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Ucrânia. Zelensky admite marcar eleições se forem garantidas condições de segurança

Ucrânia. Zelensky admite marcar eleições se forem garantidas condições de segurança

É a primeira vez que o presidente ucraniano admite convocar eleições, à medida que os EUA aumentam a pressão sobre Kiev.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Francesco Fotia - Reuters

O presidente ucraniano admitiu, esta terça-feira, estar disposto a realizar eleições dentro de três meses se os aliados europeus e os Estados Unidos garantirem a segurança do ato eleitoral.

"Estou pronto para eleições. Não só isso, como também peço – e digo isto abertamente - aos Estados Unidos para me ajudarem, possivelmente em conjunto com os nossos colegas europeus, a garantir a segurança de uma eleição", disse o presidente ucraniano em declarações à imprensa esta terça-feira.

"E depois, nos próximos 60 a 90 dias, a Ucrânia estará pronta para realizar eleições", acrescentou.

As eleições em tempo de guerra são proibidas por lei, mas pela primeira vez, Zelensky anunciou que vai pedir ao Parlamento que prepare a legislação necessária para viabilizar as eleições durante a lei marcial.

As declarações feitas poucas horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter criticado Zelensky de aproveitar a guerra para não convocar eleições. O presidente dos Estados Unidos foi mais longe, afirmando, numa entrevista ao jornal Politico, que a Ucrânia já não é uma democracia. As sondagens mostram que os ucranianos são contra a realização de eleições em tempo de guerra, mas também desejam novas figuras num panorama político praticamente inalterado desde as últimas eleições nacionais, em 2019.

Esta terça-feira, Zelensky anunciou também que vai também entregar esta quarta-feira uma versão do plano de paz revista aos Estados Unidos, após uma série de contactos com líderes europeus.

"Estamos a trabalhar ativamente em todos os elementos de possíveis medidas para o fim da guerra. As propostas ucranianas e europeias estão agora mais avançadas e estamos preparados para apresentá-las aos nossos parceiros nos Estados Unidos", anunciou o presidente ucraniano na rede social X, acrescentando que espera "tornar estas medidas viáveis o mais rapidamente possível".

Zelensky reconheceu também que a possibilidade de a Ucrânia aderir à NATO estava a diminuir.

"Somos realistas, queremos realmente estar na NATO. Na minha opinião, seria o correto. Mas sabemos com certeza que nem os Estados Unidos, nem alguns outros países, para ser honesto, veem a Ucrânia na NATO neste momento", admitiu Zelensky aos jornalistas.

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