Mundo
Trump visto como "inimigo da Europa" em sete países da UE
Uma sondagem da revista francesa Le Grand Continent revela que 51 por cento dos inquiridos em França, Bélgica, Alemanha, Itália, Espanha, Dinamarca e Polónia classificam o presidente norte-americano como hostil à Europa.
Apenas oito por cento dos de 7.498 europeus inquiridos consideram o presidente norte-americano, Donald Trump, um “amigo da Europa”, enquanto 39 por cento respondem “nem uma coisa nem outra” e dois por cento não sabem opinar, segundo o estudo do instituto Cluster17.
A sondagem foi realizada entre 13 e 19 de janeiro, num período marcado pelas declarações de Trump sobre a posse da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.Trump garantiu, entretanto, que não recorrerá à força para obter a ilha, aliada estratégica dos Estados Unidos na NATO - aliança que envolve os sete países incluídos na sondagem.
A hostilidade é maioritária em seis dos sete países. A Polónia surge como exceção, com apenas 28 por cento a considerarem Donald Trump um inimigo, enquanto 48 por cento afirmam que não é nem amigo nem inimigo, refletindo a histórica proximidade do país com Washington por razões de segurança. Paulo Dentinho - correspondente da RTP em Bruxelas
Nos restantes países, os números não deixam dúvidas: 58 por cento dos dinamarqueses, 55 por cento dos franceses e 55 por cento dos espanhóis veem Trump como uma ameaça direta à Europa.Quando questionados sobre como a União Europeia deve reagir, os cidadãos estão divididos: 46 por cento defendem a oposição, 44 por cento preferem o compromisso e apenas dez por cento apoiam o alinhamento com Washington.
Contudo, uma larga maioria - 73 por cento - acredita que a UE deve contar apenas consigo própria para garantir a defesa, sem depender dos Estados Unidos.
Apenas 22 por cento confiam ainda no aliado transatlântico, apesar do papel central dos EUA como potência nuclear e pilar da NATO.
Após décadas de desinvestimento militar, muitos países europeus enfrentam uma dependência crítica de Washington, que há anos exige que a Europa assuma maior responsabilidade pela própria segurança.
A sondagem reflete um clima de ceticismo e desconfiança face à liderança norte-americana, intensificado por episódios recentes como as ambições da Administração Trump sobre a Gronelândia.
c/ Lusa
A sondagem foi realizada entre 13 e 19 de janeiro, num período marcado pelas declarações de Trump sobre a posse da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.Trump garantiu, entretanto, que não recorrerá à força para obter a ilha, aliada estratégica dos Estados Unidos na NATO - aliança que envolve os sete países incluídos na sondagem.
A hostilidade é maioritária em seis dos sete países. A Polónia surge como exceção, com apenas 28 por cento a considerarem Donald Trump um inimigo, enquanto 48 por cento afirmam que não é nem amigo nem inimigo, refletindo a histórica proximidade do país com Washington por razões de segurança. Paulo Dentinho - correspondente da RTP em Bruxelas
Nos restantes países, os números não deixam dúvidas: 58 por cento dos dinamarqueses, 55 por cento dos franceses e 55 por cento dos espanhóis veem Trump como uma ameaça direta à Europa.Quando questionados sobre como a União Europeia deve reagir, os cidadãos estão divididos: 46 por cento defendem a oposição, 44 por cento preferem o compromisso e apenas dez por cento apoiam o alinhamento com Washington.
Contudo, uma larga maioria - 73 por cento - acredita que a UE deve contar apenas consigo própria para garantir a defesa, sem depender dos Estados Unidos.
Apenas 22 por cento confiam ainda no aliado transatlântico, apesar do papel central dos EUA como potência nuclear e pilar da NATO.
Após décadas de desinvestimento militar, muitos países europeus enfrentam uma dependência crítica de Washington, que há anos exige que a Europa assuma maior responsabilidade pela própria segurança.
A sondagem reflete um clima de ceticismo e desconfiança face à liderança norte-americana, intensificado por episódios recentes como as ambições da Administração Trump sobre a Gronelândia.
c/ Lusa