Comando central do Irão. EUA receberão resposta severa se voltarem a atacar
"Atoleiro sem fim" aguarda EUA no Irão
"Estratégias inadequadas e decisões impulsivas vão piorar a situação, destruir a infraestrutura energética, provocar a explosão dos mercados e mergulhar-vos num lamaçal sem fim do qual não conseguirão sair durante anos", escreveu na rede social X, acrescentando: "Vão descobrir um Irão diferente".
Irão. Ataque a ilha de Kharg terá "resposta firme, esmagadora, dolorosa e lamentável"
A pequena ilha do Golfo Pérsico é vital para a economia iraniana e representa cerca de 90 por cento das exportações de crude do país.
Descrevendo Trump como “confuso e errático”, Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, afirmou não haver dúvidas de que o Irão dará uma resposta severa a qualquer tentativa de tomar a ilha.
O Irão e todo o seu território, incluindo a Ilha de Kharg, estão “totalmente preparados”, disse Azizi em declarações ao jornal iraniano Hamshahri na quinta-feira.
“O nível de prontidão das nossas forças armadas lá é tão elevado que acredito que uma das coisas que poderá tornar-se evidente no futuro é precisamente este nível máximo de prontidão militar na ilha”, disse.
“Com todas as suas capacidades e força, as nossas forças armadas estão prontas.”
Solução diplomática. Kallas discutiu a escalada do conflito com ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano
Vários andares do Pentágono evacuados por "incidente com materiais perigosos"
Vários andares e corredores do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) foram hoje evacuados devido a um "incidente com materiais perigosos", noticiou a CNN, citando os bombeiros locais.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou que foi detetado "um problema na qualidade do ar que precisou de medidas de precaução" até que seja determinada a sua natureza exata.
"O Departamento [de Defesa] está a executar os protocolos de proteção", incluem ordens para as pessoas não saírem de onde estão nas zonas afetadas, onde há "equipas colocadas e prontas a apoiar" quem precise.
Além dos agentes encarregados da segurança no Pentágono, foram chamados os bombeiros de Arlington County, onde se localiza o icónico edifício.
Segundo as forças de segurança no edifício, é necessário fazer testes à qualidade do ar que "poderão levar uma a duas horas" a concluir.
Pelo menos quatro andares do Pentágono foram fechados, disseram à CNN duas fontes dentro do edifício, enquanto outra relatou a presença de polícias com máscaras de gás e vestidos com equipamento de proteção química.
Produção de petróleo da OPEP mantém-se 34% abaixo do produzido antes da guerra
Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) produziram em maio uma média diária de 18,82 milhões de barris, menos 34% que em fevereiro, antes da guerra no Irão e o bloqueio do estreito de Ormuz.
No total, e face a fevereiro, são menos 9,8 milhões de barris de petróleo por dia, segundo os dados de vários institutos independentes e citados no relatório mensal do grupo, hoje publicado, contribuindo para uma redução de 34% face a fevereiro, uma variação em linha com a registada em abril face ao mesmo mês.
Face a abril, em maio foram produzidos menos 177 mil barris por dia, em particular devido à quebra mensal de 546 mil barris diários do Irão (para 2,3 milhões de barris por dia).
Os dados incluem ainda a produção dos Emirados Árabes Unidos, que saíram da organização no início do mês, e que contribuíram para a produção de 2,1 milhões de barris por dia.
A Arábia Saudita, maior produtor mundial, bombeou 6,9 milhões de barris por dia, numa subida de 157 mil barris em cadeia, mas longe dos 10 milhões diários produzidos antes de os Estados Unidos da América e Israel terem lançado um ataque contra o Irão, no final de fevereiro.
No mês em análise, também o Iraque, o Kuwait e os EAU tiveram subidas da oferta, embora tenham sido insuficientes para cumprir as quotas de produção mais elevadas que o grupo acordou nos últimos meses.
A redução da oferta refletiu-se no preço de barril de referência para a organização, composto por 12 tipos de crude, que em maio foi vendido por uma média de 114 dólares, 5,5% acima da média de abril.
Já os dez países petrolíferos aliados da OPEP, que inclui Rússia, bombearam em maio 14,3 milhões de barris, um número semelhante ao produzido em abril.
No total, a OPEP+, que junta os países da OPEP e seus aliados, produziu 33,13 milhões de barris por dia em maio, contra 42,75 milhões de barris por dia em fevereiro.
Banco Mundial prevê abrandamento do crescimento global para 2,5% em 2026
O Banco Mundial prevê que o crescimento global desacelere para 2,5% em 2026 devido ao conflito no Médio Oriente, segundo as projeções divulgadas hoje.
Esta taxa de crescimento da economia, a concretizar-se, seria a mais fraca desde o início da covid-19, devido ao conflito no Médio Oriente, que está a "elevar os preços da energia, alimentar a inflação e aumentar os custos de financiamento em todo o mundo", lê-se no documento.
Segundo as estimativas do Banco Mundial, o crescimento das economias avançadas vai abrandar para 1,5% em 2026, principalmente devido ao impacto da subida dos preços na energia.
Na zona euro, os impactos na economia serão sentidos devido à dependência da região nas importações de gás natural e petróleo, mas apesar disso, as perspetivas permanecem apenas ligeiramente mais fracas do que as previsões de janeiro, na sequência de dados melhores do que o previsto no final de 2025 e um início sólido em 2026.
Já o crescimento nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento deverá desacelerar para 3,6% este ano, sendo que para todas as regiões deste grupo, o crescimento deste ano deverá ser mais fraco do que em 2025.
As previsões de crescimento foram revistas em baixa para dois terços das economias, face a janeiro, nota o Banco Mundial, com destaque para as economias em desenvolvimento, que estão a "suportar uma parcela desproporcional do fardo".
Neste cenário, o Grupo Banco Mundial decidiu disponibilizar entre 50 e 60 mil milhões de dólares para ajudar os países em desenvolvimento a proteger os mais vulneráveis, manter a capacidade orçamental e apoiar empresas e empresas, com capacidade para aumentar esse valor caso as condições se deteriorem mais.
Trump ameaça com novos ataques para controlar pertróleo iraniano
O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão "com muita força" esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.
"Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força ESTA NOITE!", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.
Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar "num futuro não muito distante" a "ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás", tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, "a funcionar brilhantemente" tanto para Caracas como para Washington.
António Guterres deixa apelos para minorar crise no Médio Oriente
O secretário-geral da ONU alerta para o agravamento da crise no Médio Oriente e para o aumento da violência na região. Na reunião do Conselho de Segurança António Guterres apelou a todas as partes em conflito para honrarem o cessar-fogo.
Estados Unidos voltaram a atacar o Irão
Na última noite foram bombardeadas várias posições ligadas à Guarda Revolucionária. Washington justifica a ação como uma resposta aos ataques iranianos.
Teerão volta a fechar o Estreito de Ormuz
O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas a 28 de fevereiro.
O Irão voltou hoje a encerrar completamente o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo e gás, em resposta aos mais recentes ataques norte-americanos, anunciou a autoridade marítima iraniana.
"Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região, o estreito de Ormuz está fechado até nova ordem", afirmou em comunicado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem.
O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas contra o regime de Teerão a 28 de fevereiro, mas os militares têm permitido a passagem diária de cerca de 20 navios.
A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.
A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra "múltiplos alvos" no Irão como "resposta às agressões" do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.
"As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe", o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.
O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os "bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão".
A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.
Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em "um ou dois dias".
Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.