertou para o descontentamento do setor, motivado pelo atraso na reposição do potencial produtivo dos agricultores afetados pelo mau tempo, pela falta de medidas para o setor agrícola, por exemplo, no que se refere ao gasóleo agrícola e pela situação de impasse nos laboratórios de sanidade animal.
Soma-se a falta de medidas de contingência para a Dermatose Nodular Contagiosa e a insuficiente dotação orçamental para responder a necessidades de investimento.
Assim, a DGAV apelou ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que considere estas questões já no próximo Conselho de Ministros, "sob pena de se acentuar a perceção de falta de consideração para com o setor agroalimentar, que se traduz na ideia de que o Governo trata a agricultura como se fosse o parente pobre da economia".
Dispara preço do gás. Produtores de biometano pedem ação urgente
EUA garantem que perturbações no mercado petrolífero são temporárias
Wright falava, no Texas, na abertura da CERAWeek, a maior feira de energia do mundo.
"Os preços ainda não atingiram um nível suficientemente elevado para provocar uma queda significativa da procura", apontou.
Kallas satisfeita com suspensão de ataques a centrais iranianas pelos EUA
Preço dos bens alimentares não escapa às sucessivas subidas do valor dos combustíveis
Na hora de fazer compras, comerciantes e consumidores têm que fazer cada vez mais contas à vida.
Subida do preço dos combustíveis está a a preocupar os taxistas
Queixam-se de não poder alterar o preço final ao cliente.
Trump assegura que EUA alcançaram "pontos importantes de consenso" nas negociações com o Irão
Trump detalhou que existem “15 pontos de consenso” e que Teerão “concordou em abdicar das armas nucleares”.
“Vai haver uma séria mudança de regime”, declarou. “Talvez encontremos um líder, como fizemos na Venezuela”.
O presidente norte-americano avançou ainda que foi o Irão quem iniciou as conversações. "Foram eles a telefonar, eu não telefonei", disse à imprensa.
"Vamos ver onde nos levam estas conversas", acrescentou, falando num eventual "fim do conflito" e garantindo que o objetivo é "acabar com as armas nucleares e trazer a paz ao Médio Oriente".
"Eles querem fazer um acordo e nós também", continuou Trump. "Provavelmente vamos falar hoje ao telefone (...). Espero resolver isto".
“Se tivermos um acordo, vai ser muito fácil ficarmos nós com urânio enriquecido”, disse aos jornalistas. “O Estreito de Ormuz vai abrir muito em breve se houver um acordo”.
Segundo o presidente, Washington falou com "um alto líder respeitado", mas não teve contacto com o líder supremo. "Não sabemos se está vivo", afirmou, dizendo ainda que não considera o filho do falecido Ali Khamenei o líder.
Quanto à posição de Israel, que optou por não se pronunciar sobre as alegadas conversações, Donald Trump considerou que Telavive “vai ficar muito feliz com o que temos”.
Se as negociações fracassarem, Trump ameaça “continuar a bombardear alegremente” o Irão.
Quem trabalha na agricultura queixa-se do aumento do combustível
O preço do gasóleo agrícola subiu 50% no último mês. A evolução dos preços tem também impacto nos fertilizantes e agroquímicos que rapidamente vai chegar aos agricultores.
Israel não se pronuncia sobre alegadas conversações com Irão anunciadas por Trump
Israel ainda não divulgou qualquer posição oficial quanto ao anúncio de Donald Trump sobre negociações com o Irão.
Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, dão conta dos últimos desenvolvimentos.
Barril de Brent recua após anúncio de Trump sobre diálogo com Irão
O preço do barril de Brent, a referência na Europa, caiu mais de nove por cento.
Foto: Dado Ruvic - Reuters
França sem plano para conter efeitos da escalada dos combustíveis
O Governo francês ainda não apresentou nenhum plano de apoio a empresas e famílias para combater o aumento dos combustíveis.
Foto: Benoit Tessier - Reuters
Reportagem dos correspondentes da RTP em França, Rosário Salgueiro e Paulo Domingos Lourenço.
Atravessar a fronteira para abastecer compensa
O preço de uma botija de gás em Portugal dá para comprar duas em Espanha e ainda sobra dinheiro. Acontece o mesmo com a gasolina e o gasóleo.
Foto: Alexandre Brito - RTP
Trump garante que está tudo "a correr muito bem" no que diz respeito ao Irão
"Está a correr muito bem", disse o presidente norte-americano, que se prepara para deixar a Flórida para uma viagem a Memphis.
