"Um gesto maravilhoso". Corina Machado deu medalha do prémio Nobel a Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, lhe deu como presente a medalha do Prémio Nobel da Paz como reconhecimento pelo trabalho que tem feito.

RTP /
Foto: Daniel Torok - Casa Branca via Reuters

Numa publicação na rede social que detém, a Truth Social, Trump disse esta sexta-feira que foi "uma grande honra" conhecer María Corina Machado e que a venezuelana lhe ofereceu a medalha devido ao trabalho que realizou durante o atual mandato.

“Foi uma grande honra conhecer María Corina Machado, da Venezuela”, escreveu o presidente.

“Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muito. María presenteou-me com o seu Prémio Nobel da Paz pelo trabalho que eu fiz. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María”, acrescentou.


Corina Machado explicou que o gesto remete aos laços históricos entre os Estados Unidos e a Venezuela e visa reconhecer o que classificou de "compromisso singular de Trump" com a liberdade da Venezuela, segundo o New York Times.

O Instituto Nobel da Noruega já tinha esclarecido este mês que María Corina Machado não podia doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.

"Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros", afirmou o instituto num  comunicado a 10 de janeiro.

"A decisão é final e irrevogável", acrescentou.

María Corina Machado tinha afirmado que gostaria de entregar ou partilhar o prémio com Trump, que ordenou a operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.

Ambos foram transportados para Nova Iorque, onde enfrentam acusações de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.Trump continua a considerar que Corina não pode liderar Venezuela
Corina Machado almoçou com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após a operação militar que culminou na detenção de Maduro.

A líder da oposição venezuelana entrou na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.

Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.

Após o encontro, a venezuelana cumprimentou apoiantes e seguiu para o Capitólio, onde se reuniu com membros do Congresso.

Apesar dos elogios a Trump, a porta-voz da Casa Branca esclareceu - enquanto o encontro ainda decorria - que o presidente norte-americano mantém a opinião de que María Corina Machado não tem apoio suficiente no país para liderar uma transição na Venezuela.

Karoline Leavitt insistiu que o Governo venezuelano, atualmente liderado de forma interina por Delcy Rodríguez, está a fazer um bom trabalho ao cumprir as exigências de Washington, sobretudo em relação ao petróleo.

c/ Lusa

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