Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Um erro". Alemanha critica EUA por suspensão de sanções a petróleo russo
O chanceler alemão, Friedrich Merz, criticou duramente o Governo norte-americano por ter suspendido temporariamente as sanções ao petróleo russo, considerando que foi "um erro".
"Soubemos esta manhã que o Governo norte-americano tomou aparentemente outra decisão. Mais uma vez, acreditamos que se trata de um erro", disse o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros.
Durante uma visita à Noruega esta sexta-feira, Friedrich Merz criticou a decisão anunciada pelos EUA na noite de quinta-feira, considerando o alívio das sanções “um erro”, “seja qual for o motivo”.
"Queremos garantir que a Rússia não explora a guerra no Irão para enfraquecer a Ucrânia", disse Friedrich Merz durante uma conferência de imprensa em Andøya.
“Infelizmente, a Rússia continua a não demonstrar qualquer vontade de negociar. Portanto, iremos, e devemos, aumentar ainda mais a pressão sobre Moscovo”, acrescentou.Merz insiste que o apoio à Ucrânia deve continuar apesar do conflito no Médio Oriente. "Não permitiremos que a guerra com o Irão nos desvie ou nos distraia disso”, garantiu.
O chanceler alemão acrescentou que os líderes do G7 discutiram o fornecimento de petróleo e gás da Rússia, adiantando que seis membros do G7 “sentiram claramente que o levantamento das sanções contra Moscovo enviava um sinal errado".
Falando ao lado de Merz, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, disse que Oslo também estava "extremamente cético" quanto ao alívio das sanções petrolíferas.
Os comentários de Merz seguiram-se a uma reação semelhante do presidente francês, Emmanuel Macron, que disse, após uma conversa com outros líderes do G7 sobre as ramificações económicas da guerra no Irão, que o fecho do Estreito de Ormuz não justificava “de forma alguma" o levantamento das sanções contra a Rússia.
Moscovo apela a um alívio mais amplo das sanções
Moscovo, por sua vez, afirmou esta sexta-feira que era “cada vez mais inevitável” que Washington suspendesse as sanções e apelou a um alívio mais amplo das sanções para estabilizar os mercados globais afetados pela guerra no Médio Oriente.
"Observámos que os Estados Unidos procuram estabilizar os mercados energéticos e, nesta altura, os nossos interesses coincidem", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa diária acompanhada pela AFP.
Mas "sem volumes significativos de petróleo russo, a estabilização do mercado é impossível", afirmou, dado que os preços do crude dispararam desde o início da guerra, no final de fevereiro.
O enviado económico do Kremlin, Kirill Dmitriev, também enfatizou a importância do petróleo russo, afirmando que “os Estados Unidos estão, de facto, a reconhecer o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável”.
Durante anos, a Rússia foi um dos principais fornecedores de petróleo e gás aos países da União Europeia, principalmente à Alemanha e às nações da Europa de Leste, antes de a maioria ter deixado de importar hidrocarbonetos russos após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O abrandamento das sanções representa um dilema para os Estados Unidos, que desde 2022 se esforçam por limitar a capacidade de Moscovo para financiar a guerra na Ucrânia.
Durante uma visita à Noruega esta sexta-feira, Friedrich Merz criticou a decisão anunciada pelos EUA na noite de quinta-feira, considerando o alívio das sanções “um erro”, “seja qual for o motivo”.
"Queremos garantir que a Rússia não explora a guerra no Irão para enfraquecer a Ucrânia", disse Friedrich Merz durante uma conferência de imprensa em Andøya.
“Infelizmente, a Rússia continua a não demonstrar qualquer vontade de negociar. Portanto, iremos, e devemos, aumentar ainda mais a pressão sobre Moscovo”, acrescentou.Merz insiste que o apoio à Ucrânia deve continuar apesar do conflito no Médio Oriente. "Não permitiremos que a guerra com o Irão nos desvie ou nos distraia disso”, garantiu.
O chanceler alemão acrescentou que os líderes do G7 discutiram o fornecimento de petróleo e gás da Rússia, adiantando que seis membros do G7 “sentiram claramente que o levantamento das sanções contra Moscovo enviava um sinal errado".
Falando ao lado de Merz, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, disse que Oslo também estava "extremamente cético" quanto ao alívio das sanções petrolíferas.
Os comentários de Merz seguiram-se a uma reação semelhante do presidente francês, Emmanuel Macron, que disse, após uma conversa com outros líderes do G7 sobre as ramificações económicas da guerra no Irão, que o fecho do Estreito de Ormuz não justificava “de forma alguma" o levantamento das sanções contra a Rússia.
Moscovo apela a um alívio mais amplo das sanções
Moscovo, por sua vez, afirmou esta sexta-feira que era “cada vez mais inevitável” que Washington suspendesse as sanções e apelou a um alívio mais amplo das sanções para estabilizar os mercados globais afetados pela guerra no Médio Oriente.
"Observámos que os Estados Unidos procuram estabilizar os mercados energéticos e, nesta altura, os nossos interesses coincidem", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa diária acompanhada pela AFP.
Mas "sem volumes significativos de petróleo russo, a estabilização do mercado é impossível", afirmou, dado que os preços do crude dispararam desde o início da guerra, no final de fevereiro.
O enviado económico do Kremlin, Kirill Dmitriev, também enfatizou a importância do petróleo russo, afirmando que “os Estados Unidos estão, de facto, a reconhecer o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável”.
Durante anos, a Rússia foi um dos principais fornecedores de petróleo e gás aos países da União Europeia, principalmente à Alemanha e às nações da Europa de Leste, antes de a maioria ter deixado de importar hidrocarbonetos russos após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O abrandamento das sanções representa um dilema para os Estados Unidos, que desde 2022 se esforçam por limitar a capacidade de Moscovo para financiar a guerra na Ucrânia.