Merz partilhou com Trump preocupações sobre ataques a centrais iranianas
"Estou grato por ele ter dito hoje que vai adiá-los por mais cinco dias e que agora está também a abrir a possibilidade de um contacto imediato e direto com a liderança iraniana", afirmou Merz numa conferência de imprensa em Berlim.
"Volatilidade". Bruxelas apela a armazenamento de gás antes do inverno
"Tendo em conta a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente, a Comissão Europeia apela aos Estados-membros para iniciarem a época de enchimento de gás e os preparativos de forma coordenada e atempada para o próximo inverno".
A Comissão Europeia apelou esta segunda-feira aos países-membros da União para que preparem, de forma "coordenada e atempada", o próximo inverno em matéria de armazenamento de gás, que se encontra atualmente abaixo dos 30 por cento. Portugal, com reservas acima dos 80 por cento, constitui uma exceção.
Segudo uma nota do Executivo comunitário, que invoca "a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente", mantém-se "protegida" a "segurança do abastecimento energético da UE". Isto "devido à dependência limitada de importações desta região e aos carregamentos" de gás natural liquefeito que cruzaram o Estreito de Ormuz na antecâmara da ofensiva israelo-americana contra Teerão.
"No entanto, preparações atempadas e coordenadas são fundamentais para garantir o reabastecimento adequado das reservas de gás para a próxima época de aquecimento, adaptando-se às circunstâncias do mercado e aplicando flexibilidades", completa a Comissão presidida por Ursula Von der Leyen.Números da associação Gas Infrastructure Europe, relativos ao último fim de semana, mostram que as reservas de gás na União Europeia estavam garantidas a 28,48 por cento.
Portugal, entre os 18 países comunitários com armazenamento de gás, dispõe das reservas mais elevadas da União: 82,37 por cento.
A escalada da guerra continua a impulsionar um crescimento agudo dos preços do petróleo e do gás, produzindo impactos diretos nas famílias e no poder de compra dos consumidores europeus.
Ao abrigo das regras de armazenamento em vigor na UE, os Estados-membros têm de alcançar os 90 por cento de enchimento de 1 de outubro a 1 de dezembro.
O preço do gás natural para entrega num mês, no mercado holandês TTF, a referência europeia, aumentava ao início da manhã desta segunda-feira perto de três por cento. Estava assim a ser negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora.
c/ Lusa
Trump afirma que acordo com Irão pode acontecer nos próximos cinco dias
Reino Unido saúda "conversas produtivas"
O porta-voz do primeiro-ministro britânico considerou que negociações entre EUA e Irão são bem vindas, já que o Reino Unido quer uma diminuição do conflito no Médio Oriente e a reabertura do Estreito de Ormuz. "Qualquer relato de conversas produtivas é bem-vindo."
Israel afirma estar a atacar Teerão
Os militares israelitas afirmaram esta segunda-feira que estão a levar a cabo ataques contra o Irão, depois de Trump ter anunciado conversações com os iranianos e ter adiado por cinco dias ataques contra infraestruturas energéticas.
Agência iraniana Fars nega conversações entre Casa Branca e Teerão
A Fars acrescenta que Trump tomou esta posição depois de ter ouvido que o Irão tencionava atacar centrais energéticas na Ásia ocidental, em caso de ataques costeiros ou ocupações de ilhas.
Barril de petróleo Brent cai mais de 9%
Peas 11h30 de Lisboa, o Brent para entrega em maio caía 9,2 por cento para os 101,86 dólares, contra os 112,19 dólares de sexta-feira.
O petróleo West Texas Intermediate para entrega em maio recuou nove por cento para 89,43 dólares.
Trump faz balanço positivo de "conversas" com iranianos e adia ataques a centrais energéticas
"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irão tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa das nossas hostilidades no Médio Oriente", lê-se na mensagem de Donald Trump.
"Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra centrais de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", acrescenta.
Explosões abalam a capital do Irão
Iraque quer acelerar fim de coligação liderada pelos Estados Unidos
No quadro do conflito no Médio Oriente, fações armadas iraquianas pró-Irão têm reivindicado diariamente ataques com drones e rockets contra tropas norte-americanas em solo iraquiano.
A missão desta coligação esteve para terminar em setembro de 2026, com a retirada da região autónoma do Curdistão - o objetivo era abrir caminho a parcerias bilaterais de segurança com os países-membros da aliança formada em 2014 para travar o Estado Islâmico.
