Mundo
Tunisino procurado pela polícia era vigiado há meses
Anis Amri era em fevereiro deste ano vigiado pela polícia alemã com recomendação de "controlo intensivo", com a suspeita de "ligação ao Estado Islâmico" e a presunção de que em qualquer momento poderia cometer um atentado. Mas agora ninguém sabe dele.
Amri, nascido em 1992, tinha entrado na Alemanha via Freiburg em Julho de 2015. No início de 2016, fora classificado pela polícia como Gefährder - algo que pode traduzir-se como "causador de perigo" e que corresponde à ideia de um presumível autor de atentados. Em toda a Alemanha, há 549 pessoas a quem é aplicada esta classificação.
Ralf Jäger, o ministro do Interior da Renânia-Norte Vestefália, relatou que "esta pessoa tinha atraído a atenção das forças de segurança na Alemanha devido ao sue contacto com os meios islâmicos radicais". Segundo Der Spiegel, o tunisino estava ligado ao pregador extremista Ahmad Abdulaziz Abdullah A., também conhecido como "Abu Walaa".
Este, por sua vez, é suspeito de ter, entre janeiro e julho de 2015, recrutado combatentes e apoiantes para o "Estado Islâmico". "Abu Walaa" tem realizado a sua actividade missionária desde há vários anos na cidade alemã de Hildesheim. Foi detido em novembro deste ano.
Amri tinha também ligações com uma mesquita na cidade alemã de Dortmund, dirigida por um clérigo designado como Boban S., e igualmente integrado na rede de "Abu Walaa".
Como desde fevereiro o paradeiro mais frequente de Amri era Berlim, o Procurador-Geral de Berlim iniciou em 14 de março último investigações sobre ele. Constatou que ele continuava a deslocar-se por períodos curtos à Renânia e acrescentou: "Visivelmente, esta pessoa era tinha grande mobilidade".
O Procurador-Geral de Berlim em breve chegou à convicção de que Amri procurava comprar armas automáticas, "possivelmente para mais tarde cometer um atentado, com cúmplices que ele ainda tinha de recrutar".
Foram montadas escutas, autorizadas por um juiz, que levaram à ideia de que ele tinha também alguma actividade como pequeno traficante. Mas não se decidiu detê-lo, porque as suspeitas iniciais, de preparação de actividade terrorista, ficaram precisamente por confirmar.
Em junho de 2016, o pedido de asilo de Amri foi recusado e em 30 de julho ele foi detido no controlo de rotina realizado num autocarro de longa distância, tendo permanecido durante dois dias detido, à espera de deportação. Mas, por desentendimento com as autoridades tunisinas, a deportação não foi concretizada e Amri foi libertado.
Apesar dos meses de apertada vigilância sobre Amri, este pode ter sido o autor de um atentado. Certo, é que agora a polícia não sabe dele e oferece uma avultada recompensa - 100.000 euros - a quem saiba e conte.
Ralf Jäger, o ministro do Interior da Renânia-Norte Vestefália, relatou que "esta pessoa tinha atraído a atenção das forças de segurança na Alemanha devido ao sue contacto com os meios islâmicos radicais". Segundo Der Spiegel, o tunisino estava ligado ao pregador extremista Ahmad Abdulaziz Abdullah A., também conhecido como "Abu Walaa".
Este, por sua vez, é suspeito de ter, entre janeiro e julho de 2015, recrutado combatentes e apoiantes para o "Estado Islâmico". "Abu Walaa" tem realizado a sua actividade missionária desde há vários anos na cidade alemã de Hildesheim. Foi detido em novembro deste ano.
Amri tinha também ligações com uma mesquita na cidade alemã de Dortmund, dirigida por um clérigo designado como Boban S., e igualmente integrado na rede de "Abu Walaa".
Como desde fevereiro o paradeiro mais frequente de Amri era Berlim, o Procurador-Geral de Berlim iniciou em 14 de março último investigações sobre ele. Constatou que ele continuava a deslocar-se por períodos curtos à Renânia e acrescentou: "Visivelmente, esta pessoa era tinha grande mobilidade".
O Procurador-Geral de Berlim em breve chegou à convicção de que Amri procurava comprar armas automáticas, "possivelmente para mais tarde cometer um atentado, com cúmplices que ele ainda tinha de recrutar".
Foram montadas escutas, autorizadas por um juiz, que levaram à ideia de que ele tinha também alguma actividade como pequeno traficante. Mas não se decidiu detê-lo, porque as suspeitas iniciais, de preparação de actividade terrorista, ficaram precisamente por confirmar.
Em junho de 2016, o pedido de asilo de Amri foi recusado e em 30 de julho ele foi detido no controlo de rotina realizado num autocarro de longa distância, tendo permanecido durante dois dias detido, à espera de deportação. Mas, por desentendimento com as autoridades tunisinas, a deportação não foi concretizada e Amri foi libertado.
Apesar dos meses de apertada vigilância sobre Amri, este pode ter sido o autor de um atentado. Certo, é que agora a polícia não sabe dele e oferece uma avultada recompensa - 100.000 euros - a quem saiba e conte.