Mundo
Vaticano recusa funeral religioso ao criminoso nazi Erich Priebke
Ninguém quer nada com o cadáver de Erich Priebke: nem a Igreja, nem o autarca de Roma, nem o seu país natal (Alemanha), nem o seu país adoptivo (Argentina). Depositados na morgue de Roma, os restos mortais de Priebke são um embaraço para toda a gente e ainda não está decidido o que fazer com eles.
Priebke morreu na sexta feira passada, com 100 anos de idade, e teoricamente a cumprir em prisão domiciliária uma sentença perpétua, pela sua responsabilidade no massacre das Fossas Ardeatinas, em Roma. Aí foram mortos, sob as suas ordens, e em dois casos provados com a sua autoria material, 335 prisioneiros. Os grupos mais representados eram, no plano confessional, os judeus e, no plano político, os trotskistas.
O oficial das SS fugira depois da guerra, precisamente com a ajuda do Vaticano, na pessoa do arcebispo Alois Hudal. Fora parar à Argentina, onde vivera durante meio século sem ser inquietado. Nem o rapto de Eichmann pela Mossad, em Buenos Aires, o fizera recear pela sua segurança.
Mas nos anos 90 assumira publicamente a sua identidade e os seus crimes, confiando na prescrição dos mesmos. Extraditado para Itália, passara por um julgamento cheio de peripécias, acabando por ser condenado a prisão perpétua. Alegadas razões de saúde permitiram-lhe passar a cumprir a pena em prisão domiciliária. Mas reportagens recentes mostravam-no a deslocar-se livremente em Roma.
Agora, o seu advogado, Paolo Giachini, foi notificado pelo cardeal Agostino Vallini de que o papa Francisco proibira todas as igrejas de Roma de celebrarem um funeral religioso para o criminoso nazi. Giachini pediu, em alternativa, uma missa privada, mas também essa lhe foi recusada pelo cardeal, por ordem expressa do papa. Passadas quase sete décadas, a Igreja católica faz por redimir-se do auxílio à fuga de Priebke.
Entretanto, também o chefe da polícia e o presidente da Câmara de Roma anunciaram que proibiriam qualquer outro tipo de homenagem pública ao carrasco de centenas dos seus munícipes. A comunidade judaica romana aplaudiu viogrosamente a proibição.
O oficial das SS fugira depois da guerra, precisamente com a ajuda do Vaticano, na pessoa do arcebispo Alois Hudal. Fora parar à Argentina, onde vivera durante meio século sem ser inquietado. Nem o rapto de Eichmann pela Mossad, em Buenos Aires, o fizera recear pela sua segurança.
Mas nos anos 90 assumira publicamente a sua identidade e os seus crimes, confiando na prescrição dos mesmos. Extraditado para Itália, passara por um julgamento cheio de peripécias, acabando por ser condenado a prisão perpétua. Alegadas razões de saúde permitiram-lhe passar a cumprir a pena em prisão domiciliária. Mas reportagens recentes mostravam-no a deslocar-se livremente em Roma.
Agora, o seu advogado, Paolo Giachini, foi notificado pelo cardeal Agostino Vallini de que o papa Francisco proibira todas as igrejas de Roma de celebrarem um funeral religioso para o criminoso nazi. Giachini pediu, em alternativa, uma missa privada, mas também essa lhe foi recusada pelo cardeal, por ordem expressa do papa. Passadas quase sete décadas, a Igreja católica faz por redimir-se do auxílio à fuga de Priebke.
Entretanto, também o chefe da polícia e o presidente da Câmara de Roma anunciaram que proibiriam qualquer outro tipo de homenagem pública ao carrasco de centenas dos seus munícipes. A comunidade judaica romana aplaudiu viogrosamente a proibição.