"Juntamente com os nossos aliados, decidimos antecipar o fim da coaligação internacional, que estava prevista para durar até setembro de 2026", declara Al-Soudani ao Corriere della Sera.
"Assim que não houver mais contingentes militares estrangeiros em solo iraquiano, será mais fácil desmantelar as fações armadas dos grupos xiitas", completa.
Keir Starmer deixa claro que o Reino Unido não quer ser arrastado para a guerra
O primeiro-ministro britânico diz que o Reino Unido quer ajudar a encontrar uma solução para os constrangimentos à navegação no Estreito de Ormuz, mas recusa ser arrastado para a guerra.
Grécia anuncia subsídios para combustíveis e fertilizantes
Os fertilizantes passam a ser subsidiados ao agricultor em 15 por cento do preço. O transporte marítimo de passageiros vai receber ajudas para que os preços dos bilhetes nos ferrys se mantenha com o início da época turística à porta.
Iranianos sem internet há 24 dias
"É agora o 25.º dia do blackout da internet no Irão, com a medida a passar as 552 horas, entre as mais severas registadas em qualquer país", indica o observatório.
"A conetividade internacional continua indisponível para o público em geral, enquanto as autoridades mantêm uma lista branca seletiva para o acesso global", acrescenta.
Agência Internacional da Energia avisa que guerra está a provocar crise do tamanho de dois choques petrolíferos
O diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fati Birol, avisa esta segunda-feira que a guerra com o Irão está a provocar uma crise energética do tamanho dos dois choques combinados no petróleo dos anos 70: o de 73 - provocado pela guerra do Kippur e o de 79 - quando se deu a revolução no Irão.
Fati Birol falou esta manhã em Camberra, no clube de imprensa nacional da Austrália. Esta crise - tal como está, nesta altura- é o equivalente a duas crises do petróleo e uma crise do gás juntas. O preço do gás na Europa sobe 3%.
Kremlin apela à "via política e diplomática"
"A situação deveria ter passado há muito tempo para uma via de resolução política e diplomática. É a única coisa que pode contribuir eficazmente para aliviar a situação catastroficamente tensa que reina atualmente na região, afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.
Civil israelita morto no domingo foi atingido por "fogo amigo"
"Ontem, Ofer ("Poshko") Moskovitz foi morto em decorrência de disparos direcionados a Misgav Am (...) As conclusões iniciais (da investigação) indicam que este civil israelense foi morto por fogo de artilharia israelita em apoio a soldados que operavam no sul do Líbano", adianta o Tsahal em comunicado citado pela agência France-Presse.
Os serviços de emergência israelitas haviam alegado, no domingo, que um homem fora morto pelo "impacto direto" de um foguete disparado do Líbano contra o seu carro no kibutz de Misgav Am, próximo da fronteira libanesa.
Defesas respondem a "ameaças" de mísseis e drones do Irão
No domingo, as autoridades dos Emirados indicaram ter respondido a 1.773 drones, 345 mísseis balísticos e 15 mísseis de cruzeiro desde o início da ofensiva israelo-americana contra Teerão, a 28 de fevereiro.
"Se a guerra se expandir e a situação voltar a deteriorar-se, toda a região pode mergulhar numa situação incontrolável"
Lin Jian reagiu assim à ameaça, por parte de Donald Trump, de "obliterar" a infraestrutura energética iraniana.
"O uso da força só levará a um ciclo vicioso", insistiu o porta-voz.
Guerra no Médio Oriente provoca maior crise na aviação desde a pandemia
Desde a pandemia de covid-19 que o setor da aviação não atravessava tantas dificuldades.
Algumas companhias aéreas colocam a hipótese de suspenderem rotas face à possibilidade de escassez de combustível.
A Agência Internacional de Energia alertou que as companhias aéreas devem reduzir os voos em cerca de 40 por cento para evitar quebras de abastecimento de combustível.
A associação mundial de companhias aéreas já confirmou que a subida dos preços das viagens é inevitável.
A incapacidade de abastecimento das companhias europeias que viajam para a Ásia para fazer os regressos à Europa é uma grande preocupação nesta altura.
Bolsas europeias em forte baixa arrastadas pelo agravamento do conflito no Irão
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, perante a nova ameaça do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irão de destruir as suas centrais elétricas se não abrir o estreito de Ormuz.
Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 1,68% para 563,64 pontos.
