Venezuela. Cinco países da América Latina e Espanha rejeitaram "qualquer tentativa de controlo"

Os governos de cinco países da América Latina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai, mais a Espanha, rejeitaram hoje, num comunicado conjunto, "qualquer tentativa de controlo" sobre a Venezuela, no dia seguinte à operação militar dos Estados Unidos.

Lusa /

"Expressamos a nossa preocupação face a qualquer tentativa de controlo governamental, administração ou apropriação externa dos recursos naturais ou estratégicos [venezuelanos]", indicam no comunicado, publicado pelo ministério colombiano dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que autorizaria as empresas petrolíferas norte-americanas a explorar os recursos petrolíferos da Venezuela, que detém 17% das reservas mundiais de petróleo bruto.

Estes seis países expressaram também preocupação com a estabilidade regional após os bombardeamentos aéreos levados a cabo pelas forças norte-americanas e a captura do Presidente Nicolás Maduro, levado à força e que deve ir na segunda-feira a tribunal, em Nova Iorque, no âmbito de acusações de "narcoterrorismo".

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", capturando o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Na sua posição comum, os seis países afirmam que a ação dos Estados Unidos "é incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, económica e social da região".

Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação".

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.

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