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UE diz respeitar "não" da Islândia e aponta país como "parceiro próximo"
Depois do referendo que ditou o "não" à retoma das negociações para aderir à União Europeia, os responsáveis europeus vincaram este domingo que respeitam a decisão da Islândia e que o país "continua a ser um dos parceiros mais próximos" e de maior confiança para os 27 Estados-membros.
A primeira-ministra Kristrun Frostadottir já indicou que vai respeitar o resultado do referendo de sábado. O "não " ao retomar das negociações venceu por uma margem de cinco pontos percentuais: 52,8% votaram contra, 47,2% mostraram-se favoráveis ao regresso dos contactos com a UE para uma futura adesão.
Também a Comissão Europeia já fez saber, através de um porta-voz, que "tomou nota do resultado" e "respeita a decisão do povo islandês".
"A UE respeita plenamente a decisão democrática do povo islandês", indicou o porta-voz do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Acrescenta que "a Islândia continua a ser um dos parceiros mais próximos e de maior confiança" da União Europeia, nomeadamente através do Espaço Económico Europeu (EEE).
De acordo com este porta-voz, António Costa trocou mensagens com a primeira-ministra da Islândia, e ambos "manifestaram o desejo de continuar a reforçar as relações entre a UE e a Islândia".
Esta não é a primeira vez que a Islândia equaciona uma futura adesão à União Europeia. O país chegou mesmo a pedir a entrada na UE em 2009, durante a crise económica. No entanto, viria a suspender as negociações cinco anos mais tarde.
No entanto, a coligação de centro-esquerda que governa o país desde 2024 tinha incluído no programa de Governo a realização de um referendo consultivo sobre o tema, sublinhando que os islandeses nunca tinham sido ouvidos sobre o tema em consulta popular.
O "não" acabou por vencer após o debate público das últimas semanas se ter focado em questões como a soberania nacional, o custo e vida ou o controlo dos recursos naturais, sobretudo a pesca.
com agências