Com o euro a depreciar-se 0,27% para 1,1537 dólares, a bolsa que mais cedia era a de Madrid, 2,18%, seguida da de Milão e Frankfurt, que caíam 1,97% e 1,94%, enquanto as de Paris e Londres recuavam 1,43% e 1,35%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e o principal índice, o PSI, também descia, 1,55% para 8.620,68 pontos.
O índice Euro Stoxx600 descia 168% para 563,64 pontos.
Arrastadas pelo conflito no Oriente Médio, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje com uma queda de 3,48%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, desceu 6,49%, o da bolsa de Xangai caiu 3,63% e o da de Shenzhen perdeu 3,76%.
O Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, recuava 3,42% quando faltava pouco para o encerramento da sessão.
Ataque costeiro levará a bloqueio de todo o Golfo Pérsico
"Nesse caso, todo o Golfo Pérsico encontrará praticamente uma situação similar ao Estreito de Ormuz durante um longo período. Desta vez, juntamente com o Estreito de Ormuz, todo o Golfo Pérsico ficará praticamente bloquado e a responsabilidade irá recair nas partes ameaçadoras", advertiu o órgão, citado pelas agências iranianas.
A Administração Trumpo estará a ponderar planos para ocupar ou bloquear a estratégica ilha iraniana de Kharg, visando assim pressionar Teerão a reabrir Ormuz.
Primeiro-ministro britânico convoca gabinete de crise para discutir impacto económico da guerra
Starmer esteve ao telefone, durante a noite, com o presidente norte-americano, Donald Trump. Uma conversa descrita como "construtiva". Os dois líderes abordaram a necessidade "essencial" de rearir o Estreito de Ormuz, de forma a repor o abastecimento global de petróleo.
Preço do gás na Europa sobe 3% para 61 euros
O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, na abertura do mercado holandês, o gás natural avançou 2,90%, para 61,06 euros por megawatt-hora (MWh).
As principais bolsas europeias preparam-se para abrir hoje em forte queda, com perdas próximas dos 2%, acompanhando a tendência negativa na Ásia e com a subida dos preços do crude devido ao aumento das tensões no Médio Oriente.
De acordo com os dados de mercado compilados pela EFE, os futuros da Bolsa de Frankfurt caiam 1,68%, e o índice Euro Stoxx 50, que acompanha o desempenho das 50 maiores empresas da zona euro, recuava 1,54%.
Enquanto isso, Londres regista uma queda de 1,16% e Paris, de 1,98%.
Os futuros de Wall Street também apontam para uma abertura negativa, com quedas na ordem de 1%.
Por sua vez, o petróleo Brent, referência europeia, após uma abertura praticamente estável, sobia 0,90%, para 113,77 dólares e o West Texas Intermediate, referência americana, avançava 1,6% para 99,80 dólares, antes da abertura oficial do mercado.
Noutros mercados, o ouro caia 6,39% para 4.200,57 dólares por onça, e a prata caia 8,77% para 61,92 dólares.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irão um ultimato de 48 horas no passado sábado para abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz, caso contrário atacaria as suas centrais elétricas.
A Guarda Revolucionária iraniana negou hoje que Teerão atacasse centrais elétricas na região, mas avisou que, se os Estados Unidos atacarem as instalações da República Islâmica, o país "responderá na mesma moeda".
Caso Washington cumpra a sua ameaça, "o Irão responderá", declarou a Guarda Revolucionária.
Hoje, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a situação é "muito grave" e ultrapassa as crises energéticas dos anos 1970, num contexto marcado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelos ataques a centrais elétricas no Médio Oriente.
Forças norte-americanas reivindicam destruição de fábrica de drones do Irão
O complexo, alega o CentCom na rede social X, "fabricava motores de turbina a gás para drones de ataque e componentes de aeronaves utilizados pela Guarda da Revolução Islâmica do Irão".
The Qom Turbine Engine Production Plant produced gas turbine engines for attack drones and aircraft components used by Iran's Islamic Revolutionary Guard Corps. The photo dated on March 6, 2026 shows the plant before U.S. airstrikes and the second photo shows the plant three days… pic.twitter.com/wCxiE7Qnka
— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 23, 2026
O CentCom partilhou imagens da fábrica antes e após o ataque.
Polícia de Londres investiga incêndio de ambulância como crime antissemita
A polícia de Londres está a investigar um alegado crime de ódio antissemita depois de veículos de um serviço de ambulâncias judaico terem sido hoje incendiados.
Os agentes foram chamados a Golders Green, um bairro londrino com uma grande comunidade judaica, após terem recebido relatos de um incêndio.
Quatro ambulâncias da Hatzola Northwest, uma organização voluntária que presta serviços de emergência médica, ficaram danificadas, segundo os bombeiros de Londres.
Vários cilindros nos veículos explodiram, danificando janelas num bloco de apartamentos adjacente, indicaram os bombeiros num comunicado, sublinhando que não há registo de feridos e que o fogo foi controlado. As autoridades indicaram que a causa do incêndio está a ser investigada.
"Sabemos que este incidente vai causar grande preocupação na comunidade e os agentes permanecem no local a realizar diligências urgentes", afirmou a superintendente Sarah Jackson. A responsável acrescentou que a polícia procura três suspeitos, mas ainda não foram efetuadas detenções.
A polícia explicou que os relatos de explosões estão relacionados com botijas de gás nas ambulâncias. Casas próximas foram evacuadas por precaução.
A organização Shomrim, que opera um sistema de vigilância comunitária na área, condenou o ataque. "Não foi apenas um ato criminoso de incêndio, mas um incidente direcionado e profundamente preocupante que afetou um serviço de emergência vital para a comunidade judaica local", escreveu numa publicação na rede X.
O número de incidentes antissemitas reportados em todo o Reino Unido disparou desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, no final de 2023, segundo a Community Security Trust, entidade que protege a comunidade judaica. O grupo registou 3.700 casos em 2025, contra 1.662 em 2022.
Preços dos combustíveis voltam a subir
- Os preços dos combustíveis voltam esta segunda-feira a subir. O gasóleo fica mais caro 12 cêntimos por litro e a gasolina quase oito cêntimos. Estes valores já incluem o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e elevam o preço médio do litro de gasóleo acima da fasquia dos dois euros, com a gasolina a atingir cerca de 1,95 euros. Os preços variam entre postos;
- A Agência Internacional de Energia está em consultas com governos da Ásia e da Europa sobre a possibilidade de libertar, "se necessário", mais petróleo em stock, face ao arrastamento da guerra no Médio Oriente. "Se for necessário, claro, fá-lo-emos. Olhamos para as condições, vamos abnalisar, avaliar os mercados e discutir com os nossos países-membros", afirmou nas últimas horas o diretor executivo da AIE, Fatih Birol;
- O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirma que "as ameaças e o terror" estão a fortalecer a união no seu país. Isto depois de do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado "obliterar" a infraestrutura energética do Irão, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas;
- O regime iraniano reiterou entretanto que atacará centrais de energia e "infraestruturas económicas", desde logo centrais de dessalinização nos países do Golfo Pérsico, caso as suas centrais sejam atingidas pela máquina de guerra israelo-americana;
- A mais recente declaração da Guarda Revolucionária do Irão foi reproduzida pela televisão pública do país: "O que fizemos foi anunciar a nossa decisão de que, se as centrais de energia forem atacadas, o Irão retaliará visando as centrais de energia do regime ocupante e as dos países da região que fornecem eletricidade às bases dos Estados Unidos, bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas nas quais os americanos têm participações";
- Questionado, na NBC News, sobre se Donald Trump pretende "escalar" ou "atenuar" a guerra, o secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, respondeu: "São ambas exclusivas. Por vezes temos de escalar para reduzir";
- O Ministério da Saúde do Líbano adianta que há 118 crianças e 79 mulheres entre as vítimas do conflito que opõe Israel ao Hezbollah. O total de mortos neste país ascende a 1.024;
- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, manifestou a esperança de "restabelecer" o diálogo entre Irão e Estados Unidos sobr o programa nuclear do regime dos ayatollahs. "Tenho estado em importantes conversações aqui na Casa Branca e também com o Irão. Há alguns contactos e esperamos restabelecer essa linha", afirmou o responsável em declarações à norte-americana CBS News.
- O papa declarou que a morte e o sofrimento causados pela guerra no Médio Oriente constituem "um escândalo para toda a família humana", renovando o apelo a um cessar-fogo. "Não podemos permanecer em silência em face do sofrimento de tantas pessoas, as vítimas indefesas destes conflitos. O que os magoa magoa toda a humanidade", enfatizou o sumo pontífice da Igreja Católica.
Preço dos combustíveis sobe em Portugal e baixa em Espanha
Os preços dos combustiveis voltam a disparar esta segunda-feira. São mais 12 cêntimos por litro no gasóleo e sete na gasolina.
Sinopec alerta condutores para maior subida do ano dos combustíveis na China
A estatal chinesa Sinopec alertou hoje os clientes para anteciparem o abastecimento e evitarem horas de maior afluência, perante a maior subida do ano nos combustíveis na China, que entra em vigor à meia-noite.
Segundo estimativas de consultoras do setor, citadas por órgãos de comunicação locais, o aumento poderá situar-se em cerca de 2.200 yuan (cerca de 1.534 euros) por tonelada, o que se deverá traduzir em subidas entre 1,7 e 1,8 yuan (0,21 e 0,22 euros) por litro nas principais gasolinas e no gasóleo.
Para um depósito padrão de 50 litros, o agravamento representará um custo adicional superior a 80 yuan (10 euros) por abastecimento.
A subida, a quinta desde o início do ano, deverá consolidar a tendência de aumento dos preços no país, após quatro anteriores revisões em alta e um ajustamento sem alterações, de acordo com o mecanismo de revisão a cada dez dias úteis, indexado à evolução do crude nos mercados internacionais.
A Sinopec, uma das principais petrolíferas estatais chinesas, enviou mensagens de texto aos seus utilizadores a alertar para uma subida "relativamente elevada" e a recomendar o planeamento das deslocações e o abastecimento antecipado, para evitar concentrações nas estações de serviço.
O aviso, pouco habitual segundo comentários em redes sociais chinesas, reflete a sensibilidade das autoridades e das empresas do setor ao impacto dos preços da energia no consumo diário.
Os mercados asiáticos reagiam com quedas acentuadas ao agravamento da crise no Médio Oriente, com descidas até 3,36% em Hong Kong e perdas superiores a 2% nas bolsas da China continental.
Em paralelo, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, mantinha-se em torno dos 110 dólares (95 euros) por barril, impulsionado pelos receios de interrupções no fornecimento a partir do golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, constitui também uma rota estratégica para a China, já que aproximadamente 45% das suas importações de crude passam por essa via.
O Irão reiterou por várias vezes a possibilidade de bloquear a passagem caso prossigam ataques contra o país, enquanto os Estados Unidos advertiram para eventuais novas ações militares se Teerão mantiver a pressão sobre esta via estratégica.
Israel prolonga ofensiva e Trump volta a visar a NATO
Israel quebra as expectativas de uma resolução rápida e admite que a guerra no Médio Oriente vai prolongar-se por várias semanas.
Foto: Atef Safadi - EPA
Do outro lado do Atlântico, Donald Trump aproveita o fôlego do conflito para voltar a visar a NATO, acusando a Aliança de inércia, enquanto Mark Rutte tenta sacudir a pressão e minimizar o mal-estar diplomático.
Leão XIV apela ao fim do conflito no Médio Oriente
O papa apelou ao fim da guerra no Médio Oriente. Leão XIV considera que o conflito constitui um "escândalo" para a humanidade.
Trump ameaça destruir fontes de energia do Irão se estreito de Ormuz não for reaberto
Donald trump deu um prazo ao Irão até segunda-feira à noite para abrir totalmente o estreito de Ormuz. Se isso não acontecer, ameaça destruir as maoires centrais elétricas iranianas.
Também o Irão promete retaliar e atingir as centrais de dessalinização de água na Arábia Saudita e nos Emirados.
Entre os alvos estão também os centro de dados do Dubai e do Catar, que fazem a gestão da logistica militar e do sistema bancário.
Finalmente, o Irão ameaça destruir a maior infraestrutura mundial de gás natural, o complexo de Ras Laffan, no Catar, que foi atacado recentemente.
Míssil iraniano fez 88 feridos no sul de Israel
Um míssil iraniano causou 88 feridos e deixou um rasto de destruição em Arad, no sul de Israel. Foi o bombardeamento que mais vítimas fez no pais desde o início da guerra.
Foto: José Pinto Dias - RTP
Guerra do Irão "está a atingir um patamar superior"
O enviado da RTP a Israel, Paulo Jerónimo, explica que a guerra no Irão "está a entrar num novo patamar".
Para além disso, Israel alertou que a partir desta segunda-feira poderá surgir um novo interveniente nesta guerra: os Houthis a partir do Iémen, que têm sido apoiados pelo regime iraniano.
Iranianos não cedem à ofensiva dos EUA e de Israel
A entrar na quarta semana de guerra, o Irão não dá sinais de estar a ceder à ofensiva dos EUA e Israel.
Os países do Golfo, o Líbano, Israel e o Irão foram os alvos dos ataques nas últimas 24 horas.